Relatórios contábeis: 7 indicadores do negócio que devem ser acompanhados

Você já deve ter ouvido que planejamento é a chave do sucesso. No entanto, planejar por si só não gera qualquer tipo de contribuição significativa, afinal, apenas se pode gerir aquilo que se conhece. Sendo assim, para avaliar o desempenho organizacional, o empreendedor precisa se valer de formas que possam quantificar as operações.

Para isso, foram criados os chamados indicadores de desempenho, também conhecidos como KPIs (Key Performance Indicators). Assim, é possível saber se os resultados estão aumentando ou diminuindo ao longo de um período de tempo.

Mas quais tipos de relatórios contábeis podem ser utilizados para isso? Como eles podem contribuir para o processo de tomada de decisão? Continue a leitura e saiba mais!

O que são indicadores de desempenho

Os indicadores de desempenho ou KPIs foram criados para mensurar com precisão a performance dos negócios de uma empresa.

Como são números que mostram o desempenho das atividades individuais e coletivas, tais dados precisam ser monitorados constantemente e interpretados com inteligência, de forma a contribuírem para o crescimento contínuo do negócio.

Vale destacar que os indicadores não servem apenas para mostrar a saúde financeira da empresa, mas para quantificar o desempenho dos funcionários ou dos setores conforme as metas definidas previamente.

Com esses insights, as pessoas envolvidas nos processos organizacionais podem entender o que é esperado delas e como podem agir para atingir a alta performance dentro da organização.

Como são utilizados

Existem inúmeros tipos de indicadores de desempenho e cada um tem uma finalidade objetiva. O empreendedor deve avaliar o KPI que é mais relevante para seu negócio, que pode ser adaptado conforme os objetivos e deve ter simplicidade para que todos os níveis hierárquicos possam facilmente compreendê-lo.

As informações geradas por meio das análises dos indicadores de desempenho possibilitam que o empreendedor enxergue seus processos e consiga uma base sólida para alinhá-los com os objetivos traçados.

Por meio da mensuração dos resultados, é possível ter uma maior vantagem na obtenção de crédito bancário, na avaliação de risco para o cadastro de fornecedores, na injeção de capital de terceiros, entre tantos outros benefícios decorrentes de uma maior transparência e precisão das informações financeiras.

7 tradicionais indicadores de desempenho

Vejamos 7 indicadores de desempenho que podem ser utilizados para acompanhar a performance da sua empresa e gerar informações para melhorar os resultados. Acompanhe:

1. Índice de Liquidez

Liquidez significa a rapidez ou a facilidade com que um ativo pode ser convertido em dinheiro. Assim, para medir a liquidez de uma empresa, utiliza-se como medida a capacidade que ela possui de cumprir as obrigações em curto prazo, ou seja, sua capacidade de pagamento.

Entre os índices de liquidez mais comuns, destacam-se:

Liquidez Corrente

Esse índice evidencia se a empresa está cumprindo com suas obrigações imediatas. Para a liquidez corrente, são utilizadas informações do ativo circulante (como caixa, banco, estoque, contas a receber, entre outros) e do passivo circulante (como fornecedores a pagar, empréstimos que vencerão em breve etc.)

Fórmula:

Liquidez Corrente = Ativo Circulante / Passivo Circulante

Liquidez Seca

Considera-se o mesmo conceito de liquidez corrente, porém são excluídos os estoques da conta, pressupondo-se que eles serão liquidados facilmente em uma provável situação de exigência.

Fórmula:

Liquidez Seca = (Ativo Circulante – Estoques) / Passivo Circulante

Liquidez imediata

É um índice simples de ser utilizado, já que leva em consideração apenas o disponível da empresa e o compara com o passivo circulante, considerando os equivalentes de caixa (disponível) e as contas do passivo circulante.

O índice de liquidez imediata reflete a capacidade de pagamento da empresa em relação àquilo que já é dinheiro ou que pode ser convertido em dinheiro rapidamente (com resgates em até 90 dias).

Fórmula:

Liquidez Imediata = Recursos disponíveis imediatos / Passivo Circulante

Liquidez Geral

Diferentemente dos índices de liquidez apresentados anteriormente, a liquidez geral apresenta a situação da empresa em longo prazo. Ou seja, relaciona a capacidade da empresa em curto prazo e em longo prazo.

