Como aplicar normas da contabilidade internacional em pequenas empresas

Respeitadas as particularidades das nossas empresas, será que as normas da contabilidade internacional podem ser aplicadas aqui? O condutor que se baseia nessas regulamentos deve considerar apenas a sua validade ou também a legalidade? Que benefícios práticos isso implica aos clientes? Essas são questões que iremos abordar neste artigo.

Quem faz as normas de contabilidade internacional

Quando o assunto é contabilidade internacional, você precisa conhecer duas siglas principais:

  • IFRS – International Financial Reporter Standard
  • IASB – International Accounting Standards Board

A primeira delas diz respeito aos regulamentos internacionais de contabilidade publicados pela segunda, que é uma espécie de comitê mundial de normas contábeis.

Entre outras atribuições, a IASB é responsável não apenas pela publicação, mas também a revisão e a atualização daquilo que se defende como padrão internacional para um relatório financeiro contábil. É uma espécie de guia para contadores aplicarem em empresas de todos os portes.

Você certamente já ouviu falar sobre contabilidade internacional, IFRS e IASB, ao menos na graduação em Ciências Contábeis. Mas talvez esteja se perguntando agora sobre a relevância, validade e legalidade de suas normas. É sobre a aplicação delas nas empresas brasileiras que iremos falar no próximo tópico.

Normas IFRS: sou obrigado a segui-las?

Quando falamos das normas IFRS, estamos nos referindo a boas práticas aceitas em todo o mundo. Isso não significa, porém, que basta aplicar regulamentos da contabilidade internacional para ter resultados efetivos. Então, vamos entender os aspectos práticos das normas por três pontos de vista.

Sobre a obrigatoriedade

Em termos de legislação, há publicações que abordam a questão, a começar pelo Código Civil Brasileiro – Lei 10.406/2002. As leis 6.404/76 e 11.638/07 também merecem ser consultadas a esse respeito.

Mas como elas têm disposições direcionadas em sua maioria a grandes empresas, isso gera falta de consenso quanto à aplicação da contabilidade internacional em pequenos negócios.

É também por isso que uma atitude inteligente do contador é consultar a Resolução 1.255, publicada em 2009 e revisada em novembro de 2016 pelo Conselho Federal de Contabilidade(CFC).

Ela estabelece a NBC TG 1000 – Contabilidade para Pequenas e Médias Empresas. A norma tem como base a IFRS for SMEs do IASB, cujo texto aprova práticas contábeis a adotar em estabelecimentos de menor porte.

Sobre a validade

Mais do que o aspecto obrigatório de aplicação da contabilidade internacional em pequenas empresas, vale questionar sua validade.

Embora, na rotina dos escritórios, as demandas costumam ser de total conhecimento e domínio de contadores, eventualmente, pode surgir uma questão de difícil solução. Nesses casos, ao se basear em regulamentos internacionais, o profissional conta com subsídios bastante úteis.

A questão é menos sobre imposição e muito mais sobre utilizar as normas IFRS para melhorar a empresa do cliente. Assim, não pode o contador se abster de conhecer tais regulamentos para se tornar um profissional ainda mais completo.

Sobre a relevância

Em julho deste ano, representantes do CFC estiveram na Suíça, participando de um evento internacional a respeito da aplicação das normas na contabilidade pública. De fato, para o contador que tem nesse o seu campo de atuação, os regulamentos aceitos em todo o mundo se tornam ainda mais relevantes. Afinal, atendem empresas obrigadas a realizar a prestação de contas.

Mas será que pequenas empresas, muitas vezes desobrigadas a cumprir as mesmas exigências das maiores, têm a ganhar também ao seguir as práticas da contabilidade internacional?

Para responder, basta refletir como as demonstrações financeiras desse perfil de empresa contribui para seus negócios. Sobre esse aspecto, parece inegável que há benefícios em sua relação com o mercado externo. Afinal, o uso de normas IFRS confere maior credibilidade aos resultados na visão de investidores, instituições financeiras, clientes e fornecedores.

A contabilidade internacional em pequenas empresas

O contador que tem nas pequenas empresas o perfil principal de cliente sabe que, por vezes, enfrenta resistência do empreendedor. Mas a falta de conhecimento dele não deve servir de obstáculo. É dever do profissional contábil mostrar como a adoção de determinadas práticas resulta em benefícios diversos.

