5 dicas indispensáveis sobre a substituição tributária

A substituição tributária é um dos grandes “pesadelos” do contribuinte brasileiro, pois exige não apenas o domínio da legislação interna do Estado em que está sediado, mas também, em certos casos, amplos conhecimentos sobre a legislação do Estado de destino das mercadorias, além dos Convênios, Protocolos e Ajustes, no âmbito do Conselho Nacional de Políticas Fazendárias (CONFAZ).

Um recente estudo,[1] publicado em janeiro de 2017, feito com líderes de áreas de impostos e finanças de grandes empresas, mostra um cenário alarmante.

De acordo com a pesquisa, 89% dos entrevistados consideram a gestão de impostos indiretos um desafio para suas empresas e 25,6% destes profissionais afirmam que de 40% a 60% do tempo de sua equipe é dedicado à atualização sobre políticas fiscais. E não era para menos, segundo o Estudo, o Brasil tem cerca de 17 mil alterações tributárias anuais – destas modificações, 60% referem-se aos tributos indiretos, sendo o ICMS o imposto com maior número de alterações.

E é dentro deste cenário, quase caótico, que está inserido o nosso tema de hoje: a substituição tributária.

Pensando no “drama” vivido diariamente por milhares de contribuintes trazemos 5 dicas que você precisa saber sobre a Substituição Tributária!

  1. SE A SUA MERCADORIA É DESTINADA A OUTRO ESTADO, ATENÇÃO AO CONVÊNIO OU PROTOCOLO.

A substituição tributária poderá ocorrer nas operações internas e interestaduais. Nestas últimas, o contribuinte deve observar um requisito essencial: a existência de Convênio ou Protocolo em que os Estados de origem e destino da mercadoria sejam signatários, nos termos do artigo 9º da Lei Kandir.

Vale ressaltar dois pontos importantes: (i) os Estados podem denunciar os acordos, mediante justificativa, afastando, portanto, a aplicação das suas disposições; (ii)a existência de legislação interna do Estado fixando o regime da substituição tributária não impõe ao contribuinte a obrigação de recolhimento do ICMS-ST nas operações interestaduais, ou seja, o ICMS-ST só poderá ser exigido nas operações interestaduais caso haja Convênio ou Protocolo válido entre os Estados sobre o tema.

Neste sentido, é essencial pesquisar toda a legislação envolvida na operação e atentar-se para a existência de “pegadinhas” para evitar erros no recolhimento e autuações.

  1. O QUE É O “MVA AJUSTADO”?

Você já deve ter se deparado com a fórmula do MVA ajustado, mas saberia responder para que serve?

Trata-se de um método para “equiparar a carga tributária da operação interestadual com a interna, ou seja, calcular o ICMS-ST com a mesma carga tributária atribuída à operação interna do Estado destinatário.”[2] Explicamos.

Nas operações entre Estados são aplicadas alíquotas de 7% ou 12% que são bem menores que as alíquotas aplicadas, em geral, nas operações internas. Em São Paulo, por exemplo, aplica-se a alíquota de 18% nas operações realizadas em seu território. Pois bem, como os Estados não podem alterar a alíquota interestadual, já que está é uma atribuição do Senado Federal, estes criaram um “jeitinho” para não prejudicar os contribuintes locais.

Deste modo, o MVA-ajustado permite aumentar a base de cálculo do ICMS-ST nos casos de operação interestaduais, evitando assim que o contribuinte localizado em outro Estado seja “privilegiado” com a cobrança de imposto menor que o agente econômico local. Deste modo, ainda que a alíquota seja menor, quando aplicada a uma base de cálculo maior, resultará em valor semelhante.

  1. ICMS-ST PARA CONTRIBUINTE DO SIMPLES NACIONAL:

O contribuinte enquadrado na sistemática do Simples Nacional deve atentar-se ao fato do ICMS-ST não estar abrangido pelo recolhimento unificado, devendo quitá-lo de modo separado nas operações internas e interestaduais. [3]

Tal disposição leva ao natural questionamento a respeito da previsão constitucional de tratamento jurídico diferenciado, com o intuito de incentivar as micro e pequenas empresas pela simplificação de suas obrigações administrativas, tributárias, previdenciárias e creditícias. [4]

Apesar do tratamento neste caso não parecer “tão diferenciado e simples”, se você é contribuinte do Simples Nacional muito atenção nas operações que envolvem o ICMS-ST.

