7 dicas para ajudar a melhorar a área de contabilidade

Você já se perguntou como é possível melhorar a área de contabilidade? Tanto para que o escritório cresça quanto para que os clientes consigam melhores resultados é fundamental investir nesse segmento tão importante.

Sendo assim, nada melhor do que conferir dicas que, partindo de uma melhora do ambiente interno, permitem que o setor se desenvolva e alcance objetivos cada vez mais significativos. Ficou curioso? Então não perca tempo e confira 7 dicas que preparamos!

1. Realize um planejamento

Toda mudança precisa começar com uma análise bem-feita do momento passado e a definição de estratégias para a ação. Assim, é preciso planejar antes de agir. Um escritório de contabilidade faz isso o tempo todo para otimizar a gestão de clientes, mas muitas vezes deixa de fazer para o próprio negócio.

Nesse aspecto, nada é mais válido do que considerar a realização de um planejamento anual também para o escritório. Isso começa com a definição clara de objetivos a alcançar para que, em função deles, as mudanças necessárias sejam feitas internamente.

Você pode fazer uma pesquisa de mercado para identificar as possibilidades presentes, bem como as ações da concorrência. Com uma boa análise, você poderá tomar decisões mais acertadas ao longo do ano.

2. Treine sua equipe

Nunca deixe de oferecer treinamentos periódicos para seus funcionários. A cada começo de ano, ou até mesmo em momentos em que sua equipe parecer estar parada no tempo, é sempre pertinente considerar a realização de um treinamento.

Considere os resultados da gestão para definir o foco da capacitação. Dessa forma você pode trabalhar desde a revisão das informações relativas ao escritório e clientes, passando pelos procedimentos, até a definição de novas estratégias e resultados.

Em caso de problemas com questões tributárias, trabalhistas, entre outras, procure focar o treinamento nestes itens para garantir a correção de rotas antes que as dificuldades se acentuem. Essa prática deve ser adotada anualmente ou sempre que necessário. Ela ajuda a reciclar conhecimentos e aumentar a produtividade da equipe.

3. Invista em capital intelectual

Muitas vezes as empresas dos mais diversos segmentos deixam de investir em profissionais qualificados para fazer economia. Esse é um erro grave, pois, ao acumular funcionários comuns em sua equipe é bem provável que qualquer ação movida pela concorrência seja o suficiente para derrubar seu negócio. E isso vale também quando o assunto diz respeito a escritórios de contabilidade.

Para prestar serviços diferenciados, não deixe de contar com profissionais capacitados, com experiência reconhecida dentro do mercado. Eles podem aperfeiçoar a realização das tarefas diárias, trazendo qualidade e resultados mais relevantes.

Nesse sentido, além de contratar profissionais de bom nível, procure também desenvolver programas de formação. Assim, você pode investir em pessoas que já trabalham com você e moldá-las de acordo com as necessidades da gestão. Cursos especializados, por exemplo, podem ajudar a transformar colaboradores promissores em verdadeiros especialistas em sua área.

4. Fique atento à tecnologia voltada para a área de contabilidade

Quer ver o seu escritório ganhar em produtividade em curto prazo? Comece a investir em recursos tecnológicos. Atualmente o que não faltam são soluções voltadas para serviços contábeis. Sendo assim, se você não estiver atento, saiba que sua concorrência certamente estará. Portanto, não deixe que seus clientes se encantem por algo que você também poderia oferecer, mas que negligenciou.

 

Softwares de otimização de processos, por exemplo, garantem maior agilidade e excelente relação custo/benefício. Além disso, é preciso considerar também o impacto que a tecnologia tem no atendimento ao cliente. Com recursos como o FAQ, já é possível disponibilizar para o cliente uma série de perguntas e respostas com as dúvidas mais comuns envolvendo os serviços das empresas.

No caso de um escritório de contabilidade isso permite ganhar tempo. Isso porque uma vez que ao poder tirar suas dúvidas no site, o cliente não precisa mais fazer uma ligação e ocupar o tempo de um dos funcionários para sanar inquietações que anteriormente outros clientes já tiveram e que foram devidamente solucionadas.