Portanto, ao apresentar um índice abaixo de 1, a empresa, em teoria, estaria com problemas financeiros e teria dificuldades em arcar com suas obrigações, levando em consideração tanto prazos longos quanto curtos.

Fórmula:

Liquidez Geral = (Ativo Circulante + Realizável a Longo Prazo) / (Passivo Circulante + Passivo Não Circulante)

2. Margem Bruta

A margem bruta mede a rentabilidade do negócio, ou seja, qual a porcentagem de lucro que o negócio está tendo a cada venda. Por exemplo, se você vende os produtos por R$ 60,00 e gasta R$ 40,00 para colocá-los à venda, isso significa que você está ganhando R$ 20,00.

Para o cálculo da Margem Bruta, utiliza-se a seguinte fórmula:

Margem Bruta: Lucro Bruto/Receita Total X 100

A análise da margem bruta é um importante indicador que possibilita saber se determinado produto tem uma margem melhor do que outro e, se o resultado for indesejado, talvez seja melhor rever as estratégias de operação.

Vale destacar que a margem bruta deve ser um dos principais indicadores utilizados na hora de precificar determinados produtos.

3. Margem Líquida

A margem líquida é o lucro líquido que a empresa consegue gerar a cada “real” em receita. Ou seja, depois de pagar todas as despesas (fixas e variáveis) e tributos, a margem líquida indica a quantidade de dinheiro que a empresa lucra a cada real de receita obtido.

Fórmula:

Margem Líquida: Lucro Líquido/receita total X 100

4. Margem de Contribuição

O índice de margem bruta tem relação direta com o preço do produto. Assim, tal índice indica quanto a empresa consegue gerar em recursos para pagar as despesas fixas de seus produtos e ainda obter lucratividade.

Fórmula:

Margem de contribuição: preço – custos e despesas variáveis da venda

A margem de contribuição é a resposta para a pergunta que muitos empreendedores fazem: como saber o quanto sobra para pagar as despesas fixas e ter lucro?

Se a margem de contribuição for superior ao total das despesas fixas, a empresa está gerando lucro. Se for inferior, significa prejuízo.

5. Endividamento

Este índice revela o grau de endividamento da empresa, ou seja, a relação entre o total de ativos e o total de passivos. A fórmula para calcular o índice de endividamento é a seguinte:

Índice de endividamento: Total de Passivos (Passivo Circulante + Exigível em Longo Prazo) / Total de Ativos

O resultado obtido indicará a porcentagem de capital de terceiros que a empresa possui. Ou seja, quanto maior o seu valor, maior será a participação de capital de terceiros no funcionamento das operações.

Uma análise importante é que, em geral, credores preferem endividamentos baixos, uma vez que quanto menores forem as dívidas, maior será a proteção contra prejuízos em caso de falência da empresa.

6. Rentabilidade

A rentabilidade é um importante indicador de desempenho que serve para medir a capacidade de pagamento que o negócio possui com base nos investimentos realizados em sua aquisição ou estruturação.

Empreendedores que utilizam o Índice de rentabilidade podem saber, por exemplo, se a empresa está trazendo retornos atrativos em relação a determinados investimentos e, assim, tomar decisões atrativas sobre a forma de gestão implantada.

Além disso, é possível buscar o aumento das vendas ou nas margens, corte de gastos, a abertura de filiais ou mesmo a venda da empresa.

Para o cálculo da rentabilidade, utiliza-se a seguinte fórmula:

Rentabilidade: Lucro Líquido/Investimento total X 100

7. Ciclo Operacional

O ciclo operacional leva em consideração o tempo médio que a empresa leva para receber uma determinada venda. De maneira geral, quanto menor for o resultado do ciclo operacional, menor será a dependência da empresa em aplicar seu capital de giro para financiar as operações.

