Por que o mercado está precisando de profissionais de contabilidade?

Em meio à crise econômica, o analista contábil se transformou em um profissional central para as empresas brasileiras. No entanto, embora se trate de uma profissão bastante tradicional no Brasil, os contadores disponíveis no mercado de trabalho não possuem o perfil buscado pelas novas empresas e assessorias do ramo.

Ainda muito restritos à área operacional e com poucos conhecimentos de língua estrangeira, principalmente do inglês, o perfil tradicional do contador está se tornando obsoleto. As novas tecnologias de gestão com sistemas integrados que passaram a automatizar várias rotinas contábeis começam a prescindir do perfil operacional. E o progressivo processo de internacionalização das empresas e serviços no país, intensificado, em alguns setores, com a crise, tornam o conhecimento do inglês habilidade indispensável nessa profissão. Porém, atualmente, apenas 5% dos profissionais dessa área conseguem manter uma conversação nesse idioma.

A notícia boa é que sobram vagas para os que se propõem a inovar e a aprender uma segunda língua. O analista contábil, com conhecimentos de inglês, que se apresenta como criador de soluções e estratégias, certamente encontrará um posto no mercado de trabalho brasileiro. Essa é a conclusão a que podemos chegar ao darmos uma olhada nas profissões consideradas em alta em 2017 e nos próximos anos no país, de acordo com as consultorias Manpower Group, Michael Page, Page Personnel e Robert Half.

Diante dos novos desafios das empresas brasileiras, em tempos de crise, tais como a necessidade de corte de gastos e de aumento da produtividade, o analista contábil pode desempenhar um papel-chave no auxílio à tomada de decisões nessas áreas. O seu trabalho cotidiano envolve a análise e classificação de contas, fechamento de balanço e elaboração de relatórios para a diretoria e/ou para os investidores.

De maneira geral, a contabilidade acabou se tornando, nos dias de hoje, um importante instrumento e diferencial no mercado de trabalho mesmo para os que pretendem se direcionar para outros campos de atividades. Nesse sentido, além da profissão de analista contábil, os que possuem conhecimento nesse campo, também podem atuar em outras áreas igualmente consideradas em alta para os próximos anos, de acordo com as consultorias mencionadas acima. Esse profissional pode atuar, por exemplo, como analista de planejamento financeiro ou tributário.

Como planejador financeiro, os conhecimentos contábeis devem ser aliados a conhecimentos na área de finanças, pois esse profissional é o responsável por elaborar diagnósticos e propor soluções financeiras. Já o analista de planejamento tributário, central para o objetivo de redução de custos das empresas, é responsável por propor estratégias referentes à carga tributária a ser paga. Adicionalmente aos conhecimentos contábeis, esse profissional deve ser advogado com conhecimentos aprofundados em direito tributário.

Dessa forma, uma área que, durante bastante tempo, foi desprezada no interior da hierarquia das empresas, a contabilidade vem voltando a adquirir centralidade nos dias atuais. No entanto, atualmente, os conhecimentos de contabilidade devem ser mobilizados de maneira cada vez mais dinâmica e em sintonia com outros setores e objetivos das empresas, não sendo possível se dedicar apenas e integralmente a uma formação nessa área.

Fonte: Jornal Contábil

6 conselhos inusitados que podem mudar a sua carreira para sempre

Diante de um mercado de trabalho cada vez mais incerto, muitas pessoas sentem falta de orientação profissional. Acontece que, embora exista um oceano de conselhos sobre o assunto na internet, são raras as dicas de carreira que fogem do óbvio.

“As pessoas são diferentes e cada situação é uma”, diz Adriana Gattermayr, coach e consultora da Gattermayr Consulting. “Qualquer palpite que vale para todo mundo é mero senso comum”.

Para a especialista, há muita simplificação e generalização nos discursos que prometem uma receita para o sucesso. Embora haja ótimos livros de autoajuda, diz ela, nenhum deles trará todas as respostas — muito menos aqueles que se vendem como a “fórmula definitiva” para conquistar a felicidade no trabalho.

Em vez de enxergar qualquer conselho de carreira como uma bússola salvadora, é melhor encará-lo como uma provocação ou um convite à reflexão sobre os seus próprios desafios e potenciais, afirma Gattermayr.

A gestão da vida profissional é muito mais complexa do que um punhado de dicas, e os especialistas no assunto sabem disso.