  1. CUIDADO COM A MULTA!

Não é novidade que as fiscalizações do Fisco Estadual e, por conseguinte, as autuações referentes ao ICMS-ST têm sido cada vez mais comuns nos últimos anos.  Tal fenômeno se dá principalmente pelo aumento dos mecanismos de controle e a busca dos Estados por maiores arrecadações.

Se você foi surpreendido por um Auto de Infração, nossa quarta dica é: fique atento à multa aplicada. Isso porque alguns Estados têm aplicado penalidades em valores excessivos, em claro descumprimento à Constituição Federal.

Importante destacar que o Supremo Tribunal Federal já firmou entendimento de que, em regra, as multas fixadas em mais de 100% do valor do tributo devido são confiscatórias e não podem ser admitidas. Se este for o seu caso, valerá a pena “brigar” na esfera administrativa.

  1. “DE OLHO” NO RESSARCIMENTO:

No final do ano passado, o Supremo Tribunal Federal colocou um ponto final na discussão sobre a restituição do ICMS-ST pago a maior nos casos em que o preço real da venda é inferior a base de cálculo presumida.

Ocorre que, mais uma vez, o STF modulou os efeitos do julgamento, restringindo-os às ações judiciais pendentes e aos casos futuros. Se quiser saber mais sobre estes temas, acesse os nossos artigos sobre restituição do ICMS-ST e modulação dos efeitos.

Independente de qual seja o seu caso fique “de olho” nas operações realizadas e não deixe de buscar o ressarcimento do ICMS-ST pago a maior nos casos em que o preço real da venda for inferior a base de cálculo presumida.

  • ATENÇÃO PARA AS DICAS!

Como podemos ver, o ICMS-ST é um dos grandes motivos de preocupação do contribuinte brasileiro, seja pelo grande número de alterações diárias ou pela necessidade de observância de uma série de normas esparsas a cada operação realizada.

A complexidade do sistema é inquestionável e o tema deve ganhar cada vez mais espaço em razão da tendência de ampliação do regime de substituição tributária para diversos setores de negócios e a intensificação das autuações pelos Fiscos Estaduais.

Deste modo, mostra-se fundamental conhecer com profundidade as legislações estaduais, Convênios, Protocolos e Ajustes, além das regras para cumprimento das obrigações acessórias e atentar-se às modificações das normas para melhorar a eficiência dos recolhimentos e evitar autuações.

 

 

Fonte: Equipe Tributária do Molina Advogados

Cinco dicas para turbinar seu Setor Fiscal

Planilhas, documentos fiscais, demonstrativos de resultados, contas a pagar e a receber, guias de impostos e uma infinidade de números. Esses elementos fazem parte do dia a dia do contador, o profissional que carrega a responsabilidade de estudar e gerenciar o patrimônio das empresas, cuidando de questões financeiras, tributárias e econômicas.

Como prova de sua importância, no dia 22 de setembro é celebrado, no Brasil, o Dia do Contador. Aproveitando a ocasião, Henrique Carmellino Filho, gerente comercial da SIEG, preparou 5 dicas essenciais para modernizar seu departamento contábil e facilitar a atribulada rotina desse profissional, tornando-a mais eficaz e dinâmica com a ajuda da tecnologia. Confira: 

1 – Automatize seus processos

A automatização surge como importante aliada nos processos que envolvem ações repetitivas (e cansativas). Com esse recurso, a digitação pode ser realizada uma única vez, com a baixa automática de NF-es e o cadastro de clientes e fornecedores reunidos em uma nota. Todo esse processo pode ser desenvolvido com total precisão e sem erros. Graças à automatização, o rendimento será muito maior.

2 – Prefira aplicativos WEB

Aplicativos WEB são totalmente acessíveis, além de seguros. Para acessá-los, é necessário apenas estar conectado à internet. Há a possibilidade de se conectar através de celular, tablet ou do próprio computador, de onde você estiver, o que é particularmente interessante se você possui uma rotina bastante corrida.

3 – Salve seus arquivos na nuvem

Salvar arquivos em locais seguros é imprescindível. Imagine ter documentos importantes de sua empresa extraviados por hackers ou simplesmente deletados. Uma solução interessante para essa questão é o armazenamento em nuvem (em inglês, “cloud computing”), que permite salvá-los em um espaço virtual. Lá, os documentos ficam a salvo, e só você poderá ter acesso através de login e senha.