Para o cálculo do Ciclo Operacional, leva-se em consideração a seguinte fórmula:

Ciclo Operacional: prazo médio de estoques + prazo médio de recebimentos

Porque uma contabilidade correta é importante

Para que os números realmente representem o retrato financeiro da empresa, é fundamental contar com uma contabilidade correta. Como visto anteriormente, os índices de desempenho levam em consideração informações de relatórios contábeis, o que leva a pensar que, se algo não estiver certo, toda e qualquer estratégia não terá efeito desejado.

A mensuração incorreta ou mesmo incompleta das operações do negócio podem impactar diretamente os resultados de cada índice. É por isso que contar com profissionais contábeis habilitados é tão importante.

Fonte: Jornal Contábil

7 dicas para estar sempre dentro do prazo de entrega

Os motivos para uma empresa ter problemas com o cumprimento do prazo de entrega são vários e bem complicados. Alguns exemplos são: falta de planejamento, prazos mal estimados, desorganização individual e má produtividade coletiva. Mas as soluções não são tão difíceis e acredite: você não está sozinho nessa.

O cumprimento do prazo de entrega é um problema na sua empresa? Que tal adotar práticas para evitar esse tipo de problema? Confira 7 dicas para melhorar o seu rendimento e o da sua equipe!

1- Trabalhe com organização

O primeiro passo para respeitar o prazo de entrega é ter um bom ritmo de produção. Para isso, organização é fundamental.

Para começar, organize seu espaço de trabalho. Tenha uma mesa limpa, com apenas os objetos que você precisa ao alcance das mãos, como carregador do notebook, mouse, caneta e bloco de papel, por exemplo. O excesso de coisas em cima da mesa pode te distrair e atrapalhar sua produtividade, além de poluir o ambiente visualmente.

Aplicativo para organizar seus afazeres

Utilize um bom aplicativo para organizar seus afazeres, como o Google Agenda ou o Trello. Eles ajudam a ordenar o que você precisa fazer diariamente, com a vantagem de emitir alertas para lembrar de cada tarefa. Calcule quanto tempo cada tarefa deve levar em média e programe-se para dedicar esse total de tempo exclusivamente a ela.

Saiba também priorizar tarefas. Organize sua agenda começando pelos afazeres que têm prazo de entrega mais curto ou aqueles que você pode fazer mais rápido.

Não importa qual seja, apenas tenha um sistema de organização e seu ritmo de trabalho vai melhorar muito! Dê o exemplo como líder e certifique-se de que todos na empresa consigam se organizar bem.

2- Respeite seus intervalos para descansar

Ninguém é produtivo 100% do tempo, por isso, insira pequenas pausas durante o dia de trabalho. Nelas, seja livre para fazer um lanche, alongar-se, andar um pouco, checar redes sociais ou só descansar a cabeça por alguns minutos. Incentive que a equipe faça o mesmo, pois assim o rendimento do seu time também vai melhorar.

Nesses períodos de pausa, nada de trabalho! Assim, você limpa sua mente e consegue voltar às tarefas com um olhar descansado e menos viciado, o que favorece que você encontre soluções mais facilmente, além de não se sentir tão exausto no fim do dia.

3- Cumpra seus compromissos

É muito importante que você cumpra com os seus compromissos, custe o que custar. A não ser que algo muito sério impeça, como um problema de saúde ou um acidente, é fundamental manter sua palavra com os clientes. Afinal, ela é a única garantia que eles têm de que o trabalho será feito e é por meio da confiança que vocês manterão uma boa relação.

Cumprir compromissos vai muito além de cumprir prazos de entrega. Você precisa dar ao seu cliente a certeza de que ele receberá o serviço pelo qual pagou. Para isso, no momento em que fecharem o negócio, mostre que você e sua equipe entendem as expectativas dele. Dessa forma, o cliente se acalma e torna-se até mais flexível com relação ao prazo, caso algum empecilho apareça no caminho. Seja sempre verdadeiro: se você não for capaz de cumprir uma demanda, coloque as cartas na mesa e ofereça outra solução.

4- Faça perguntas

Aprenda a pedir ajuda e incentive sua equipe a fazer o mesmo. É preciso perder o medo de incomodar o cliente ou parecer despreparado por fazer todas as perguntas que forem necessárias.

