Contador, como manter seu Escritório a Frente do seu Concorrente?

vitoria

1ª dica: nunca tente alcançar seu concorrente. Se por acaso seu concorrente estiver na sua frente, busque algo diferente, algo que ele ainda não está fazendo e trace um novo caminho. Enquanto você tenta alcançar o concorrente ele já está dando outro passo o que pode dificultar sua busca em ultrapassa-lo. Já se buscar um novo caminho pode fazer com que o concorrente tenha que rever o caminho que vinha traçando. Quando você tenta alcançar o concorrente o mais provável é que apenas se iguale a ele e não consiga ficar um degrau a sua frente.

2ª dica: nunca fique sem alternativas. Se você quer ficar no comando dos seus negócios sempre tenha alternativas para cada decisão tomada. Ao tomar a decisão de determinado caminho a ser seguido, pense na possibilidade deste não ser o melhor caminho e o que fará para mudar este rumo. É como jogar xadrez: o enxadrista já tem várias jogadas à frente simuladas na sua cabeça, ou seja, para cada movimento do seu oponente ele sempre tem uma saída pensada anteriormente. Quem não tem alternativa sempre ficará refém de seu destino.

3ª dica: seja rápido na inovação. Inovar é o novo caminho para manter-se no jogo. Você precisa descobrir um diferencial, algo que só você tem e que dificilmente pode ser copiado. Como disse é algo que dificilmente pode ser copiado porem hoje em dia nada é impossível de copiar. O tempo que seu concorrente levará para copia-lo será o tempo que terá para pensar em um novo diferencial que inove seu negócio. O senso de urgência é importante para manter-se na frente da concorrência, portanto terá que ser um estrategista que joga xadrez mas com a agilidade de um jogador de vídeo game. Nunca se acomode, a inovação de hoje pode ser o fracasso de amanhã. 4ª dica: entre no mundo da Coopetição. Se não pode vencer o concorrente una-se a ele. Você pode viver o mundo da Coopetição, ou seja, a mistura da cooperação e da competição. Em alguns momentos você coopera com o concorrente e em outros momentos volta a competir. Não é o fim da competição, mas deixa de ser o isolamento do mercado. Interaja com seus concorrentes. Espero que possa aplicar estas dicas em seu dia-a-dia. Se já utiliza estas dicas deixe seu comentário e contribua com o crescimento de outros empreendedores. Talvez aqui seja um bom espaço para cooperar. Fonte: Jornal Contábil

Ser inovador faz a diferença?