Como lembramos antes, uma boa contabilidade pode fazer toda a diferença na hora de atrair investidores, assim como ao se relacionar com fornecedores e clientes. Mas talvez seja ao buscar crédito no mercado que tais vantagens apareçam de forma mais clara ao empresário.

O que as normas de contabilidade internacional objetivam é justamente a construção de elementos que evidenciem a realidade financeira da empresa e que eles sejam bem aceitos pelo mercado. E quando se fala em credibilidade e confiabilidade, a sigla IFRS produz um inegável efeito positivo na avaliação realizada pelas instituições financeiras.

Mas não é apenas o “selo” internacional que ajuda a empresa ao necessitar de empréstimos. A sua capacidade de pagamento é geralmente comprovada a partir de documentos desenvolvidos pelo contador. Estamos falando do balanço patrimonial e do DRE (Demonstrativo dos Resultados do Exercício).

É através de instrumentos como esse que a empresa atesta a sua saúde financeira ao mercado, a solidez de seus negócios e a eficiência de seu modelo de gestão.

Tais informações funcionam como um diferencial importante, se valendo do que versam as normas de contabilidade internacional para a sua construção. Vai muito além do fluxo de caixa e, portanto, concede uma nova visão do mercado a respeito da empresa do cliente.

E qual seria o principal benefício para ele nessas situações? Maior facilidade na liberação de crédito, menores juros e condições mais vantajosas de pagamento, tanto junto aos bancos quanto aos fornecedores. Isso sem falar no ganho em atratividade da empresa aos olhos de investidores.

Mostre o valor da contabilidade internacional ao cliente

Um contador que se mantém por dentro das normas e avanços da contabilidade internacional se posiciona, cada vez mais, como um profissional interessado em oferecer soluções aos clientes.

Como vimos neste artigo, mais do que uma exigência, seguir por esse caminho é indicado pelo benefícios que gera ao escritório. Se você se interesse em agregar valor aos seus serviços, esse é um conhecimento que não tem preço.

Fonte: Jornal Contábil

Mercado reduz previsão de inflação e PIB para 2016 e 2017

As previsões foram divulgadas pelo Banco Central nesta segunda-feira (26), no relatório de mercado conhecido como Focus, e foram coletadas durante a semana passada.

A expectativa do mercado para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano recuou de 6,49% para 6,40%, na sétima queda seguida do indicador oficial da inflação.

No relatório divulgado na semana passada, os economistas das instituições financeiras ouvidos pelo BC voltaram, após mais de um ano, a estimar que a meta de inflação de 2016 não seria descumprida, ao reduzirem a inflação prevista de 6,52% para 6,49%.

A meta do Banco Central para a inflação deste ano é de 4,5%, mas há um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima e para baixo. Assim, a inflação pode oscilar de 2,5% a 6,5% sem que a meta seja descumprida. No ano passado, a inflação ultrapassou esse intervalo e fechou o ano em 10,67% - a maior desde 2002.

Para 2017, a estimativa do mercado financeiro para a inflação caiu de 4,9% para 4,85%, o que deixa o IPCA do próximo ano ainda acima do centro oficial da meta de inflação, que é de 4,5%.

Produto Interno Bruto
O mercado financeiro aumentou a previsão de encolhimento da atividade econômica em 2016 de 3,48% para 3,49%. Para o comportamento do PIB em 2017, o mercado reduziu a estimativa de crescimento pela décima vez consecutiva, passando de 0,58% para 0,50%.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos no país, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o comportamento da economia brasileira.

Taxa de juros
Os analistas das instituições financeiras ouvidos pelo Banco Central manteve a previsão para a taxa básica de juros, a Selic, em 10,50% no fechamento de 2017. A estimativa do mercado pressupõe que o BC continuará o processo de corte de juros no ano que vem. Atualmente a Selic está em 13,75%.

A taxa básica de juros é o principal instrumento do Banco Central para conter pressões inflacionárias. Taxas mais altas tendem a reduzir o consumo e o crédito, o que pode contribuir para o controle dos preços.

Câmbio, balança e investimentos
No relatório Focus divulgado nesta segunda-feira, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2016 caiu de R$ 3,38 para R$ 3,37. Para o fechamento de 2017, a taxa subiu de R$ 3,49 para R$ 3,50.

A projeção para o superávit (exportações maiores que importações) da balança comercial em 2016 subiu de US$ 47 bilhões para US$ 47,1 bilhões. Para o próximo ano, o superávit previsto aumentou de US$ 45 bilhões para US$ 46,85 bilhões.