Com as respostas em mãos, vocês prestarão um serviço de boa qualidade ao cliente, o que vai deixá-lo muito mais satisfeito. Por isso, sempre que uma demanda não ficar clara ou surgir alguma dúvida ao longo do caminho, você deve perguntar. Para o consumidor, para os colegas, para professores ou especialistas: o importante é conseguir as respostas!

5- Saiba negociar

Muitos prazos de entrega não são cumpridos porque foram mal estabelecidos. No momento de defini-los, os envolvidos não levaram em conta o tamanho real da demanda ou o grau de dificuldade da tarefa e estimaram menos tempo do que o necessário.

Esse tipo de situação é muito frustrante, tanto para você quanto para o cliente. Por isso, desenvolva formas de estimar o prazo ideal para um serviço.

Você pode padronizar alguns tipos de trabalho, por exemplo, registrando quanto tempo levou a última vez em que você conduziu uma reunião com sua equipe sobre um determinado cliente. Sempre que for fazer um orçamento para ele, será possível incluir esse tempo no planejamento do prazo de entrega de serviços. Faça isso com outras tarefas do dia a dia, principalmente aquelas que se repetem para todos ou vários consumidores.

6- Entenda seus limites

Assim como é preciso ter uma boa noção do seu rendimento, mais importante ainda é saber seus limites. Às vezes, em busca de mostrar produtividade e ganhar respeito, muitos colaboradores levam trabalho para casa, fazem horas extras e deixam de descansar para cumprir um prazo de entrega.

Se essa é uma realidade constante na sua empresa, é preciso repensar a forma como os prazos estão sendo definidos. Afinal, trabalhar até a exaustão pode prejudicar a qualidade do serviço.

Incentive que a sua equipe respeite os próprios limites de rendimento e faça o mesmo por você. Não aceite novos projetos se desconfiar que não conseguirá cumpri-los e não se desgaste para atender a um prazo. Assim, toda tarefa executada será feita em seu próprio tempo e sem correria!

7- Tenha bons hábitos

Após uma lista de dicas para melhorar o rendimento, o primeiro impulso é querer colocar tudo em prática imediatamente. Porém, mudar hábitos não é uma tarefa fácil, muito pelo contrário.

Por isso, introduza cada uma dessas dicas aos poucos no dia a dia da empresa e na sua rotina também. Desse jeito, você não cria nenhum tipo de choque e faz a mudança de forma gradual. Continue cultivando bons hábitos diariamente e corrija os pontos problemáticos com planejamento e calma.

Fonte: Rede Jornal Contábil

Como ser mais produtivo: 6 dicas para contadores

As atividades de um contador estão indo além da gestão tributária e fiscal de seus clientes. Hoje, a demanda requer também profissionais que possuam um perfil mais gerencial e participativo nas empresas. Nesse sentido, é normal que surja a sensação de que o tempo está cada vez mais curto.

Como ser mais produtivo em seu escritório? Continue acompanhando a leitura e confira como gerir melhor as suas atividades!

1. Defina estratégias e planejamentos

O trabalho de um contador vai muito além de realizar cálculos e auxiliar seus clientes em suas obrigações. Ele pode atuar como consultor, conselheiro, auxiliar na criação do planejamento estratégico e na tomada de decisão das empresas que estão sob seus cuidados, portanto, para que as tarefas sejam bem definidas e organizadas, faça um planejamento para cada necessidade que surgir.

Além disso, não se esqueça de criar estratégias que auxiliam nos seus objetivos em longo prazo. Se optar por aumentar sua carteira de clientes ou aumentar o leque de serviços oferecidos, é preciso traçar estratégias claras a respeito dos objetivos e o que precisa ser feito para chegar até eles.

2. Faça listas e defina prioridades

Todos os dias, antes de começar sua rotina habitual, faça listas com todos os compromissos e atividades que é preciso realizar durante o expediente. Feito isso, organize-as de acordo com a prioridade e a urgência de cada uma das tarefas que foram listadas.

Tarefas com prioridade alta e muita urgência devem encabeçar a lista, enquanto ofícios nada urgentes e sem prioridades podem ser feitos ao decorrer do dia. Só tome o cuidado de acompanhar esses status, pois um compromisso que não é prioridade, em um momento, pode se tornar uma urgência, caso não seja bem gerenciado.