5. Encontre seu segmento específico

Empresas podem atuar em diferentes tipos de segmentos. Existem redes de mercado, supermercado, hipermercado, e muito mais. A divisão existe porque ela é útil para cada empreendimento. Sendo assim, se você está adaptado a trabalhar com quem quer que seja, então saiba que existe uma maneira muito simples de fazer com que seu escritório cresça mais em menos tempo: é por meio da segmentação.

Procure se concentrar em um nicho específico de mercado. Isso permite não apenas melhorar o desempenho de sua equipe aumentando o nível de especialização dela em determinado departamento, mas também dar ao cliente uma segurança maior na hora de fechar negócio com você.

Pense bem: entre contratar uma empresa que oferece serviço genérico e outra que atua especificamente na resolução de seu problema, qual delas seria sua melhor opção?

Ser um especialista gera confiança das pessoas e isso permite ótimos resultados, pois mesmo em tempos de crise os especialistas continuam sendo solicitados enquanto os generalistas não. Sendo assim, defina um nicho de mercado e qualifique sua equipe para atuar exclusivamente dentro dele.

6. Trabalhe em função de um diferencial

Para se especializar em determinada área é importante encontrar um diferencial. E para isso, é preciso novamente ressaltar a importância de um planejamento adequado.

Conhecendo as características do mercado, de seus atuais clientes e seu público-alvo, além de entender exatamente o que seu escritório tem de ponto forte e fraco, é possível definir uma estratégia perfeita para realinhar a atuação da equipe e assim apresentar algo que ninguém mais tem, o chamado diferencial.

A ideia é mostrar que o seu escritório é o mais qualificado para encontrar soluções seguras para problemas de clientes e oferecer o desempenho que eles desejam.

7. Acompanhe as tendências da área contábil

Ficar de olho em tudo o que acontece no mundo da contabilidade permite a você identificar tendências. Isso é importante porque faz com que o seu escritório esteja sempre um passo adiante no sentido de incorporar inovações antes da concorrência.

Assim, sua equipe não fica parada no tempo e os treinamentos podem ser realizados sempre em função de oferecer novos diferenciais para o cliente e não para recuperar o tempo perdido devido a problemas.

Fonte: Jornal Contábil

Os 3 maiores desafios da contabilidade

Ao pensar num contador trabalhando, você ainda imagina um profissional atrás de uma mesa cheia de relatórios, com uma calculadora na mão, preocupado apenas com os dados financeiros da empresa?

Hoje em dia, os processos burocráticos e legislações estão exigindo cada vez mais do profissional contábil, que precisa estar sempre atualizado e preparado para os desafios.

As mudanças tecnológicas e as novas legislações impactaram e muito o cenário no qual o profissional precisa atuar. Isso se traduz em novos desafios da contabilidade e exige que o contador esteja pronto para enfrentá-los.

Quer saber quais são esses desafios? Continue a leitura para conhecê-los e saber como superá-los.

  1. Contrato de prestação de serviços

Um dos maiores problemas enfrentado pelos escritórios de contabilidade são as atribuições sobre a prestação de serviço. Durante anos a categoria contábil se depreciou pelos leilões de honorários e prestação de serviços ao qual não compete ao contabilista. Neste processo, o empresariado brasileiro “acostumou-se” com as vantagens desta disputa por clientes, causando interpretações erradas sobres as reais atribuições do escritório contábil.

No contrato de prestação de serviços devem estar claro e objetivo os termos da prestação que devem ser:

  • Prazos para o fornecimento de informações;
  • Período mínimo de retorno a solicitações; – Fornecimento completo de documentações que envolva a entidade e seus representantes;
  • Tornar explícito as informações sobre os encargos e adicionais sobre serviços não relacionados.

 

LEMBRE-SE SEMPRE! O contabilista é um prestador de serviços fundamental para a gestão de uma empresa e não o secretário do empresariado.

  1. A era da informação

Vivemos em uma era que apresenta um fluxo de informações completamente dinâmico e não permite que a contabilidade e suas atribuições sejam excluídas desse processo. O profissional contábil precisa rapidamente se adaptar a esses novos processos que movimentam a era da informação para estar preparado para as novas mudanças burocráticas que o fisco vem implantando.

As mudanças referentes a legislação são constantes e manter-se sempre atualizado se faz necessário para atingir o nível mais alto em uma boa prestação de serviços.

