Papelada acumulada, prazos atrasados: como administrar tudo em um escritório de contabilidade

Se você visita o nosso blog com alguma frequência, deve ter notado que, vira-e-mexe, publicamos textos com dicas sobre como operações em diferentes segmentos podem se organizar por meio de ferramentas. Agora, vamos entrar no campo das finanças, com orientações sobre sistemas para escritórios de contabilidade.

Porque nós sabemos bem como o cotidiano de uma empresa contábil pode ser alucinante. Prazos apertados para entregas de documentação, toneladas de burocracia e as constantes modificações na legislação são capazes de deixar qualquer gestor maluco.

Ou seja, se não houver um sistema que ajude a organizar as tarefas, toda a operação pode ser comprometida. Contra esses riscos, existem ferramentas e metodologias que ajudam a colocar ordem na casa. Que possibilitam o aumento da produtividade, uma vez que fazem com que as pessoas realizem os trabalhos de forma ordenada, sem deixar passar prazos ou esquecer documentos importantes.

A organização de escritórios de contabilidade em três etapas

Podemos dividir esse processo de se colocar a casa em ordem em três etapas: a priorização, a gestão de tempo e a gestão das pessoas. Analisemos cada um deles de forma mais detalhada:

1. Priorizar é diferenciar o que é importante do que é urgente

Nunca é demais lembrar: importante é aquilo que fará diferença na gestão do seu escritório. São as metas a atingir, o planejamento no longo prazo e tudo o que fará a organização crescer e prosperar. E urgente é aquilo que, se não for abordado logo, perderá o sentido ou se agravará rapidamente. Por exemplo: importante pode ser a meta de faturamento do semestre, e urgente pode ser a declaração do imposto de renda de seu principal cliente.

A falta de priorização pode fazer sua empresa perder tempo, dinheiro e esforços em tarefas de menor importância. Prazos são ultrapassados, oportunidades são perdidas e até mesmo o moral dos colaboradores é afetado.

2. Gerenciar o tempo para aumentar a produtividade

Conhecer a quantidade de tempo investida em cada tarefa é indispensável para que a rotina do seu escritório de contabilidade não vire um caos. E, por caos, referimo-nos a situações que você deve conhecer bem: pilhas de trabalho não concluído, acúmulo de horas extras, falta de tempo para atividades fora do ambiente de trabalho, e por aí vai.

Um dos principais “ralos” de tempo atuais é a navegação pela internet. A grande maioria das equipes de escritórios de contabilidade trabalha conectada, e pesquisas recentes revelaram que 1/3 do tempo de trabalho é gasto no acesso a redes, e-mail pessoal, ferramentas de comunicação instantânea e sites de entretenimento.

Assim sendo, é válido controlar esse acesso por meio da gestão de pessoas, com alinhamento de expectativas e avaliações 360. E se nem assim funcionar, existem ferramentas que realizam este monitoramento.

3. Você sabe exatamente no quê o seu time está trabalhando agora?

A gestão de pessoas é o terceiro – e imprescindível – passo para colocar ordem em um escritório de contabilidade. Ter sob total controle as atividades da sua equipe é fundamental para que as tarefas não se acumulem, para que os prazos não sejam descumpridos… Enfim, para que a operação não saia dos trilhos.

Para isso, o conceito de gestão à vista pode ser de enorme utilidade. Trata-se de um modelo que possibilita que os principais itens de controle estejam ao alcance de toda a equipe. É composto por gráficos, dados ou informações gerenciais que podem ser rápida e facilmente visualizados e interpretados por todos. E nos formatos mais diversos: desde um quadro na sala do cafezinho a TVs nos departamentos.

O objetivo é o de divulgar, de maneira clara e sucinta a todos os funcionários e em um local de fácil visibilidade, informações importantes sobre o atual desempenho da sua empresa – e de cada setor no qual ela está inserida.