3. Evite fazer horas extras

O trabalho de um contador é algo que requer muito empenho e – por muitas vezes – pode ser cansativo e desgastante. Tenha em mente que, se você quer saber como ser mais produtivo, horas extras dificilmente serão a melhor opção. Lembre-se que: ser mais produtivo significa fazer mais com menos tempo e não trabalhar em excesso.

4. Gerencie os imprevistos

É normal que surjam demandas ao longo do dia que não haviam sido planejadas – um cliente com dúvida a respeito de recolhimento de imposto, outro cliente precisando e uma opinião a respeito de abrir uma filial, etc. Nesses casos, é preciso avaliar a urgência e a prioridade dessas atividades que surgem, para que elas possam ser realizadas, de forma que impactem o mínimo possível no planejamento que foi realizado.

5. Invista em ferramentas de gestão contábil

Já existem soluções que auxiliam na gestão de documentos, no controle de pagamento de taxas e impostos e que possuem integração com os clientes para a troca de dados, por exemplo. Eles automatizam processos manuais, tornando mais ágeis e garantindo maior produtividade.

Além de programas específicos para contabilidades, existem alguns aplicativos disponíveis no mercado, que podem ser utilizados em tablets e smartphones, que ajudam a gerenciar melhor o tempo e as atividades que precisam ser realizadas ao longo do dia. Com eles é possível: criar lembretes, gerenciar cronogramas e status das tarefas e acompanhar atividades que são feitas em grupos.

6. Delegue tarefas

Em meio a tantos compromissos e prioridades, delegar tarefas menos importantes é um ponto fundamental na hora de ser mais produtivo e obter uma rotina descomplicada. Se for o caso, escolha algum colaborador de maior confiança e delegue também alguns ofícios mais complexos, que demandam tempo, mas que não são prioritários quanto outros que estão na lista.

Isso certamente ajuda a liberar bastante espaço na agenda. Basicamente, a solução para a pergunta de como ser mais produtivo no trabalho se resume a uma palavra: planejamento.

Planejar a rotina, a ordem das atividades, como as interrupções serão gerenciadas, o que pode ser feito e por quem. Portanto, podemos dizer que, se você quer um dia que dê a sensação de rendimento, não abra mão de começar o dia se planejando bem.

Fonte: Jornal Contábil

7 dicas para ajudar a melhorar a área de contabilidade

Você já se perguntou como é possível melhorar a área de contabilidade? Tanto para que o escritório cresça quanto para que os clientes consigam melhores resultados é fundamental investir nesse segmento tão importante.

Sendo assim, nada melhor do que conferir dicas que, partindo de uma melhora do ambiente interno, permitem que o setor se desenvolva e alcance objetivos cada vez mais significativos. Ficou curioso? Então não perca tempo e confira 7 dicas que preparamos!

1. Realize um planejamento

Toda mudança precisa começar com uma análise bem-feita do momento passado e a definição de estratégias para a ação. Assim, é preciso planejar antes de agir. Um escritório de contabilidade faz isso o tempo todo para otimizar a gestão de clientes, mas muitas vezes deixa de fazer para o próprio negócio.

Nesse aspecto, nada é mais válido do que considerar a realização de um planejamento anual também para o escritório. Isso começa com a definição clara de objetivos a alcançar para que, em função deles, as mudanças necessárias sejam feitas internamente.

Você pode fazer uma pesquisa de mercado para identificar as possibilidades presentes, bem como as ações da concorrência. Com uma boa análise, você poderá tomar decisões mais acertadas ao longo do ano.

2. Treine sua equipe

Nunca deixe de oferecer treinamentos periódicos para seus funcionários. A cada começo de ano, ou até mesmo em momentos em que sua equipe parecer estar parada no tempo, é sempre pertinente considerar a realização de um treinamento.

Considere os resultados da gestão para definir o foco da capacitação. Dessa forma você pode trabalhar desde a revisão das informações relativas ao escritório e clientes, passando pelos procedimentos, até a definição de novas estratégias e resultados.