4 – Utilize um sistema integrado

Adotar um sistema integrado proporciona maior organização e praticidade no gerenciamento de arquivos e documentos, além de economizar tempo e poupar esforços, pois elimina a necessidade de acessar diferentes sistemas diversas vezes ao dia.

5 – Organize!

Organização é uma das palavras-chave na hora de turbinar o setor fiscal. Utilize um sistema que te ajude a deixar tudo bem organizado, por exemplo, com notas fiscais salvas em pastas específicas, em locais onde você poderá encontrar com facilidade na hora de apresentar ao Fisco. Organize também os relatórios e demais planilhas. Em algum momento eles serão necessários e você saberá onde estarão.

Após realizar todos esses processos, você verá quanto tempo economizou. Assim, poderá empregá-lo em outros processos, além de reservar um pouco para si mesmo, melhorando, inclusive, sua qualidade de vida. Atento às mudanças do mercado e com melhor desempenho, seu escritório também estará pronto para atender maiores demandas com total segurança.

Conheça os 10 mandamentos do Leão e por que rezar pela sua cartilha

O Leão do Imposto de Renda não perdoou mais de 770 mil contribuintes no ano passado, que caíram na malha-fina por inconsistências em suas declarações. Com base nos maiores pecados cometidos por essas pessoas, especialistas das áreas contábil e tributária reúnem abaixo os 10 mandamentos do Leão e como agir para não desapontá-lo:


1 – Amar a exatidão sobre todas as coisas
Todas as informações prestadas ao Leão devem conter os valores exatos, e jamais aproximados. Isso porque o sistema da Receita está a cada ano mais impiedoso e capaz de cruzar informações que colocarão os deslizes dos contribuintes em evidência. Rendimentos recebidos de aluguéis, pensão alimentícia, salários, bens financiados e despesas médicas são alguns destes dados facilmente detectáveis pelo órgão federal caso apresentem alguma inconsistência.
“Todas as informações são cruzadas. Sendo assim, se o contribuinte vende um carro e lucra com essa operação, esse valor irá ingressar na sua conta. Então, se não foi declarado o valor exato do ganho de capital nessa operação, pelas informações que o Fisco têm disponíveis, o contribuinte pode acabar na famosa malha-fina”, exemplifica Thiago Paiva, advogado tributário da Tributarie.

2 – Não informará despesas médicas em vão
Informar despesas médicas inexistentes – ou sem comprovantes – na tentativa de deduzir estes valores é a transgressão que mais leva contribuintes a caírem nas garras do Leão. Desde o ano passado, os profissionais da saúde são obrigados a informar os CPF’s dos seus clientes e os valores pagos por eles ao Fisco. Com o cruzamento dessas informações com as prestadas pelo contribuinte, a Receita consegue identificar rapidamente se houver alguma incoerência.
“Há um teto de 20% para este tipo de dedução. Não há por que exagerar nem inventar números fantasiosos, pois o fisco é inteligente e dificilmente deixará escapar um dado informado errado neste item”, afirma o contador André Adolfo, sócio da Contauditoria.

3 – Guardará boletos, recibos e comprovantes
Todos os valores informados à Receita devem ser documentados, sob pena de serem contestados pelo Leão. Portanto, para não violar este mandamento, guarde documentos como os informes de rendimentos e dos bancos, recibos e comprovantes de pagamentos de despesas médicas e outras não dedutíveis e contratos de compra e venda de imóveis e veículos
“Quando você se organiza antecipadamente, evita a possibilidade de esquecer algum documento importante, diminuindo também a possibilidade de cair na malha-fina. É essencial fazer um check-list com base na declaração do ano anterior”, afirma Eduardo Marciano, consultor de IR da King Contabilidade.

4 – Declarará pai e mãe, só se forem dependentes
Atenção, pois nem todo idoso é dependente. Só entram nessa categoria pais, avós e bisavós com rendimentos inferiores a R$ 22.847,76 em 2016, tributáveis ou não. Também são considerados dependentes filhos ou enteados com até 21 anos ou que estejam física ou psicologicamente incapacitados para o trabalho; filhos ou enteados universitários ou em curso técnico de segundo grau; menor pobre de até 21 anos de quem o contribuinte tenha guarda judicial e cônjuges, dentre outros casos.
Neste ano, menores com 12 anos ou mais precisam ter CPF para poderem ser considerados dependentes na declaração.