Um diferencial que com certeza aumenta a cartela de clientes de um escritório contábil é a qualidade e rapidez dos serviços prestados. E como atingir isso? Estar sempre atualizado e preparado para as legislações do fisco é um ótimo começo. Os caminhos são muitos: cursos, palestras, atividades e congressos oferecidos pelos conselhos da categoria contábil assim como a “Educação Profissional Continuada” oferecida de modo online em alguns CRCs.

  1. Contabilidade Digital

Autenticar e armazenar arquivos de Notas Ficais Eletrônicas (NF-e), Documento Auxiliar da Nota Fiscal (DANFE), Livros Diários, Balancetes e Balanços, dentre outras obrigatoriedades, nunca foi tão fácil quanto agora. Os milhares de papéis e arquivos físicos de outrora agora podem ser substituídos por arquivos do tipo XML, compatíveis com vários sistemas de contabilidade, e ter a sua autenticidade validada em alguns minutos.

Render-se à contabilidade digital não é apenas seguir uma tendência, mas cumprir com as exigências legais que cada vez mais estão se informatizando. Além de agilizar a rotina dos escritórios de contabilidade e facilitar a escrituração e apresentação das obrigações fiscais, a contabilidade digital vem facilitando o arquivamento e agilizando a fiscalização por parte dos órgãos públicos.

LEMBRE-SE que o profissional contábil precisa estar preparado para as mudanças, tanto relacionadas à legislação, quanto tecnológicas. Por isso adaptação e foco são primordiais, e isso o contador tem de sobre, não é mesmo?

Fonte: Jornal Contábil

Governança tributária – Saiba o que é e porque as empresas precisam dela

A complexidade do modelo tributário brasileiro é altíssima; o peso financeiro das obrigações fiscais enfraquece a competitividade das empresas no exterior; a multiplicidade de normas e declarações (muitas vezes conflitantes entre si) torna tênue a linha divisória entre a saúde e a irregularidade fiscal. No país das mais de 3 mil normas tributárias, não dispor de uma política sólida de governança tributária é assinar o atestado de óbito da empresa.

Vamos compreender abaixo a importância da adoção de uma cultura de gestão tributária racional, analítica e apoiada em tecnologia, mostrando o fundamental papel que exercem hoje os contadores na “evangelização” da empresa sobre a necessidade de se atentar a estratégias eficientes de elisão tributária. Seja o agente de transformação em sua empresa, reduzindo riscos de sanções e perdas financeiras desnecessárias!

Brasil: o país das 7,5 toneladas de normas tributárias!

É difícil explicar isso para um investidor estrangeiro, mas entre 1988 e 2013, foram editadas impressionantes 309 mil normas tributárias no Brasil, o que representa uma média de 31 normas por dia. Em 2014, apenas 7,6% desses normativos ainda estavam em vigor. Revoltado, um advogado tentou, recentemente, juntar tudo isso em um livro e levar até o Congresso. A compilação gerou uma “obra” de 7,5 toneladas!

Se as leis mudam a todo instantes, se as obrigações se sobrepõe continuamente e se o tempo perdido com a juntada de Darfs, GRUs, escrituração de livros-razão, SPED Fiscal/EFD, entre outras formalidades é cada vez maior, as empresas perdem duplamente: perdem faturamento no imenso oceano de débitos fiscais e perdem produtividade, uma vez que desviam seus olhos do core business para mobilizar equipes na prestação de informações ao Fisco.

Para piorar, estar sempre atualizado com as alterações constantes e atender às exigências legais é tarefa mais do que milagrosa. É diante deste cenário de caos que a governança tributária adquire importância estratégica nas organizações.

O que é governança tributária?

Conceito ainda em desenvolvimento, a governança tributária é o conjunto de procedimentos de gestão empresarial cuja finalidade é o controle pleno e a revisão permanente de todos os processos tributários, com vistas a reduzir riscos decorrentes de inconsistências, evitar pagamento de tributos acima do exigido por lei e mitigar a exposição fiscal, ampliando a margem de lucro, melhorando a produtividade e eliminando as chances de sanções fazendárias.

Parte indissociável da gestão corporativa, a governança tributária segue os mesmos princípios da transparência (disclosure), da equidade (fairness), da prestação de contas (accountability) e da conformidade e cumprimento das leis (compliance).

