Você sabia que a Receita Federal também analisa seus perfis em redes sociais?

E como isso funciona?

Basicamente eles contam com vários modelos de inteligência artificial que podem varrer a internet e encontrar informações como bens dos contribuintes e pessoas utilizadas como laranjas.

Uma simples foto pode levantar indícios de que a pessoa não contou a história real para a Receita Federal. Só em 2016, a RF treinou mais de 100 auditores e analistas para a função. Elas investigam se todas as viagens, imóveis, carros de luxo mostradas em plataformas como o Facebook, Instagram, LinkedIn e o YouTube batem com o que foi informado.

Outra função é de buscar patrimônio de quem está devendo, verificando quais bens podem ser penhorados para o pagamento dessa dívida. Aliás, tais cruzamentos estão sendo usados na Operação Lava Jato, como afirmou Fábio Paes Maccacchero, auditor fiscal da Receita Federal, ao Jornal Hoje da Rede Globo.

Quais tipos de informações são levantadas?
  • Dados referentes a aluguéis
  • Veículos
  • Imóveis
  • Informações bancárias
  • Declarações de fontes pagadoras
  • Informações de cartório
  • Informações de profissionais de saúde
  • Etc.

Dados internos da RF estimam que as informações oriundas de redes sociais já tenham contribuído como subsídio para o lançamento ou atribuição de responsabilidade tributária de mais de 2 mil contribuintes que sonegaram, juntos, um valor que ultrapassa a ordem de R$ 1 bilhão.

Exemplos de casos reais com redes sociais

Veja algumas situações no qual a Receita Federal pode se basear utilizando dados de redes sociais:

  1. Amizades: auditores-fiscais identificam amigos que se relacionam com o contribuinte usando o grafo de pesquisas, facilitando encontrar laranjas e transferências de patrimônio
  2. Viagens: se o contribuinte fala de viagens caras e tira muitas fotos, a fiscalização utiliza isso como subsídio para fiscalizar e garantir créditos tributários
  3. Festas: se o contribuinte de uma empresa que fatura milhões e usa um laranja como pessoa física dona do negócio, mas tira fotos de festas luxuosas com uma renda incompatível
  4. Confissão: quando um contribuinte assume ser proprietário de uma empresa que não está em seu nome juridicamente
  5. Comprovação de vínculo: quando duas pessoas negam possuir vínculo, mas acabam se comprometendo online

Fonte: Contábeis

Receita Federal divulga Plano de Fiscalização para 2017 - Auditoria de NF-e

 
A Receita Federal promete mais eficiência na fiscalização para combater à sonegação.
 
Com base nos procedimentos de seleção de sujeitos passivos executados em 2016, a expectativa é de recuperação via lançamento de ofício de R$ 143,4 bilhões. Confira:
 
Receita espera recuperar R$ 143 bilhões em ações de fiscalização
 
A Receita Federal divulgou hoje, 2/3, o Planejamento de Fiscalização para 2017 e o Resultado de 2016.
Com base nos procedimentos de seleção de sujeitos passivos executados em 2016, a expectativa é de recuperação via lançamento de ofício de R$ 143,4 bilhões.
Estão na mira do Fisco 14.308 contribuintes com indícios de irregularidade.
 
O subsecretário de Fiscalização, auditor-fiscal  Iágaro Jung Martins, anunciou que o foco das operações de combate à sonegação são:
- planejamento tributário vinculado a eventos de reorganização societária com geração de ativos amortizáveis e envolvendo fundos de investimentos em participações;
- tributação de resultados auferidos em controladas e coligadas no exterior;
- sonegação envolvendo distribuição isenta de lucros;
- evasão nos setores de cigarros, bebidas e combustíveis;
- desvio de finalidade do papel imune em operações de revendas inidôneas;
- planejamento tributário envolvendo direitos de imagem de profissionais;
- falta de recolhimento de carnê-leão por profissionais liberais; omissão de receitas com base em NF-e; e
- omissão no recolhimento de contribuição previdenciária e de receitas ou rendimentos a partir de indícios de movimentação financeira incompatível.
 
