Lucro: o Oxigênio dos Negócios

Nas grandes empresas este desafio é distribuído entre equipes com formação acadêmica e domínio das competências necessárias para o desenvolvimento e implementação da gestão o que acaba incorporando a busca pelo “o que fazer” em um exercício constante de criação de cenários e planejamento de estratégias a serem implementadas em exercícios futuros.

O tamanho do desafio é o mesmo para todos, mas no caso das pequenas e médias empresas ele é quase ou totalmente solitário e o “o que fazer” passa a ser mais um exercício de sobrevivência do que de planejamento estratégico.

Várias podem ser as razões para que a tomada das decisões nestas empresas sejam mais vinculadas à sobrevivência e menos ao planejamento, mas duas delas são encontradas na maioria delas: desvio do foco ou da competência principal e a falta de eficiência e eficácia na gestão econômica.

A gestão de uma empresa deve ser vinculada a um modelo, a um padrão que permita avaliações, comparações e análises cuja finalidade é a constante implementação de melhorias.

A gestão econômica precisa priorizar da formação do preço de venda, pois além das funções de recuperar o custo e formar o lucro, a formação do preço de venda é uma decisão de cunho estratégico que pode implicar na conquista de novos mercados ou na perda dos existentes.

Apesar desta importância, não são raras às vezes em que os preços são formados através do conhecimento empírico ou por estimativas desvinculadas da capacidade operacional instalada.

Fonte: Portal Contábeis

Nova lei do Simples tira do pequeno empresário o medo de crescer

O Presidente Michel temer sancionou há duas semanas uma lei que permite que mais pequenos empreendedores se beneficiem do Simples nacional, um regime especial que facilita a cobrança de impostos e reduz a burocracia. em vez de pagar inúmeros tributos federais, estaduais e municipais, os empresários pagam um imposto unificado.

A Lei Complementar 155/2016 eleva o teto do faturamento das micros e pequenas empresas que podem se beneficiar do Simples nacional — de R$ 3,6 milhões para R$ 4,8 milhões anuais — e também o teto dos microempreendedores Individuais — de R$ 60 mil para R$ 81 mil. os novos valores entrarão em vigor em janeiro de 2018.

A nova lei resulta de um projeto de lei que foi aprovado em junho pelo Senado e que foi relatado pela senadora Marta Suplicy (PMDB-SP).

De acordo com Marta, a lei evita o “tranco tributário”, quando um pequeno aumento no faturamento causa uma elevação brusca de alíquotas, que pode chegar a 36%.

O presidente do Serviço Brasileiro de Apoio às micro e Pequenas empresas (Sebrae), Guilherme Afif Domingos, concorda que essa é a grande inovação da lei

Apelidada pelo governo de Crescer sem medo, a nova lei introduz parcelas a deduzir na transição de uma faixa para outra, o que, na prática, assegura que a alíquota mais elevada só se aplicará na parte que exceder a faixa em que a empresa estava.

Com isso, o Simples nacional torna-se um imposto progressivo, semelhante ao Imposto de Renda da Pessoa Física

— Em vez de uma escada, com verdadeiros trancos tributários, optamos por uma rampa suave, que não inibe o crescimento dos negócios — afirma Marta.

Parcelamento

O senador Armando Monteiro (PTB-PE), que já foi ministro do Desenvolvimento e presidente da Confederação nacional da Indústria (CNI), também considera positivas as mudanças. Segundo ele, em decorrência de uma pequena elevação no faturamento, a empresa cai no que ele chama de “morte súbita”, ou seja, o reenquadramento em um regime tributário mais desfavorável.

Além disso, a nova lei permite que 600 mil micros e pequenas empresas, que devem R$ 21 bilhões para a Receita Federal e estavam ameaçadas de exclusão do Simples nacional, continuem se beneficiando do regime simplificado de tributação. O prazo de parcelamento de dívidas tributárias sobe de 60 para 120 meses.

Armando destaca o papel das micros e pequenas empresas na geração de empregos e diz que a crise econômica levou várias delas à inadimplência no pagamento de impostos. Esse problema, no entendimento do senador, será mitigado com a instituição de novos prazos para o parcelamento de débitos tributários.

