Abertura de empresa – a importância do contador neste processo

Quando uma nova empresa se origina, o empresário tem as melhores expectativas, ele quer ser tudo, ter o melhor produto ou serviço do mercado.

Onde ficará localizada a empresa, qual a sua categoria, qual o ramo, quantos funcionários, e qual o faturamento médio mensal, são algumas das questões que devem ser pensadas antes da abertura de uma empresa.

Respondidas todas essas perguntas, como é aberta uma empresa? Nunca pense que cada ramo é igual, pois cada negócio exige diferentes procedimentos, então o mesmo procedimento que um colega seu, ou amigo fez, não necessariamente será igual ao que você terá de fazer.

No processo de abertura de uma empresa, é sempre necessário um contador experiente, pois existem questões trabalhistas, fiscais e societárias entre outras áreas que ele poderá lhe auxiliar.

Deixar seu negócio corresponder as suas expectativas só depende de você.

Receber auxílio na abertura da empresa e no início da gestão é muito importante, e é bom que venha de alguém experiente no assunto como um contador.

Assinando contrato de prestação de serviço com um escritório de contabilidade, isso garantirá que a sua empresa esteja no regime tributário mais adequado para ela, e sempre terá uma equipe qualificada para lhe dar suporte em seus processos tanto de abertura, como depois da empresa já estar em funcionamento.

Veja que milhares de empreendedores são parceiros das contabilidades para ajudar na gestão de suas empresas. O contador é um profissional que pode oferecer soluções para sua empresa quanto a questões tributárias, trabalhistas e contábeis, sempre buscando eficiência e inovação para sua empresa, e de maneira legal.

Em casos de venda de mercadoria o contador vai poder auxiliar verificando se o seu produto está adequadamente classificado para fins fiscais, elaborando balancetes periódicos, relatórios gerenciais, balanço anual e demonstrativo de resultados, analisando demonstrações contábeis, fazendo o controle dos bens patrimoniais, emitindo livros contábeis, e dando orientações personalizadas sobre demonstrações contábeis a sua empresa.

Entre outras vantagens está à consultoria fiscal, que envolve planejamento tributário, assessoria tributária personalizada, escrituração e orientação com relação às notas fiscais, apuração dos impostos, envio das declarações, e em alguns casos até ajudam na implantação de sistemas para uso contábil, e fiscal na sua empresa.

Fonte: Contabilidade na TV

10 erros que (quase) todo empreendedor comete no primeiro negócio

É impossível fazer tudo certo no mundo dos negócios – especialmente se você está pensando no seu primeiro empreendimento.

Mesmo assim, isso não quer dizer que você precise cometer os erros mais básicos: um pouco de capacitação antes de empreender pode evitar muita dor de cabeça.

Por isso, EXAME.com conversou com empreendedores e elencou as principais falhas de quem está entrando nessa carreira. Elas vão desde deixar de elaborar um plano de negócios até desistir no primeiro obstáculo enfrentado.

Quer abrir um negócio próprio? Confira, então, se você comete algum dos erros a seguir:

1 — Achar que empreender trará dinheiro rápido

Inspirados por histórias de sucesso, muitos aspirantes a empreendedores acham que ter um negócio próprio é a solução para ganhar dinheiro de forma rápida. Pelo contrário: seu empreendimento pode demorar meses, e até anos, até dar algum lucro.

“Um negócio é sempre pensado em longo prazo. É preciso ter em mente que o caminho é longo, e os desafios serão muitos”, afirma Aleksandar Mandic, sócio-fundador do aplicativo Wi-Fi Magic.

2 — Superestimar o crescimento do seu negócio

Outro erro comum é subestimar a concorrência e considerar que sua nova empresa conseguirá uma alta participação de mercado nos primeiros meses de operação, diz Eduardo Peres, CEO da consultoria de finanças corporativas GlobalTrevo.

“Na maioria dos casos, você não conseguirá esse market share: cada ponto percentual será conquistado duramente. É preciso levar em consideração que essa demora poderá afetar o capital de giro da empresa e a necessidade de caixa.”