Segundo Eva Hirsch Pontes, coach e professora convidada na Fundação Dom Cabral, o próprio conceito de “carreira” é algo simplificado e até obsoleto.

A palavra, que vem do latim, descrevia originalmente um “caminho para carros”, isto é, um trilho ou estrada em linha reta. Segundo a especialista, não existe mais uma carreira com o sentido de “estrada”, isto é, como uma sequência linear de cargos e empregos.

“Hoje você acumula múltiplas formas de atuação e monta um portfólio de habilidades, que aplicará de formas variadas ao longo do tempo, como se fossem peças de Lego”, explica ela.

Diante da complexidade do mercado de trabalho atual, os conselhos ou “provocações” mais eficazes são justamente os mais inusitados. Veja a seguir 6 deles:

1. Você não precisa escolher uma profissão
Já começa na época do vestibular: a sociedade sempre nos forçar a escolher uma carreira e incorporá-la como uma parte fundamental de quem somos. No fim das contas, não funciona. “Não é preciso escolher entre duas ou três coisas que você ama”, diz Gattermayr. “Você pode trabalhar durante a semana numa área e no fim de semana em outra, sair do trabalho e ir fazer consultoria ou dar aulas e mais uma infinidade de possibilidades”.

Quem acha que precisa escolher uma única área acaba entediado e desmotivado, o que muitas vezes produz a troca frequente de empregos. Porém, é preciso ter cuidado para não perder o foco. “Para cada atividade paralela, é preciso se dedicar e traçar metas”, explica ela. “Para onde você quer ir com cada uma delas?”. Se não houver conexão com os seus objetivos de vida, abrir o seu leque de atuação só deixará você esgotado.

2. Não procure um trabalho que você ama. Procure amar o seu trabalho
Ninguém em sã consciência deseja fazer aquilo de que não gosta. No entanto, perseguir o ideal de um emprego “divertido” costuma resultar em frustração. Para Gattermayr, o conceito está invertido. “Procure amar o seu trabalho, seja ele qual for, experimentando novas atividades e competências escondidas em você mesmo”, diz ela. “Às vezes aterrissamos em empregos em que jamais nos imaginamos e eles acabam trazendo muita felicidade”.

Quem procura trabalhar só com o que ama pode confundir hobby com trabalhoou se decepcionar ao finalmente conseguir o seu emprego dos sonhos. Segundo a coach, não há nada de errado em buscar oportunidades numa área com a qual você tem afinidade. Só é importante não se prender exclusivamente a isso na hora de fazer as suas escolhas.

3. Ter um único mentor não funciona
Contar com uma pessoa mais experiente que você para ajudar nas suas decisões profissionais é essencial. Porém, dificilmente esse único indivíduo terá todas as respostas de que você precisa. É muito mais eficaz formar um time de mentores de carreira.

“Escolha 5 áreas da sua vida em que você quer melhorar, e pense em profissionais que são modelos para você nesses assuntos”, orienta Pontes. “Pergunte se vocês podem agendar sessões de mentoria de dois em dois meses”. A maioria das pessoas se sente lisonjeada com o convite e tem grandes chances de aceitá-lo, completa ela.

4. Dinheiro não é objetivo, é meio
“Se a meta da sua carreira é ganhar dinheiro, pense melhor”, aconselha Gattermayr. “Seu objetivo deve sempre ser algo maior, alinhado com seu propósito de vida e com o legado que você quer deixar”. Quando um profissional coloca a recompensa financeira como alvo principal, suas decisões se tornam imediatistas, simplórias e confusas. Entender a remuneração como objetivo também pode inibir inovações e investimentos mais ousados no futuro.

De acordo com a especialista, o dinheiro deve ser entendido como meio estratégico para ter sucesso. Ele não pode ser ignorado, já que você precisará de grandes “colchões” para realizar grandes saltos. “Se você constrói uma reserva generosa aos poucos, garante que, toda vez que estiver infeliz e quiser mudar de vida, terá como fazê-lo”, resume Gattermayr.

5. Participar dos “jogos políticos” do escritório é bom
A constante exposição a escândalos de corrupção contribui para que muitos brasileiros criem uma certa ojeriza à ideia de fazer política no trabalho– como se qualquer movimento estratégico para alcançar um objetivo fosse necessariamente antiético. Porém, buscar o isolamento político como forma de evitar problemas não é uma atitude inteligente.

