Microempreendedor individual também precisa declarar IR

Com o crescente saldo negativo de postos de trabalho, a saída para muitos brasileiros foi virar um Microempreendedor Individual, o MEI. Até a última semana, o País tinha 6,8 milhões de pessoas registradas com atividade de microempresa. Apesar de ser uma alternativa rápida e simples para quem precisa ganhar dinheiro e sair da informalidade, a facilidade acaba quando começam os deveres do novo empresário, como declarar o Imposto de Renda.  

Para ser considerado MEI, é preciso ganhar até R$ 60 mil por ano, ou R$ 5 mil por mês, não ter participação em outra empresa como sócio ou titular e ter no máximo um empregado contratado que receba salário mínimo ou o piso da categoria. Há 480 atividades que podem ser enquadradas como MEI.

O MEI tem direito a benefícios previdenciários, como aposentadoria e auxílio-doença, após um ano de contribuição. As empreendedoras que contribuem há pelo menos dez meses têm direito ao salário-maternidade. O microempreendedor também não precisa pagar para obter alvará de funcionamento, tem direito ao CNPJ, emissão de nota fiscal, acesso a empréstimos com juros mais baixos e abertura de contas bancárias com taxas diferenciadas. Apesar desses atrativos, porém, o MEI também tem suas obrigações.  

Augusto Marquart Neto, diretor da Fenacon, explica que a ansiedade de começar a trabalhar logo e ganhar dinheiro faz o MEI esquecer que não é só abrir a empresa. O problema, segundo ele, é que essas pessoas são carentes de informação e organização financeira. “O imposto de renda não aceita caderninho. É preciso saber quanto se está faturando”, alerta. 

Karina Rodrigues, contadora da Contabfácil, critica a falta de assistência ao microempreendedor. Ela reconhece que a possibilidade de se enquadrar em uma microempresa facilita em muitos pontos, mas quando o novo empresário precisa encarar as contas e o balanço da empresa, não sabe a quem recorrer. Não tem uma associação, como outras atividades. “Foi vendido que ele não precisa de um contador. Realmente, ele consegue emitir o carnê sozinho, mas depois, muitos não sabem o que fazer.”

Obrigações. Segundo Cláudia Azevedo, consultora do Sebrae-SP, além do compromisso de informar o faturamento como pessoa jurídica por meio da Declaração Anual do Simples Nacional (Dasn), o microempreendedor também deve prestar contas ao Fisco como pessoa física. 

A receita, ou seja, o que o MEI obteve ao vender um produto ou prestar um serviço, deve ser informada na Dasn, enquanto o lucro, que é quanto ele ganhou menos os custos, deve constar na declaração de IR como rendimento isento e não tributável. 

Quando o MEI não tem um contador e vai declarar o imposto de renda, a microempresa está sujeita à regra do lucro presumido, ou seja, o lucro é estimado conforme o faturamento e o ramo de atividade (veja ao lado). O valor que corresponde a este porcentual é isento de tributação. Mas o que resta entra no cálculo dos rendimentos, que deve ser de até R$ 28.559 – sem esquecer de outros possíveis rendimentos e bens. 

Cláudia reforça que é importante que o MEI declare porque essa, muitas vezes, é a única maneira de comprovar a sua renda, já que não é remunerado como sócio e não tem uma anotação na carteira de trabalho.

Fonte: Portal Contábeis

A importância em gerenciar os riscos

Abrir uma empresa já é, por si só, um grande risco. Mas muitos empresários são otimistas e tendem a enxergar ameaças como algo muito difícil de ocorrer, prestando pouca atenção ao gerenciamento de ataques cibernéticos, danos à propriedade, interrupções de negócios e outros incidentes que poderiam colocar sua atividade em perigo.

Ter uma falsa sensação de segurança, bem como pouca experiência em gestão de risco, pode levar à falta de planejamento que, por sua vez, poderia resultar em sérias consequências para a pequena e média empresa (PME).

Vamos utilizar um exemplo: uma fábrica possui uma máquina vital, por onde passa toda a sua produção. Inesperadamente, a máquina quebra e precisa de uma manutenção de emergência. Os trabalhadores descobrem que não há a peça de reposição correta em estoque para repará-la. Como a máquina foi importada, uma nova peça deve ser enviada com grande custo, criando atrasos de produção que causam uma perda financeira significativa para a companhia.