images-cms-image-000004664 O cenário atual, vem despertar, grandes oportunidades de crescimento e desenvolvimento, tanto para as empresas, como para seus profissionais, traçando assim um futuro sustentável. A palavra Inovar esta na ordem do dia, com um conceito muito claro: colocar IDÉIAS EM AÇÃO. Compreender e incorporar a inovação, é de suma importância, seja, na grande, média ou pequena empresa e para os profissionais um fator imprescindível. Todo o valor agregado criado anteriormente seguia o fluxo de dentro para fora da empresa, e hoje, entende-se que este processo para ser assertivo e eficiente deve ser visto de fora para dentro, mantendo o consumidor como o centro, o foco. A Inovação não é uma ciência, somente quando a utilizamos na prática, estamos verdadeiramente neste processo de exploração de novas idéias. Ela resulta de ações em nosso cotidiano, é um processo de melhoria através da criação, colaboração e difusão, que potencializa soluções, que irá melhorar o desempenho e crescimento das empresas e de seus colaboradores. Vale salientar, que a inovação, não existe apenas para desenvolver produtos e serviços, serve também para modelos de negócios, processos produtivos e performances. A flexibilidade é um elemento vital, que deve concentrar toda sua energia e esforço. Primeiramente entenda o seu modelo de negócios, hoje utiliza-se a ferramenta CANVAS, sendo extremamente eficaz e de fácil implementação. Defina a melhor área para gerar seus projetos e garanta que todos os envolvidos tenham o senso de empreendedorismo. A inovação deve ser trabalhada abertamente junto de seus parceiros, colaboradores, clientes e fornecedores, ou seja, todos os stackholders envolvidos, pois a cocriação é um fator determinante. Nas empresas hoje, o perfil inovador dos profissionais é um assunto amplamente discutido, e visto como uma competência estratégica básica em qualquer área de atuação, o pensar fora da caixa, gerando novas ideias aplicáveis, são atitudes fundamentais dentro de qualquer negócio, pois empresas e profissionais que insistem em fazer o mais do mesmo, no futuro, não existirão. Sabemos que muitas empresas tem a inovação em seu DNA, priorizam seus elementos vitais e concentram suas forças. Outras, porém, mesmo em um mundo, veloz e dinâmico, insistem em se manterem estáticas e conservadoras. Devemos salientar a importância de buscarem espaços dentro de seus departamentos, para inserir gradualmente a inovação, se permitindo estes pequenos avanços. As empresas que antecipam as necessidades do mercado, que curam as dores dos seus consumidores e fazem com que seu serviço ou produto se torne obsoleto antes do seu concorrente, se mantêm em uma posição confortável no mercado, pois, estará sempre na direção do futuro, mapeando tendências e comportamentos. A constante observação e estudos no comportamento do consumidor, principalmente no diz respeito a sua experiência de compra é fator determinante, pois já é comprovado que as emoções influenciam 90% da compra, sendo assim, o consumidor tem que estar sempre motivado pela emoção, pois após a sua compra, internamente, sempre arruma razões para justificá-la. Um exemplo clássico, é o case do Cirque du Soleil, observe que as pessoas, não buscam um simples espetáculo circense, mas estão em busca da emoção, da experiência, do ritual e do ambiente. Outro exemplo que podemos destacar, é a Nespresso, observe o envolvimento que os seus clientes tem com a marca, um sentimento único. Onde encontrar profissionais com o perfil inovador, somado ao senso de empreendedorismo? Estas competências podem ser desenvolvidas? Afirmo, que sim, podem e devem ser desenvolvidas, porém primeiramente se faz necessária a pró-atividade. Onde encontrar embasamento necessário sobre o tema? Informações sobre estas competências estão disponíveis 24 horas, encontramos em cursos on line, palestras, webinários, cursos de capacitação, treinamentos, e literaturas, que são utilizados na construção deste Mindset inovador. Luiz Eduardo Serafim, da 3M do Brasil, especialista em inovação e professor, afirma que: “No Brasil ainda existe um déficit, em relação a esta competência, que o cenário ideal, seria a incorporação da inovação e empreendedorismo na grade curricular das escolas, para que seja estimulado o espírito empreendedor e noção de inovação, que é a criatividade aplicada, descobrindo as necessidades humanas, estudando e conhecendo para encontrar grandes soluções. Muitas de nossas universidades, já incorporaram esta disciplina em vários cursos, com centros de empreendedorismo e trabalhos desenvolvidos no sentido da inovação.” Observamos um crescimento continuo de Universidades Corporativas, além de importantes organizações como o SEBRAE, que nos traz esta capacitação através de excelentes programas estruturados, fóruns e conferências. Portanto, conclui-se que em pouco tempo, este perfil inovador será incorporado em toda grade curricular, iniciando pelo maternal. Enquanto a mudança, não se efetiva, temos materiais e formas suficientes para tal desenvolvimento. Para iniciar e colocar em prática a inovação, necessariamente precisa-se passar por três processos:  Criatividade: Capacidade de gerar ideias, que se transformem em valor;  Imaginação: Representação mental, observação e protótipos de ideias que fogem do cotidiano;  Inovação: Idéias em ação. “Uma vez que você atinge um certo nível