3 — Não saber qual é o seu diferencial

Para não superestimar e subestimar seu empreendimento, é essencial compreender o que seu negócio tem a oferecer de diferente. A partir desse entendimento, será mais fácil abordar consumidores, fornecedores e investidores.

“Muitas empresas erram na hora da abordagem comercial, o que diminui possibilidades. É preciso abordar ressaltando seus diferenciais competitivos”, diz Daniel Mourão, CEO da agência de comunicação BBro.

“Se você não sabe qual seu diferencial, coloque-se no lugar de seu possível consumidor e responda a pergunta ‘Por que eu fecharia com essa empresa e não com outras?’.”

4 — Empreender em uma área totalmente desconhecida

Ninguém está pedindo que você seja um mestre no mercado em que você irá atuar logo de cara. Porém, não dá para abrir um empreendimento sem ao menos ter pesquisado mais sobre seu futuro setor.

“Para ser empreendedor, você precisa dominar seu campo de atuação. Saiba o que você irá fazer, como irá fazer, qual seu posicionamento e o que os concorrentes fazem, por exemplo”, aconselha Mandic, do Wi-Fi Magic.

Isso passa pela elaboração de um plano de negócios completo. “Invista tempo em análises de mercado, de concorrência, de precificação e de diferenciais. Com isso, suas chances de erro são reduzidas e seus desafios a enfrentar ficarão mais claros”, complementa Peres, da GlobalTrevo.

5 — Esperar que os clientes venham até você

Outro erro diário de muitas empresas iniciantes é não investir em “follow up”, segundo Mourão, da BBro. Ou seja: não fazer um esforço para ter mais uma conversa com o cliente e, assim, fechar negócio.

“As pessoas são bombardeadas por milhares de informações dia a dia. Elas não têm tempo para gerir a quantidade de decisões que precisam tomar”, diz o CEO.

“Por isso, crie estratégias relevantes e inteligentes para esquentar o relacionamento com aqueles que demonstraram interesse em comprar seus produtos ou serviços, mas que ainda não concretizaram a venda. Seus clientes inativos já experimentaram seus produtos e serviços e talvez possam vir a consumir novamente.”

6 — Investir rios de dinheiro em qualquer tipo de marketing

Mais uma falha é não investir nada em comunicação, e não conseguir consumidor para comprar seu ótimo produto ou serviço.

Ou, pior ainda: investir muito em uma abordagem de marketing errada, e, assim, comprometer a sobrevivência da sua empresa. Colocar muito dinheiro em qualquer veículo de mídia para qualquer tipo de público não é só uma má estratégia de marketing: também afeta seriamente o caixa do seu negócio.

“Vemos que investimentos elevados em marketing quando a empresa não está preparada para entregar grande quantidade de seus produtos ou serviços costumam drenar recursos financeiros, além de manchar a marca da empresa”, avalia Peres, da GlobalTrevo.

Para não errar, invista em uma estratégia que envolva resultados mensuráveis. “É preciso aferir e calcular os retornos sob seus investimentos em comunicação. Sempre responda esta pergunta: ‘Quais os canais que trazem os volumes de clientes pra você?’”, diz Mourão, da BBro.

7 — Ignorar o poder dos buscadores e das redes sociais

Ainda falando sobre marketing, um outro erro é desprezar o poder que buscadores e redes sociais podem ter para impulsionar as vendas do seu negócio, por meio de pouco investimento.

“No momento que você lê essa dica, alguém está em algum mecanismo de busca procurando por um produto ou serviço que você pode oferecer. Esse consumidor tem alta propensão em adquirir o seu produto ou da concorrência”, diz Mourão, da BBro.

“Você possui estratégias de comunicação que acionam os consumidores que estão no estágio de aquisição do seu produto e serviço em mecanismos de busca? Se a resposta for negativa, desenvolva-as agora!”

8 — Desconsiderar o capital de giro no seu orçamento

Indo para a parte financeira, o maior erro cometido por empreendedores de primeiro é esquecer do capital de giro: aquele dinheiro reservado para a sobrevivência do negócio enquanto o dinheiro não chega.