5 – Não errará deliberadamente
Nas rédeas curtas do Leão, nem todo erro é perdoável. Mesmo que você consiga justificar o erro posteriormente, isso pode dar um enorme trabalho e ainda se revelar um processo improdutivo. Por isso, é importante o contribuinte checar cada informação prestada na declaração.
“O ideal é verificar duas vezes a digitação de qualquer valor, pois um algarismo fora do lugar já é motivo o suficiente para ser convocado a prestar explicações à Receita”, alerta André Adolfo.

6 – Não pecará contra a coerência
Lembre-se: o Leão tudo sabe, tudo vê – ou quase. Ser incoerente pode ser fatal. Se você teve um aumento patrimonial de R$ 200 mil em 2016, por exemplo, é praticamente impossível que ganhe menos de R$ 300 mil em todas as suas fontes de renda somadas. “Os números precisam fazer sentido”, resume Thiago Paiva.

7 – Não deixará de declarar
O pior erro que um contribuinte não isento pode cometer é deixar de declarar o imposto de renda. Isso é considerado sonegação e a multa pode chegar a 20% do imposto devido. Se o contribuinte não pagar o valor exigido pelo fisco, poderá inclusive ser punido com reclusão de dois a cinco anos.
Ou seja, é melhor descumprir o mandamento número 5 e retificar a declaração assim que possível do que ignorar o prazo final, que neste ano é 28 de abril, e depois sofrer as consequências.

8 – Não levantará falsas despesas dedutíveis
Embora estejam de alguma forma ligadas às áreas da saúde e da educação – que contêm itens dedutíveis -, despesas como de veterinário, cursinho pré-vestibular, academia, remédios, viagem para tratamento médico, cirurgias meramente estéticas, planos de saúde pegos por empresas e cursinhos de inglês, por exemplo, não são dedutíveis.
“Despesas com médicos, dentistas, psicólogos, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas e fonoaudiólogos, sejam eles no Brasil ou no exterior, são consideradas dedutíveis”, afirma Eduardo Marciano.

9 – Não informará o dependente do próximo
O CPF do dependente só pode constar em apenas uma declaração. Se o casal, por exemplo, fizer a declaração individual, o filho (ou pais, sogros etc. que sejam dependentes pela regra do IR) só poderá entrar como dependente na declaração de um dos pais.
“Por este e outros motivos, é importante fazer simulações para saber se vale mais a pena prestar a declaração conjunta ou individual, e onde cada dependente deve entrar”, afirma André Adolfo.

10 – Não ignorará as declarações alheias
Aos olhos do Leão, somos todos irmãos e estamos inevitavelmente conectados. As declarações do seu empregador, inquilino, médico, cônjuge e ex-cônjuge, por exemplo, podem interferir diretamente na coerência dos dados informados na sua declaração.
Salários de diferentes fontes pagadores, recebimentos de aluguéis, compras e vendas de imóveis e pagamento de pensão alimentícia, por exemplo, são alguns dos itens que são cruzados entre declarações diferentes e, havendo inconsistência, podem levar o contribuinte à malha-fina.
Portanto, cuide dos seus dados, se não quiser ser inconscientemente dedurado pelo próximo.

Na dúvida de como agir ao preencher a sua declaração, não hesite em consultar os 10 mandamentos do Leão. Respeitando estes preceitos, você poderá viver com a consciência tranquila e sem surpresas desagradáveis para o seu bolso.