de qualidade ou eficiência, obtém pouca vantagem competitiva ao fazer mais daquilo. Os outros aprendem, tão rápido quanto você. A única alternativa à produção em massa, são escolhas e opções que não existiam antes” Tim Brown – Ceo da Ideo Com base no pensamento de Tim Brow, a criatividade, é a alavanca interna da inovação, é com ela que iremos explorar o desconhecido. Criatividade, uma ferramenta utilizada para desenvolver o perfil inovador. Não sabemos se existe um lado do cérebro que domina totalmente a nossa vida, mas independente desta questão, de fato, temos dois hemisférios: Lado direito – responsável pela habilidade criativa, imaginação, emocional e poético; Lado esquerdo – Responsável pela razão, lógica, precisão e fatos concretos. Fundamento, a importância do hemisfério direito se constantemente utilizado, compartilhando o pensamento da Professora e autora Lidia Peychaux, (Acessando o Hemisfério Direito do Cérebro A Arte Como Ferramenta Para Desenvolver a Criatividade,2003) “As pessoas em geral, para resolver assuntos relativos às suas vidas, usam, fundamentalmente, a inteligência racional, lógica, fria e seqüencial. Mas existem pessoas que agem de forma diferente e que, junto com a inteligência racional usam a inteligência emocional, ou seja, recorrem também às capacidades do lado direito de seu cérebro. Vale a pena ressaltar que as pessoas se esquecem ou nem mesmo têm consciência de como utilizar essa parte do cérebro. Se elas percebessem a necessidade do uso consciente das potencialidades do hemisfério direito, grande parte dos problemas de suas vidas seria mais facilmente resolvida e, com isso, elas teriam acesso a uma vida mais feliz”. O fato é que todos nós nascemos com a capacidade criativa, utilizamos muito bem durante toda a infância, porém, em uma determinada etapa de nossas vidas, a criatividade se torna esquecida e não mais utilizada. Segundo pesquisas nesta área, nascemos com esta potencialidade, durante a infância utilizamos 80% da capacidade criativa e ao sairmos da faculdade, utilizamos somente 2%. Então perdemos a capacidade criativa durante a vida? Não, somos induzidos a acreditar, que ser criativo não faz parte da fase adulta, e que pessoas criativas tem este talento inato. Talento: O dom de fazer algo excepcionalmente bem, utilizando a criatividade. “No auge da era industrial a sociedade parou de incentivar a criatividade humana, afinal pessoas criativas não eram boas para a linha de montagem, mas algumas pessoas souberam canalizar suas necessidades criativas e conseguiram quebrar alguns parâmetros sociais, porque a sensibilidade humana precisa de arte para viver, precisamos da criatividade. Para isto, a solução encontrada pelos gestores, foi supervalorizar a criatividade como um talento, fazendo as pessoas acreditarem que não tinham criatividade.” ( O divino poder da criatividade, 2014) Sugestões que fortalecem o despertar da Criatividade - Mantenha em mãos um bloco de notas, mesmo fora do ambiente de criação, observe e encontre ao menos duas soluções para tudo o que observar, mesmo que já exista algo parecido. Exercite constantemente sua criatividade, lembre-se, nosso hemisfério direito necessita de expansão. - Incentive sua equipe na produção de ideias, cocrie em cima de outras ideias, fazendo os palpites ganharem forma e se tornarem algo bem maior de quando independentes. Mas atenção, normalmente equipes concordam por conveniência, preferem o equilíbrio a criatividade, por isto esteja atento, não aceite a primeira ideia, estimule sua equipe ao brainstorm. - Não use julgamentos durante o processo, deixe as ideias fluírem e aumente seu repertório, através de fontes inesgotáveis de inspiração: livros, cinema, internet, revistas, jornais, blogs, viagens e eventos sociais. - Eleja um local que te deixe mais tranquilo, que consiga pensar em coisas incomuns, assim estará propenso a gerar grandes insights. - Observe as crianças e como elas indagam sobre tudo, elas são uma fonte inesgotável de criatividade. - Use perguntas simples como: O que? Por quê? Como? Onde? Quando? Enfim, use e abuse da sua imaginação. E para complementar este processo, forme uma equipe multidisciplinar, líderes e pessoas de diferentes áreas de atuação, que tenham conhecimento profundo, repertório, pesquisam, observam e que tenham uma visão ampla e clara. A imersão no processo acelera o desenvolvimento de ideias, soluções e o aprendizado. Estes conceitos podem soar óbvio demais, porém, o condicionamento em sua equipe com certeza fará toda a diferença. Entretanto, não é somente esta competência que deve ser desenvolvida e colocada em prática, o senso de empreendedorismo também é muito valioso, como já mencionei anteriormente. E agora, que já sabe como devolver esta competência, tão exigida atualmente, procure entender, o que é ser inovador, dê o peso certo para estes profissionais, mas não deixe de lado colaboradores que contribuem e movem qualquer negócio: aqueles que executam suas tarefas com primor, organização, pontualidade e colocam em prática, justamente, as idéias inovadoras. Todos nós carregamos uma variedade de componentes criativos, que nos faz enxergar o diferente e assim criar a originalidade. Quando sentimos na alma o amor pelo que fazemos e acreditamos, tudo se transforma, e a vida nos brinda com o mais valioso antídoto: O DESPERTAR DA CRIATIVIDADE. Fonte: Administradores.com