“Os empreendedores se preocupam muito com investimentos de longo prazo, como retorno do capital inicial investido. Porém, poucos analisam o capital de giro que será necessário para a nova operação: por exemplo, estoque, impostos, pagamento de salários e prazos de recebimento de clientes e de pagamentos para fornecedores”, elenca Peres, da GlobalTrevo.

9 — Deixar de lado o caixa da empresa

Além do capital de giro, é preciso estar atento ao fluxo de caixa diário da empresa: ou seja, seu fluxo de receitas e despesas. No começo do negócio, em que as receitas ainda não são recorrentes, essa é uma tarefa ainda mais importante.

“O controle de caixa, com prazos de pagamentos sempre alongados e manutenção de estrutura enxuta e necessária, é importante para não expor a empresa a dívidas ou até mesmo a interrupção de suas atividades. Já vimos projetos incríveis de startups serem abortados por falta de caixa após meses do início da operação”, diz Peres, da GlobalTrevo.

Mandic, do Wi-Fi Magic, dá uma metáfora para gerenciar uma empresa sem olhar o caixa: é como dirigir sem verificar o tanque de combustível. “Se você é um bom piloto, tem que saber se o carro está abastecido para chegar até o local que você deseja.”

10 — Desistir na primeira dificuldade

Por fim, a última falha dos empreendedores iniciantes é desistir do negócio diante do primeiro obstáculo. Quando estiver deprimido, pare e pense: será que esse não é um problema básico, e você está abandonando o projeto apenas por falta de vontade?

“Para empreender, é preciso ter não apenas foco. Entram no conjunto determinação e persistência”, afirma Mandic, do Wi-Fi Magic.

Fonte: Exame.com

Governança tributária – Saiba o que é e porque as empresas precisam dela

A complexidade do modelo tributário brasileiro é altíssima; o peso financeiro das obrigações fiscais enfraquece a competitividade das empresas no exterior; a multiplicidade de normas e declarações (muitas vezes conflitantes entre si) torna tênue a linha divisória entre a saúde e a irregularidade fiscal. No país das mais de 3 mil normas tributárias, não dispor de uma política sólida de governança tributária é assinar o atestado de óbito da empresa.

Vamos compreender abaixo a importância da adoção de uma cultura de gestão tributária racional, analítica e apoiada em tecnologia, mostrando o fundamental papel que exercem hoje os contadores na “evangelização” da empresa sobre a necessidade de se atentar a estratégias eficientes de elisão tributária. Seja o agente de transformação em sua empresa, reduzindo riscos de sanções e perdas financeiras desnecessárias!

Brasil: o país das 7,5 toneladas de normas tributárias!

É difícil explicar isso para um investidor estrangeiro, mas entre 1988 e 2013, foram editadas impressionantes 309 mil normas tributárias no Brasil, o que representa uma média de 31 normas por dia. Em 2014, apenas 7,6% desses normativos ainda estavam em vigor. Revoltado, um advogado tentou, recentemente, juntar tudo isso em um livro e levar até o Congresso. A compilação gerou uma “obra” de 7,5 toneladas!

Se as leis mudam a todo instantes, se as obrigações se sobrepõe continuamente e se o tempo perdido com a juntada de Darfs, GRUs, escrituração de livros-razão, SPED Fiscal/EFD, entre outras formalidades é cada vez maior, as empresas perdem duplamente: perdem faturamento no imenso oceano de débitos fiscais e perdem produtividade, uma vez que desviam seus olhos do core business para mobilizar equipes na prestação de informações ao Fisco.

Para piorar, estar sempre atualizado com as alterações constantes e atender às exigências legais é tarefa mais do que milagrosa. É diante deste cenário de caos que a governança tributária adquire importância estratégica nas organizações.

O que é governança tributária?

Conceito ainda em desenvolvimento, a governança tributária é o conjunto de procedimentos de gestão empresarial cuja finalidade é o controle pleno e a revisão permanente de todos os processos tributários, com vistas a reduzir riscos decorrentes de inconsistências, evitar pagamento de tributos acima do exigido por lei e mitigar a exposição fiscal, ampliando a margem de lucro, melhorando a produtividade e eliminando as chances de sanções fazendárias.