Segundo Pontes, até quem pensa que não faz política no trabalho está fazendo — só que muito mal. “Você sempre será um ponto na rede do poder”, explica. “Você precisa entender a sua influência e usá-la de forma ética, para atingir resultados bons tanto para você quanto para o coletivo”. Participar desses jogos de forma responsável, mas consciente, é fundamental para ganhar cada vez mais projeção e se manter influente.

6. Trabalho é só…trabalho
Num mundo que glamouriza a sobrecarga de trabalho, muita gente age como se a carreira fosse sua razão de existir. De acordo com Gattermayr, é preciso repensar essa postura mental.“Trabalho é só trabalho, e encará-lo como tal ajuda a diminuir o estresse e a tomar decisões melhores”, diz ela. Isso não significa isentar-se das responsabilidades, mas buscar um distanciamento mínimo para preservar a sua saúde e continuar apto a fazer boas entregas.

Pense no trabalho de um médico que salva vidas num pronto-socorro. Ele precisa impedir que a compaixão pelo paciente se transforme em pena e dor, ou não conseguirá trabalhar. Em qualquer área, o comprometimento com a carreira não pode se converter em servidão. “Você é muito mais do que os seus resultados”, resume a especialista.

Fonte: Exame.com

Como a globalização já está afetando o seu escritório contábil

F Hoje não basta mais ser um bom técnico. É o mínimo que você tem que ser. O dono da empresa contábil tem, necessariamente, que criar uma estrutura de gestão pensando em estratégias específicas. O professor, palestrante, sócio e presidente do Conselho de Administração da NTW Franquia Contábil, Roberto Dias Duarte, conta como a chegada de empresas de contabilidade internacionais já repercute no mercado brasileiro e de que maneira os escritórios nacionais precisarão se adaptar para sobreviverem e se manterem competitivos diante deste cenário. De que maneira o mercado de franquias contábeis tem crescido internacionalmente?  Nos Estados Unidos, por exemplo, já existem 14 redes grandes registradas na Associação Internacional de Franchising. A maior delas é a Liberty Tax, com um faturamento anual de USS 470 bilhões. É a 61ª maior franquia no ranking global, entre todos os setores da economia. Outras como a H&R Block, por exemplo, já têm um processo bastante amadurecido, com 4.500 unidades espalhadas em todo território americano. Eles começaram o processo fazendo Imposto de Renda especializado em latinos e agora atuam também nos segmentos contábil e tributário em pequenas e médias empresas. E como essas empresas têm enxergado o mercado brasileiro de contabilidade? Os grandes americanos já estão entrando no Brasil. A H&R Block, por exemplo, já tem escritório aqui no Brasil e processa uma quantidade gigantesca de IRPF lá nos Estados Unidos. Eles estão aqui hoje, basicamente, só online. Eles têm 10 mil escritórios e 1 em cada 6 declarações de IRPF nos Estados Unidos. Desde quando eles estão aqui? Desde 2012. Aqui no Brasil eles têm “só” 15 mil clientes, o que é muito pouco se considerar que nos EUA são 25 milhões de clientes. Mas só atendem online?  Aqui no Brasil, sim. Nos EUA não. Isso não limita um pouco a atuação?  Os americanos, quando vêm para cá, querem primeiro estudar melhor o mercado. Ninguém é doido de sair expandindo, abrindo novas unidades sem antes conhecer a fundo a legislação. E é esse movimento que estamos percebendo. A Liberty ainda não está no Brasil, mas tem um braço brasileiro, que é a Liberty Seguros. Agora, um outro estrangeiro que já está aqui no Brasil é a Paychex. Nos Estados Unidos eles têm um serviço de processamento de folha de pagamentos para pequenas empresas, além de serviços contábeis financeiros. São mais de 590 mil empresas que são clientes deles lá nos Estados Unidos. E eles também estão on line ou não?  Não. O processo deles aqui no Brasil entrou só como processamento de folha de pagamento, aproveitando a onda, inclusive, do eSocial e, na realidade, a estratégia deles é baseada na quarteirização do serviço de folha de pagamento dos escritórios contábeis. Então, se você tem um escritório contábil, eles “compram” a sua carteira, processam para você e tem um acordo comercial nessa história. Ou seja, não dá para ficar esperando sentado, enquanto essas empresas vão se espalhando pelo mercado, certo? Exatamente. E por que estamos olhando com atenção especial esse modelo americano? Primeiro, porque existe uma tendência indiscutível de globalização atingindo o setor de serviços contábeis aqui no Brasil. Essas grandes franquias vão entrar em larga escala, é uma questão de tempo. Em pequena escala existem vários escritórios internacionais já entrando aqui no Brasil, mas para atuação em nichos. Por exemplo, escritórios ingleses estão vindo para cá para processar serviços tributários de multinacionais inglesas. Isso já é um movimento que existe há muito tempo, mas em pequena escala. Então, inevitavelmente, o Brasil vai ser inserido nesse contexto global aí, até porque as normas contábeis brasileiras já estão em conformidade com as mundiais. E quais são as outras tendências no mercado contábil? Outra tendência tem a ver tanto com as tecnologias tributárias quanto com esse processo de globalização, que é a profissionalização do setor. Hoje, tal qual aconteceu no setor de engenharia e está ocorrendo no setor de saúde, as organizações contábeis estão passando por um processo de profissionalização. Hoje não basta mais ser um bom técnico. É o mínimo que você tem que ser. O dono da empresa contábil tem, necessariamente, que criar uma estrutura de gestão pensando em estratégias específicas. Em quais estratégias os escritórios contábeis têm de focar para se manterem competitivos diante deste cenário? Atuação em nicho, uso intensivo de tecnologia e definição de segmentos de mercado são algumas delas. É um pensamento como qualquer outra empresa: pensar em RH, tecnologia, mercado, marketing e atendimento ao cliente. O fato é que, dos 54 mil escritórios contábeis que existem hoje no Brasil, posso dizer que apenas uma pequena parcela do mercado já está  com esse pensamento. Fonte: Portal Contábeis