Colocando a gestão à vista na prática

Um exemplo da metodologia de gestão à vista é o Kanban, sistema de origem japonesa que significa, literalmente, “registro” ou “placa visível”. É um dos mais utilizados na gestão à vista, e consiste em controlar os estoques de matéria prima e produtos utilizando-se cartões de sinalização.

Isto garante uma verificação sempre atualizada da quantidade de peças em estoque, e possibilita uma reposição ágil destas peças sempre que necessário. Ou seja, chega de desperdícios!

Outros exemplos são os Dashboards – painéis que costumam fomentar uma competição sadia e estimulante entre diferentes setores da empresa. Isto ocorre por meio da comparação de metas, desempenhos e objetivos alcançados. Mas lembre-se: eles devem ser atualizados com frequência, para que suas informações não se desatualizem e percam valor.

Fonte: Jornal Contábil

Contador: 5 dificuldades do dia a dia no escritório

A rotina de um escritório de contabilidade envolve um trabalho árduo na busca de informações junto aos clientes e no acompanhamento constante da legislação fiscal do país.

É preciso ter uma equipe preparada e sempre atenta às mudanças na legislação, para que seja possível fazer um atendimento eficiente aos clientes e evitar problemas com o Fisco.

São muitas as dificuldades enfrentadas no dia a dia pelos profissionais de contabilidade. Confira quais são os principais obstáculos.

 

1 – Erros na emissão de documentos 

Um dos principais problemas dos contadores começa já na origem, ou seja, na emissão do documento fiscal por parte do cliente. Como a legislação brasileira é muito ampla, é difícil que o profissional responsável pela emissão do documento fiscal tenha conhecimento de todos os detalhes necessários. Por conta disso, costumam ocorrer muitos erros nesta etapa inicial de emissão. “Isto impacta diretamente nas empresas de serviços contábeis, gerando inúmeros processos e procedimentos para a regularização destes erros”, afirma o presidente do Sescon Blumenau, Jefferson Pitz.

 2 – Informações incompletas e atrasadas  

A busca pela informação é outra grande dificuldade, pois muitos clientes não encaminham as informações de forma correta e dentro dos prazos. “Além de nem sempre buscarem o auxílio adequado dentro dos escritórios de contabilidade, fazendo com que as informações sejam geradas de forma incorreta, ainda há muita demora no repasse para o contador”, diz a contadora Karine Gresser, com a experiência de 10 anos em escritório contábil e consultora de negócios do sistema myrp.

3 – Integração dos dados   

A grande palavra do momento, segundo o presidente do Sescon, é INTEGRAÇÃO. “O que se precisa são ferramentas que facilitem a integração entre os mais diversos sistemas privados e públicos”, complementa Pitz. Ele salienta que com o acesso direto às informações, várias divergências que podem ocorrer numa interação, seja exportação ou importação de dados, diminuem sensivelmente, e ainda há ganho de tempo.

4 – Acesso ao cliente 

Para que o contador consiga ter os benefícios da integração de dados, é preciso que o cliente escolha uma ferramenta de gestão que possibilite ao escritório contábil o acesso aos dados da empresa. É importante que ele possa exportar XML, para fazer o fechamento contábil, agilizando o processo desses envios. Também deve ter acesso aos relatórios financeiros e SPED. “O fato dele ter acesso em tempo real faz com que consiga ajustar eventuais discordâncias nos dados antecipadamente, agilizando o processo no recebimento da informação”, comenta a contadora Karine Gresser.

 5 – Qualificação constante da equipe 

O presidente do Sescon acrescenta ainda que outro grande problema dos contadores é o enorme custo em preparar, qualificar pessoas para o exercício destas atividades relacionadas a área fiscal.  E para isso, o remédio é mesmo investir constantemente em treinamentos, para que os profissionais fiquem sempre atualizados em relação às novidades da legislação e possam orientar corretamente os clientes.

Fonte: Jornal Contábil

Contador, como manter seu Escritório a Frente do seu Concorrente?