Estratégias de planejamento tributário típicas das organizações de vanguarda

A governança tributária precisa estar inserida dentro do planejamento estratégico da empresa, abrangendo diversas áreas. Um produto não pode ser lançado, por exemplo, sem que se tenha a noção exata do impacto dos impostos sobre sua circulação.

Todo esse acompanhamento deve ser feito por meio de soluções automatizadas, que possibilitem atualização de legislações (e do cadastro de produtos), cálculo de tributos com precisão e envio automatizado de declarações (muitos sistemas de gestão tributária são integrados às principais aplicações governamentais). Recorrer ao auxílio de uma autoridade certificadora de credibilidade é altamente recomendável nesse processo de transição para as escriturações e controles tributários digitais.

Transformação de créditos acumulados em caixa, escolha do melhor regime de tributação, identificação dos créditos fiscais extemporâneos, otimização da incidência de tributos em negociações internacionais e melhor uso das oportunidades de isenção fiscal são alguns outros mecanismos que fazem toda a diferença no faturamento empresarial. Mas vamos além da teoria e mostrar um exemplo prático do que o planejamento tributário pode fazer em uma organização.

Exemplo do poder da governança tributária na saúde financeira das organizações

Os instrumentos legais de ajuste tributário promovem muito mais do que simplesmente evitar erros no cumprimento de obrigações acessórias.

Imagine que nossa empresa hipotética (chamada de Global Company e que não se caracteriza como prestadora de serviços) seja atualmente tributada no lucro real, possua custos com folha de pagamento(em áreas não ligadas ao core business) na casa de R$ 100.000,00 (contando os encargos), tenha obtido lucro no período antes dos tributos de R$ 500.000,00, faturamento de R$ 2,5 milhões e despesas operacionais na casa dos R$ 2 milhões.

1) Apuração na situação atual (lucro real):

Vamos observar, de forma resumida, um pouco do que esta empresa paga hoje de tributos.

  • IR = R$ 500.000,00 x 15% = R$ 75.000,00
  • Adicional de IR= (R$ 500.000,00 – 30.000(apuração trimestral)) x 10%=R$ 47.000,00
  • CSLL = 500.000,00 x 9% = R$ 45.000,00

Total de tributos a pagar: R$ 167.000,00

Impostos como ISS, ICMS, PIS e COFINS não serão mencionados. O primeiro não incide neste caso específico, uma vez que nossa empresa não é prestadora de serviços.

Os demais incidem sobre o faturamento e nossa abordagem, para fins didáticos (e por amor à concisão!), se restringirá aos tributos incidentes sobre o lucro, neste momento. O objetivo aqui é mostrar apenas uma fotografia do potencial de redução da carga tributária que pequenas modificações podem trazer a uma empresa.

Ok, nossa empresa paga, até este momento, R$ 167 mil em tributos. Agora vamos demonstrar como, neste caso, a criação de uma holding operacional (para prestação de serviços de TI, contabilidade, etc.), aliada a uma escolha precisa no regime de tributação, pode mudar a história da nossa Global Company.

2) Nova situação

Neste novo cenário, será criada uma holding operacional que prestará serviços para a própria empresa do nosso exemplo. Essa holding será alimentada com funcionários transferidos da nossa empresa.

O regime de tributação escolhido para a holding será o lucro presumido, cuja alíquota para essa atividade é 8% sobre o faturamento.

Por fim, é importante destacar que o faturamento da holding será igual ao valor do lucro da empresa principal, a ser transferido para a holding por meio da emissão de NFs de serviço (uma vez que os serviços serão efetivamente prestados).

Neste novo cenário:

As despesas operacionais da empresa principal, que anteriormente formavam um montante de R$ 2 milhões, será reduzida em R$ 100.000,00, em função de transferência de equipe para a holding; por outro lado, entretanto, será também elevada em R$ 600.000,00 pela despesa de prestação de serviços. Esse movimento irá zerar o lucro, o que faz com que a empresa principal não tenha nada a ser acertado pelo lucro real (já que sua base de cálculo seria zero).