Fonte: Administradores.com

9 dicas para cortar gastos e ter mais dinheiro sobrando

soniaideias-dinheiro-no-brasil A crise aperta o bolso de muitas famílias brasileiras, que estão sentindo a alta do preço de alimentos como o feijão e das contas. Com o dinheiro escasso, alternativas são imprescindíveis para contornar a situação. Mas como tudo tem seu lado bom, muitas pessoas aproveitam os tempos difíceis para começar a se educar financeiramente e economizar com supérfluos. Especialistas dizem que o grande segredo para conseguir juntar dinheiro é tornar a prática um hábito. "Poupar é um hábito, fazer o controle dos gastos e da receita é um hábito. Tem que fazer sempre para se acostumar", afirma Thiago Alvarez, presidente do GuiaBolso, em entrevista para o UOL. O especialista listou nove dicas para quem quer ter mais dinheiro no bolso - ou no cofrinho: 1) Comece anotando tudo Saiba exatamente quanto você ganha e quanto gasta, através de anotações, planilhas ou até mesmo com aplicativos. Assim, será possível ver onde o dinheiro está sendo gasto que poderá ser cortado. 2) Use a fórmula para limitar gastos Use a fórmula 50-15-35 dividir os gastos. Funciona assim: 50% de tudo o que ganha vai para gastos essenciais: moradia, comida, saúde, transporte e educação. Depois, 15% vai para prioridades financeiras da família, mas o ideal é que este valor seja poupado. Por fim, 35% para manter estilo de vida: lazer, academia, cabeleireiro, restaurantes. Desta forma, todos os gastos que fujam muito deste valor devem ser cortados. 3) Renegocie dívidas É essencial saber quais dívidas existem, os valores exatos de cada uma e traçar um plano para saudá-las. Alvarez afirma que uma pessoa pode ser considerada superendividada quando tem acima de 15% da renda comprometidos com dívidas de curto prazo, como cheque especial e cartão de crédito. Caso esteja com muitas dívidas, procure credores e renegocie os pagamentos. Mas atenção: só feche acordos que possa cumprir. 4) Crie uma reserva de emergência É muito importante criar uma poupança para momenbtos de emergência. O ideal é poupar de 3 a 6 meses de salário (3 meses no caso de um funcionário público concursado, 6 meses para os demais trabalhadores). Este valor deve ficar guardado em uma aplicação fácil de ser sacada. 5) Cuidado com o cartão de crédito Sempre que possível, faça as compras à vista. Use o cartão somente em situações necessárias e sempre pague a fatura em dia. Não use o rotativo e use somente para obter milhagens. "Mas não aconselho a pagar conta de água, luz, e outras despesas ssenciais no cartão. Essas contas devem ser pagas de uma vez. O cartão serve para compras eventuais como lazer e estilo de vida", diz Alvarez. 6) Pare de pegar empréstimos Cheque especial não é parte da renda. Empréstimos devem ser feitos somente como último recurso e não devem se tornar um hábito mensal. Programe-se com antecedência para comprar algo ou fazer viagens e vá juntando dinheiro. O ideal é juntar primeiro e gastar depois, não gastar primeiro e depois pagar a conta. 7) Troque dívidas caras por outras mais baratas Cheque especial e cartão de crédito são os créditos que mais têm juros no mercado. Ao invés destes créditos, adira ao empréstimo consignado ou empréstimo pessoal, que têm juros menores. 8) Poupe de 10% a 15% do salário O ideal é poupar 15% do salário todo mês. Mas, para quem não está acostumado, começar com uma meta de 10% é suficiente - o importante é poupar, nem que pouco. 9) Pense na aposentadoria Poupar para o futuro é importante e um bom planejamento financeiro possibilita que isso seja feito sem sacrifícios. Quanto mais cedo a pessoa começa a poupar para a aposentadoria, mais tempo terá de juntar um bom patrimônio sem que isso seja um grande sacrifício. Fonte: Portal UOL

7 conselhos de carreira que ninguém dá (mas que valem ouro)