Este tipo de problema pode acontecer a qualquer fábrica, e esta é a razão para que muitas companhias de grande porte tenham seus próprios gerentes de risco e recursos para planejar o inesperado. Porém, mesmo que muitas PMEs não tenham este recurso, existem outras opções, como corretores de seguros e operações específicas, que podem ajudá-las a identificar seus riscos particulares e estabelecer um plano para mitigar perdas caso algo dê errado. Corretores e seguradoras podem fornecer orientação sobre a gestão da maioria dos riscos de quatro maneiras: Retenção de Risco, onde a empresa contribui com a equidade para compensar os riscos inerentes; Transferência de Risco por meio de, por exemplo, programas de seguros; Eliminação de Risco; e Mitigação de Riscos.

Os conselhos oferecidos por seguradoras e corretores podem ajudar empresas de qualquer tamanho a monitorar melhor suas exposições e tomar as medidas necessárias para gerenciar riscos. A utilização desses recursos e a priorização da gestão de riscos é uma abordagem estratégica que pode auxiliar no sucesso e na viabilidade a longo prazo das empresas. O risco mais grave de todos é não saber quais são os riscos lá fora e não ter um plano para gerenciá-los.

Fonte: Portal Contábeis

Confira 15 números e datas importantes para quem vai declarar IRPF em 2017

 

IR

A entrega do Imposto de Renda 2017, referente aos ganhos de 2016, começou no dia 2 de março e vai terminar em 28 de abril.

IRPF 2017- 2

De acordo com a Receita Federal, a multa por atraso na entrega da declaração é cobrada quando o contribuinte estiver obrigado a apresentar a declaração e a entrega for realizada após o último dia de entrega do Imposto de Renda, que é 28 de abril.

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Caso você deva imposto, o valor a ser cobrado de multa é de 1% da dívida por mês de atraso. Assim que transmitir a declaração em atraso, o contribuinte receberá uma notificação de lançamento da multa. A Receita Federal explica que a multa para quem deve imposto é de 1% ao mês-calendário ou fração de atraso, calculada sobre o total do imposto devido apurado na declaração. Isso mesmo que o valor tenha sido integralmente pago, sendo o valor mínimo de R$ 165,74 e o valor máximo de 20% do imposto sobre a renda devido.

O termo inicial será o primeiro dia subsequente ao fixado para a entrega da declaração, e o termo final, o mês da entrega. No caso de não apresentação, vale o mês do lançamento de ofício.

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Neste ano, é obrigada a declarar a pessoa física residente no Brasil que, em 2016, recebeu rendimentos tributáveis cuja soma foi superior a R$ 28.559,70.

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Deve declarar também quem recebeu rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma foi superior a R$ 40.000. E ainda aquele que obteve, em qualquer mês, ganho de capital na alienação de bens ou direitos ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas.

IRPF 2017

Deve declarar quem obteve receita bruta em valor superior a R$ 142.798,50 com atividade rural ou quem pretende compensar, no ano-calendário de 2016 ou posteriores, prejuízos com atividade rural em anos anteriores ou no próprio ano-calendário de 2016.

IRPF 2017

Os cidadãos que possuíam, em 31 de dezembro, posse ou propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 300.000 são obrigados a enviar a declaração, assim como os que passaram à condição de residente no Brasil em qualquer mês do ano passado e estavam nesta condição na data.

No caso de imóveis, está obrigado quem optou pela isenção do imposto sobre a renda incidente em relação ao ganho que obteve na venda do bem e utilizou o dinheiro para comprar outro imóvel residencial no país, no prazo de 180 dias contados da celebração do contrato de venda.

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As deduções de despesas, como gastos com educação e saúde, além do abatimento de dependentes, só são permitidas se o contribuinte optar pelo modelo completo na hora de preencher a declaração do Imposto de Renda. Isso porque a opção por preencher a declaração simplificada garante um abatimento único de 20% sobre a renda tributável. Neste ano, o desconto único de 20% é limitado ao teto de R$ 16.754,34.