Salões de beleza

Os valores que os salões de beleza transferem a cabeleireiro, barbeiro, esteticista, manicure, pedicure, depilador e maquiador não integrarão a receita bruta da empresa contratante para fins de tributação. Essa é outra inovação da nova lei do Simples nacional e beneficia os estabelecimentos que firmarem com esses profissionais contratos de parceria regulados pela Lei 13.352/2016.

O salão ficará responsável pela retenção e pelo recolhimento de tributos e contribuições sociais e previdenciárias devidos pelo profissional-parceiro, incidentes sobre a cota-parte que a este couber na parceria.

A Lei 13.352/2016 não considera relação de emprego a parceria entre o salão e esses profissionais. Entretanto, essa relação de emprego poderá ser configurada se não houver contrato de parceria formalizado ou se o profissional desempenhar funções diferentes das descritas no contrato.

De acordo com Marta, a intenção dessa lei é dar segurança jurídica a uma relação já existente entre os salões de beleza e os profissionais.

 

Norma recém-sancionada atrai investidores para startups

Uma das inovações da nova lei do Simples nacional é a criação da figura do investidor-anjo, que poderá fazer aportes de capital para incentivar as startups (pequenas empresas dedicadas à inovação) sem se tornar sócio dos empreendimentos. Esses aportes, que deverão estar previstos em contrato com vigência de até sete anos, não integrarão o capital social da empresa.

O investidor-anjo não será sócio nem terá direito a gerência ou voto na administração da empresa. Não responderá por nenhuma dívida da empresa. Ele será remunerado por seus aportes, nos termos do contrato de participação, pelo prazo máximo de cinco anos. A remuneração não poderá exceder a metade dos lucros da sociedade.

O investidor-anjo só poderá exercer o direito de resgate depois de decorridos no mínimo dois anos do aporte de capital. Caso os sócios decidam pela venda da empresa, o investidor-anjo terá preferência na aquisição.

Empreendedor diz que outros sistemas tributários também precisam de mudanças

 

Proprietário de uma loja de materiais de construção em Brasília, José Aguimar de Lima aponta um problema que afeta os 4,7 milhões de contribuintes do Simples nacional: a convivência desse regime de tributação simplificada com outros dois regimes: a substituição tributária e a antecipação tributária.

Na substituição tributária, o Imposto sobre Circulação de mercadorias e Serviços (ICMS) já chega ao lojista embutido nos preços dos produtos.

Com isso, segundo Lima, o comerciante não aproveita integralmente o crédito do ICMS das fases anteriores e ainda paga o Simples sobre o valor da venda.

Na antecipação tributária, de acordo com o comerciante, o governo local arbitra uma margem de lucro e cobra o ICMS sobre ela, independentemente de a venda ser realizada ou de ela se dar pelo preço final estabelecido.

Os dois mecanismos são apontados por Lima como uma dificuldade para fazer promoções ou mesmo reduzir os preços ao consumidor final, já que o comerciante fica com uma margem de manobra baixa na fixação dos preços.

Arrecadação estadual

o senador Armando Monteiro considera procedente essa reclamação e afirma que o regime de substituição tributária se alargou muito no Brasil.

Um mecanismo que deveria ser aplicado de forma restrita a algumas cadeias produtivas, segundo o parlamentar, terminou sendo ampliado para reforçar a arrecadação dos estados.

Conforme o senador, essa generalização castigou a pequena empresa, porque seu capital de giro é muito afetado pela exigência do pagamento do imposto na fase inicial do processo de tributação.

Para não comprometer o desenvolvimento dos pequenos negócios, ele defende uma revisão do processo de substituição tributária.

Posição idêntica é defendida pela presidente da Comissão de Assuntos econômicos (CAE), senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR).

Para ela, a exigência do imposto na produção, e não na etapa final da comercialização, facilita a arrecadação, mas dificulta a situação das pequenas empresas.

Gleisi sugere a realização de uma audiência pública na CAE para discutir uma solução para o problema.