 Intercâmbio de informações com outros países
Conforme já ocorrido em 2016, em 2017, a Receita usará as informações recebidas do IRS (Receita Federal Norte-americana) para confrontá-las com as demais informações prestadas pelos contribuintes brasileiros que possuem contas bancárias em instituições financeiras nos Estados Unidos da América, no âmbito do Foreign Account Tax Compliance Act (FATCA).
 
 Para dados a partir de 2017, essa rede de acordos se ampliou significativamente, com suporte da Convenção sobre Assistência Mútua Administrativa em Matéria Tributária de que trata o Decreto no 8.842, de 29 de agosto de 2016. A própria Convenção permite que signatários estendam a assistência mútua para fatos anteriores a 2017, e o Brasil já iniciou tratativas nesse sentido.
 
Operações especiais de fiscalização
A Fiscalização da RFB continuará na prospecção e na execução de operações em conjunto com outras instituições para combater crimes contra a ordem tributária, a corrupção e a lavagem de dinheiro.
 
Lava Jato
A meta é concluir os 850 procedimentos de fiscalização em andamento, com possibilidade de desdobramentos adicionais em decorrência dos procedimentos fiscais em curso. Os Auditores-Fiscais identificaram pagamentos efetuados a outras dezenas de empresas que possuem características similares às das empresas "noteiras".
Esses pagamentos teriam recursos oriundos de outros setores não ligados ao de petróleo, tais como setor elétrico e de energia, transporte, saneamento básico.  O fato foi comunicado à Força Tarefa acompanhado de pedido de quebra do sigilo bancário pela via judicial. A Fiscalização da Receita já iniciou seus trabalhos para apuração de ilícitos em outros setores já identificados.
 
 Ararath
 Pretende-se concluir os 34 procedimentos de fiscalização em andamento.
 
 Zelotes
 A Operação Zelotes foi deflagrada para investigação de esquema criminoso, criado para influenciar decisões do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF e reduzir ou anular Autos de Infração e multas decorrentes de autuações fiscais da Receita Federal do Brasil.
Serão encerrados 15 procedimentos em andamento e avançará sobre os demais núcleos de investigação, tais como julgadores do CARF, advogados, empresários, e lobistas, entre outros. Outra frente de trabalho da Fiscalização na Operação Zelotes é de produzir fundamentos, via representações, para anulação dos julgamentos com vício, o que deve gerar os maiores resultados para os cofres públicos, tendo em vista os valores dos processos envolvidos.
 
Resultados de 2016
No ano de 2016 a Fiscalização constituiu crédito tributário de R$ 121,66 bilhões, isto é, 6,2% menor que o lançado em 2015 (R$ 129,73 bilhões), em razão do retardamento nos encerramentos de alguns procedimentos de auditoria de nf-e, encerrados em janeiro de 2017, cujo crédito tributário total nesse mês somou R$ 35,6 bilhões.
 
Embora a estimativa para o total de lançamentos de ofício em 2016 fosse de R$ 155,4 bilhões, o montante de crédito tributário alcançou o valor de R$ 121,66 bilhões, isto é, 6,2% menor que o lançado em 2015 (R$ 129,73 bilhões).
 
Com foco nos grandes esquemas de sonegação, a Fiscalização da Receita tem ano após ano superado sua atuação nesse segmento de contribuintes, que respondem por 61% do total arrecadado em média.
 