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1ª dica: nunca tente alcançar seu concorrente. Se por acaso seu concorrente estiver na sua frente, busque algo diferente, algo que ele ainda não está fazendo e trace um novo caminho. Enquanto você tenta alcançar o concorrente ele já está dando outro passo o que pode dificultar sua busca em ultrapassa-lo. Já se buscar um novo caminho pode fazer com que o concorrente tenha que rever o caminho que vinha traçando. Quando você tenta alcançar o concorrente o mais provável é que apenas se iguale a ele e não consiga ficar um degrau a sua frente.

2ª dica: nunca fique sem alternativas. Se você quer ficar no comando dos seus negócios sempre tenha alternativas para cada decisão tomada. Ao tomar a decisão de determinado caminho a ser seguido, pense na possibilidade deste não ser o melhor caminho e o que fará para mudar este rumo. É como jogar xadrez: o enxadrista já tem várias jogadas à frente simuladas na sua cabeça, ou seja, para cada movimento do seu oponente ele sempre tem uma saída pensada anteriormente. Quem não tem alternativa sempre ficará refém de seu destino.

3ª dica: seja rápido na inovação. Inovar é o novo caminho para manter-se no jogo. Você precisa descobrir um diferencial, algo que só você tem e que dificilmente pode ser copiado. Como disse é algo que dificilmente pode ser copiado porem hoje em dia nada é impossível de copiar. O tempo que seu concorrente levará para copia-lo será o tempo que terá para pensar em um novo diferencial que inove seu negócio. O senso de urgência é importante para manter-se na frente da concorrência, portanto terá que ser um estrategista que joga xadrez mas com a agilidade de um jogador de vídeo game. Nunca se acomode, a inovação de hoje pode ser o fracasso de amanhã. 4ª dica: entre no mundo da Coopetição. Se não pode vencer o concorrente una-se a ele. Você pode viver o mundo da Coopetição, ou seja, a mistura da cooperação e da competição. Em alguns momentos você coopera com o concorrente e em outros momentos volta a competir. Não é o fim da competição, mas deixa de ser o isolamento do mercado. Interaja com seus concorrentes. Espero que possa aplicar estas dicas em seu dia-a-dia. Se já utiliza estas dicas deixe seu comentário e contribua com o crescimento de outros empreendedores. Talvez aqui seja um bom espaço para cooperar. Fonte: Jornal Contábil