Fonte: Agência Senado

 

Incentivo fiscal ajuda as empresas

46756-imagem-ilustrativa-da-web1 Não é tarefa fácil empreender e fazer uma empresa crescer. Além de toda a busca pelo seu lugar no mercado e a fidelização de clientes com qualidade de serviços e de produtos, há também a parte burocrática e a gama de impostos para manter seu negócio ativo. Nesse cenário, muitas vezes o empresário vai precisar de um apoio externo. Uma alternativa para esse apoio é o recebimento de incentivos fiscais. Essa contribuição é originária do governo e pode partir do âmbito federal, estadual ou municipal e, na prática, permite às empresas ter a redução ou isenção alíquotas de determinados impostos, ou mesmo da base para cálculo desses impostos. O CEO do Grupo Bahia Associados, Jorge Carlos Bahia, alerta, porém, que antes de pleitear esses incentivos para o seu negócio, alguns pontos devem ser analisados para que o resultado seja assertivo e garanta benefícios para o futuro da sua empresa. A concessão desses incentivos é feita em formato de leis, decretos ou medidas provisórias e possuem objetivos específicos, sendo destinados a setores da economia, ou mesmo a produtos, ou a regiões geográficas, no entanto, com a crise econômica enfrentada no Brasil, muitos estados e municípios brasileiros enfrentam problemas de caixa com a queda da arrecadação. "A crise econômica até pelo tempo que está persistindo e pela sua amplitude, não só afeta o setor privado como as indústrias, o comércio de atacado e varejo, mas impacta também diretamente os órgãos gestores da arrecadação que são o governo federal, estadual e municipal. Se a indústria não fabrica e o comércio não vende porque não tem demanda e a população não tem dinheiro, é óbvio que a arrecadação também cai. Vários estados e prefeituras estão passando por situações financeiras terríveis. Isso logicamente impacta, quando se solicita um benefício e um incentivo fiscal. Mesmo atendendo a todas as condições daquele benefício e daquele incentivo, a contrapartida do órgão gestor trava, uma vez que não tem condição nenhuma de abrir mão em termos de arrecadação perante a concessão de benefício fiscal", diz. Por outro lado, Jorge Bahia, avalia que existe uma condição importante para as administrações públicas, que é a geração de emprego e renda numa fase na qual o índice de desemprego é muito grande e desta forma os governos também fazem uma análise para poder conceder estes benefícios fiscais, mas a questão não se destaca somente com relação aos benefícios fiscais. "As prefeituras estão atentas no sentido de poder oferecer para as empresas que estão se instalando lá algo além da isenção de impostos, mas isso voltado para questões logísticas, questões de infraestrutura, questão até de recepção de expatriados. Na cidade de Indaiatuba, interior paulista, por exemplo, várias empresas multinacionais estão chegando e conversando com um empresário, que é alemão, e ele disse que uma das razões pela qual sua empresa decidiu se instalar refere-se ao nível de vida, segurança, educação, saúde e Indaiatuba se destacou nisso", comentou. Em tempos incertos, um check-up para companhias São Paulo - Uma tímida melhora nas perspectivas tem sido notada no mercado empreendedor. Embora os números ainda sejam preocupantes e, segundo analistas, ainda estejamos vivenciando o pior momento, há quem acredite que a retomada de confiança se dissemina Com isso, consequentemente, realizar um rigoroso check-up nas empresas pode auxiliar as companhias a enfrentar este período de uma forma mais segura e promissora. O importante é não esperar demais. Na opinião de Batista Gigliotti, presidente da Fran Systems, estratégia e desenvolvimento de negócios, e coordenador de franquias do Núcleo de Empreendedorismo e Novos Negócios da Fundação Getúlio Vargas (FGV-CENN) "a demora em rever planejamentos e metas pode potencializar eventuais riscos para as empresas. Com este período de incertezas, contar com um plano de negócios e de marketing estratégico para o período e estabelecer metas com a equipe são apenas alguns dos muitos itens que precisam ser minuciosamente avaliados". Deduzir eventuais cenários é uma tarefa difícil, mas não impossível, diz o consultor. "Ter uma ideia do que o restante do ano reserva para o segmento, de acordo com as previsões de especialistas, pode favorecer alguns empreendedores a tomar o rumo certo. Além disso, antes de efetuar investimentos que possam comprometer a saúde financeira da empresa é vital que o empreendedor tenha conhecimento do futuro cenário que deverá surgir." O melhor para realizar um check-up estratégico, seja na área operacional, técnica, comercial, expedição ou qualquer outra varia muito em cada empresa. Fonte: Fenacon