Parte indissociável da gestão corporativa, a governança tributária segue os mesmos princípios da transparência (disclosure), da equidade (fairness), da prestação de contas (accountability) e da conformidade e cumprimento das leis (compliance).

Estratégias de planejamento tributário típicas das organizações de vanguarda

A governança tributária precisa estar inserida dentro do planejamento estratégico da empresa, abrangendo diversas áreas. Um produto não pode ser lançado, por exemplo, sem que se tenha a noção exata do impacto dos impostos sobre sua circulação.

Todo esse acompanhamento deve ser feito por meio de soluções automatizadas, que possibilitem atualização de legislações (e do cadastro de produtos), cálculo de tributos com precisão e envio automatizado de declarações (muitos sistemas de gestão tributária são integrados às principais aplicações governamentais). Recorrer ao auxílio de uma autoridade certificadora de credibilidade é altamente recomendável nesse processo de transição para as escriturações e controles tributários digitais.

Transformação de créditos acumulados em caixa, escolha do melhor regime de tributação, identificação dos créditos fiscais extemporâneos, otimização da incidência de tributos em negociações internacionais e melhor uso das oportunidades de isenção fiscal são alguns outros mecanismos que fazem toda a diferença no faturamento empresarial. Mas vamos além da teoria e mostrar um exemplo prático do que o planejamento tributário pode fazer em uma organização.

Exemplo do poder da governança tributária na saúde financeira das organizações

Os instrumentos legais de ajuste tributário promovem muito mais do que simplesmente evitar erros no cumprimento de obrigações acessórias.

Imagine que nossa empresa hipotética (chamada de Global Company e que não se caracteriza como prestadora de serviços) seja atualmente tributada no lucro real, possua custos com folha de pagamento(em áreas não ligadas ao core business) na casa de R$ 100.000,00 (contando os encargos), tenha obtido lucro no período antes dos tributos de R$ 500.000,00, faturamento de R$ 2,5 milhões e despesas operacionais na casa dos R$ 2 milhões.

1) Apuração na situação atual (lucro real):

Vamos observar, de forma resumida, um pouco do que esta empresa paga hoje de tributos.

  • IR = R$ 500.000,00 x 15% = R$ 75.000,00
  • Adicional de IR= (R$ 500.000,00 – 30.000(apuração trimestral)) x 10%=R$ 47.000,00
  • CSLL = 500.000,00 x 9% = R$ 45.000,00

Total de tributos a pagar: R$ 167.000,00

Impostos como ISS, ICMS, PIS e COFINS não serão mencionados. O primeiro não incide neste caso específico, uma vez que nossa empresa não é prestadora de serviços.

Os demais incidem sobre o faturamento e nossa abordagem, para fins didáticos (e por amor à concisão!), se restringirá aos tributos incidentes sobre o lucro, neste momento. O objetivo aqui é mostrar apenas uma fotografia do potencial de redução da carga tributária que pequenas modificações podem trazer a uma empresa.

Ok, nossa empresa paga, até este momento, R$ 167 mil em tributos. Agora vamos demonstrar como, neste caso, a criação de uma holding operacional (para prestação de serviços de TI, contabilidade, etc.), aliada a uma escolha precisa no regime de tributação, pode mudar a história da nossa Global Company.

2) Nova situação

Neste novo cenário, será criada uma holding operacional que prestará serviços para a própria empresa do nosso exemplo. Essa holding será alimentada com funcionários transferidos da nossa empresa.

O regime de tributação escolhido para a holding será o lucro presumido, cuja alíquota para essa atividade é 8% sobre o faturamento.

Por fim, é importante destacar que o faturamento da holding será igual ao valor do lucro da empresa principal, a ser transferido para a holding por meio da emissão de NFs de serviço (uma vez que os serviços serão efetivamente prestados).

Neste novo cenário:

As despesas operacionais da empresa principal, que anteriormente formavam um montante de R$ 2 milhões, será reduzida em R$ 100.000,00, em função de transferência de equipe para a holding; por outro lado, entretanto, será também elevada em R$ 600.000,00 pela despesa de prestação de serviços. Esse movimento irá zerar o lucro, o que faz com que a empresa principal não tenha nada a ser acertado pelo lucro real (já que sua base de cálculo seria zero).