Para 2016, a projeção de entrada de investimento estrangeiro direto no Brasil subiu de US$ 67,16 bilhões para US$ 68 bilhões e, para 2017, ficou inalterada em US$ 70 bilhões, pela sexta semana consecutiva.

Fonte: Portal Contábeis

5 lições que o empreendedor só aprende depois de falir

Mature-Businessman-Thinking As contas podem ter apertado. Os clientes podem ter trocado de loja. Seu sócio pode ter sumido do mapa. Os motivos são vários, mas o sentimento é o mesmo: a experiência de um negócio próprio falido sempre é traumática. E este é um quadro que ficou ainda mais aparente neste ano, marcado pela crise econômica. Porém, Joaquim Xavier, gerente do Sebrae/SP, tem uma visão categórica dessa experiência: seu negócio pode morrer, e isso não é o fim do mundo. O que não pode minguar é sua vontade de empreender. "Uma das características mais importantes do empreendedor é a persistência, o que é diferente de burrice: você insiste naquilo que você comprova que tem chances de dar certo." Apesar desse conselho, infelizmente não há uma fórmula fácil para que o empreendedor se motive a abrir um novo negócio após um tombo. Mas algo pode servir de consolo e de inspiração: boa parte dos donos de negócios de sucesso faliram mais de uma vez até obterem resultados. “Muitos empreendedores aqui no Brasil têm vergonha de ter falido ou fechado ou negócio, e criam histórias para amenizar a situação. É preciso falar nisso de uma forma mais aberta”, afirma Ana Fontes, da Rede Mulher Empreendedora. “Culturas mais maduras quanto ao empreendedorismo, como o Vale do Silício e Israel, procuram empreendedores que já tiveram uma experiência negativa, justamente porque isso os faz mais preparados para o novo empreendimento.” Por isso, não pense que a falência é o fim da sua carreira de empreendedor. Pelo contrário: acredite no seu potencial. “O grande diferencial que o empreendedor possui é seu entusiasmo: é isso que o coloca à frente no mundo dos negócios”, completa Frederico Vidigal, professor de estratégia empresarial do Ibmec/MG. Ainda não está convencido de que você pode empreender, mesmo tendo falido? Confira, a seguir, algumas lições que você pode aprender com essa experiência – e que mostram como você já se tornou um empreendedor melhor do que antes: 1. Você não comete mais erros de principiante Depois da falência, o primeiro passo é conhecer as razões pelas quais o negócio chegou a esse ponto: faltou identificação com a ideia inicial, não houve uma boa comunicação com o cliente ou foi uma questão de falta de técnica em gestão? “Cair faz parte de uma carreira de sucesso como empreendedor - nenhum dono de negócio tem 100% de acerto", diz Vidigal, do Ibmec/MG. "Agora, é a hora de rever os erros que você cometeu. Assim, você se levantará ainda mais forte." 2. Você ganha uma visão mais clara e técnica sobre negócios O primeiro negócio costuma ser permeado por uma visão romântica sobre o que é empreender. Isso, infelizmente, também pode gerar uma falta de atenção quanto às complicações da operação de uma empresa. “Muitos empreendedores começam o negócio pela paixão e pelo entusiasmo, mas não estão preparados. E, hoje, o cliente é ainda mais exigente, porque tem acesso às informações de uma forma muito rápida e barata. É preciso sempre estar disposto a adaptar seu negócio”, afirma Vidigal. Quem acaba se apegando muito à ideia e coloca obstáculos a inovações pode falir. Apesar dos pesares, com isso o empreendedor ganha uma visão mais objetiva sobre a realidade do mundo empresarial. “Essa experiência dá uma espécie de armadura ao dono do negócio. Agora, ele olha para a empresa de uma forma mais técnica, por meio de um conhecimento de dia a dia muito mais efetivo do que qualquer teoria”, explica Fontes, da Rede Mulher Empreendedora. 3. Você sabe do risco (e o encara com planejamento) Por trás de todo empreendimento existe risco. Para muitos empreendedores de primeira viagem, porém, essa afirmação só fica mais clara após o negócio passar por dificuldades - seja por conta de fatores da própria empresa seja por questões mais externas, como a situação econômica. "O dono de negócio não coloca na ponta do lápis quais obstáculos sofrerá. Dessa forma, não consegue pensar em como superar as dificuldades, que certamente virão. É como entrar em um ônibus sem saber qual o destino", afirma Xavier, do Sebrae/SP. "É importante ele ter essa percepção de risco no seu DNA, fazendo um planejamento." Para seu próximo negócio, você já saberá como calcular bem todos os riscos envolvidos no empreendimento – e, principalmente, se possui recursos suficientes para transformar o risco impensado em um risco calculado. “O empreendedor aprende não só a fazer análises de risco, mas também a fazê-las constantemente ao longo da trajetória do negócio", completa Vidigal. 4. Você aprende a escolher melhor seus próximos parceiros Escolher um bom parceiro de negócio é fundamental para que sua empresa tenha sucesso (veja como escolher o sócio ideal). Da mesma forma, um dos grandes fatores de fechamento das empresas é uma sociedade que não deu certo, afirma Fontes, da Rede Mulher Empreendedora. Depois de falir, o empreendedor pensa com mais cuidado sobre essa questão – especialmente se, na primeira sociedade, ele escolheu o parceiro apenas por ser um amigo ou parente, por exemplo. “Ele passa a buscar sócios que sejam mais complementares ao perfil dele, que realmente supram suas deficiências.” 5. Você olha mais para o mercado e menos para seu próprio umbigo Esta lição está muito relacionada com a paixão que o empreendedor sente pelo seu primeiro negócio, que já citamos anteriormente: muitos empreendedores vão à falência porque olham para a empresa, quando na verdade deveriam estar analisando o mercado em que se inserem e tomando informações. Com isso, em pouco tempo ele pode não ser mais tão competitivo. "Com a reflexão, o empresário percebe que precisa mudar quando o mercado muda – ou seja, constantemente. Não adianta culpar o concorrente ou o governo por conta da sua própria falência", afirma Xavier, do Sebrae/SP. "Muitas vezes, você próprio não fez a lição de casa." O empreendedor deve fazer constantemente o chamado benchmarking: uma avaliação comparativa de sua atividade. “Após a falência, ele aprende a buscar conteúdos novos: o empreendedor olha seus concorrentes, seus fornecedores e até mesmo seu próprio cliente, que é a maior fonte de dados possível”, completa Vidigal, do Ibmec/MG. Fonte: Exame.com