O Plano Anual de Fiscalização de 2017 e os resultados de 2016 podem ser acessados no link  http://idg.receita.fazenda.gov.br/orientacao/tributaria/auditoria-fiscal 
 
Fonte: Portal Contábeis

Nota Fiscal Eletrônica: Preenchimento errado pode causar problemas às empresas

Todo cuidado é pouco quando falamos de atividades que envolvam compra ou venda de produtos. Para comprovar formalmente essas transações, existe a Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) e é importante que, ao preenchê-la, o emitente tenha cuidado e se atente aos detalhes. Um preenchimento errôneo e não corrigido pode dar muita dor de cabeça à empresa, como explica Elisandra Kelli, supervisora do Departamento Fiscal da JJA Assessoria Fisco Contábil: “A empresa pode ser autuada em uma eventual fiscalização. Caso haja algum dado incorreto, o cliente pode não aceitar a NF e a empresa poderá não conseguir realizar o cancelamento da mesma.”

Para esses casos existe a Carta de Correção. Um documento assinado eletronicamente para corrigir alguns erros após a emissão da NF-e e até 24 horas depois de sua emissão – prazo este estipulado por lei. O recurso só pode ser utilizado para corrigir falhas não relacionadas a dados cadastrais e valores, assegurando, portanto, a impossibilidade de fraude de notas fiscais. “Fica permitida a utilização de carta de correção para regularização de erro ocorrido na emissão de documento fiscal, desde que o erro não esteja relacionado a variáveis que determinam o valor de impostos tais como: base de cálculo, alíquota, diferença de preço, quantidade, valor da operação ou da prestação; a correção de dados cadastrais que implique mudança do remetente ou do destinatário ; a data de emissão ou de saída.”, explica Elisandra.

Além da utilizar a Carta de Correção, o emitente pode cancelar a NFe errada e emitir uma nova, desde que a mercadoria ainda não tenha circulado e isso ocorra em um prazo de 24 horas. Após esse período, não é mais possível realizar qualquer alteração na nota fiscal. Por esse motivo, o preenchimento inicial correto do documento é tão importante.

A supervisora ainda chama a atenção: “é igualmente necessário que quem receber uma nota realize uma revisão dos dados para que nada saia errado.”, conclui.

Fonte: Contabilidade na TV

Cuidado para não ser autuado pela Receita Federal por sonegação envolvendo distribuição de lucros

A intenção é disponibilizar o fácil entendimento sobre as regras de distribuição de lucros isentos.

1 – RECOMENDAÇÕES SOBRE A DISTRIBUIÇÃO DE LUCROS

1.1. Recomendações para contribuintes do Simples Nacional e Lucro Presumido

A ideia inicial deste artigo teve inicio a partir do item 5.4 do Plano Anual da Fiscalização de 2016, onde a Receita Federal informa que dentre outros temas,  irá priorizar a fiscalização da Sonegação Envolvendo Distribuição Isenta de Lucros.

Assim, a principal recomendação do artigo é que as pessoas jurídicas que apuram seus resultados com base no lucro presumido devem assegurar que não haja distribuição de lucros isentos em limites superiores à presunção (8% sobre o faturamento para mercadorias ou 32% serviços, com algumas exceções) e sem suporte na contabilidade transmitida no âmbito da Escrituração Contábil Fiscal (ECF) do Sped. Caso ocorra uma distribuição em limite superior e sem suporte contábil a chance de uma autuação é extremamente elevada.

Para as empresas optantes pelo simples nacional e MEI – Micro Empreendedor individual, a linha de raciocínio é a mesma, aconselha-se evitar distribuição de lucros superiores à presunção permitida ou sem evidencias contábeis.

1.2. Práticas recomendadas para contribuintes enquadrados no Lucro Real

Consta também no item 5.4 do Plano Anual da Fiscalização a Receita Federal informa que também serão investigadas as pessoas jurídicas que apuram resultados pelo lucro real e que distribuem lucros em montante superior ao oferecido à tributação.

Após análise da legislação, os lucros podem ser distribuídos por empresas enquadradas no Lucro Real estão isentos de tributação do Imposto de Renda, desde que estejam evidenciados na contabilidade, caso os lucros distribuídos fiquem em um montante maior ao lucro contábil, a diferença desses valores deve ser tributada.

