Comissão aprova regularização do trabalho feito em casa e com registro no CNPJ

  A Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei (PL 4481/12) que regulariza a situação de pessoas que trabalham em casa, possibilitando a elas o registro no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) com endereço residencial. Pelo texto do projeto, é livre o exercício em casa de profissão liberal, mas com restrições quanto às atividades com eventuais riscos à saúde e à segurança pública. Segundo o autor da proposta, senador Cícero Lucena (PSDB-PB), a modalidade de trabalho home office, que traduzida quer dizer ‘escritório em casa’, esbarra em legislações municipais, obrigando muitos empreendedores terem gastos desnecessários de aluguel ou compra de imóveis. Tendência mundial O relator na comissão, deputado Heuler Cruvinel (PSD-GO), apresentou parecer pela aprovação, argumentando que o home office é uma tendência mundial e ajuda na melhoria da qualidade de vida das pessoas. ‘’Essa modalidade de trabalho é cada vez mais comum nas grandes cidades, pois apresenta inúmeras vantagens, como redução do stress, flexibilidade de horário, melhora da qualidade da alimentação cotidiana, aumento da motivação e da produtividade e redução de custos de transporte e com a compra ou aluguel de imóveis’’, afirmou. Mais produtividade A cake designer Dora Carvalho tem um ateliê em casa desde 2010, mas há mais de 11 anos ela faz seus trabalhos em sua própria residência. Uma das principais vantagens de se trabalhar em casa, na opinião de Dora, é o tempo se tornar mais produtivo. “Eu consigo conciliar o meu trabalho com alguma outra coisa que eu precise resolver: filhos, as coisas de casa que eu tenho que administrar”, explica. “Então, trabalhando em casa, eu consigo deixar tudo funcionando ao mesmo tempo. Se eu tivesse que ir para uma loja ou um ateliê fora e tivesse que voltar para casa para cuidar das coisas domésticas, eu ia perder muito tempo, então trabalhando em casa eu ganho muito tempo’’, disse. Tramitação Agora o projeto segue para análise conclusiva nas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Fonte: Agência Câmara

6 perguntas para avaliar o desempenho do seu negócio em 2014

empresas O ano está quase no fim e todo empreendedor deve separar um tempo para avaliar como foi a performance do seu negócio. Mais importante do que fazer um balanço financeiro do ano que passou, é essencial planejar os gastos futuros. “Raramente as empresas constroem e usam o fluxo de caixa para o futuro. Só registram movimentos financeiros que passaram. Finanças não funcionam só no passado, tem que planejar o futuro”, afirma Marcos Melo, professor de finanças do Ibmec/DF. “Ao avaliar, medir e comparar as informações para saber se 2014 foi bom ou não dá para entender o que deu certo ou não. Para o que não deu certo é possível tomar medidas para o próximo ano”, explica Maurício Galhardo, sócio diretor financeiro da Praxis Business. Para João Carlos Natal, consultor do Sebrae-SP, o empreendedor também deve fazer uma auto avaliação sobre o seu comportamento e gerenciamento da empresa. “Tem empreendedor que não gosta de lidar com a parte financeira do negócio”, cita. Nesse caso, o ideal seria delegar ou terceirizar a tarefa para melhorar a operação da empresa. Veja alguns questionamentos que os especialistas recomendam que donos de uma pequena empresa ou startup deveriam fazer. 1. As metas do ano foram cumpridas? Para que uma empresa cresça de maneira saudável é preciso ter objetivos claros. Para isso, o empreendedor tem que ter um planejamento estratégico e reunir informações sobre o seu negócio. Para Melo, não basta planejar somente para o ano seguinte. “É um planejamento de cinco anos. O que deve acontecer e o que pode afetar a empresa do ponto de vista social? Do ponto de vista demográfico? Em seguida, enumere os próximos objetivos”, ensina Melo. 2. Como foram as vendas? Saber quanto a sua empresa vendeu é essencial para avaliar o desempenho do ano. Por isso, os especialistas afirmam que pequenos empresários devem dedicar um tempo para estabelecer metas e registrar diariamente os lançamentos. Para analisar o ano como todo, o empreendedor deve comparar mês a mês e tentar ver o que afetou as vendas. “Pode ter sido a Copa ou as eleições, por exemplo”, relembra Galhardo. 3. Qual foi o meu lucro? Registrar um volume alto de vendas não é garantia de que a empresa teve lucro. “O empresário pode ter vendido menos e ter lucrado mais. Ou, pode ter vendido mais e não conseguiu lucrar tanto”, afirma Galhardo. Precificar incorretamente ou abusar de descontos são alguns dos motivos mais comuns para um lucro menor. 4. Os preços dos produtos e serviços estão corretos? Para saber se a taxa de conversão e o ticket médio da sua empresa estão bem, é preciso descobrir se os seus produtos estão precificados corretamente. “Essa revisão de custos é necessária tanto para precificar melhor e quanto para saber qual é sua margem de lucro real”, afirma Natal. “Dessa maneira, na hora de analisar os indicadores, o empresário consegue entender melhor o que aconteceu com o público e com a operação”, completa Galhardo. 5. A equipe de funcionários está satisfeita? Os números do negócio não devem ser o único foco do pequeno empresário. “As pessoas só olham para números, mas é preciso fazer uma análise das pessoas e de como está o clima da empresa”, recomenda Galhardo. “Tudo indica que o ano que vem será um pouco apertado. Por isso, é essencial ter uma equipe de funcionários qualificados e capacidade para a retenção talentos”, afirma Melo. 6. Quais foram as minhas falhas? Errar faz parte de qualquer processo e todo empreendedor precisa assumir os seus erros para crescer. “É preciso analisar o que precisa ser melhorado e buscar cursos. Algumas vezes, faltam conhecimentos para que ele possa colocar a habilidade em prática”, afirma Natal. Alguns empresários precisam entender que não podem fazer de tudo e que delegar pode ser uma maneira de profissionalizar o seu negócio.   Fonte: Exame.com