Em caso de problemas com questões tributárias, trabalhistas, entre outras, procure focar o treinamento nestes itens para garantir a correção de rotas antes que as dificuldades se acentuem. Essa prática deve ser adotada anualmente ou sempre que necessário. Ela ajuda a reciclar conhecimentos e aumentar a produtividade da equipe.

3. Invista em capital intelectual

Muitas vezes as empresas dos mais diversos segmentos deixam de investir em profissionais qualificados para fazer economia. Esse é um erro grave, pois, ao acumular funcionários comuns em sua equipe é bem provável que qualquer ação movida pela concorrência seja o suficiente para derrubar seu negócio. E isso vale também quando o assunto diz respeito a escritórios de contabilidade.

Para prestar serviços diferenciados, não deixe de contar com profissionais capacitados, com experiência reconhecida dentro do mercado. Eles podem aperfeiçoar a realização das tarefas diárias, trazendo qualidade e resultados mais relevantes.

Nesse sentido, além de contratar profissionais de bom nível, procure também desenvolver programas de formação. Assim, você pode investir em pessoas que já trabalham com você e moldá-las de acordo com as necessidades da gestão. Cursos especializados, por exemplo, podem ajudar a transformar colaboradores promissores em verdadeiros especialistas em sua área.

4. Fique atento à tecnologia voltada para a área de contabilidade

Quer ver o seu escritório ganhar em produtividade em curto prazo? Comece a investir em recursos tecnológicos. Atualmente o que não faltam são soluções voltadas para serviços contábeis. Sendo assim, se você não estiver atento, saiba que sua concorrência certamente estará. Portanto, não deixe que seus clientes se encantem por algo que você também poderia oferecer, mas que negligenciou.

 

Softwares de otimização de processos, por exemplo, garantem maior agilidade e excelente relação custo/benefício. Além disso, é preciso considerar também o impacto que a tecnologia tem no atendimento ao cliente. Com recursos como o FAQ, já é possível disponibilizar para o cliente uma série de perguntas e respostas com as dúvidas mais comuns envolvendo os serviços das empresas.

No caso de um escritório de contabilidade isso permite ganhar tempo. Isso porque uma vez que ao poder tirar suas dúvidas no site, o cliente não precisa mais fazer uma ligação e ocupar o tempo de um dos funcionários para sanar inquietações que anteriormente outros clientes já tiveram e que foram devidamente solucionadas.

5. Encontre seu segmento específico

Empresas podem atuar em diferentes tipos de segmentos. Existem redes de mercado, supermercado, hipermercado, e muito mais. A divisão existe porque ela é útil para cada empreendimento. Sendo assim, se você está adaptado a trabalhar com quem quer que seja, então saiba que existe uma maneira muito simples de fazer com que seu escritório cresça mais em menos tempo: é por meio da segmentação.

Procure se concentrar em um nicho específico de mercado. Isso permite não apenas melhorar o desempenho de sua equipe aumentando o nível de especialização dela em determinado departamento, mas também dar ao cliente uma segurança maior na hora de fechar negócio com você.

Pense bem: entre contratar uma empresa que oferece serviço genérico e outra que atua especificamente na resolução de seu problema, qual delas seria sua melhor opção?

Ser um especialista gera confiança das pessoas e isso permite ótimos resultados, pois mesmo em tempos de crise os especialistas continuam sendo solicitados enquanto os generalistas não. Sendo assim, defina um nicho de mercado e qualifique sua equipe para atuar exclusivamente dentro dele.

6. Trabalhe em função de um diferencial

Para se especializar em determinada área é importante encontrar um diferencial. E para isso, é preciso novamente ressaltar a importância de um planejamento adequado.

Conhecendo as características do mercado, de seus atuais clientes e seu público-alvo, além de entender exatamente o que seu escritório tem de ponto forte e fraco, é possível definir uma estratégia perfeita para realinhar a atuação da equipe e assim apresentar algo que ninguém mais tem, o chamado diferencial.

A ideia é mostrar que o seu escritório é o mais qualificado para encontrar soluções seguras para problemas de clientes e oferecer o desempenho que eles desejam.

7. Acompanhe as tendências da área contábil

Ficar de olho em tudo o que acontece no mundo da contabilidade permite a você identificar tendências. Isso é importante porque faz com que o seu escritório esteja sempre um passo adiante no sentido de incorporar inovações antes da concorrência.