Outra alternativa para remuneração dos sócios que deve ser colocada no planejamento tributário é o pagamento de Juros sobre Capital Próprio.

1.2.1. Juros sobre Capital Próprio

Do lado da empresa esta é a melhor forma para a remuneração dos investimentos a sócios e acionistas, a empresa pode deduzir o montante distribuído da despesa financeira, diminuído a base de cálculo de Imposto de Renda e Contribuição Social, enquanto do ponto de vista do sócio sofre a incidência de dezoito por cento de retenção de Imposto de Renda na Fonte.

Para operacionalizar essa pratica, é importante mencionar existe um limite do montante dos juros remuneratórios do patrimônio líquido passível de dedução para efeitos de determinação do lucro real, sendo assim se faz necessário analisar a fundo esse tipo de pratica, porem esse detalhamento foge do escopo do presente artigo, oportuno ressaltar que esse tópico possui conteúdo suficiente para um artigo especifico.

1.3. Distribuição desproporcional de lucros

Dispõe o artigo 1.007 do Código Civil Brasileiro, que “salvo estipulação em contrário, o sócio participa dos lucros e das perdas, na proporção das respectivas quotas (…)“. Via de regra cada sócio recebe os lucros em proporção a sua participação no capital social. Só é permitido um sócio receber lucro desproporcional a sua participação se essa pratica estiver descrita no contrato social.

A essência da relação entre os sócios são as cláusulas do contrato social, assim, o código civil brasileiro, permite formalizar através de uma clausula especifica caso os sócios entendam que pode ocorrer a distribuição desproporcional dos lucros, para que de comum acordo regulamentem essa condição, para evitar que em um momento futuro ocorra algum atrito na relação societária sobre uma distribuição não igualitária.

Até a Receita Federal emitiu solução de consulta (Solução de Consulta Disit 6 – nº 46 de 24 de maio de 2010) onde esclarece que estão abrangidos pela isenção os lucros distribuídos aos sócios de forma desproporcional à sua participação no capital social, desde que tal distribuição esteja devidamente estipulada pelas partes no contrato social, em conformidade com a legislação societária.

1.4. Práticas com risco elevado de autuação

Em resumo, a interpretação de que há real risco de autuação por parte da Receita Federal quando o sócio recebe lucro que não está claramente evidenciado na contabilidade, independente do regime de apuração da empresa.

Agrava-se ao fato que algumas empresas não necessitam estar com a escrituração contábil em dia, a exemplo dos optantes pelo simples nacional, estes deve estar ainda mais atentos aos limites presumidos de lucros descritos na legislação pertinente ao lucro presumido, para evitar a tributação de imposto de renda com juros, multa e correção SELIC.

Por fim, é muito importante que os empresários tenham contato quase que diário com seus contadores, para saber informações de extrema importância para tomada de decisão, além das práticas indicadas e qual está sendo adotada para a distribuição de lucros, . Pois além da empresa ter resultados positivos, para que possa distribuir os lucros, a mesma não pode estar em debito com a fazenda nacional, pré-requisito para evitar a tributação dos lucros, além de que se faz necessário que se possua evidencias contábeis que suportam tais valores.

Fonte: Administradores.com

 

Chegou um fiscal. E agora?

