Além do streaming, mudanças no ISS paulistano vão atingir novos setores

Além das empresas de streaming, as mudanças no Imposto Sobre Serviços (ISS) aprovadas pelo legislativo paulistano vão afetar outros segmentos, como estúdios de tatuagem e empresas que oferecem guinchos e guindastes. O escopo da cobrança também foi ampliado nas áreas de TI, publicidade e serviços funerários.

"A lista dos serviços aumentou bastante, e não apenas no streaming e em serviços ligados à tecnologia", explicou o professor Alexandre Motonaga, da Escola de Administração de Empresas da Fundação Getulio Vargas (FGV EAESP). De acordo com ele, a mudança pode ser bem absorvida por "setores mais organizados". Por outro lado, alguns segmentos "sem tanta estrutura devem ser pegos de surpresa".

Entram neste rol os estúdios de tatuagem e de perfuração para colocação de piercings. Entre as atuantes no setor ouvidas pelo DCI, boa parte sequer sabia que o imposto passaria a ser cobrado (apesar de a lei complementar que permitiu a inclusão do setor ter sido sancionada pelo Planalto no fim de 2016). "A cobrança surpreende porque há anos trabalhamos para ter reconhecimento como profissão e não conseguimos. Só nessa hora é que somos lembrados", argumentou o proprietário dos estúdios Klan Tattoo, Enio Conte - que também é idealizador da convenção Tattoo Week.

De acordo com o sócio do Brasil Salomão e Matthes e especialista em direito tributário Evandro Grilli, os estúdios optantes pelo Simples não devem enfrentar grandes dificuldades. Já as empresas que ainda atuam na informalidade podem ser impactadas duas vezes, lembra Motonaga, da FGV. "Quem está trabalhando sem a devida regularidade pode ser multado duas vezes: uma por causa do imposto e outra por deixar de cumprir obrigações acessórias", prevê.

Entrantes

Já regulamentada em outras capitais como Rio de Janeiro e Cuiabá, a mudança no ISS aprovada pela Câmara paulistana no dia 1º (e que passa a valer 90 dias após sanção do executivo) também atingiu empresas que prestam serviços de reparação do solo, descascamento de árvores e exploração florestal; entre as prestadoras de serviços funerários, o translado intramunicipal de corpos também passa a ser tributado, além da cessão de uso de espaços para sepultamentos. Outra vertical incluída é a das empresas que realizam guinchos e içamentos ou operam guindastes.

Na publicidade, os responsáveis pela inserção de textos, desenhos e outros materiais de propaganda e publicidade (exceto em livros, jornais e na radiodifusão sonora) também serão cobrados. Já as empresas de TI que devem começar a pagar o imposto incluem prestadoras de serviço de armazenamento e hospedagem em nuvem e desenvolvedores de aplicativos para smartphones - além de empresas como o Netflix e o Spotify. "Especificamente em relação ao streaming, há previsão de arrecadação [anual] de aproximadamente R$ 35 milhões", afirmou em nota a secretaria municipal da Fazenda, observando que "não há como mensurar todos os impactos com precisão" no que tange os outros setores incluídos.

Vale lembrar que especialistas ouvidos pelo DCI se mantêm céticos quanto a validade da incidência do ISS sobre as empresas de streaming. "Serviço é uma obrigação de fazer. Já o streaming é um produto de prateleira, o que não é a mesma coisa. Ao meu ver, é diferente de serviço", avaliou Evandro Grilli. Para a secretaria da Fazenda, contudo, o tema já está pacificado uma vez que o setor está incluído na lei complementar 157/2016.

Para Alexandre Motonaga, outros casos onde caberia contestação futura são a dos guindastes e a cessão de uso em cemitérios. "A prestação de serviços pressupõe uma ação humana. Quando alguém cede uma cova, por exemplo, não existe prestação de serviço", afirma. "Claro [que contestar] levaria anos, mas pode-se tentar esse argumento."

Por Henrique Julião

Fonte: DCI - SP

Epidemia de novo vírus Ramsonware pode chegar ao Brasil

O Vírus, denominado BAD RABBIT, descendente dos vírus Wanna Cry e do Expetr, já infectou grandes empresas da Rússia, e até mesmo o Aeroporto de Odessa, que registrou um ataque cibernético em seu sistema de informação.