5 hábitos das pessoas inovadoras

Smiling Businessman

Sabe aquela pessoa que sempre aparece com ideias originais para resolver algum problema? Ou aquelas vezes em que vemos algo novo e pensamos “por que eu não pensei nisso antes?”. Pois é, essas ideias geralmente vêm de pessoas inovadoras ou de todo um time delas!

Qualquer um pode se tornar mais inovador, basta desenvolver e praticar hábitos que favoreçam esse motor criativo. E existem pelo menos 5 deles que todas as pessoas inovadoras têm e praticam constantemente — consciente ou inconscientemente. Veja quais são!

Curiosidade e desejo de explorar

Pessoas inovadoras são naturalmente curiosas. Elas têm o hábito de ler constantemente (livros, revistas, sites, etc.), aprender coisas novas, fazer experimentos, observar tudo ao seu redor e estudar assuntos relacionados ao que estão criando — ou pretendem criar. São pessoas que querem saber como as coisas funcionam, fazem perguntas (muitas perguntas) e são verdadeiras exploradoras de tudo que chama a sua atenção.

Visualização

Michael Jordan visualizava a trajetória da bola antes de fazer um arremesso livre. Muhammad Ali, lenda do boxe, visualizava suas lutas antes de entrar no ringue. Vários jogadores de futebol relataram que visualizam o que seria o chute perfeito antes de suas cobranças de falta ou pênalti. O poder da visualização é um dos hábitos mais comuns entre os melhores atletas do mundo, mas também é muito utilizado por diversos outros profissionais, como engenheiros, presidentes de grandes empresas, profissionais de marketing, vendedores,empreendedores e muitos outros.

A visualização e a imaginação tornam a pessoa mais criativa. Imaginar e enxergar na mente como as coisas devem funcionar, ter a visão global da situação, entendendo como as partes devem interagir umas com as outras, são hábitos das pessoas inovadoras mais potentes. Além de ajudar a identificar problemas e falhas antes mesmo de eles acontecerem, também ajuda a encontrar soluções que ninguém mais pensou.

Foco nos princípios fundamentais

Existe um termo em inglês chamado “first principles”, que se popularizou quando Elon Musk (o mega empreendedor e fundador da Tesla Motors e SpaceX) disse em uma entrevista que é importante pensarmos nos princípios fundamentais quando quisermos resolver qualquer problema, em vez de fazermos as coisas simplesmente porque é como elas foram feitas em outras ocasiões ou por outras pessoas. As coisas podem sempre ser abordadas de uma maneira diferente, e pessoas inovadoras sabem que dogmas, costumes e tradições, por mais bem intencionados que sejam, às vezes podem dificultar o processo de inovação.

Conexões e rede de contatos

Pessoas inovadoras tendem a explorar sua rede de contatos para buscar informações e validar suas ideias. Sendo impossível saber sobre todos os assuntos, principalmente em soluções mais complexas, elas procuram conversar com as pessoas que são especialistas nas áreas em que precisam de ajuda. Seja para perguntar como algo funciona, avaliar se a solução é a ideal ou para buscar novas ideias. Pouco a pouco, a solução inovadora vai ganhando forma, mesmo aquela ideia que começa muito ruim e frágil.