5 Dicas para montar seu primeiro plano de negócios

empreendedorismoFuturo-581x326 Um dos primeiros passos para quem quer empreender é montar um plano de negócio. A tarefa pode parecer difícil, mas hoje existem várias ferramentas para auxiliar o empreendedor iniciante. Livros e softwares são alguns exemplos que não demandam muito investimento. Cynthia Serva, coordenadora do Centro de Empreendedorismo e Inovação do Insper, recomenda que antes de começar a trabalhar no documento, o empreendedor precisa analisar a viabilidade do negócio. “É importante perceber se a ideia é mesmo uma oportunidade de negócio”, afirma. Muitos pequenos empresários acreditam que fazer um plano de negócio demanda gasto. Pelo contrário. Júlio Tadeu Alencar, consultor do Sebrae-SP, explica que dedicar um tempo para elaborar um plano é justamente para que empreendedores minimizem os riscos de perder dinheiro. Veja outras dicas dos especialistas.

1. Reflita sobre a sua ideia

Para verificar se a sua ideia é realmente uma oportunidade de negócio, a recomendação é utilizar o sistema Canvas para montar um modelo de negócio. Cynthia ressalta que nessa fase inicial a validação da ideia é importante para que o empreendedor avance e monte um plano de negócio mais robusto.

2. Utilize ferramentas

Hoje, existem várias maneiras de montar um plano de negócio com a ajuda de ferramentas gratuitas. A Endeavor tem um ebook que mostra quais são os pontos fundamentais que não devem ficar de fora do documento. Outro exemplo é o software Plano de Negócios do Sebrae. Indicado tanto para pessoas que têm uma ideia de negócio, mas não sabem se ela é viável, quanto para empresários que desejam expandir os negócios. O download é gratuito e pode ser feito no site da instituição.

3. Inspire-se em livros

A leitura de obras especializadas sobre o assunto pode ajudar na construção de um plano. Cynthia recomenda o livro “O Segredo de Luisa”, escrito pelo professor e consultor Fernando Dolabela. “Gosto muito do livro porque é muito didático, e mostra passo a passo como fazer um plano”, explica. “Inovação em Modelos de Negócios – Business Model Generation”, de Alexander Osterwalder, e “Plano de negócios: seu guia definitivo”, de José Carlos Assis Dornelas, são outros livros que podem sanar as dúvidas de empreendedores.

4. Tenha todas as informações

Conhecer a fundo o mercado que deseja atuar é essencial na elaboração de um plano de negócio. Pesquise sobre o perfil de consumidor que seu produto ou serviço atenderá e também sobre os concorrentes. Além disso, o empreendedor deve se atentar para a parte financeira do documento. Quais sãos os gastos necessários para que a empresa funcione? Volume de investimento inicial, a taxa de rentabilidade, o ponto de equilíbrio e a necessidade de capital de giro são dados indispensáveis.

5. Não deixe de atualizar o plano

O plano de negócio não é um documento engessado. “À medida que eu vou fazendo, determino o quanto vou investir e como será meu produto final”, explica Alencar. Mesmo quando a empresa já está em operação, o documento deve ser adaptado aos poucos e de acordo com o crescimento do negócio. Fonte: Exame.com