O que acontece se o Bad Rabbit infectar o computador?

O computador é encriptado pelo vírus, e seus dados são roubados, se tornam ‘reféns’ dos bandidos cibernéticos. Os criminosos responsáveis pelo vírus exigem um resgate do computador de 0,05 bitcoins, cerca de 280 reais.

Como é realizado o ataque?

O vírus é instalado no computador através de um falso instalador do Adobe Flash, e inicia-se automaticamente o arquivo executável. Muitos sites de mídia já foram infectados pelo Bad Rabbit. A grande maioria dos ataques causados pelo vírus ocorreram na Ucrânia, Alemanha e Turquia. Segundo informações, o ataque foi causado através de um site russo, que estava infectado.

Para evitar ser uma vítima do Bad Rabbit, veja o que você pode fazer:

*Bloqueie a execução de arquivos c: \ windows \ infpub.dat e c: \ Windows \ cscc.dat.

*Desative o serviço WMI (se for possível no seu ambiente) para impedir que o malware se espalhe pela sua rede.

Evite por estes dias realizar a atualização do Adobe Flash, e também, é sempre bom fazer um backup de seus arquivos, para evitar perdas, não é mesmo?

Temos um serviço de guarda de arquivos em nuvem, seguro e muito prático. Gostaria de conhecer?

 

Inspirado na matéria do Kaspersky Lab

O que é o SPED, e como usá-lo a seu favor?

A informatização de sistemas ligados a impostos e documentos de transações, como notas eletrônicas, têm feito muito pelo micro e pequeno empresário. A burocracia nos processos brasileiros é muito grande, demorada e custosa, porém algumas iniciativas têm sido usadas, não só para sanar esses problemas, mas para promover algumas vantagens administrativas para quem sabe como usá-las.

Esse é justamente o caso do SPED, Sistema Público de Escrituração Digital, que se divide entre NF-e (Nota Fiscal Eletrônica), ECD (Escrituração Contábil Digital) e EFD (Escrituração Fiscal Digital). Cada um deles possui uma função ligada a uma face dos processos comerciais e de impostos, e a migração, que se iniciou em 2007, hoje está completa no Brasil todo, e em constante atualização.

A NF-e, mais comum, se foca muito em quem compra. O documento, embora importante para quem vende, auxilia muito mais o controle de quem recebe a nota, mesmo que as informações e tributações automáticas sejam uma grande vantagem para quem emite. Já o ECD, ou SPED Contábil, é como um balanço eletrônico enviado para a junta comercial para ser arquivado.

 Ele atende empresas de lucro presumido e lucro real, que devem validá-lo com uma assinatura do certificado digital ECPF A3. Ela acaba ficando nas mãos do contador, como sua ferramenta de controle geral dos negócios da empresa. Por último temos o SPED Fiscal, o EFD, que é um arquivo que informa todos os documentos fiscais e informações que os fiscos federal, estadual e municipal (ainda não completamente implementado), precisam saber.

Ele atende empresas de lucro presumido e lucro real, que devem validá-lo com uma assinatura do certificado digital ECPF A3. Ela acaba ficando nas mãos do contador, como sua ferramenta de controle geral dos negócios da empresa. Por último temos o SPED Fiscal, o EFD, que é um arquivo que informa todos os documentos fiscais e informações que os fiscos federal, estadual e municipal (ainda não completamente implementado), precisam saber.

Essas informações referem-se ao período em que são apurados os impostos de ICMS e IPI em cada nota emitida. Além disso, ele serve como escrituração fiscal da empresa e deve ser apresentado conforme previsto na legislação tributária. Trocando em miúdos, ele simplifica e organiza a entrega de documentos ao fisco.

Da mesma forma que o empresário mantem suas notas em ordem, com aumento de segurança, facilidade de acesso e gestão, e ganho de produtividade em emissão e controle, o EFD faz o mesmo, só que do lado do governo, da fiscalização das empresas. O SPED é validado pelo Validador e Assinador (PVA) e assinado utilizando uma certificação digital A1 ou A3.