Concorrência de mercado: como destacar meu escritório contábil?

size_810_16_9_homem-pensativo Sabe aquela máxima “quem espera sempre alcança”? No mundo dos negócios, quem a adota acaba ficando para trás, à espera de que o mercado dê preferência ao empreendedor e seu negócio pelo simples fato de ter muito tempo de estrada. A máxima que deve ser assimilada pela empresa que quer superar a concorrência de mercado é “quem se diferencia sempre alcança”.

Mas por que insistir na diferenciação como fator de sucesso no mercado? Porque existe uma grande quantidade de empresas em todos os ramos e o consumidor provavelmente optará por aquela que trouxer alguma facilidade ou benefício. E isso é o diferencial que o cliente procura, tanto no momento de ser atraído por uma empresa quanto para se manter fiel a ela.

Quer saber como se diferenciar e ver seu negócio prosperando? Então confira nossas dicas!

Encantar o cliente é o melhor caminho para vencer a concorrência de mercado

Essa tal diferenciação pode se materializar de várias formas e ser fator determinante para o encantamento do cliente. As empresas podem realizar ações promocionais, com distribuição de brindes que sejam relacionados ao serviço ou produto oferecido para reforçar a sensação de pertencimento.

Por exemplo, se o negócio é um escritório contábil, os clientes têm familiaridade e é provável que utilizem na sua rotina itens como agendas, blocos de anotação, canetas e prendedores de recados.

Outra forma interessante de ser lembrado pelo cliente e até gerar um certo sentimento de afeição é fazer algo que marque as datas comemorativas — especialmente as pessoais, como o aniversário do cliente, pessoa física ou representante da jurídica.

Pensando em ações de baixo custo, pode ser desenvolvido um padrão de mensagem, que pode ser estático ou animado, para envio pelo celular por meio do WhatsApp, que vem sendo cada vez mais utilizado para o relacionamento entre clientes e empresas.

Um serviço de qualidade faz toda diferença

Não há nada mais marcante para um cliente do que ter suas necessidades atendidas e até suas expectativas superadas. Isso se dá quando o serviço ou produto oferecido é de qualidade, e esse conceito é mais complexo do que parece.