Assim, sua equipe não fica parada no tempo e os treinamentos podem ser realizados sempre em função de oferecer novos diferenciais para o cliente e não para recuperar o tempo perdido devido a problemas.

Fonte: Jornal Contábil

Planejamento - A grande estratégia!

Todos os dias, surgem no mercado novos negócios, novas empresas e novos projetos. O sonho do negócio próprio. O desejo de uma condição financeira melhor. O abraçar de uma oportunidade que trará realização profissional. A chance de suprir as necessidades da família em épocas de desemprego. É assim o cotidiano brasileiro, um povo que é por natureza empreendedor, criativo e batalhador.

Alguns decidem ser empreendedor por oportunidade, outros, em sua maioria, por necessidade. Mas todos tem uma coisa em comum: A falta de planejamento. E uma das explicações mais corriqueiras das empresas para a falta de planejamento é: A pressa para abrir o negócio e/ou começar o projeto! Principalmente, para aqueles que empreendem por necessidade. A necessidade pede solução e não pode esperar, muitas vezes. A ausência da preparação e conhecimento específico, também é uma razão. Além da falta de recursos, para contratar um profissional/consultoria capacitado a realizar um plano de negócio, por exemplo. Por essa razão, muitos começam a empresa, o projeto e/ou negócio sem um mínimo planejamento. Não sabem quem são, para onde estão indo, se existe real demanda para o negócio na região, não possuem objetivos, não conhecem seu público-alvo, não tem metas definidas, e muitas vezes, não conhecem nem o mercado em que estão sendo inseridos. Um carro na estrada, andando em alta velocidade, sem farol, á noite. Assim é uma empresa no mercado sem planejamento. Segundo pesquisa realizada pelo SEBRAE, a maior causa de falência das empresas brasileiras é, justamente, a falta de planejamento.

O planejamento é uma arma poderosa capaz de dar identidade, direção e diminuir o risco de um empresa ou negócio. Quando se fala de empreendedorismo, sempre haverá riscos. Mas esses riscos podem ser calculados, diminuídos e sanados. Apenas um bom planejamento pode prever uma crise, enxergar uma oportunidade, encontrar um nicho e traçar uma solução cabível. Por isso, há poder no planejamento e esse poder gera excelência, organização e senso de direção. Se enfrentamos inúmeras dificuldades tendo um planejamento, avalie o que enfrentamos sem tê-lo. O planejamento é fundamental. O planejamento é preciso. Não ande sem ele! Planeje-se e aumente as chances de sucesso! Planeje-se e descubra o que não dá certo. Planeje-se e trace novos objetivos e metas. Planeje-se e supere a concorrência. Planeje-se e não seja pego de surpresa. Planeje-se e tenha bom êxito!

Fonte: Administradores.com 

Como enfrentar o estresse do fim do ano no seu negócio

Nenhum mês é fácil para quem empreende. Mas, no final do ano, a situação pode ficar mais intensa: o Natal pode trazer mais oportunidades de venda, mas também mais compromissos.

É uma época mais difícil por três motivos, diz João Roncati, diretor da People+Strategy. “No final do ano, há um acúmulo de despesas: por exemplo, o 13º salário para a equipe e as maiores compras de estoque para as vendas de Natal, as quais geram uma pressão por resultado. Na nossa cultura trabalhamos com ciclos e também há a pressão psicológica de fechar um ciclo, para começar um novo em 2017. Por fim, há um buraco entre o fim do ano e o carnaval, que virou uma habitualidade negativa. Muitas decisões são postergadas e isso gera ansiedade – se algo não é fechado em dezembro, pode acontecer só em março.”

“O volume de pedidos costuma aumentar nessa época e, com isso, podem aumentar também as reclamações e as dívidas”, completa Victor Barcala, professor de gestão e vendas do Ibmec/MG. “Isso dificulta a vida do empreendedor, se ele não está preparado para isso. Em resumo: as ineficiências da empresa costumam aparecer mais.”

A solução para nunca mais passar pelo mesmo estresse – e até transformar dezembro em uma boa época para as finanças empresariais – está justamente nessa preparação prévia.