10.20.11-Over-40-and-Afraid-to-Use-LinkedIn-for-Your-Job-Search-Featured Ao tomar conhecimento de que um fiscal chegou em sua empresa, o que você faz? a) Entra em pânico e fica correndo de um lado para o outro, sem saber o que fazer; b) Tranca-se no banheiro e pede para a secretária dizer ao fiscal que os responsáveis pela empresa estão num congresso e só retornarão dentro de um ano; c) Deixa o fiscal esperando do lado de fora da empresa ou na recepção e telefona para seu sócio, seu prestador de serviços contábeis, seu advogado e qualquer outro que você achar que posso lhe auxiliar: d) Pede à recepcionista dizer ao fiscal que você está muito ocupado e não pode atendê-lo agora; e) Entra em pânico, deixa o fiscal esperando do lado de fora da empresa, pede para a secretária ligar para seu assessor contábil e tranca-se no banheiro, porque você não sabe o que fazer. Estas alternativas podem parecer absurdas  quando o assunto é fiscalização na empresa, as reações são as mais diversas e, muitas vezes, adversos. O fiscal de um órgão federal teve sua entrada em uma empresa negada sob a alegação de que ele não havia agenciado a visita. Depois de insistir por mais de meia hora, ele foi embora. Quando voltou, estava acompanhado pela Polícia Federal, com um mondado judicial para entrar na empresa. Com isso, do contrário do que se pode pensar, o fiscal não pretendia "provar quem pode mais". Ele apenas obedecia à lei, já que o Estado tem não só o poder, mas o dever de fiscalizar as empresas e não se pode obstruir a ação de um fisco. CONTAS: É justificado o medo da fiscalização? RAZOPPI:  Na realidade, ao chegar, a primeira coisa que o fiscal deve fazer é mostrar sua identificação - e, como existem também os falsos fiscais, é aconselhável que a empresa procure checar se, realmente, ele é fiscal. Exceto raras exceções, a fiscalização não vai invadindo a empresa. A maior parte deixa a notificação e o escritório contábil providencia a documentação para atendê-la. O que acontece é os fiscais observarem a situação e o movimento da empresa para posterior confronto com a documentação e os registros apresentados. CONTAS: E ele tem autonomia para fazer isso? RAZOPPI: Olha, se eu não deixar ele entrar e fazer o serviço, ele pode vir com uma notificação ou até uma autorização do juiz. Aí, sim. O máximo que ele pode fazer é lacrar todas os gavetas e os arquivos do C.P.D. até sair a autorização. Por outro lado, sem procurar, ele não vai achar nada. Então, ele faz somente o serviço dele de busca de informações para comparações posteriores com a documentação e os registros. CONTAS: Quais os tipos de fiscalização a que urna empresa está sujeita? RAZOPPI: Vamos por partes. Primeiro tem a municipal, que envolve dois departamentos. Um, de serviços, que fiscaliza o recolhimento do ISS e a Taxa de Licença. E outro, que dá o deferimento dos processos de abertura. É este departamento que cobra a falta de documentos e lacra aquele que não cumpre com as obrigações. Na parte estadual, há a fiscalização do ICMS em que o fiscal faz buscas para comparações posteriores com a documentação e os respectivos registros, baseando-se no Regulamento do ICMS. Por exemplo, uma empresa pode ser fiscalizada aqui porque forneceu a um cliente de outro Estado ou cidade que está sendo fiscalizado lá, e existe o confronto com os registros e recolhimentos de impostos em cada localidade. É um tipo de fiscalização de expediente, que eles devem cumprir. Tem a fiscalização de rua, que é o volante. Por exemplo, o contribuinte pode ser abordado se estiver transportando mercadoria por via pública - ou ao descarrega-la para a verificação da documentação que a acompanha, analisando se foram atendidos as determinações regulamentares do modelo de nota fiscal utilizado, o número de vias, a data da efetiva saída, a identificação da mercadoria e o itinerário. Existe, ainda, a de levantamento fiscal. Nesta, a fiscalização vem com programação de levantamento de um determinado período de tempo - geralmente os últimos 5 anos e notifica. A empresa prepara a documentação de todo o período solicitado e entrega para o fiscal elaborar o levantamento. A Cetesb também é estadual, mas só é pedida quando é feita a abertura. Durante o processo, só se houver uma denúncia. No âmbito federal, tem