5 lições que o empreendedor só aprende depois de falir

Mature-Businessman-Thinking As contas podem ter apertado. Os clientes podem ter trocado de loja. Seu sócio pode ter sumido do mapa. Os motivos são vários, mas o sentimento é o mesmo: a experiência de um negócio próprio falido sempre é traumática. E este é um quadro que ficou ainda mais aparente neste ano, marcado pela crise econômica. Porém, Joaquim Xavier, gerente do Sebrae/SP, tem uma visão categórica dessa experiência: seu negócio pode morrer, e isso não é o fim do mundo. O que não pode minguar é sua vontade de empreender. "Uma das características mais importantes do empreendedor é a persistência, o que é diferente de burrice: você insiste naquilo que você comprova que tem chances de dar certo." Apesar desse conselho, infelizmente não há uma fórmula fácil para que o empreendedor se motive a abrir um novo negócio após um tombo. Mas algo pode servir de consolo e de inspiração: boa parte dos donos de negócios de sucesso faliram mais de uma vez até obterem resultados. “Muitos empreendedores aqui no Brasil têm vergonha de ter falido ou fechado ou negócio, e criam histórias para amenizar a situação. É preciso falar nisso de uma forma mais aberta”, afirma Ana Fontes, da Rede Mulher Empreendedora. “Culturas mais maduras quanto ao empreendedorismo, como o Vale do Silício e Israel, procuram empreendedores que já tiveram uma experiência negativa, justamente porque isso os faz mais preparados para o novo empreendimento.” Por isso, não pense que a falência é o fim da sua carreira de empreendedor. Pelo contrário: acredite no seu potencial. “O grande diferencial que o empreendedor possui é seu entusiasmo: é isso que o coloca à frente no mundo dos negócios”, completa Frederico Vidigal, professor de estratégia empresarial do Ibmec/MG. Ainda não está convencido de que você pode empreender, mesmo tendo falido? Confira, a seguir, algumas lições que você pode aprender com essa experiência – e que mostram como você já se tornou um empreendedor melhor do que antes: 1. Você não comete mais erros de principiante Depois da falência, o primeiro passo é conhecer as razões pelas quais o negócio chegou a esse ponto: faltou identificação com a ideia inicial, não houve uma boa comunicação com o cliente ou foi uma questão de falta de técnica em gestão? “Cair faz parte de uma carreira de sucesso como empreendedor - nenhum dono de negócio tem 100% de acerto", diz Vidigal, do Ibmec/MG. "Agora, é a hora de rever os erros que você cometeu. Assim, você se levantará ainda mais forte." 2. Você ganha uma visão mais clara e técnica sobre negócios O primeiro negócio costuma ser permeado por uma visão romântica sobre o que é empreender. Isso, infelizmente, também pode gerar uma falta de atenção quanto às complicações da operação de uma empresa. “Muitos empreendedores começam o negócio pela paixão e pelo entusiasmo, mas não estão preparados. E, hoje, o cliente é ainda mais exigente, porque tem acesso às informações de uma forma muito rápida e barata. É preciso sempre estar disposto a adaptar seu negócio”, afirma Vidigal. Quem acaba se apegando muito à ideia e coloca obstáculos a inovações pode falir. Apesar dos pesares, com isso o empreendedor ganha uma visão mais objetiva sobre a realidade do mundo empresarial. “Essa experiência dá uma espécie de armadura ao dono do negócio. Agora, ele olha para a empresa de uma forma mais técnica, por meio de um conhecimento de dia a dia muito mais efetivo do que qualquer teoria”, explica Fontes, da Rede Mulher Empreendedora. 3. Você sabe do risco (e o encara com planejamento) Por trás de todo empreendimento existe risco. Para muitos empreendedores de primeira viagem, porém, essa afirmação só fica mais clara após o negócio passar por dificuldades - seja por conta de fatores da própria empresa seja por questões mais externas, como a situação econômica. "O dono de negócio não coloca na ponta do lápis quais obstáculos sofrerá. Dessa forma, não consegue pensar em como superar as dificuldades, que certamente virão. É como entrar em um ônibus sem saber qual o destino", afirma Xavier, do Sebrae/SP. "É importante ele ter essa percepção de risco no seu DNA, fazendo um planejamento." Para seu próximo negócio, você já saberá como calcular bem todos os riscos envolvidos no empreendimento – e, principalmente, se possui recursos suficientes para transformar o risco impensado em um risco calculado. “O empreendedor aprende não só a fazer análises de risco, mas também a fazê-las constantemente ao longo da trajetória do negócio", completa Vidigal. 4. Você aprende a escolher melhor seus próximos parceiros Escolher um bom parceiro de negócio é fundamental para que sua empresa tenha sucesso (veja como escolher o sócio ideal). Da mesma forma, um dos grandes fatores de fechamento das empresas é uma sociedade que não deu certo, afirma Fontes, da Rede Mulher Empreendedora. Depois de falir, o empreendedor pensa com mais cuidado sobre essa questão – especialmente se, na primeira sociedade, ele escolheu o parceiro apenas por ser um amigo ou parente, por exemplo. “Ele passa a buscar sócios que sejam mais complementares ao perfil dele, que realmente supram suas deficiências.” 5. Você olha mais para o mercado e menos para seu próprio umbigo Esta lição está muito relacionada com a paixão que o empreendedor sente pelo seu primeiro negócio, que já citamos anteriormente: muitos empreendedores vão à falência porque olham para a empresa, quando na verdade deveriam estar analisando o mercado em que se inserem e tomando informações. Com isso, em pouco tempo ele pode não ser mais tão competitivo. "Com a reflexão, o empresário percebe que precisa mudar quando o mercado muda – ou seja, constantemente. Não adianta culpar o concorrente ou o governo por conta da sua própria falência", afirma Xavier, do Sebrae/SP. "Muitas vezes, você próprio não fez a lição de casa." O empreendedor deve fazer constantemente o chamado benchmarking: uma avaliação comparativa de sua atividade. “Após a falência, ele aprende a buscar conteúdos novos: o empreendedor olha seus concorrentes, seus fornecedores e até mesmo seu próprio cliente, que é a maior fonte de dados possível”, completa Vidigal, do Ibmec/MG. Fonte: Exame.com