No caso da holding, o acerto tributário seria feito da seguinte forma:

IR = alíquota de 15% incidente sobre 8% do faturamento de R$ 600.000,00 = R$ 7.200,00

CSLL = alíquota de 9% incidente sobre 8% do faturamento de R$ 600.000,00 = R$ 4320,00

PIS/COFINS = 3,65% sobre o faturamento = R$ 21.900,00

ISS = 5% sobre o faturamento = R$ 30.000,00

Total de impostos pagos na situação 1 = R$ 167.000,00

Total de impostos pagos na situação 2 = R$ 63.420,00

ECONOMIA TRIBUTÁRIA = R$ 103.580,00

Alguma dúvida do que a governança tributária pode fazer em sua empresa?

A propósito, quais as estratégias que você tem adotado para reduzir o peso fiscal aos seus clientes? Compartilhe sua experiência nas linhas abaixo, mas não se esqueça de curtir nossa página nas redes sociais! Sucesso e até a próxima!

Fonte: Jornal Contábil

Diferença entre Prejuízo Fiscal e Contábil

O Prejuízo Contábil é a base inicial para apuração do Imposto de Renda (IRPJ) e Contribuição Social sobre o Lucro (CSLL) , que poderá ou não gerar um Prejuízo Fiscal.

A seguir, uma síntese sobre os referidos termos, e sua distinção específica.

Prejuízo Contábil

O prejuízo contábil origina-se na contabilidade, quando as receitas de determinado exercício são superadas pelas despesas e custos (sob o regime de competência), sendo sua compensação efetuada com reservas existentes ou com lucros contábeis futuros.

O prejuízo contábil apurado é transferido para a conta “Prejuízos Acumulados” do grupo Patrimônio Líquido, dando-lhe a destinação prevista no contrato ou estatuto social.

De acordo com os artigos 167 e 189 da Lei 6.404/76, o prejuízo contábil apurado no exercício será, obrigatoriamente, absorvido pelos lucros acumulados, pelas reservas de lucros, reserva legal e pela reserva de capital, nessa ordem.

Prejuízo Fiscal

O prejuízo fiscal, por sua vez, é o resultado negativo decorrente da apuração dolucro real e compensável com lucros reais posteriores.

Diferentemente do prejuízo contábil, o prejuízo fiscal tem sua origem na determinação do lucro real, ou seja, partindo-se do resultado do exercício, positivo ou negativo, são efetuados os ajustes de adição e exclusão na parte A do Livro de Apuração do Lucro Real – LALUR, conforme determinação da legislação do Imposto de Renda.

Se, após estes ajustes, o resultado final apurado for negativo, será denominado prejuízo fiscal, e será controlado na parte B do LALUR,para futura compensação com o lucro real.

Uma empresa, mesmo apurando resultado contábil negativo, pode ficar sujeita ao cálculo do Imposto de Renda Pessoa Jurídica e da Contribuição Social sobre o Lucro, uma vez que, efetuando os ajustes de adições e exclusões a este resultado, o mesmo pode converter-se em resultado positivo para efeitos fiscais.

Fonte: Portal Contábeis

DCTF – prazo de entrega para pessoas jurídicas inativas 2017 é esclarecido pela Receita Federal

A partir de 2016, com a extinção da Declaração Simplificada da Pessoa Jurídica – DSPJ – Inativa (IN nº 1.605/2015), as pessoas jurídicas inativas passaram a ser obrigadas apenas à apresentação da Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF) , nos termos do art. 3º da IN RFB nº 1.599/2015.
 
Excepcionalmente para o ano-calendário de 2016, as pessoas jurídicas inativas tiveram de apresentar a DCTF relativa ao mês de janeiro até 21 de julho de 2016, ainda que tivessem apresentado a DSPJ - Inativa 2016, conforme disposto no art. 10-A da IN RFB nº1.599/2015.
 
A partir de 2017 quando deve ser apresentada a DCTF informando a inatividade?
Na DCTF, a inatividade é declarada no mês de janeiro de cada ano-calendário, ou seja, as pessoas jurídicas que estiverem inativas no mês de janeiro devem apresentar a DCTF relativa a este mês, informando esta condição, e ficam desobrigadas de apresentar a DCTF a partir de fevereiro.
As pessoas jurídicas inativas devem apresentar a DCTF apenas nas hipóteses previstas no inc. III do § 2º do art. 3º da IN RFB nº 1.599/2015, conforme segue:
III - as pessoas jurídicas e demais entidades de que trata o caput do art. 2º que estejam inativas ou não tenham débitos a declarar:
a) em relação ao mês de ocorrência do evento, nos casos de extinção, incorporação, fusão e cisão parcial ou total;
b) em relação ao último mês de cada trimestre do ano-calendário, quando no trimestre anterior tenha sido informado que o pagamento do Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) seria efetuado em quotas;
c) em relação ao mês de janeiro de cada ano-calendário; e
d) em relação ao mês subsequente ao da publicação da Portaria Ministerial que comunicar a oscilação da taxa de câmbio, na hipótese de alteração da opção pelo regime de competência para o regime de caixa prevista no art. 5º da Instrução Normativa RFB nº 1.079, de 3 de novembro de 2010.
 