Assim, fique de olho na agilidade, presteza no atendimento, conformidade com as normas que envolvem o assunto, forma de apresentação e até facilidade no pagamento do serviço prestado.

O cliente se fideliza quando tem sua necessidade antecipada

Imagine que uma empresa contrata uma segunda e demanda um relatório gerencial, com uma lista dos principais problemas de um processo. Na entrega, a empresa contratada encaminha não só a lista, mas gráficos, comparativos em séries históricas e ainda tendências de mercado e caminhos possíveis para uma otimização.

Com certeza, as próximas contratações de relatório já terão destino certo: a empresa que superou suas expectativas será a que manterá o atendimento. Notou que, nesse exemplo, a empresa que se preocupou em antecipar a necessidade do cliente acabou fidelizando-oe garantiu seu lugar ao sol diante da concorrência de mercado?

Ter visibilidade é fundamental nos dias atuais

Com a nova cultura cibernética que envolve a todos, estar presente em espaços virtuais é fundamental para que uma marca seja lembrada. Algumas das principais e mais baratas formas de alcançar esse reconhecimento e obter distinção mediante a concorrência de mercado é estar presente nas redes sociais e em espaços colaborativos na web.

Assim, é importante ter perfis empresariais no Facebook, Instagram, Google+, Twitter,LinkedIn — a lista cresce a cada dia. Outra maneira de ganhar visibilidade é destacar-se como autoridade em assuntos relacionados ao negócio em blogs corporativos, que possam contribuir para que os clientes (atuais e potenciais) tirem dúvidas e se aproximem mais do assunto e da marca.

Investir em atendimento e relacionamento, boas entregas e um bom posicionamento da marca são estratégias para que as empresas saiam na frente diante da concorrência de mercado. Aliado a isso, também é preciso inovar, incorporar tecnologias que simplifiquem fluxos e demonstrem organização e capacidade de evolução do escritório contábil. O importante é não estagnar e estar sempre em busca das melhores práticas e oportunidades para que a empresa se diferencie no mercado.

Fonte: Portal Contábeis

Ser inovador faz a diferença?