5 mentiras sobre contabilidade que você já ouviu

Businessman Listening contabilidade é um expediente vital em diversas áreas corporativas, não só para que se mantenha a gestão fiscal e dos recursos da organização em ordem, mas também para que o dono do negócio tenha mais base para entender a sua situação financeira e tomar as decisões mais corretas para sua empresa. O serviço contábil é muito mais do que o registro aparentemente intricado de números e tabelas, podendo auxiliar a redefinir os investimentos, as despesas e toda a trajetória de uma empresa.

Se você é um profissional contábil, provavelmente já ouviu algumas dessas mentiras sobre contabilidade por aí e tentou explicar que não é bem assim, certo? Confira aqui as 5 mentiras mais faladas sobre contabilidade:

Matemática é a essência da contabilidade

De fato, a matemática é a base da contabilidade. Porém, não é tudo. A graduação em Ciências Contábeis, além da análise e gestão de custos, orçamento empresarial, elementos de atuária, auditoria, demonstrações financeiras, entre outros instrumentos matemáticos, abrange várias outras matérias, como as relações humanas nas organizações, ética, sustentabilidade e noções de administração, por exemplo. O contador que vai se formar, portanto, até deve ser técnico nas operações básicas da matemática, mas precisa se dedicar ao estudo de outras disciplinas também.

O gestor não precisa ser igualmente responsável pela contabilidade

Quem está no comando de uma empresa pode contratar outra para cuidar da boa prestação dos serviços contábeis, mas deve se responsabilizar ainda pelo envio correto das informações solicitadas. É ele quem tem que estabelecer as prioridades e optar pelas atividades que serão mais estratégicas na empresa, o que vai impactar em maior ou menor grau a contabilidade da entidade.

Cálculo de impostos é uma atribuição geral de qualquer contador

Dentro de um escritório de contabilidade existem diversos tipos de profissionais especializados em áreas diferentes da gestão contábil, a depender do porte do cliente e do volume de demandas recebidas. Por isso, nem todos os agentes contábeis entendem de tributação.

A Ciência Contábil é um mercado tipicamente masculino

Cada vez mais mulheres se formam como contadoras: hoje em dia, elas ocupam quase metade das vagas do mercado e a tendência é que alcancem o mesmo número de homens contadores em breve, talvez em dez ou quinze anos. São quase 200 mil contadoras atualmente, segundo dados do Conselho Federal de Contabilidade. Ou seja, se até alguns anos atrás a profissão era predominantemente masculina, isso já não é a realidade e em pouco tempo será bastante igualitária.

A contabilidade é muito difícil

Se você tem extrema dificuldade com matemática, raciocínio lógico e em fazer interpretações de cenários específicos, talvez você fique meio perdido no ramo contábil. Mas quem não for bom em nada disso, provavelmente não será também um bom empreendedor, não é verdade? As operações matemáticas da contabilidade são simples e quem estuda bastante terá, com o tempo, o desenvolvimento técnico necessário para entender todos os assuntos do setor. Por isso, não se deve temer visualizar os relatórios e planilhas contábeis: com a prática, o gestor certamente se acostuma.