a do Ministério do Trabalho, realizado pela DRT (Delegacia Regional do Trabalho), que fiscaliza o registro de empregados e o recolhimento do Fundo de Garantia. Ao comparecer à empresa para a entrega da notificação, o fiscal do trabalho verifica a quantidade de pessoas trabalhando, conversa com elas, verifica as normas de segurança e, depois, confronta estes dados com os registros da empresa, se na folha de empregados consta o mesmo número de pessoas que ele anotou, se haviam autônomos lhe prestando serviços ou clientes em visita. A empresa tem que comprovar para não ser autuada por falta de registro. O INSS tem sua própria fiscalização. Depois vem a Receita Federal, que geralmente notifica para comparecer à Delegacia da Receito Federal e levar a documentação exigida, mas apenas se houver alguma obrigação acessória não entregue, algum débito em aberto, alguma divergência nas declarações entregues. Além disso, existe a fiscalização dos conselhos profissionais. Toda atividade tem os fiscais de seu conselho, que funciona da mesma forma, com o visita do fiscal e a notificação da empresa. CONTAS: E quanto ao INSS, como se processa a fiscalização? RAZOPPI: O INSS pede as folhas de pagamento e o livro Diário, para verificar o cálculo dos impostos sobre a folha de pagamento, os 20% sobre prestações de serviços de terceiros (R.RA.), a retenção dos 11% sobre a cessão de mão-de-obra e os devidos recolhimentos. Também é via notificação, com prazo para a apresentação dos documentos. CONTAS: Desde o ano passado, os fiscais da Receita Federal apresentam-se com mandado e a empresa pode consultar na Internet se tem o expediente da fiscalização. Isto é uma garantia de não se tratar de um falso fiscal. Só a Receita Federal faz isto? RAZOPPI: Eu não conheço nenhum caso de outros órgãos. Mesmo a Federal, nunca viu chegar com mandado. A não ser no caso de empresas que não deixam o fiscal entrar e fazer o serviço, então ele precisa deste recurso mas, normalmente, eles mandam a notificação e o escritório contábil - ou o contador, quando a empresa tem contabilidade própria - vai atender. CONTAS: Como identificar um falso fiscal? RAZOPPI: Geralmente, o falso fiscal age pressionando e quem tem algo a esconder ou se apavora, ou acaba cedendo. Existem poucos casos de falsos fiscais, mas, de vez em quando, aparecem uns espertos. Eles podem até apresentar credenciais... CONTAS: Como evitar isto? RAZOPPI: O certo é checar com o posto de origem do fiscal, mas deve-se evitar fazer isto na frente dele. Alguém da empresa liga para o escritório de contabilidade, informa o nome do fiscal e o escritório faz isto. Até porque boa parte da fiscalização já é conhecida pelas empresas de assessoria contábil. CONTAS: Além do alvará da Prefeitura, quais documentos obrigatoriamente uma empresa deve ter em mãos para apresentar ao fiscal? RAZOPPI: Ao autônomo é solicitado o livro Caixa, o livro Registro de Prestação de Serviços, notas fiscais e guias de recolhimento. Já às empresas de comércio ou serviços, o livro Caixa, ou o livro Diário, que é mais comum, os livros de Registro de Entradas e Saídas, Registro de Prestação de Serviços, Registro de Apuração do ICMS, Registro de Apuração do IPI, Registro de inventário, Registro de Utilização de Documentos Fiscais e Termos de ocorrências, além dos talões de notas fiscais e guias de recolhimento. Com a obrigatoriedade da emissão de nota fiscal via processamento eletrônico de dados, o fisco estadual solicita o arquivo, que é validado pelo Sintegra antes da entrega. Mas, geralmente, estes documentos estão no prestador de serviços contábeis, por isso a notificação com o prazo para o entrega. Por lei, o fiscal poderia exigir na hora e o ideal seria ter os documentos na empresa. Porém, como o escritório contábil é o elo entre a empresa e a fiscalização, a notificação tornou se mais viável. Os escritórios de contabilidade têm procurado trabalhar em conjunto com os órgãos públicos, porque podem agilizar as informações dentro do prazo e organizadamente. As NF-es, o livro de inspeção do Trabalho, além de cópias de todos os registros em órgãos públicos devidos, que geralmente estão dispostos no quadro de documentos da empresa, obrigatoriamente devem estar à disposição da fiscalização no local. Fonte: Aprocon