images-cms-image-000004664 O cenário atual, vem despertar, grandes oportunidades de crescimento e desenvolvimento, tanto para as empresas, como para seus profissionais, traçando assim um futuro sustentável. A palavra Inovar esta na ordem do dia, com um conceito muito claro: colocar IDÉIAS EM AÇÃO. Compreender e incorporar a inovação, é de suma importância, seja, na grande, média ou pequena empresa e para os profissionais um fator imprescindível. Todo o valor agregado criado anteriormente seguia o fluxo de dentro para fora da empresa, e hoje, entende-se que este processo para ser assertivo e eficiente deve ser visto de fora para dentro, mantendo o consumidor como o centro, o foco. A Inovação não é uma ciência, somente quando a utilizamos na prática, estamos verdadeiramente neste processo de exploração de novas idéias. Ela resulta de ações em nosso cotidiano, é um processo de melhoria através da criação, colaboração e difusão, que potencializa soluções, que irá melhorar o desempenho e crescimento das empresas e de seus colaboradores. Vale salientar, que a inovação, não existe apenas para desenvolver produtos e serviços, serve também para modelos de negócios, processos produtivos e performances. A flexibilidade é um elemento vital, que deve concentrar toda sua energia e esforço. Primeiramente entenda o seu modelo de negócios, hoje utiliza-se a ferramenta CANVAS, sendo extremamente eficaz e de fácil implementação. Defina a melhor área para gerar seus projetos e garanta que todos os envolvidos tenham o senso de empreendedorismo. A inovação deve ser trabalhada abertamente junto de seus parceiros, colaboradores, clientes e fornecedores, ou seja, todos os stackholders envolvidos, pois a cocriação é um fator determinante. Nas empresas hoje, o perfil inovador dos profissionais é um assunto amplamente discutido, e visto como uma competência estratégica básica em qualquer área de atuação, o pensar fora da caixa, gerando novas ideias aplicáveis, são atitudes fundamentais dentro de qualquer negócio, pois empresas e profissionais que insistem em fazer o mais do mesmo, no futuro, não existirão. Sabemos que muitas empresas tem a inovação em seu DNA, priorizam seus elementos vitais e concentram suas forças. Outras, porém, mesmo em um mundo, veloz e dinâmico, insistem em se manterem estáticas e conservadoras. Devemos salientar a importância de buscarem espaços dentro de seus departamentos, para inserir gradualmente a inovação, se permitindo estes pequenos avanços. As empresas que antecipam as necessidades do mercado, que curam as dores dos seus consumidores e fazem com que seu serviço ou produto se torne obsoleto antes do seu concorrente, se mantêm em uma posição confortável no mercado, pois, estará sempre na direção do futuro, mapeando tendências e comportamentos. A constante observação e estudos no comportamento do consumidor, principalmente no diz respeito a sua experiência de compra é fator determinante, pois já é comprovado que as emoções influenciam 90% da compra, sendo assim, o consumidor tem que estar sempre motivado pela emoção, pois após a sua compra, internamente, sempre arruma razões para justificá-la. Um exemplo clássico, é o case do Cirque du Soleil, observe que as pessoas, não buscam um simples espetáculo circense, mas estão em busca da emoção, da experiência, do ritual e do ambiente. Outro exemplo que podemos destacar, é a Nespresso, observe o envolvimento que os seus clientes tem com a marca, um sentimento único. Onde encontrar profissionais com o perfil inovador, somado ao senso de empreendedorismo? Estas competências podem ser desenvolvidas? Afirmo, que sim, podem e devem ser desenvolvidas, porém primeiramente se faz necessária a pró-atividade. Onde encontrar embasamento necessário sobre o tema? Informações sobre estas competências estão disponíveis 24 horas, encontramos em cursos on line, palestras, webinários, cursos de capacitação, treinamentos, e literaturas, que são utilizados na construção deste Mindset inovador. Luiz Eduardo Serafim, da 3M do Brasil, especialista em inovação e professor, afirma que: “No Brasil ainda existe um déficit, em relação a esta competência, que o cenário ideal, seria a incorporação da inovação e empreendedorismo na grade curricular das escolas, para que seja estimulado o espírito empreendedor e noção de inovação, que é a criatividade aplicada, descobrindo as necessidades humanas, estudando e conhecendo para encontrar grandes soluções. Muitas de nossas universidades, já incorporaram esta disciplina em vários cursos, com centros de empreendedorismo e trabalhos desenvolvidos no sentido da inovação.” Observamos um crescimento continuo de Universidades Corporativas, além de importantes organizações como o SEBRAE, que nos traz esta capacitação através de excelentes programas estruturados, fóruns e conferências. Portanto, conclui-se que em pouco tempo, este perfil inovador será incorporado em toda grade curricular, iniciando pelo maternal. Enquanto a mudança, não se efetiva, temos materiais e formas suficientes para tal desenvolvimento. Para iniciar e colocar em prática a inovação, necessariamente precisa-se passar por três processos:  Criatividade: Capacidade de gerar ideias, que se transformem em valor;  Imaginação: Representação mental, observação e protótipos de ideias que fogem do cotidiano;  Inovação: Idéias em ação. “Uma vez que você atinge um certo nível