O desconto único de 20% gerado pelo preenchimento da declaração no modelo simplificado pode ou não ser mais vantajoso do que o desconto obtido pelo abatimento individual das despesas dedutíveis na declaração completa.

Para saber qual tipo de declaração é mais vantajosa, basta preencher toda a declaração com os dados exigidos. Antes do envio do documento, o programa gerador da declaração indica automaticamente qual modelo implica em em menos imposto a pagar ou maior valor a ser restituído.

IRPF 2017

Quem optar pela declaração completa poderá abater um valor de até R$ 2.275,08 por cada dependente informado na declaração.

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Na declaração completa é possível abater despesas com educação até o limite de R$ 3.561,50. Podem ser abatidas apenas despesas com ensino técnico, fundamental, médio, superior, pós-graduação, mestrado e doutorado. Esse tipo de despesa dedutível não inclui gastos com materiais escolares e atividades extracurriculares, como escolas de línguas ou cursinhos preparatórios.

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Na declaração completa, será possível deduzir até R$ 1.093,77 em despesas com um empregado doméstico. O limite este ano diminuiu - em 2016 o valor era de R$ 1.182,20. A redução acontece por conta de uma mudança na legislação, na qual a contribuição paga por empregados domésticos caiu de 12% para 8%.

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A Receita Federal reduziu a idade mínima exigida para inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) das pessoas que forem incluídas como dependentes na declaração do Imposto de Renda 2017. Com isso, dependentes com mais de 12 anos terão que tirar CPF para serem incluídos na declaração. Antes, o órgão exigia o documento apenas para o dependente com mais de 14 anos.

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Os valores normalmente começam a ser pagos em junho de cada ano pelo governo e seguem até dezembro, geralmente em sete lotes. O contribuinte que enviar a declaração no início do prazo, sem erros, omissões ou inconsistências, recebe mais cedo as restituição, caso tenham direito a ela. Idosos, portadores de doença grave e deficientes físicos ou mentais têm prioridade.

IRPF 2017

Por meio deste telefone, 146, é possível saber se você já recebeu a restituição do Imposto de Renda. A informação também fica disponível no site da Receita Federal.

IRPF 2017

A Receita Federal estima que 28,3 milhões de declarações do Imposto de Renda devem ser entregues neste ano. No ano passado, foram entregues  27.960.663 declarações.

Fonte: Agência Brasil

Planejamento - A grande estratégia!

Todos os dias, surgem no mercado novos negócios, novas empresas e novos projetos. O sonho do negócio próprio. O desejo de uma condição financeira melhor. O abraçar de uma oportunidade que trará realização profissional. A chance de suprir as necessidades da família em épocas de desemprego. É assim o cotidiano brasileiro, um povo que é por natureza empreendedor, criativo e batalhador.

Alguns decidem ser empreendedor por oportunidade, outros, em sua maioria, por necessidade. Mas todos tem uma coisa em comum: A falta de planejamento. E uma das explicações mais corriqueiras das empresas para a falta de planejamento é: A pressa para abrir o negócio e/ou começar o projeto! Principalmente, para aqueles que empreendem por necessidade. A necessidade pede solução e não pode esperar, muitas vezes. A ausência da preparação e conhecimento específico, também é uma razão. Além da falta de recursos, para contratar um profissional/consultoria capacitado a realizar um plano de negócio, por exemplo. Por essa razão, muitos começam a empresa, o projeto e/ou negócio sem um mínimo planejamento. Não sabem quem são, para onde estão indo, se existe real demanda para o negócio na região, não possuem objetivos, não conhecem seu público-alvo, não tem metas definidas, e muitas vezes, não conhecem nem o mercado em que estão sendo inseridos. Um carro na estrada, andando em alta velocidade, sem farol, á noite. Assim é uma empresa no mercado sem planejamento. Segundo pesquisa realizada pelo SEBRAE, a maior causa de falência das empresas brasileiras é, justamente, a falta de planejamento.