No caso da holding, o acerto tributário seria feito da seguinte forma:

IR = alíquota de 15% incidente sobre 8% do faturamento de R$ 600.000,00 = R$ 7.200,00

CSLL = alíquota de 9% incidente sobre 8% do faturamento de R$ 600.000,00 = R$ 4320,00

PIS/COFINS = 3,65% sobre o faturamento = R$ 21.900,00

ISS = 5% sobre o faturamento = R$ 30.000,00

Total de impostos pagos na situação 1 = R$ 167.000,00

Total de impostos pagos na situação 2 = R$ 63.420,00

ECONOMIA TRIBUTÁRIA = R$ 103.580,00

Alguma dúvida do que a governança tributária pode fazer em sua empresa?

A propósito, quais as estratégias que você tem adotado para reduzir o peso fiscal aos seus clientes? Compartilhe sua experiência nas linhas abaixo, mas não se esqueça de curtir nossa página nas redes sociais! Sucesso e até a próxima!

Fonte: Jornal Contábil

Quanto você cobra por uma declaração do IRPF?

Chegou o período em que o contador mais tem serviço. Esta é uma oportunidade de melhorar o rendimento e, quem sabe, realizar um antigo sonho.

Em função do alto volume de trabalho, especialmente no mês de abril, nem os sindicatos dos contabilistas se arriscam a promover treinamentos, pois é quase certo o fracasso do evento.

No passado, quando o preenchimento da Declaração do Imposto de Renda (DIRPF) era datilografado, este processo, inteiramente manual, exigia muita competência para calcular corretamente o imposto devido e para que o cliente não caísse nas “garras do Leão”.

Esse era o período, conhecido de todos, em que o contador ganhava dinheiro que lhe permitia trocar o carro ou fazer uma viagem de férias.

Hoje os processos são totalmente automatizados, o que facilita significativamente o trabalho, porém o Fisco está também cada vez mais aparelhado com o objetivo de arrancar o máximo de imposto dos contribuintes, o que exige ainda mais destreza para a confecção da DIRPF.

No entanto, a parte ruim e que desvaloriza é a concorrência, pois alguns oferecem o serviço por valores que inviabilizam a execução do trabalho com a dedicação necessária.

Nem sempre o cliente consegue diferenciar um trabalho do outro e, assim agrega pouco valor ao serviço. Então, quanto devo cobrar para fazer a DIRPF?

Proponho que o primeiro passo seja calcular o preço de custo da hora do setor que prestará o serviço, agregar as despesas variáveis e o lucro desejado.

Calculado o preço de venda da hora é chegado o momento de estimar o tempo que será necessário para atender o cliente e executar o serviço.

Na apuração do tempo considere desde o primeiro contato para a entrevista e levantamento das informações até a entrega definitiva da DIRPF.

Se o cliente parcelar o imposto e você ficar responsável pelo acompanhamento é preciso incluir este tempo. Também não esqueça da responsabilidade pela guarda dos documentos e os possíveis contatos para solicitar a cópia da DIRPF ou outras informações que não serão passíveis de cobrança futura.

Multiplique o tempo estimado pelo preço da hora para assim encontrar o valor proposto para fazer a DIRPF. Terminou? Não! Você encontrou a sugestão, mas para fechar o negócio é vital comparar com o mercado e identificar o valor percebido pelo cliente.

Você poderá praticar valores maiores que a concorrência, desde que o cliente perceba maior valor nos serviços prestados por sua empresa. Se for possível, você poderá praticar preços mais avantajados que o sugerido, com base nos custos.

Se o cliente não reconhecer valor e deseja pagar preços que não cubram todos os custos e reste lucro, sugiro que não seja prestado o serviço.

Fique atento. Este pode ser o momento de prestar bons serviços, desde que a prática de valores justos seja lembrada.

Só trabalham com prejuízo aqueles que desconhecem os custos. Estes certamente prostituem o mercado, e geralmente têm vida “profissional” com data de validade.