Conheça 11 erros fatais na área tributária

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Com o surgimento do Sistema Público de Escrituração Digital (SPED), ferramenta desenvolvida para oficializar os arquivos digitais das escriturações contábil e fiscal dos contribuintes e com isso também agilizar o trabalho da Receita Federal do Brasil (RFB), uma perfeita organização com documentos fiscais se tornou necessária. E por conta disso, pequenos detalhes – até os imperceptíveis a olho nu – podem gerar consequências desastrosas, dentre elas grande multas.

Cuidar de tal organização se equivale a cuidar da saúde de alguém. Alguns sinais desprezados ou tratados de maneira displicente podem gerar sequelas mais graves, irreversíveis e até mesmo a morte (virando comida de Leão).

A precisão dos profissionais que assumem a missão de gerenciar a contabilidade da empresa deve ser cirúrgica e, para auxiliar esse trabalho, preparamos uma lista de erros críticos que podem – e devem – ser evitados:

Quais são os erros contábeis que podem ser evitados?

  1. As más rotinas administrativas

Querer economizar com profissional de contabilidade, não cumprir leis e prazos e até promover atrasos no pagamento de salários, mesmo que por relaxo e não má-fé, pode gerar multas e diversas sanções que podem liquidar a empresa.

  1. Vício fiscal

Contratar um profissional de contabilidade e pensar que tudo recai sobre ele apenas é um grande engano. É um erro bastante comum nas empresas esse pensamento.

O que o profissional faz é evitar transtornos e prevenir erros. E para isso deve ser feito um trabalho próximo entre os empreendedores e os contadores ou contabilistas.

Cabe ressaltar que desde 11 de janeiro de 2003, por conta da Lei nº 10.406/2002, Art. 1.177, o profissional da classe contábil responde solidariamente em qualquer erro, seja voluntário ou não. Se for de seu conhecimento a distorção em dados fornecidos ao Fisco, pode ser também acionado na Justiça Criminal.

  1. Falta de pontualidade

Como citado no item 1, cumprir prazos estabelecidos ou combinados faz a engrenagem funcionar bem e com isso a empresa tem preocupações a menos.

Empresas que se omitem e/ou atrasam na entrega da Escrituração Fiscal Digital (EFD) podem se enquadrar na situação de inaptas, o que gera uma série de transtornos.

  1. Falta de exatidão

Todo documento fiscal deve ser descrito na contabilidade da empresa. Qualquer erro, mesmo que involuntário, pode gerar problemas com a Receita Federal.

Trabalhar em unidade com o contador e auxiliar será uma forma de ajudar no crescimento da empresa sem dores de cabeça.

autuação por quaisquer irregularidades apontadas pelo SPED à RFB pode chegar a 200% sobre as operações, afirma a advogada tributarista Ana Paula Lazarreschi de Mesquita, em material disponível no Portal Contábeis.

Ela citou também, na mesma oportunidade, que “95% das empresas dos setores Industrial e Comercial de médio e grande porte que acompanhou tiveram entre 800 e 6 mil erros nas informações encaminhadas”, segundo verificação de auditoria realizada por seu time de digital tributário.