vitoria O mundo do trabalho anda imprevisível. Cortes, reestruturações e demissões constantes deixam o mercado cada vez mais hostil e competitivo. Tudo sem previsão de melhora. Nesse contexto de crise, é natural sentir muitas dúvidas quanto ao próprio futuro profissional. Como se diferenciar de outros candidatos a um emprego? Quais critérios levar em conta para aceitar ou não uma proposta? Como ser feliz em ambientes de trabalho a cada dia mais tensos? É claro que receitas mágicas não existem, mas certos conselhos de carreira podem fazer toda a diferença para a sua trajetória. O detalhe é que alguns deles — talvez os mais valiosos — desafiam o senso comum e não costumam ser dados com frequência. Com a ajuda de três especialistas no assunto, EXAME.com complilou algumas dicas que fogem do habitual e podem ser surpreendentemente úteis para driblar as adversidades do mundo do trabalho. É o que você vê a seguir: 1. Não ignore o seu lado “irracional” O universo corporativo cultua o raciocínio lógico, mas o instinto também tem um papel essencial para o sucesso, diz a coach Marie-Josette Brauer, presidente do Innovation Coaching Center. Segundo ela, seguir pressentimentos sobre uma situação ou pessoa pode levar a decisões estratégicas. “A intuição pode ser ouvida nos momentos mais inesperados, e possivelmente quando for mais necessária”, diz. “É nas horas mais difíceis que ela será mais confiável e útil”. 2. Estude muito, mas não se esqueça de viver Brauer é uma entusiasta dos livros, e até indica títulos clássicos sobre carreira que podem mudar a sua vida. Ainda assim, ela ressalta que o conhecimento adquirido em obras escritas ou cursos não é mais relevante do que aquele trazido pela experiência prática. Aulas e leituras são fundamentais para a carreira, mas não substituem a vida real: nem o profissional mais estudioso chegará muito longe se não explorar o mundo, trocar ideias com outras pessoas e encarar desafios com a própria pele. 3. Saiba desistir Muitos livros de autoajuda descrevam a persistência como o grande diferencial dos vencedores. Não é bem assim. Para o escritor e palestrante Roberto Shinyashiki, presidente da Editora Gente, a melhor resposta a certos impasses pode ser simplesmente “jogar a toalha”. Está área que claramente não tem nada a ver com você? Mudou de profissão e não vai usar mais nada do que aprendeu na faculdade? O conselho do especialista é direto: abandone o que não funciona mais. Às vezes é preciso se libertar de escolhas que antes pareciam incontestáveis — ou você nunca se entregará totalmente a projetos novos e mais promissores. 4. Não se desvie do seu caminho por pequenas recompensas Poucas pessoas se dão conta de que a ambição às vezes pode prejudicar o sucesso. De acordo com Shinyashiki, muitos profissionais perdem o foco das suas carreiras atraídos por projetos menores que oferecem algum dinheiro extra. “Não vale a pena sair de um emprego interessante ou se distanciar de uma área promissora só para ganhar um ‘dinheirinho’ a mais”, diz o escritor. Daí a importância de cuidar das suas finanças pessoais e jamais permitir que a gestão da sua carreira se torne refém da necessidade de pagar as contas. De certa forma, é nadar contra a corrente: uma recente pesquisa da consultoria McKinsey revelou que metade dos brasileiros diz viver "de salário em salário", sem nenhuma margem de segurança financeira. 5. Mantenha certas pessoas a uma “distância segura” Por melhor que seja o clima na sua empresa, é provável que haja pelo menos uma pessoa que contamina as demais com a sua negatividade. Segundo Brauer, é importante reconhecer o mais rápido possível essas personalidades, e dar um jeito de gerenciá-las. “A figura tóxica do seu ambiente de trabalho pode ser um superior, um cliente, um colega”, explica a coach. “O importante é identificar essa pessoa e não deixá-la estragar o seu dia, ou mesmo atrasar o seu percurso até um objetivo profissional”. 6. Não espere que o seu empregador faça você feliz Como o engajamento se tornou um ingrediente obrigatório para o sucesso de um negócio, o bem-estar dos funcionários está virando uma preocupação crescente no mundo corporativo. Não é por acaso que empresas como o Google têm apostado em escritórios cada vez mais repletos de "mimos" e benefícios. Mas será que o empregador é o único que deve lutar pela sua satisfação? Na verdade, diz Brauer, essa é uma batalha pessoal e intransferível. “Enxergue seu ambiente de trabalho como um espaço em que cada um deve criar a sua felicidade”, afirma. Para aliviar o cotidiano, é melhor tirar o peso das dificuldades e cuidar do seu próprio bem-estar. 7. Não seja modesto demais Fazer marketing pessoal não é fácil, sobretudo porque a prática é muitas vezes confundida com arrogância. “Em países latinos como o Brasil, existe uma certa vergonha em dizer que você é bom em alguma coisa”, afirma Fabrício Barbirato, diretor do IDCE (Instituto de Desenvolvimento de Conteúdo para Executivos). Esconder as suas próprias qualidades, na tentativa de preservar a modéstia, pode ser um grande erro na visão do especialista. Criar uma “marca pessoal” é essencial para ser lembrado. “Nunca desperdice a oportunidade de falar sobre algo que você fez bem”, diz Barbirato. Se souber usar o tom adequado e mencionar acontecimentos concretos, a fala dificilmente será vista como pedante. Fonte: Exame.com