Como disse Benjamin Disraeli, “a vida é muito curta para ser pequena.”

Fonte: Destaques Empresariais

Gestão dos impostos indiretos é dificuldade em 89% das empresas

A gestão dos impostos indiretos é uma das maiores dificuldades enfrentadas pelas empresas brasileiras. A alta complexidade tributária, as diferentes legislações para sua aplicação nos estados e municípios e a necessidade de envolvimento de diversos setores na tarefa de responder às exigências do Fisco são algumas das razões pelas quais 89% das empresas brasileiras admitam ter grande dificuldade em manter-se em conformidade.

O resultado está na sondagem de opinião Desafios da Gestão de Impostos Indiretos no Brasil, realizada pela Thomson Reuters, provedor líder mundial em notícias e informação para mercados profissionais, durante o Sinergy 2016, promovido no mês de outubro, em São Paulo. Para elaborar o estudo, foram ouvidos 39 líderes de área de impostos e finanças de grandes empresas com atuação no mercado brasileiro durante o evento global, que discute o papel da tecnologia na transformação da área contábil, fiscal e de gestão do comércio exterior.

O objetivo da pesquisa, diz o especialista em soluções fiscais e tributárias da Thomson Reuters, Renato Promenzio, foi compreender como o aumento nos últimos anos de impostos indiretos vinha sendo assimilado pelos clientes. A resposta foi ainda mais alarmante do que o esperado. Os gestores não estão conseguindo responder integralmente às exigências fiscais, ou seja, têm grande dificuldade em pontos-chave à sobrevivência das empresas atualmente.

Dos entrevistados, 53,85% apontam que a principal dificuldade da sua empresa ao realizar a gestão de impostos indiretos está em manter-se em compliance (conformidade, em inglês) e evitar possíveis penalidades e juros. Outros 51,28% afirmam que a dependência do departamento de TI (Tecnologia da Informação) para atualizar a política fiscal torna os processos mais lentos e inseguros.

Em terceiro lugar está a demora nos processos de transação manual, com 38,46% das respostas. Mesmo que 89,74% dos profissionais afirmem que a empresa onde trabalha já tem implantado o ERP (Planejamento de Recurso Corporativo, em inglês), sistema de informação que integra todos os dados e processos de uma organização, muitas atualizações são feitas manualmente, gerando um gasto de tempo desnecessário. Em cerca de 30% das empresas, as equipes ou profissionais contábeis gastam de 20% a 40% do seu tempo com a atualização de políticas fiscais.

Outros 25,6% destes profissionais afirmam que de 40% a 60% do tempo de sua equipe é dedicado a essa atualização. Paralelamente, praticamente todos (95%) gostariam de dedicar mais tempo à análise de dados e à tomada de decisões estratégicas para a gestão fiscal da organização. Os gestores escutados acreditam que a tecnologia pode ser uma importante aliada na melhoria da gestão dos tributos indiretos e que a automação desses impostos simplifica o processo de conformidade fiscal.

O custo de conformidade – ou seja, os recursos necessários para cumprir a complexa legislação tributária – é alto, diz a advogada e sócia da área Tributária do De Vivo, Whitaker e Castro Advogados, Vanessa Inhasz Cardoso. Entre as obrigações estão emissão de notas fiscais, escrituração de livros, entrega de declarações e manutenção de documentos fiscais em perfeita ordem, para exibição ao Fisco quando solicitado.

O maior impacto para as empresas é o custo financeiro dos tributos indiretos, pontua a especialista, “seja em razão da carga tributária que as empresas estão sujeitas ou em razão do custo para administração e gerenciamento dos tributos”. “Notamos que as empresas de médio e grande porte mudam de estado e município de acordo com as políticas fiscais adotadas nesses locais”, exemplifica Promenzio.

Talvez hoje a melhor saída para a simplificação tributária seja investir em softwares que possam ser atualizados pela empresa gestora do sistema em tempo real a partir das alterações na legislação ou nas exigências de dados e nos leiautes definidos pelo Fisco.