de qualidade ou eficiência, obtém pouca vantagem competitiva ao fazer mais daquilo. Os outros aprendem, tão rápido quanto você. A única alternativa à produção em massa, são escolhas e opções que não existiam antes” Tim Brown – Ceo da Ideo Com base no pensamento de Tim Brow, a criatividade, é a alavanca interna da inovação, é com ela que iremos explorar o desconhecido. Criatividade, uma ferramenta utilizada para desenvolver o perfil inovador. Não sabemos se existe um lado do cérebro que domina totalmente a nossa vida, mas independente desta questão, de fato, temos dois hemisférios: Lado direito – responsável pela habilidade criativa, imaginação, emocional e poético; Lado esquerdo – Responsável pela razão, lógica, precisão e fatos concretos. Fundamento, a importância do hemisfério direito se constantemente utilizado, compartilhando o pensamento da Professora e autora Lidia Peychaux, (Acessando o Hemisfério Direito do Cérebro A Arte Como Ferramenta Para Desenvolver a Criatividade,2003) “As pessoas em geral, para resolver assuntos relativos às suas vidas, usam, fundamentalmente, a inteligência racional, lógica, fria e seqüencial. Mas existem pessoas que agem de forma diferente e que, junto com a inteligência racional usam a inteligência emocional, ou seja, recorrem também às capacidades do lado direito de seu cérebro. Vale a pena ressaltar que as pessoas se esquecem ou nem mesmo têm consciência de como utilizar essa parte do cérebro. Se elas percebessem a necessidade do uso consciente das potencialidades do hemisfério direito, grande parte dos problemas de suas vidas seria mais facilmente resolvida e, com isso, elas teriam acesso a uma vida mais feliz”. O fato é que todos nós nascemos com a capacidade criativa, utilizamos muito bem durante toda a infância, porém, em uma determinada etapa de nossas vidas, a criatividade se torna esquecida e não mais utilizada. Segundo pesquisas nesta área, nascemos com esta potencialidade, durante a infância utilizamos 80% da capacidade criativa e ao sairmos da faculdade, utilizamos somente 2%. Então perdemos a capacidade criativa durante a vida? Não, somos induzidos a acreditar, que ser criativo não faz parte da fase adulta, e que pessoas criativas tem este talento inato. Talento: O dom de fazer algo excepcionalmente bem, utilizando a criatividade. “No auge da era industrial a sociedade parou de incentivar a criatividade humana, afinal pessoas criativas não eram boas para a linha de montagem, mas algumas pessoas souberam canalizar suas necessidades criativas e conseguiram quebrar alguns parâmetros sociais, porque a sensibilidade humana precisa de arte para viver, precisamos da criatividade. Para isto, a solução encontrada pelos gestores, foi supervalorizar a criatividade como um talento, fazendo as pessoas acreditarem que não tinham criatividade.” ( O divino poder da criatividade, 2014) Sugestões que fortalecem o despertar da Criatividade - Mantenha em mãos um bloco de notas, mesmo fora do ambiente de criação, observe e encontre ao menos duas soluções para tudo o que observar, mesmo que já exista algo parecido. Exercite constantemente sua criatividade, lembre-se, nosso hemisfério direito necessita de expansão. - Incentive sua equipe na produção de ideias, cocrie em cima de outras ideias, fazendo os palpites ganharem forma e se tornarem algo bem maior de quando independentes. Mas atenção, normalmente equipes concordam por conveniência, preferem o equilíbrio a criatividade, por isto esteja atento, não aceite a primeira ideia, estimule sua equipe ao brainstorm. - Não use julgamentos durante o processo, deixe as ideias fluírem e aumente seu repertório, através de fontes inesgotáveis de inspiração: livros, cinema, internet, revistas, jornais, blogs, viagens e eventos sociais. - Eleja um local que te deixe mais tranquilo, que consiga pensar em coisas incomuns, assim estará propenso a gerar grandes insights. - Observe as crianças e como elas indagam sobre tudo, elas são uma fonte inesgotável de criatividade. - Use perguntas simples como: O que? Por quê? Como? Onde? Quando? Enfim, use e abuse da sua imaginação. E para complementar este processo, forme uma equipe multidisciplinar, líderes e pessoas de diferentes áreas de atuação, que tenham conhecimento profundo, repertório, pesquisam, observam e que tenham uma visão ampla e clara. A imersão no processo acelera o desenvolvimento de ideias, soluções e o aprendizado. Estes conceitos podem soar óbvio demais, porém, o condicionamento em sua equipe com certeza fará toda a diferença. Entretanto, não é somente esta competência que deve ser desenvolvida e colocada em prática, o senso de empreendedorismo também é muito valioso, como já mencionei anteriormente. E agora, que já sabe como devolver esta competência, tão exigida atualmente, procure entender, o que é ser inovador, dê o peso certo para estes profissionais, mas não deixe de lado colaboradores que contribuem e movem qualquer negócio: aqueles que executam suas tarefas com primor, organização, pontualidade e colocam em prática, justamente, as idéias inovadoras. Todos nós carregamos uma variedade de componentes criativos, que nos faz enxergar o diferente e assim criar a originalidade. Quando sentimos na alma o amor pelo que fazemos e acreditamos, tudo se transforma, e a vida nos brinda com o mais valioso antídoto: O DESPERTAR DA CRIATIVIDADE. Fonte: Administradores.com