A Receita Federal informou através de nota (06/02/2017), que uma vez que o PGD DCTF está sendo alterado para simplificar o preenchimento da declaração pelas pessoas jurídicas inativas, incluindo a dispensa da exigência de certificado digital, a transmissão de DCTF sem débitos, referente aos períodos de apuração a partir de janeiro de 2017, na versão atual do programa (DCTF Mensal 3.3), está suspensa.
 
De acordo com a Receita Federal, o prazo para a apresentação da DCTF relativa ao mês de janeiro de 2017 deve ocorrer até o décimo quinto dia útil do mês de março de 2017, ou seja, em 21 de março deste ano, porém, para evitar transtornos, será concedido, em breve, novo prazo para as pessoas jurídicas inativas.
 
Confira nota divulgada pela Receita Federal:
 
DCTF - Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais – 06.02.2017
ATENÇÃO: A obrigatoriedade da apresentação da Declaração Simplificada da Pessoa Jurídica (DSPJ) - Inativa vigorou até a declaração relativa ao ano-calendário de 2015, conforme disposto na IN RFB nº 1605/2015, a qual deveria ter sido entregue no período de 2 de janeiro a 31 de março de 2016. A partir de janeiro de 2016, com a extinção da DSPJ - Inativa, as pessoas jurídicas inativas passaram a ser obrigadas apenas à apresentação da Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF) , conforme disposto no art. 3ºd a IN RFB nº 1599/2015.
Na DSPJ, a inatividade era declarada no exercício seguinte, ou seja, uma pessoa jurídica que esteve inativa no ano-calendário de 2015 informou esta condição à RFB na DSPJ - Inativa 2016. Na DCTF, a inatividade é declarada no mês de janeiro de cada ano-calendário, ou seja, as pessoas jurídicas que estiverem inativas no mês de janeiro devem apresentar a DCTF relativa a este mês, informando esta condição, e ficam desobrigadas de apresentar a DCTF a partir de fevereiro. As pessoas jurídicas inativas devem apresentar a DCTF apenas nas hipóteses previstas no inc. III do § 2º do art. 3º da IN RFB nº 1599/2015.
Excepcionalmente para o ano-calendário de 2016, as pessoas jurídicas inativas deveriam apresentar a DCTF relativa ao mês de janeiro até 21 de julho de 2016, ainda que tivessem apresentado a DSPJ - Inativa 2016, conforme disposto no art. 10-A da IN RFB nº 1599/2015.
Uma vez que o PGD DCTF está sendo alterado para simplificar o preenchimento da declaração pelas pessoas jurídicas inativas, incluindo a dispensa da exigência de certificado digital, a transmissão de DCTF sem débitos referente aos períodos de apuração a partir de janeiro de 2017, na versão atual do programa (DCTF Mensal 3.3), está suspensa.
O prazo para a apresentação da DCTF relativa ao mês de janeiro de 2017 é até o décimo quinto dia útil do mês de março de 2017 , porém, para evitar transtornos, será concedido, em breve, novo prazo para as pessoas jurídicas inativas. 
 
Fonte: Portal Contábeis

 

Por que o Fisco Conclama a Parceria do Contador, mas não lhe dá Retorno?

Outras vezes já escrevi sobre a tão propalada PARCERIA entre o Fisco e os Contadores que tanto o Governo invoca. Neste artigo aprofundo o tema e faço uma proposta para que todos possam ganhar, inclusive a classe de contabilistas.

Na semana que passou tive a oportunidade de participar de um evento da classe empresarial contábil e assistir ao painel com um delegado da Polícia Federal, um auditor da Receita Federal e um perito criminal, onde expuseram detalhadamente como os agentes fiscalizadores atuam para identificar os sonegadores de tributos.