Essas três ferramentas ampliam a produtividade em ordem exponencial da cadeia de processos fiscais. Gastos com papel, armazenamento de livros caixa, problemas de segurança e armazenagem, são coisa do passado. Além disso, se ganha com segurança digital, possibilidade de contestação, correção e análise do balanço da empresa são automatizados.

Além disso, com processos automatizados, tempo é poupado no próprio tramite de emitir, arquivar, detalhar. Quando se faz necessária a conferência, seja em uma auditoria, ou em um momento de análise de gastos e ganhos para uma estratégia comercial, o tempo não será um problema.

Um paralelo interessante é o de uma pesquisa que se fazia na escola antes da internet e do Google. Era preciso ir à biblioteca, passar a tarde lá, anotar, e talvez até digitar o texto em máquina depois. Isso tomava o dia todo. Hoje uma pesquisa é feita em 15 minutos, contando impressão e encadernação. É um exemplo lúdico, mas é uma comparação justa nos ganhos. O SPED é sem dúvida uma facilidade que quando bem utilizada, faz muito pelas empresas, sejam elas de quais ramos forem.

Fonte: Administradores.com

Como a contabilidade colaborativa pode mudar o Brasil

Nas últimas décadas, a atuação do profissional de contabilidade passou por uma série de transformações. Por conta da tecnologia, esses colaboradores passaram a ter um papel cada vez menos mecânico em suas rotinas, abrindo espaço para que eles pudessem participar mais do processo decisório nas companhias. Porém, nos últimos anos um novo termo veio à tona: a contabilidade colaborativa. Você sabe o que é contabilidade colaborativa?

Buscando uma maior eficiência

Como você já pode presumir, a chamada contabilidade colaborativa envolve um número maior de pessoas ou de fatores se comparada com a contabilidade tradicional. Em linhas gerais, falamos aqui do uso de softwares e de planilhas digitais para tornar o trabalho mais otimizado e ágil, mas não é só isso.

Os processos contábeis no Brasil envolvem pelo menos três pilares: as organizações contábeis (estima-se que hoje exista mais de 60 mil escritórios contábeis no Brasil); as pequenas e médias empresas, companhias estas que muitas vezes não têm condições ou necessidade de manter um contador em tempo integral; e, por fim, o governo.

A grande pergunta que se faz é a seguinte: de que maneira os fluxos de dados podem ser otimizados de tal modo que as três partes envolvidas tenham acesso, em tempo real, a todos os dados dos processos contábeis? Em outras palavras, falamos da necessidade de que todos os participantes dessa equação possam trocar informações entre si com segurança.

1. Investimento em tecnologia

Para que isso seja possível, é preciso primeiramente pensar em sistemas quem independente de sua linguagem, possam ser capazes de dialogar com outros. Nesse aspecto, os serviços de computação em nuvem, por exemplo, começam a ganhar ainda mais espaço no mercado, uma vez que têm um custo mais acessível, podem ser acessados a partir de qualquer lugar e dão confiabilidade para todas as partes envolvidas.

Quando esses três pilares conseguem convergir para um mesmo ponto, ou seja, quando todos têm acesso às mesmas informações em um só lugar, falamos que houve contabilidade colaborativa. Esse modelo vem avançando em alguns setores, mas ainda estamos longe de afirmar que a maioria das tributações seguem um modelo integrado.

Essa perspectiva, segundo especialistas da área, tem tudo para mudar o cenário da contabilidade brasileira. Seria o fim das idas e vindas da papelada característica dos trâmites burocráticos em prol de uma transação de informações extremamente dinâmica, passível de diminuir os índices de sonegação e a quantidade de erros operacionais.

2. Diminuindo a carga de trabalho

A partir do momento que você tem um sistema gerenciando todas essas informações, o número de ações mecânicas que os envolvidos no processo precisam fazer se torna menor. Isso não significa, de forma alguma, que o trabalho do contador vai ser substituído por um software, longe disso. Na verdade, nesse caso o contador terá que buscar uma qualificação diferenciada, pois cada vez mais passará do papel de “alimentador de dados” para o papel de “gestor de dados”.