  1. Erros na totalização da nota fiscal eletrônica – NF-e

É comum ocorrer erros motivados pela dificuldade em informar todos os campos relativos a uma operação fiscal como, por exemplo, despesas acessórias, fretes e demais valores que a compõe. Isso se deve por nem sempre o sistema ERP da empresa está devidamente parametrizado, ou ainda, por possíveis erros operacionais dos profissionais envolvidos na rotina diária da empresa.

  1. Erro na correlação entre campos de base de cálculo, alíquotas e impostos

Assim como no item anterior, como reflexo dos erros na parametrização do sistema ERP ou em processos, a base de cálculo aplicada à alíquota informada pode ficar diferente dos valores dos Impostos escriturados. Isso permite o Fisco interpretar que a empresa agiu de má fé.

  1. NCM desatualizada X alíquota de IPI

A Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM), utilizada para cálculo dos impostos, possui constantes mudanças e nem sempre é possível acompanhar a todas e providenciar a atualização dos cadastros.

Um exemplo citado é a extinção de alguma NCM ou ainda, a redução ou majoração tributária do IPI, onde se pode deixar de apropriar algum crédito permitido pela legislação vigente ou até mesmo gerar débitos de forma equivocada.

A título de exemplo, destacamos abaixo a NCM correspondente aos veículos automóveis:

NCM 8703.21 – Veículos automóveis, tratores, ciclos e outros veículos terrestres, suas partes e acessórios.

Alíquotas:

Período de 01/07/2014 a 31/12/2014 alíquota de 33%

A partir de 01/01/2015 a 31/12/2017 a alíquota passa a ser de 37%

E 7% a partir de 01/01/2018

Imagine que no período de Janeiro/2015 a empresa não esteja atenta a essa mudança. Considerando que neste mês a entidade fature cerca de 10 milhões de reais correspondentes a essa NCM, estariam deixando de recolher para os cofres públicos R$ 400.000,00, caracterizando assim evasão fiscal ou em uma situação de compra deixar de obter o crédito adicional do valor através de nota de complemento de imposto do fornecedor.

  1. Pensar que a DANFe ou o papel impresso é a Nota Fiscal

O papel impresso é uma versão simplificada da NF-e, chamada de Documento Auxiliar de NF-e (Danfe), que tem informações resumidas dos dados presentes na nota. Enfim, ele NÃO é uma nota e NÃO possui validade jurídica. A NF-e é um arquivo digital com extensão XML, que foi assinado digitalmente e autorizado pelas Secretarias estaduais de Fazenda. Se houver divergência entre os dados da NFe e da DANFe, as multas podem chegar a 100% do valor da operação.

  1. Não armazenar as NF-es

É uma obrigação fiscal de qualquer empresa armazenar todas as NF-es, tanto emitidas quanto recebidas, por um período de cinco anos mais o corrente (além disso é opcional ao contribuinte). Quem não guarda as notas corre o risco de sofrer sanções e ser multado. Pequenas divergências ou inconsistências podem render multas de até mil reais por documento.

  1. Não arquivar os documentos de forma organizada e segura

Alguém em sua empresa teve a brilhante ideia de armazenar todas as NF-es em um servidor. Como você faria para encontrar uma nota recebida de um fornecedor em um dia específico diante uma “enxurrada” de arquivos? E se acontece um desastre e o HD onde estão os documentos queima? Ou se todos os computadores com cópia dos documentos apresentam algum tipo de problema que impossibilita recuperá-los? O ideal é investir em algum sistema de gerenciamento automático de XMLs das NF-es. Isso evita um problemão.

  1. Depender do fornecedor para receber a nota fiscal anexada por e-mail

As vezes o e-mail não chega, a nota é alterada ou cancelada ou até mesmo alguém emitindo nota contra você sem o seu conhecimento. Uma multa pode ser aplicada sem que você tivesse, na verdade, uma culpa.

Fonte: Jornal Contábil

Concorrência de mercado: como destacar meu escritório contábil?

size_810_16_9_homem-pensativo Sabe aquela máxima “quem espera sempre alcança”? No mundo dos negócios, quem a adota acaba ficando para trás, à espera de que o mercado dê preferência ao empreendedor e seu negócio pelo simples fato de ter muito tempo de estrada. A máxima que deve ser assimilada pela empresa que quer superar a concorrência de mercado é “quem se diferencia sempre alcança”.