O público era composto de, no mínimo, 90% de contadores que naturalmente ficaram intrigados com a ampla responsabilidade que lhe é atribuída em função do Código Civil que entrou em vigor em 2003.

Não é novidade para os contadores que são solidariamente responsáveis por tudo o que acontece com o seu cliente, mas requintes de detalhes fornecidos pelos ilustres painelistas deixa a classe ainda mais perplexa..

Desejo neste artigo explorar a visão da Receita Federal e da Polícia Federal em relação aos contabilistas e para isso utilizo a pergunta que enviei aos debatedores. que acredito poderia ter sido assinada por qualquer contador:

“O Governo e seus agentes fiscalizadores.sempre falam da parceria Governo e Contadores. Parceira se entende o Ganha x Ganha, mas pergunto: qual é o ganho do Contador? Já Pensaram na remuneração (percentual sobre o resultado final) ao contador?”

A indagação lida pausadamente pelo mediador foi respondida por todos os painelistas que de forma resumida disseram que eles quando fazem o trabalho de apuração das suspeitas recebem somente o salário e mesmo quando fazer horas extras, não são remunerados, realizam isto por que é o certo e o ganho que tem é uma sociedade mais justa. Portanto os contadores devem delatar suspeitas para também contribuir com a sociedade.

Algumas considerações para que estes ilustres funcionários públicos possam refletir e com estas informações consigam ser mais assertivos ao responder e atender aos anseios da classe contábil, ou, ao menos, se colocar no lugar do contador e numa efetiva parceria buscar dar algum retorno, ou mediar, apoiar atitudes positivas.

  • Os agentes fiscalizadores são funcionários e recebem salários fixos, mas não estão obrigados a fazer horas extras. Fazem quando consideram que é importante, ou seja, não estão obrigados, mas podem fazer a opção.
  • O contador não é funcionário público e nem recebe para fazer serviços de investigação e denuncia.
  • O contador é punido se não delatar o cliente suspeito de sonegação, tarefa que muitos profissionais, inclusive os advogados, não as têm.
  • O serviço de fiscalização que é exigido do contador e o registro no Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) não é remunerado pelo cliente e muito menos pela Receita Federal ou Polícia Federal.
  • Os agentes fiscais se tomarem conhecimento de algo não conforme ou suspeito de sonegação de tributos e resolver não denunciar, ou seja, simplesmente fazer que não viu, nada lhe acontecerá. Mais uma vez observa-se que os agentes fiscalizadores tem a opção de denunciar, ao contrário do contador que é obrigado e pode ser punido se não o fizer.
  • Muitas multas que teoricamente a Receita Federal atribui aos contribuintes, clientes do contador, são arcadas pelo prestador de serviços. Normalmente pode ser dito, por estes agentes, que se errou deve pagar. Mas por que a Receita Federal não paga multa ao contador quando esta comete erros? Ainda os obriga a juntar documentos para provar o erro, sem falar do tempo investido para fazê-los entender que erraram e suplicar que que corrijam.

Será que se a Receita Federal e a Polícia Federal voltassem seus olhos à classe contábil para compreendê-la e formar uma verdadeira parceria não teriam mais êxito na execução de suas tarefas?

Os bons empresários reconhecem os funcionários que os ajudam a ganhar mais, ou seja, este empregados recebem comissões e gratificações, com isso ocorre o Ganha x Ganha.

O patrão incentiva o funcionário a atuar da mesma forma (pro-ativo) e isto faz a empresa crescer. Até o judiciário aprendeu a fazer isto com a Delação Premiada.

As pessoas que contribuírem com a Justiça são beneficiadas de alguma forma. Se réus recebem benefícios, por que uma categoria que não é criminosa e que pode contribuir muito com a fiscalização também não tenha benefícios.

Peço aos senhores agentes arrecadadores de tributos da Receita Federal e outros órgãos que reflitam sobre esta proposta, pois creio que a PARCERIA trará grande vantagem no processo GANHA x GANHA tanto para o Governo, ou seja, para a sociedade e também para aqueles bons profissionais que optam, não somente por despachar clientes com vestígios de sonegadores, mas os inscreve no COAF.

por Gilmar Duarte

Fonte: Blog Guia Contábil