O papel do contador na atualidade

Digital-light-1024x819 Toda profissão é fruto de construção social, nasce de uma necessidade de seu tempo e também há constantes evoluções que se moldam com a realidade do mundo atual. Com a contabilidade não é diferente, antes o contador tinha o apelido de “guarda-livros”, pois a sua função era meramente a escrituração e manutenção em boa ordem dos livros mercantis das empresas comerciais. Era um trabalho mecânico que não exigia quase nenhuma especialização. A visão que se tinha do contador “guarda-livros” era aquele profissional burocrático, preocupado exclusivamente com o atendimento ao fisco e com pouco relacionamento com os gestores das empresas e com as demais áreas da organização. Era um profissional introspectivo, alheio às mudanças e que passava grande parte de seu expediente em sua sala, procedendo com a escrituração contábil, evitando o contato com pessoas. Os tempos foram passando e a contabilidade evoluindo, a evolução ocorreu de tal forma que na atualidade um bom contador é visto como um gestor e necessita mais do que nunca estar bem antenado com as alterações que acontecem com as normas contábeis locais que estão em linha com as normas contábeis internacionais (denominadas IFRS – “International Financial Reporting Standards”). O contador é peça fundamental na estrutura de qualquer organização, pois precisa sempre interagir com as demais áreas da organização (comercial, jurídica, financeira, etc) para que possa contribuir de forma a afastar potenciais riscos contábeis, fiscais e até mesmo de ordem trabalhista/previdenciária. Hoje apenas o curso de graduação ou técnico não garante a excelência do profissional. Mudanças na legislação, informatização de sistemas, dentre outros aspectos, obrigam o profissional contemporâneo a estar sempre atento e disposto a aprender. É bastante importante a conscientização do empresariado como um todo sobre o papel do contador em suas empresas, pois, ainda hoje, muitos empreendedores tem a visão de que o contador é um mal necessário para seu negócio. Entretanto, há também outros empreendedores que enxergam que esse profissional é uma peça fundamental para o sucesso do negócio. Por fim, o profissional contábil sempre teve, têm e terá um papel de destaque no desenvolvimento econômico do mundo, devendo sempre acompanhar a sua evolução e precisa ser reconhecido e valorizado por isso. Por Carlos Miyahira