Persistência e determinação

Erros acontecem, e nem sempre a solução encontrada terá os melhores resultados logo de cara. Quando isso acontecer, a persistência e a determinação farão com que as pessoas inovadoras não desistam de continuar tentando, sendo curiosas, buscando alternativas e criando a próxima inovação. Fonte: Jornal Contábil

Inovação, a essência do empreendedorismo

empreender

Peter Drucker, o homem que inventou a administração, segundo a revista Business Week, certa vez, em um de seus vários lampejos de criatividade, afirmou que “não se gerencia o que não se pode medir”. Em outras palavras, não adianta ao empreendedor ter um negócio se efetivamente não consegue realizar uma gestão eficiente de processos, produtos e pessoas.

Infelizmente, o Brasil ainda está longe de outros países neste quesito. Pesquisa do Global Entrepreneurship Monitor (GEM) mostra que somos o primeiro colocado no ranking mundial de empreendedorismo, com 45 milhões de brasileiros envolvidos com alguma atividade empresarial. Por outro lado, o Índice Global de Empreendedorismo (GEI) detectou que nosso país ocupa a 100ª posição em uma classificação de 130 países.

O primeiro indicador nos mostra que, quantitativamente, estamos bem colocados. Já o segundo, conclui que, qualitativamente, a realidade é outra. Nossa nota no GEI é muito baixa (25.8), comparada à do primeiro colocado, os Estados Unidos (85) e o Chile (63.2), 19ª posição e melhor nota da América Latina.

Dentre os 14 pilares do empreendedorismo avaliados para qualificar a nota destacam-se quatro em que perdemos feio para o Chile: internacionalização, capital humano, inovação em processos e inovação em produtos. Ao analisarmos os dados acima sob a ótica do Balanced Scorecard (BSC), ferramenta criada por Robert Kaplan, professor da Harvard Business School, para mensurar os resultados da gestão estratégica das organizações, podemos chegar a conclusões interessantes. A técnica baseia-se no monitoramento de resultados e processos em quatro dimensões das empresas: financeira, processos, clientes e desenvolvimento. Esta última reflete, em linhas gerais, o quanto a empresa aprende e torna-se mais preparada para a competição. Muitas mensuram as horas de capacitação de seus colaboradores para acompanhar o seu índice de desenvolvimento. Contudo, Kaplan defende que o melhor indicador de sucesso neste quesito é a criação de novos produtos e serviços ou o atendimento a novos mercados. Isto porque, para inovar, é preciso aprender. Enfim, é um indicador diretamente ligado à inovação. Independentemente do setor, sempre haverá concorrência, da mesma que forma que existirá espaço para quem puder inovar com produtos e serviços customizados, além de promover um atendimento diferenciado aos clientes, agregando valor ao negócio. Hoje, o mundo caminha para o uso do conceito de ominchannel, em que o atendimento aos clientes passa por todos os canais, físicos ou eletrônicos. Para conquistar clientes, a solução passa, imprescindivelmente, pela introdução de inovações em processos e serviços. Para isso, o primeiro passo é a capacitação dos empreendedores, especialmente em cursos e eventos. Há muitos disponíveis, inclusive on-line, e que até são encontrados gratuitamente. O SEBRAE é a referência para este tipo de treinamento. Afinal, não se constrói um caminho de sucesso sem muito trabalho e estudo. O empreendedor é um insatisfeito eterno, que reconhecidamente busca transformar seu inconformismo em descobertas de soluções para os problemas. A atitude empreendedora eleva consideravelmente as chances de transformar eminente fracasso em sucesso retumbante. Não há mágica. Para tal, é fundamental a adoção de ferramentas globais de gestão e inovação. Muitos empreendedores ainda desconhecem esses instrumentos, que são úteis para os negócios. A partir deles é possível realizar modelagem de negócios com Business Model Generation (Canvas); gestão estratégica de resultados com Balanced Scorecard (BSC); gestão estratégica de clientes com Customer Relationship Management (CRM), Net Promoter Score (NPS) e Guestology; gestão comercial com Solution Selling. O empreendedor é um insatisfeito que transforma seu inconformismo em descobertas. Por outro lado, o insatisfeito que só reclama e nada faz para mudar, não é empreendedor de verdade. A atitude empreendedora transforma os problemas em oportunidades; cria inovações para atender melhor os clientes e lidar da melhor forma com os fornecedores. Diferenciar-se dos concorrentes é seguramente o caminho para o sucesso. Só assim, é possível obter o justo valor ao que se vende, e não somente formar um preço sem qualquer método. Afinal, lembrando mais uma vez Peter Drucker, “se você quer algo novo, você precisa parar de fazer algo velho”. Fonte: Jornal Contábil