O planejamento é uma arma poderosa capaz de dar identidade, direção e diminuir o risco de um empresa ou negócio. Quando se fala de empreendedorismo, sempre haverá riscos. Mas esses riscos podem ser calculados, diminuídos e sanados. Apenas um bom planejamento pode prever uma crise, enxergar uma oportunidade, encontrar um nicho e traçar uma solução cabível. Por isso, há poder no planejamento e esse poder gera excelência, organização e senso de direção. Se enfrentamos inúmeras dificuldades tendo um planejamento, avalie o que enfrentamos sem tê-lo. O planejamento é fundamental. O planejamento é preciso. Não ande sem ele! Planeje-se e aumente as chances de sucesso! Planeje-se e descubra o que não dá certo. Planeje-se e trace novos objetivos e metas. Planeje-se e supere a concorrência. Planeje-se e não seja pego de surpresa. Planeje-se e tenha bom êxito!

Fonte: Administradores.com 

Prazo Para Regularizar Situação e Permanecer no Simples Acaba Dia 31

As micro e pequenas empresas optantes pelo Simples Nacional, e que foram excluídas desse regime de tributação em dezembro, têm até o dia 31 de janeiro para parcelarem os seus débitos e pedirem a reinclusão. Dos 299 mil pequenos negócios que perderam o direito ao Simples, 75,5 mil já aderiram ao parcelamento de até 120 meses, mas precisam fazer a opção novamente.  Ainda faltam 223,4 mil para regularizarem sua situação. 

“Os donos de pequenos negócios devem correr e pedir o parcelamento. Ainda faltam 40% dos que foram notificados pela Receita em 2016. O prazo está acabando. Sair do Simples pode ser o decreto de falência. O Simples é uma cápsula protetora dos pequenos negócios”, alerta o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos.

No mês de dezembro, quase metade dos pequenos negócios que estavam com débitos no Simples Nacional, e que haviam sido notificados pela Receita Federal em setembro do ano passado, parcelou suas dívidas e permaneceu no sistema. Das 584 mil micro e pequenas empresas que foram notificadas, 285 mil regularizaram a situação antes do final de 2016 para permanecer no Simples. 

Para voltar a ser optante, o empresário deve pagar ou parcelar suas dívidas e pedir uma nova adesão ao sistema até o final deste mês. O empresário que não se regularizar a tempo só poderá voltar a usufruir desse sistema de tributação em 2018.

A recomendação do Sebrae é que os donos de pequenos negócios com dívidas no Simples procurem seus contadores e peçam para eles aderirem ao parcelamento de até 120 meses, reincluindo a empresa no Simples. Para isso, o contador deve calcular o valor dos débitos e da parcela mais adequada. O pedido de parcelamento deve ser feito no Portal do Simples Nacional.

Para ajudar os donos de micro e pequenas empresas a acertarem as contas, o Sebrae promove o Mutirão da Renegociação, que, além de estimular a regularização dos débitos tributários, incentiva e ajuda os empreendedores a renegociarem as dívidas bancárias, locatícias e com fornecedores.

Para isso, o Sebrae disponibilizou um hotsite com dicas para negociar com os diferentes tipos de credores e com perguntas e respostas sobre a campanha. Além disso, o Call Center do Sebrae (0800 570 0800) e os postos de atendimento espalhados pelo país também estão preparados para auxiliar os empreendedores a acertarem suas contas.

Fonte: Brasil Econômico

Como enfrentar o estresse do fim do ano no seu negócio

Nenhum mês é fácil para quem empreende. Mas, no final do ano, a situação pode ficar mais intensa: o Natal pode trazer mais oportunidades de venda, mas também mais compromissos.

É uma época mais difícil por três motivos, diz João Roncati, diretor da People+Strategy. “No final do ano, há um acúmulo de despesas: por exemplo, o 13º salário para a equipe e as maiores compras de estoque para as vendas de Natal, as quais geram uma pressão por resultado. Na nossa cultura trabalhamos com ciclos e também há a pressão psicológica de fechar um ciclo, para começar um novo em 2017. Por fim, há um buraco entre o fim do ano e o carnaval, que virou uma habitualidade negativa. Muitas decisões são postergadas e isso gera ansiedade – se algo não é fechado em dezembro, pode acontecer só em março.”

“O volume de pedidos costuma aumentar nessa época e, com isso, podem aumentar também as reclamações e as dívidas”, completa Victor Barcala, professor de gestão e vendas do Ibmec/MG. “Isso dificulta a vida do empreendedor, se ele não está preparado para isso. Em resumo: as ineficiências da empresa costumam aparecer mais.”