5 lições que o empreendedor só aprende depois de falir

Mature-Businessman-Thinking As contas podem ter apertado. Os clientes podem ter trocado de loja. Seu sócio pode ter sumido do mapa. Os motivos são vários, mas o sentimento é o mesmo: a experiência de um negócio próprio falido sempre é traumática. E este é um quadro que ficou ainda mais aparente neste ano, marcado pela crise econômica. Porém, Joaquim Xavier, gerente do Sebrae/SP, tem uma visão categórica dessa experiência: seu negócio pode morrer, e isso não é o fim do mundo. O que não pode minguar é sua vontade de empreender. "Uma das características mais importantes do empreendedor é a persistência, o que é diferente de burrice: você insiste naquilo que você comprova que tem chances de dar certo." Apesar desse conselho, infelizmente não há uma fórmula fácil para que o empreendedor se motive a abrir um novo negócio após um tombo. Mas algo pode servir de consolo e de inspiração: boa parte dos donos de negócios de sucesso faliram mais de uma vez até obterem resultados. “Muitos empreendedores aqui no Brasil têm vergonha de ter falido ou fechado ou negócio, e criam histórias para amenizar a situação. É preciso falar nisso de uma forma mais aberta”, afirma Ana Fontes, da Rede Mulher Empreendedora. “Culturas mais maduras quanto ao empreendedorismo, como o Vale do Silício e Israel, procuram empreendedores que já tiveram uma experiência negativa, justamente porque isso os faz mais preparados para o novo empreendimento.” Por isso, não pense que a falência é o fim da sua carreira de empreendedor. Pelo contrário: acredite no seu potencial. “O grande diferencial que o empreendedor possui é seu entusiasmo: é isso que o coloca à frente no mundo dos negócios”, completa Frederico Vidigal, professor de estratégia empresarial do Ibmec/MG. Ainda não está convencido de que você pode empreender, mesmo tendo falido? Confira, a seguir, algumas lições que você pode aprender com essa experiência – e que mostram como você já se tornou um empreendedor melhor do que antes: 1. Você não comete mais erros de principiante Depois da falência, o primeiro passo é conhecer as razões pelas quais o negócio chegou a esse ponto: faltou identificação com a ideia inicial, não houve uma boa comunicação com o cliente ou foi uma questão de falta de técnica em gestão? “Cair faz parte de uma carreira de sucesso como empreendedor - nenhum dono de negócio tem 100% de acerto", diz Vidigal, do Ibmec/MG. "Agora, é a hora de rever os erros que você cometeu. Assim, você se levantará ainda mais forte." 2. Você ganha uma visão mais clara e técnica sobre negócios O primeiro negócio costuma ser permeado por uma visão romântica sobre o que é empreender. Isso, infelizmente, também pode gerar uma falta de atenção quanto às complicações da operação de uma empresa. “Muitos empreendedores começam o negócio pela paixão e pelo entusiasmo, mas não estão preparados. E, hoje, o cliente é ainda mais exigente, porque tem acesso às informações de uma forma muito rápida e barata. É preciso sempre estar disposto a adaptar seu negócio”, afirma Vidigal. Quem acaba se apegando muito à ideia e coloca obstáculos a inovações pode falir. Apesar dos pesares, com isso o empreendedor ganha uma visão mais objetiva sobre a realidade do mundo empresarial. “Essa experiência dá uma espécie de armadura ao dono do negócio. Agora, ele olha para a empresa de uma forma mais técnica, por meio de um conhecimento de dia a dia muito mais efetivo do que qualquer teoria”, explica Fontes, da Rede Mulher Empreendedora. 3. Você sabe do risco (e o encara com planejamento) Por trás de todo empreendimento existe risco. Para muitos empreendedores de primeira viagem, porém, essa afirmação só fica mais clara após o negócio passar por dificuldades - seja por conta de fatores da própria empresa seja por questões mais externas, como a situação econômica. "O dono de negócio não coloca na ponta do lápis quais obstáculos sofrerá. Dessa forma, não consegue pensar em como superar as dificuldades, que certamente virão. É como entrar em um ônibus sem saber qual o destino", afirma Xavier, do Sebrae/SP. "É importante ele ter essa percepção de risco no seu DNA, fazendo um planejamento." Para seu próximo negócio, você já saberá como calcular bem todos os riscos envolvidos no empreendimento – e, principalmente, se possui recursos suficientes para transformar o risco impensado em um risco calculado. “O empreendedor aprende não só a fazer análises de risco, mas também a fazê-las constantemente ao longo da trajetória do negócio", completa Vidigal. 4. Você aprende a escolher melhor seus próximos parceiros Escolher um bom parceiro de negócio é fundamental para que sua empresa tenha sucesso (veja como escolher o sócio ideal). Da mesma forma, um dos grandes fatores de fechamento das empresas é uma sociedade que não deu certo, afirma Fontes, da Rede Mulher Empreendedora. Depois de falir, o empreendedor pensa com mais cuidado sobre essa questão – especialmente se, na primeira sociedade, ele escolheu o parceiro apenas por ser um amigo ou parente, por exemplo. “Ele passa a buscar sócios que sejam mais complementares ao perfil dele, que realmente supram suas deficiências.” 5. Você olha mais para o mercado e menos para seu próprio umbigo Esta lição está muito relacionada com a paixão que o empreendedor sente pelo seu primeiro negócio, que já citamos anteriormente: muitos empreendedores vão à falência porque olham para a empresa, quando na verdade deveriam estar analisando o mercado em que se inserem e tomando informações. Com isso, em pouco tempo ele pode não ser mais tão competitivo. "Com a reflexão, o empresário percebe que precisa mudar quando o mercado muda – ou seja, constantemente. Não adianta culpar o concorrente ou o governo por conta da sua própria falência", afirma Xavier, do Sebrae/SP. "Muitas vezes, você próprio não fez a lição de casa." O empreendedor deve fazer constantemente o chamado benchmarking: uma avaliação comparativa de sua atividade. “Após a falência, ele aprende a buscar conteúdos novos: o empreendedor olha seus concorrentes, seus fornecedores e até mesmo seu próprio cliente, que é a maior fonte de dados possível”, completa Vidigal, do Ibmec/MG. Fonte: Exame.com