“Não adianta não se planejar no ano todo e no último mês querer recuperar tudo. O empreendedor tem que olhar todos os meses e saber quais meses são mais fracos no seu negócio. Assim, ele consegue se programar para incentivar mais as vendas nessa época”, explica Celso Fortes, CEO da agência Novos Elementos. “Se você entrar no modo automático, é fácil cair em armadilhas: é como estudar para uma prova apenas na véspera.”

Mas o que fazer agora, que o estresse com o fim do ano já chegou? Confira algumas dicas para controlá-lo e manter seu negócio produtivo em dezembro:

1. Faça uma autoavaliação e aprenda com os erros

O primeiro passo para não se estressar no fim do ano é olhar para dentro de si e entender que todos os erros se traduzem em aprendizados para o futuro.

“Tem gente que teme o fracasso e o coloca de lado só pelo medo de assumi-lo. Mas é preciso lembrar que os únicos que nunca fracassaram são os que nunca fizeram nada de inovador. Não existe nenhum empreendedor de sucesso que nunca tenha errado”, explica Fortes, da agência Novos Elementos. “A diferença é que alguns empreendedores transformam erros em acertos, enquanto outros os enterram ou deixam que eles tomem proporções absurdas para então resolver a situação.”

Na prática, tenha uma lista de tudo que deu errado em 2016, para que você possa melhorar no ano seguinte, recomenda Barcala, do Ibmec/MG.

“O excesso de imediatismo e otimismo fazem muitas empresas fecharem, por não terem se planejado o suficiente. Se o empreendedor não aprender com os erros deste ano, eles irão aparecer no ano seguinte. Sem paciência e uma visão de longo prazo, o empreendimento logo irá perder competitividade frente às melhorias de outros negócios.”

Por exemplo: você tem funcionários desmotivados e resolve trocar a equipe. Mas, se você nem entendeu por que eles estavam desmotivados, o problema foi apenas postergado. Logo, os novos funcionários também estarão desmotivados.

2. Olhe também para outros empreendedores

Além de olhar para seus próprios erros, uma boa dica para reduzir o estresse no final de ano é buscar exemplos que o inspirem.

“Não tenha vergonha de olhar para o lado e aprender com quem faz melhor. O empreendedor deve analisar se alguém se planejou mais do que ele, ou se cometeu algum erro que ele ainda não tenha cometido. Das duas formas, ele começa 2017 menos fragilizado”, aconselha Roncati.

Além de falar com empreendedores presencialmente, também dá para conseguir exemplos sem nenhum esforço e investimento: na internet, há muitas dicas, modelos de negócios e planilhas de gestão.

3. Priorize e parta para a ação

Para não deixar a ansiedade tomar conta, outra boa dica é priorizar suas tarefas: não dá para arrumar todo o negócio em apenas um mês, então é hora de atender as demandas mais significativas.

“É preciso parar e fazer esse planejamento pequeno, se não o fez ao longo do ano. Com esse cuidado, você não fica tão mal assim no começo do ano seguinte”, explica Roncati, da People+Strategy. “Isso também pode ser visto na pessoa física, com pagamentos de IPVA e seguro do automóvel, por exemplo.”

Acima de tudo, o grande objetivo é que você continue empreendendo em 2017, recomenda Barcala, do Ibmec/MG. “Se houver algum grande fornecedor ou banco a pagar, que pode impedir que sua empresa continue, coloque isso como prioridade.”

4. Comece a planejar como será seu 2017

Agora que você já refletiu sobre seus erros, anotou novas estratégias e organizou um plano de ação para dezembro, é hora de planejar 2017 em detalhes.

“Mantenha a calma e saiba que o tempo que passou não irá voltar. Viver o presente em caos não soluciona nada; é melhor planejar o futuro, que se tornará presente em breve. Assim, seu novo presente será uma situação melhor”, explica Fortes, da Novos Elementos.

“É o momento de rever seu negócio: fazer o balanço financeiro, achar pontos de melhoria e observar como todos os mercados estão mudando – seja por consolidações ou por inovações”, detalha Roncati. “Faça menos promessas e mais projeções nesse final de ano.”

Fonte: Exame