A nova fase do SPED Fiscal para as empresas: Bloco K

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Estamos acompanhando a obrigatoriedade do Bloco K no âmbito do SPED, instituída pelo Governo Federal, através do Decreto 6.022/2007, para estabelecimentos industriais, ou a eles equiparados, e atacadistas. Para essas empresas, será obrigatória a escrituração do Bloco K no SPED Fiscal, a partir de janeiro de 2017, conforme Ajuste Sinief nº 8, de outubro de 2015, contendo as informações de movimentação de estoques e da produção.

Inicialmente, todas as indústrias estariam obrigadas a apresentar o Bloco K a partir de 1º de janeiro de 2016. Entretanto, esse prazo terá de ser observado somente pelas empresas com faturamento anual igual ou superior a R$ 300 milhões e pelas pessoas jurídicas habilitadas no Regime Aduaneiro Especial de Entreposto Industrial sob Controle Informatizado (Recof).

A nova regra ainda determina que as indústrias com faturamento igual ou superior a R$ 78 milhões ficarão obrigadas ao Bloco K somente a partir de 1º de janeiro de 2018. Para outras empresas e comerciantes atacadistas, a exigência valerá a partir de 1º de janeiro de 2019.

Como toda novidade contábil gera um pouco de preocupação por parte das empresas, diante da demanda de responsabilidades e das penalidades envolvidas, é indispensável se atualizar sobre os processos que serão informados e as características que deverão ser aplicadas ao Bloco K. Em caso de omissão de informações em meio magnético ou a sua entrega em condições que impossibilitem a leitura e tratamento e/ou com dados incompletos, correspondente ao controle de estoque e/ou registro de inventário, a multa é o equivalente a 1% do valor do estoque no final do período conforme prevê o artigo 527, inciso VIII “Z” do RICMS/SP.

Mas, o que realmente será mudado com as novas informações do Bloco K?

A atuação da fiscalização passará a ter um amplo acesso com as novas informações das empresas, facilitando as informações de cruzamento de saldos com toda a parte de inventário da companhia.

A Receita Federal do Brasil terá registradas no Bloco K as quantidades produzidas a partir das informações do estoque das empresas, contemplando os insumos adquiridos em cada operação de produto acabado, a projeção de estoque de matéria-prima e de produto acabado, e ainda, informações de industrialização efetuada por terceiros.

A gestão da empresa e os seus controles de estoque terão a oportunidade de se aperfeiçoar, já que a nova exigência deve obrigar o contribuinte a aprimorá-los.

A produção deverá abrir informações sigilosas, o que exige atenção, caso a caso. A ficha técnica padronizada, registrada no Bloco K, por exemplo, deverá informar o consumo específico padronizado e a perda normal para se produzir uma unidade de produto. A multa pelo não fornecimento de informações relacionadas ao Bloco K ou sua entrega com dados incompletos pode chegar a 1% do valor total do estoque no período. Resumindo, o Bloco K está gerando riscos, desafios e oportunidades para as empresas, que a partir de então, precisarão elaborar um planejamento de qualificação para a equipe de profissionais responsável pelas áreas fiscal e contábil. Sobre a Moore Stephens Auditores e Consultores: É uma das maiores redes de auditoria, consultoria e outsourcing contábil e fiscal do mundo, presente em mais de 100 países e formada por mais de 650 escritórios e 27 mil profissionais. É a número 10 no ranking mundial da atividade e a número 1 em relacionamento colaborativo e pró-ativo, com faturamento anual de mais de US$ 2,7 bilhões. Fonte: Jornal Contábil