Fonte: Jornal Contábil

Aprovada autorização para microempreendedor usar residência como sede da empresa

2b00fe42f653177361577a9bb62f4a47 O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou, há pouco, por unanimidade, o Projeto de Lei Complementar (PLP) 278/13, do deputado Mauro Mariani (PMDB-SC), que autoriza os microempreendedores individuais (MEI) a utilizar a própria residência como sede para o exercício da atividade. O texto segue para análise do Senado. Pela proposta, que altera a legislação que criou o Simples Nacional (Lei Complementar 123/06), o microempreendedor individual poderá utilizar a sua residência como sede do estabelecimento comercial sempre que não for indispensável a existência de local próprio para o exercício da atividade. A medida pretende facilitar a adesão de pessoas ao regime simplificado de tributação, afastando restrições impostas por leis estaduais que não permitem o uso do endereço residencial para cadastro de empresas. Para o líder do PPS, deputado Rubens Bueno (PR), a lei vai modernizar as relações e a logística de trabalho. “Hoje com a internet e as redes sociais, a capacidade de trabalho em sua própria casa é muito grande”, disse. O deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR) afirmou que essa é uma das principais conquistas da microempresa e, em especial, do MEI. “A Câmara toma uma das principais iniciativas em favor do empreendedorismo”, afirmou. Para ele, que relatou a Lei do Simples na Câmara, a mudança poderá trazer para a legalidade cerca de 7 milhões de autônomos, cerca de 58% do total no País. O deputado Moroni Torgan (DEM-CE) acrescentou que os empreendedores não precisarão mais inventar domicílios para desenvolverem suas atividades. Fonte: Portal Contábeis 

As dificuldades do mercado em conquistar profissionais contábeis de qualidade

  Smiling Businessman Os principais fatores que têm demandado mudanças nos segmentos de atuação de empresas que operam no Brasil são: alteração excessiva na legislação, tecnologia, meio ambiente e comportamento do consumidor. Esses elementos de mutação necessitam de reciclagem contínua e de conhecimento em todos os aspectos, haja vista que as empresas que desejam se destacar precisam frequentemente, e de maneira prioritária, obter o que há de melhor de seus colaboradores e fornecedores. O profissional contábil, que está inserido nesse meio, também passa por constantes mudanças em seu comportamento, devido à expectativa dos clientes ao contratarem esse tipo de serviço de consultoria, os quais necessitam de informações precisas, seguras e rápidas para delinear as melhores estratégicas perante seus concorrentes. Sendo assim, as organizações contábeis têm procurado contratar os melhores especialistas para conseguir atender a essa demanda, num mercado cada vez mais exigente. Não obstante a isso, com a massificação dos serviços oferecidos por diversos escritórios contábeis é natural que o consumidor, até pela diversidade de opções, queira contratar o melhor e, em contrapartida, pagar o preço de mercado. Cabem às empresas de contabilidade encontrarem profissionais qualificados, pagando salários competitivos, além de oferecer um vasto pacote de benefícios e outros incentivos motivacionais. Neste contexto, as organizações têm encontrado cada vez mais dificuldades em selecionar o colaborador ideal. Existe uma enorme barreira entre o profissional gabaritado, que busca mais conhecimento, tem fluência em idiomas como inglês e espanhol,  possui habilidades tecnológicas e técnicas para lidar com tantas modificações,  daquele que ainda resiste em se reciclar para aprimorar o seu currículo. Desta forma, ocasiona essa defasagem de profissionais e se conclui que há sim uma gama de pessoas em busca de trabalho e que está disponível para encontrar novas oportunidades, inclusive em razão do aumento do desemprego. Porém, uma enorme fatia desses candidatos ainda está despreparada diante de tantas exigências do mercado e do governo, ainda mais com tantas obrigações impostas pelo fisco. Por isso, está cada vez mais difícil encontrar bons profissionais no ramo de contabilidade. Com o objetivo de superar esse obstáculo de ausência de especialistas, as empresas têm optado por desenvolver um plano de carreiras, aliado a um programa de treinamento e capacitação contínua, a fim de instruir esse trabalhador e a transformá-lo num profissional hábil e atualizado para atender a forte demanda que o atual cenário vem instituindo. Fonte: Portal Contábeis