Mas por que insistir na diferenciação como fator de sucesso no mercado? Porque existe uma grande quantidade de empresas em todos os ramos e o consumidor provavelmente optará por aquela que trouxer alguma facilidade ou benefício. E isso é o diferencial que o cliente procura, tanto no momento de ser atraído por uma empresa quanto para se manter fiel a ela.

Quer saber como se diferenciar e ver seu negócio prosperando? Então confira nossas dicas!

Encantar o cliente é o melhor caminho para vencer a concorrência de mercado

Essa tal diferenciação pode se materializar de várias formas e ser fator determinante para o encantamento do cliente. As empresas podem realizar ações promocionais, com distribuição de brindes que sejam relacionados ao serviço ou produto oferecido para reforçar a sensação de pertencimento.

Por exemplo, se o negócio é um escritório contábil, os clientes têm familiaridade e é provável que utilizem na sua rotina itens como agendas, blocos de anotação, canetas e prendedores de recados.

Outra forma interessante de ser lembrado pelo cliente e até gerar um certo sentimento de afeição é fazer algo que marque as datas comemorativas — especialmente as pessoais, como o aniversário do cliente, pessoa física ou representante da jurídica.

Pensando em ações de baixo custo, pode ser desenvolvido um padrão de mensagem, que pode ser estático ou animado, para envio pelo celular por meio do WhatsApp, que vem sendo cada vez mais utilizado para o relacionamento entre clientes e empresas.

Um serviço de qualidade faz toda diferença

Não há nada mais marcante para um cliente do que ter suas necessidades atendidas e até suas expectativas superadas. Isso se dá quando o serviço ou produto oferecido é de qualidade, e esse conceito é mais complexo do que parece.

Assim, fique de olho na agilidade, presteza no atendimento, conformidade com as normas que envolvem o assunto, forma de apresentação e até facilidade no pagamento do serviço prestado.

O cliente se fideliza quando tem sua necessidade antecipada

Imagine que uma empresa contrata uma segunda e demanda um relatório gerencial, com uma lista dos principais problemas de um processo. Na entrega, a empresa contratada encaminha não só a lista, mas gráficos, comparativos em séries históricas e ainda tendências de mercado e caminhos possíveis para uma otimização.

Com certeza, as próximas contratações de relatório já terão destino certo: a empresa que superou suas expectativas será a que manterá o atendimento. Notou que, nesse exemplo, a empresa que se preocupou em antecipar a necessidade do cliente acabou fidelizando-oe garantiu seu lugar ao sol diante da concorrência de mercado?

Ter visibilidade é fundamental nos dias atuais

Com a nova cultura cibernética que envolve a todos, estar presente em espaços virtuais é fundamental para que uma marca seja lembrada. Algumas das principais e mais baratas formas de alcançar esse reconhecimento e obter distinção mediante a concorrência de mercado é estar presente nas redes sociais e em espaços colaborativos na web.

Assim, é importante ter perfis empresariais no Facebook, Instagram, Google+, Twitter,LinkedIn — a lista cresce a cada dia. Outra maneira de ganhar visibilidade é destacar-se como autoridade em assuntos relacionados ao negócio em blogs corporativos, que possam contribuir para que os clientes (atuais e potenciais) tirem dúvidas e se aproximem mais do assunto e da marca.

Investir em atendimento e relacionamento, boas entregas e um bom posicionamento da marca são estratégias para que as empresas saiam na frente diante da concorrência de mercado. Aliado a isso, também é preciso inovar, incorporar tecnologias que simplifiquem fluxos e demonstrem organização e capacidade de evolução do escritório contábil. O importante é não estagnar e estar sempre em busca das melhores práticas e oportunidades para que a empresa se diferencie no mercado.

Fonte: Portal Contábeis