Brasileiros não compreendem a tributação indireta

Pesquisa realizada pela Fecomércio do Rio de Janeiro e Ipsos no ano passado, com mais de mil brasileiros de 72 municípios, aponta que apenas 50% das pessoas afirmaram perceber o pagamentos de impostos sobre produtos e serviços (indiretos). Esse número aumenta vertiginosamente quando é avaliada a consciência sobre impostos em geral – 78% dos entrevistados demonstraram reconhecer que pagam tributos. Porém os primeiros impostos lembrados são os tributos municipais – IPTU e taxas de iluminação e lixo (74%).

Apesar da edição da Lei nº 12.741/12, que criou a necessidade de indicação dos tributos incidentes sobre os produtos e serviços vendidos, a compreensão por parte dos consumidores ainda não chegou ao patamar ideal. “Há muito desconhecimento da maior parte da população brasileira sobre a problemática dos tributos indiretos”, reflete a advogada Vanessa Inhasz Cardoso. Uma das ferramentas mais discutidas é a criação de um im posto único, seguindo o modelo do Imposto sobre Valor Agregado (IVA), usado inclusive em países vizinhos, como Uruguai e Argentina, e europeus.

A mudança vem sendo discutida no Brasil há muitos anos e faz parte da reforma tributária, que tramita no Congresso há mais de 30 anos. A ideia de adoção do IVA no Brasil buscaria substituir os três principais tributos indiretos (IPI, ICMS e ISS) por um único imposto sobre o valor agregado. Também há propostas para inclusão do PIS e da Cofins em uma cobrança unificada. Porém a alteração em questão é uma operação complexa e que envolve todos os estados e municípios brasileiros. “Um dos problemas que são suscitados quando se discute sobre a instituição do IVA é sobre a escolha da técnica”, lembra Vanessa.

Existem basicamente duas opções: desconto de imposto sobre imposto e a denominada compensação da base sobre a base. “O Brasil já adota o sistema de desconto do imposto sobre imposto, para fins do ICMS e IPI, razão pela qual seria mais fácil a utilização dessa técnica”, explica a advogada. Outro problema é a divisão da arrecadação do imposto entre estados e municípios de origem e destino. “Isso já é um problema dentro do sistema atual e que teria que ser melhor avaliado em um possível sistema alternativo do IVA. A solução é bem difícil e depende da análise de dados econômicos e financeiros dos referidos entes”, prevê a especialista.

Modelo em vigor acirra a guerra fiscal

As alíquotas de Imposto de Renda jurídica estão em queda em todo o mundo. Na medida em que tentam resolver déficits orçamentários, as autoridades tributárias buscam aumentar as alíquotas de impostos indiretos e a fiscalização para produzir receitas adicionais e compensar a queda de receita com o Imposto de Renda. Simultaneamente, sistemas fiscais estão se tornando ainda mais sofisticados na identificação de erros e na recuperação dos impostos, impondo uma pressão ainda maior sobre a receita da empresa.

Devido às constantes mudanças nos impostos indiretos, empresas de todos os tipos e em todo o mundo estão se esforçando para atingir a regularidade. Os departamentos de impostos estão mais focados em reduzir riscos, aumentando a precisão, agilizando a automação de ponta a ponta e centralizando o controle de determinação e cumprimento de obrigações fiscais. O Brasil apresenta um alto volume de alterações tributárias – em torno de 17 mil anuais. Desse total, 60% são de tributos indiretos.

O ICMS é o imposto indireto com maior número de alterações, de acordo com o estado. Há três ordens distintas e autônomas de tributação. A União, os estados e os municípios podem instituir e definir os critérios de incidência dos tributos, desde que observados os limites constitucionais. Um dos efeitos da opção por investir nos impostos indiretos nos moldes em que são adotados no País é a guerra fiscal entre estados e municípios. O fenômeno é antigo e amplamente utilizado para manter ou atrair novos investimentos nos territórios mediante a concessão de incentivos fiscais (redução de alíquotas, redução da base de cálculo dos tributos, postergação do pagamento dos impostos – diferimento e concessão de créditos presumidos).