A grande peça-chave dessa equação é a acessibilidade em tempo real aos dados. Dessa forma, qualquer pessoa habilitada, a partir de qualquer ponto, pode checar essas informações, seja para fins fiscais ou de relatório, sem que exista a necessidade de parar um setor para a produção de análises específicas. Novamente, o trabalho do contador passa a ser muito mais o de um analista de informações, dando suporte aos gestores, do que o de um executante de rotinas.

3. Mais oportunidades a cada ano

À medida que o governo passa a automatizar o recebimento de tributos, aumenta a necessidade de que as empresas voltem os seus olhos para essa nova realidade. Assim, o que antes era um detalhe opcional em meio à operação, hoje já pode ser considerado um diferencial competitivo em relação aos seus concorrentes. E, muito em breve, esses fatores passarão a ser obrigatórios.

Sendo assim, se a sua empresa ainda está longe de fazer parte do mundo digital, a recomendação é que você comece a procurar o quanto antes quais são as soluções de contabilidade colaborativa que o mercado oferece. Os custos para migração para uma operação como essa não são nada proibitivos e os ganhos de produtividade acabam compensando o investimento inicial.

Fonte: Jornal Contábil

Quanto a folha de pagamento impacta no orçamento da sua empresa?

Você sabe quanto sua folha de pagamento representa no orçamento geral da empresa? Essa é uma pergunta muito comum entre gestores de pequenas, médias e grandes empresas. É um dado que varia de corporação para corporação, mas que continua tirando o sono de muitos gestores, principalmente dos Diretores Administrativos, responsáveis pela gestão desses recursos.

Especialistas revelam que em empresas de serviços, por exemplo, que necessitam de um número maior de pessoas para entregar seus produtos, a representatividade da folha de pagamento é maior.  Em alguns casos, passando até de 20% do valor da receita dessa empresa.

Em uma empresa do segmento do comércio, é comum que o impacto da folha de pagamentos seja entre 10% e 15%, mas sempre dependendo da margem de preço do produto e do orçamento geral.

Já em uma indústria, esse valor dependerá muito do quanto essa empresa é modernizada. Uma corporação com maior tecnologia, automaticamente, poderá ter um número menor de colaboradores e, assim, um índice menor de representatividade da folha em relação ao faturamento.

Nesse contexto, o ideal é poder e saber como controlar esses dados, mensalmente. Afinal, se o valor aumenta ou diminui é porque a empresa está inchando ou porque as vendas estão caindo. Mas, como conseguir identificar esse impacto? Como é possível controlar essa interferência, não só da folha de pagamento, mas dos benefícios e encargos que atingem o orçamento? Quanto custará para sua empresa as mudanças trabalhistas?

Você é Diretor Administrativo e também está se perguntando sobre isso? Acompanhe nosso artigo sobre o tema e acabe de uma vez por todas com a instabilidade financeira da sua empresa.

Folha de pagamento: encargos e benefícios

Antes de entrar a fundo no impacto da folha de pagamento no orçamento da empresa, é preciso diferenciar o que são encargos e benefícios, para que a orçamentação de despesas com pessoal seja observada.

Os encargos são taxas legais e obrigatórias pagas pela empresa diretamente ao colaborador. Exemplo: férias, adicional de férias, 13º salário, hora extra, adicional noturno, insalubridade, licenças, entre outros. Ainda, são considerados encargos os valores que não vão direto ao colaborador, mas que compõem os benefícios e garantias. Exemplo: INSS e FGTS.

Já os benefícios são valores adicionais que a corporação oferece aos seus colaboradores a fim de motivá-los e engajá-los para que produzam mais. Exemplo: vale-transporte, vale-alimentação, plano de saúde, bolsa de estudos, etc.

Tanto os benefícios quanto os encargos são valores que integram a folha de pagamento, além, claro, do salário, que é a remuneração direta paga ao colaborador pelo seu trabalho executado.

Além disso, a folha de pagamento contém diversas obrigações legais que devem ser cumpridas pela empresa. E, que se não forem cumpridas, acarretam em punições à corporação. Entre as obrigações podemos citar: CAGED, GPS, GFIP, GRRF, IRRF, RAIS, DIRF e Contribuições Sindicais.

Fonte: Rede Jornal Contábil