4 lições que o mercado financeiro pode ensinar à carreira

bookkeeping-615384_1920 O brasileiro costuma ser personagem, e não autor, de sua própria história profissional: via de regra, ele não “escreve” a narrativa da sua carreira, mas apenas reage aos seus acontecimentos de forma passiva e automática. O diagnóstico é de Joseph Teperman, sócio-fundador da consultoria de recrutamento Innit. "Vejo muitos executivos construírem sua trajetória aleatoriamente, sem traçar metas nem avaliar riscos", diz ele. Muitas vezes, a decisão de mudar de área, cargo ou empresa é motivada por ganhos financeiros imediatos ou simplesmente pelo convite de um amigo, ex-colega ou ex-chefe, por exemplo. A falta de planejamento de carreira é mais nociva do que se imagina. Segundo Teperman, profissionais que não têm um olhar a curto, médio e longo prazo sobre sua trajetória perdem oportunidades valiosas e demoram mais para crescer. Uma saída interessante para o problema é empregar raciocínios típicos do mercado financeiro na condução da sua vida profissional. A vantagem de pensar como um investidor é adquirir visão sistêmica e priorizar a análise lógica dos riscos e oportunidades de cada movimento de carreira. “Se você enxergar o seu trabalho como o seu maior bem, ou ativo, pode tomar decisões mais conscientes, precisas e acertadas”, diz o especialista. Veja a seguir 4 lições sobre planejamento que o mundo financeiro pode ensinar a qualquer profissional: 1. Defina seus objetivos e estabeleça prazos de investimento Do mesmo modo como se faria com uma aplicação financeira, é fundamental definir metas para a sua carreira. Você pode traçar objetivos gerais e específicos, e para cada um deles estabelecer prazos anuais, com revisões trimestrais. Estabelecer alvos e datas para atingi-los ajudará você a tomar decisões melhores. Suponha que o seu objetivo seja se tornar CEO daqui a 20 anos. Munido de um planejamento estratégico e um cronograma, dificilmente você fará movimentos que o desviem do seu propósito de chegar à presidência. “Você sabe que precisa ter habilidades comerciais fortes para ser CEO, então não aceitará um cargo completamente fora dessa área só por causa de um salário mais alto, por exemplo”, explica Teperman. 2. Antes de tomar uma decisão, avalie o impacto para a sua “liquidez profissional” No mercado financeiro, "liquidez" significa a capacidade de transformar um ativo em dinheiro, isto é, a facilidade de vender um determinado recurso ou bem. Teperman propõe uma tradução do termo para o universo da carreira: a liquidez de um profissional seria sua empregabilidade - a facilidade de vender o seu trabalho para um determinado empregador. Se você vai aceitar uma vaga em outra cidade ou estado, por exemplo, é importante avaliar se a mudança não pode afastá-lo do seu networking e, com isso, reduzir as suas chances de conseguir uma recolocação no futuro. A mesma preocupação deve existir ao avaliar uma oportunidade numa área específica demais, que pode torná-lo um profissional “coringa” e dificultar novas contratações. 3. Diversifique os seus investimentos Quando se fala em dinheiro, quem nunca ouviu a recomendação “Não ponha todos os ovos numa cesta só”? O mesmo raciocínio pode ser aplicado à gestão da carreira. Buscar fontes de renda alternativas ao emprego tradicional pode ser uma tática interessante, sobretudo em meio à crise econômica. Para ampliar suas opções, diz Rafael Souto, presidente da consultoria Produtive, cada vez mais executivos têm optado pela pós-graduação stricto sensu. Além de render salários mais altos nas empresas, mestrados e doutorados abrem portas para uma segunda opção de carreira: a de professor universitário. Um leque amplo de possibilidades de trabalho também depende de um networking extenso e heterogêneo, diz Teperman. Quanto mais diversas forem as suas conexões, mais fácil será criar pontes entre profissionais e, assim, tornar-se uma referência para os seus pares. 4. Avalie a situação de mercado de potenciais empregadores Se você enxerga o seu trabalho como um recurso a ser aplicado, é preciso ter um “olhar de investidor” sobre as empresas em que você pretende atuar. A dica de Teperman é fazer uma análise crítica sobre a situação de mercado de todo potencial empregador. Como ele se posiciona frente a competidores internos e externos? Qual é o perfil dos líderes? O negócio está em expansão ou retração? Há espaço para galgar posições internamente? Essa avaliação - que, no caso das companhias abertas, pode ser complementada com dados disponíveis nas páginas online de relações com investidores ou nosite da CVM - permitirá calcular os riscos e oportunidades de apostar num empregador. “Só com essa análise você saberá de quais processos seletivos vale realmente participar”, conclui o especialista. Fonte: Exame.com