Conforme a advogada e sócia da área Tributária do De Vivo, Whitaker e Castro Advogados, Vanessa Inhasz Cardoso, a guerra fiscal está, sim, relacionada com a estrutura tributária que o Brasil adota, o que acaba impactando o crescimento econômico, e a tributação elevada afasta novos investimentos, além de onerar os contribuintes. “Essa forma cria anomalias no regime que acabam por prejudicar o sistema como um todo.

A busca por mecanismos que melhorem a arrecadação e contribuam para a sustentabilidade do pacto federativo é um tema que precisa ser discutido seriamente pelos órgãos representativos de classe, juristas, economistas e deputados/ senadores”, defende.

Fonte: Jornal do Comércio

5 motivos para automatizar a gestão de notas fiscais eletrônicas

A utilização das Notas Fiscais Eletrônicas (NFe) é uma realidade nas empresas e traz uma série de benefícios como segurança, praticidade, redução de custos e tempo, mobilidade. O armazenamento por um período de 5 anos após a data de emissão de cada documento é uma obrigatoriedade fiscal.

Entretanto, devido ao grande volume de notas emitidas e também recebidas por empresas em todos os portes, surge a dificuldade em mantê-las e, sobretudo, gerenciá-las, criando assim a necessidade de automatizar o processo para facilitar a localização e garantir a regularidade das notas. Veja a seguir cinco motivos para automatizar a gestão das NFes:

Armazenamento econômico

É possível economizar na manutenção, desde o arquivamento físico em servidores até o espaço pago em serviços como DropBox e Google Drive, por meio de uma plataforma de armazenamento de NFes em nuvem. As empresas que emitem e recebem um grande volume de notas podem economizar porque deixam de contratar um profissional para gerir as notas. Também se eliminam despesas com espaço, mobília e manutenção dos documentos em segurança.

Consulta em qualquer hora e qualquer lugar

À medida que a atividade de uma empresa cresce, a emissão de notas fiscais aumenta, exigindo uma maior organização destes documentos. Os setores financeiros e comerciais de uma companhia precisam ter acesso a todas as transações, e o armazenamento digital deixa todas as NFes disponíveis para consultas sempre que preciso. O acesso aos sistemas das Secretarias Estaduais da Fazenda – SEFAZ, permite monitoramento dos status das NFes em tempo real. Com o armazenamento online, estes documentos podem ser acessados a qualquer momento e em qualquer dispositivo, com um sistema de login e senha, facilitando, não somente a organização, como também a comunicação entre empresa e contabilidade.

Localiza facilmente os documentos

Em meio a tantos documentos fiscais de entrada e saída, as empresas podem ter dificuldades para encontrar determinados arquivos. Mesmo no meio eletrônico, localizar um arquivo de anos atrás, de um determinado fornecedor, com um valor específico ou uma nota que foi cancelada é uma tarefa que demanda muito tempo, mas que pode ser realizada em segundos com a gestão automatizada. A organização é mais fácil, prática e segura com a distribuição das notas por pastas virtuais. Para as notas de entrada, existe a facilidade de controlar os documentos antes mesmo de o produto chegar, ajudando a monitorar a entrega, além de validar as notas dos fornecedores para eliminar o risco de emissão de falsas com o CNPJ da empresa.

Garantia na validação

As NFes facilitaram o controle pelo Fisco, já que, para gerá-las, é necessário uma assinatura digital e uma autorização de uso. Desse modo, as entidades governamentais responsáveis por essa conferência, que são as secretarias da Fazenda, podem ter a nota fiscal na íntegra simultaneamente ao momento em que foi gerada. Ficaram mais fáceis também as fiscalizações nos postos de controle, uma vez que esse processo foi simplificado, e o tempo de parada nestes locais é muito menor. Há, ainda, a notificação em caso de um eventual cancelamento de uma nota, e correção de possíveis erros de digitação de datas e valores.

Integração com os principais ERPs

Uma plataforma de gerenciamento de notas fiscais eletrônicas é uma ponte entre empresa, contador e o fisco, facilitando o compartilhamento de arquivos em DANFe, XML, ZIP e Excel, que são compatíveis com todos os principais sistemas para gestão empresarial (ERP).

Fonte: Administradores.com