Os principais passos para levar uma inovação ao mercado

pensamento.estrategico Uma inovação pode ser algo novo e de valor para o mercado porque não existia antes ou pode ser uma novidade porque não existia antes no portfólio de uma empresa, sendo algo novo para sua base de clientes e consumidores. Desenvolverei esse tema a partir da inovação que é desconhecida ao mercado. Mas com pequenos ajustes, é possível adotar os passos para o caso da inovação ser uma coisa nova no portfólio de um pequeno ou médio negócio e não para o mercado em geral. Inovação, diferente de invenção (lembre-se de patentear a invenção), é um produto, serviço ou processo que se converte em valor, seja para o consumidor ou cliente, seja para a empresa e seus sócios ou acionistas. Porém, boa parte das inovações nasce de invenções, portanto, há um processo para transformar uma invenção em inovação. Veja quais são os principais passos. 1. Identifique qual é a sua inovação O primeiro passo é identificar qual invenção disponível melhor se ajusta ao posicionamento estratégico da empresa, à sua estrutura de ativos e processo, tanto produtivos como organizacionais. É importante realizar-se essa etapa de avaliação, pois a invenção pode demandar uma revolução completa da empresa, demandando altos investimentos, algumas vezes fora da capacidade de obtenção, ou que não sejam de interesse do empreendedor em virtude de sua visão de risco/retorno. 2. Avalie o potencial do produto ou serviço Como segundo passo, sugere-se elencar o produto por potencial de lucro versus esforço. Construa um indicador simples, triplo A para o mais alto potencial de lucro e para o menor. Triplo E para a de mais alto esforço e E para a de menor. Com esse método é possível chegar-se a uma ou duas invenções para desenvolvimento. 3. Faça testes O terceiro passo, supondo que já se fez a prototipação da invenção, é o teste de processo, para identificar as reais demandas e ofensores, em pequena escala, para a produção da invenção. Também é o primeiro passo para uma estimativa real de custos. 4. Entre em contato com os clientes O quarto passo, que corre paralelo ao terceiro passo, é testar o conceito do produto ou serviço com uma base de clientes ou consumidores. Tirado o aprendizado do conceito, faz-se um novo teste, agora associando o conceito e o produto. Desse aprendizado surgem ajustes importantes. Contudo, vale lembrar que muitas empresas lançaram inovações baseadas na experiência e conhecimento de seus proprietários, abrindo mão de técnicas de pesquisa. 5. Faça um planejamento Segue-se o teste em escala, acompanhado da criação dos custos de produção. Mas agora entra a etapa final e na qual, em geral, ocorre o sucesso ou o fracasso: o planejamento de lançamento, pré-venda, venda, pós-venda, planejamento de produção e logística. Além da definição dos indicadores de acompanhamento do desempenho da inovação no mercado. O planejamento merece uma série à parte, mas o que vale deixar como mensagem é que deve ser rigoroso, detalhado à exaustão e pensado de forma a se ter um plano B, caso as coisas não aconteçam como se espera. Lembre-se: invenção é inovação somente quando o mercado a valoriza, portanto, foco na transposição da boa ideia para um produto ou serviço vencedor. Fonte: Exame.com