À espera por aprovação, novidades do Simples só devem entrar em vigor em 2018

Simples_Nacional Após ser aprovado no Senado, o  Projeto de Lei 125/2015 que altera regras do Simples Nacional aguarda para ser apreciado novamente na Câmara dos Deputados. Entretanto, segundo o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, as novas faixas tributárias para pequenas empresas e a criação das Empresas Simples de Crédito (ESCs) – duas das novidades mais aguardadas – “só podem entrar em vigor em 2018, infelizmente”. As ESCs serão uma ferramenta em que os microempreendedores poderão receber uma verba emprestada por pessoas de sua cidade. Essa proposta é defendida por Domingos, que refutou as acusações de que a medida seria uma forma de agiotagem. “Não é regulamentar a agiotagem, como já nos acusaram, mas sim concorrer com a oficial, feita pelos bancos com cheque especial e cartão de crédito”, argumenta. Por outro lado, a renegociação de débitos das empresas integrantes do regime poderá ser feita logo após o tema ser sancionado pela presidência da República. Para isso, haverá um prazo de 90 dias a partir da aprovação do presidente, em que as pequenas empresas poderão renegociar suas dívidas. Entenda a proposta Caso seja aprovado, o texto do PL estabelece uma ampliação de 60 para 120 meses no prazo de parcelamento de débitos do Simples, com redução de multas e juros. Em 2015, 150 mil empresas foram excluídas do sistema Supersimples por conta de dívidas tributárias. Além disso, há a criação de uma faixa de transição de até R$ 4,8 milhões para as empresas que ultrapassarem o limite de R$ 3,6 milhões de faturamento ao ano; e aumento do limite de faturamento anual do microempreendedor individual dos atuais R$ 60 mil para R$ 72 mil. As tabelas do Simples também passarão por mudanças. Hoje em dia, o regime conta com seis tabelas e 20 faixas de faturamento (até os R$ 3,6 milhões), cada uma com sua alíquota específica. Caso o novo Simples seja aprovado, serão cinco tabelas e seis faixas, com suas respectivas alíquotas, contemplando até os R$ 4,8 milhões. Nesse caso, ainda haveria um fator redutor para cada uma delas, para tornar a transição entre faixas mais suave. Dessa forma, segundo aqueles que defendem o PL, as empresas integrantes do Simples poderiam crescer e aumentar seus faturamentos sem contar com um aumento de tributação tão acentuado e traumático. O Sebrae, inclusive, aponta em estudos que, ao migrar de um regime para outro, o aumento de tributação pode chegar a até 54% para empresas do comércio, 40% para indústrias e 35% para empresas de serviços. Investimento Anjo A proposta que altera o Simples ainda trará mudanças para o investimento anjo no país. Caso aprovado, as novas empresas não poderão ser excluídas do regime ao receberem esse tipo de aporte financeiro. Com isso, espera-se que os negócios recém-inaugurados possam ter mais tempo de desenvolvimento antes de deixarem o regime mais simples de tributação. Enquanto espera-se pela definição do tema na Câmara, entretanto, o investimento anjo caiu no país. Simples Internacional O Sebrae também está trabalhando para a criação do Simples Internacional. Ele tem como objetivo incentivar as exportações para empresas de pequeno porte. E, para isso, as tarifas, procedimentos burocráticos, logísticos e os meios de pagamento ficariam mais simples   Fonte: Portal Contábeis