A solução para nunca mais passar pelo mesmo estresse – e até transformar dezembro em uma boa época para as finanças empresariais – está justamente nessa preparação prévia.

“Não adianta não se planejar no ano todo e no último mês querer recuperar tudo. O empreendedor tem que olhar todos os meses e saber quais meses são mais fracos no seu negócio. Assim, ele consegue se programar para incentivar mais as vendas nessa época”, explica Celso Fortes, CEO da agência Novos Elementos. “Se você entrar no modo automático, é fácil cair em armadilhas: é como estudar para uma prova apenas na véspera.”

Mas o que fazer agora, que o estresse com o fim do ano já chegou? Confira algumas dicas para controlá-lo e manter seu negócio produtivo em dezembro:

1. Faça uma autoavaliação e aprenda com os erros

O primeiro passo para não se estressar no fim do ano é olhar para dentro de si e entender que todos os erros se traduzem em aprendizados para o futuro.

“Tem gente que teme o fracasso e o coloca de lado só pelo medo de assumi-lo. Mas é preciso lembrar que os únicos que nunca fracassaram são os que nunca fizeram nada de inovador. Não existe nenhum empreendedor de sucesso que nunca tenha errado”, explica Fortes, da agência Novos Elementos. “A diferença é que alguns empreendedores transformam erros em acertos, enquanto outros os enterram ou deixam que eles tomem proporções absurdas para então resolver a situação.”

Na prática, tenha uma lista de tudo que deu errado em 2016, para que você possa melhorar no ano seguinte, recomenda Barcala, do Ibmec/MG.

“O excesso de imediatismo e otimismo fazem muitas empresas fecharem, por não terem se planejado o suficiente. Se o empreendedor não aprender com os erros deste ano, eles irão aparecer no ano seguinte. Sem paciência e uma visão de longo prazo, o empreendimento logo irá perder competitividade frente às melhorias de outros negócios.”

Por exemplo: você tem funcionários desmotivados e resolve trocar a equipe. Mas, se você nem entendeu por que eles estavam desmotivados, o problema foi apenas postergado. Logo, os novos funcionários também estarão desmotivados.

2. Olhe também para outros empreendedores

Além de olhar para seus próprios erros, uma boa dica para reduzir o estresse no final de ano é buscar exemplos que o inspirem.

“Não tenha vergonha de olhar para o lado e aprender com quem faz melhor. O empreendedor deve analisar se alguém se planejou mais do que ele, ou se cometeu algum erro que ele ainda não tenha cometido. Das duas formas, ele começa 2017 menos fragilizado”, aconselha Roncati.

Além de falar com empreendedores presencialmente, também dá para conseguir exemplos sem nenhum esforço e investimento: na internet, há muitas dicas, modelos de negócios e planilhas de gestão.

3. Priorize e parta para a ação

Para não deixar a ansiedade tomar conta, outra boa dica é priorizar suas tarefas: não dá para arrumar todo o negócio em apenas um mês, então é hora de atender as demandas mais significativas.

“É preciso parar e fazer esse planejamento pequeno, se não o fez ao longo do ano. Com esse cuidado, você não fica tão mal assim no começo do ano seguinte”, explica Roncati, da People+Strategy. “Isso também pode ser visto na pessoa física, com pagamentos de IPVA e seguro do automóvel, por exemplo.”

Acima de tudo, o grande objetivo é que você continue empreendendo em 2017, recomenda Barcala, do Ibmec/MG. “Se houver algum grande fornecedor ou banco a pagar, que pode impedir que sua empresa continue, coloque isso como prioridade.”

4. Comece a planejar como será seu 2017

Agora que você já refletiu sobre seus erros, anotou novas estratégias e organizou um plano de ação para dezembro, é hora de planejar 2017 em detalhes.

“Mantenha a calma e saiba que o tempo que passou não irá voltar. Viver o presente em caos não soluciona nada; é melhor planejar o futuro, que se tornará presente em breve. Assim, seu novo presente será uma situação melhor”, explica Fortes, da Novos Elementos.

“É o momento de rever seu negócio: fazer o balanço financeiro, achar pontos de melhoria e observar como todos os mercados estão mudando – seja por consolidações ou por inovações”, detalha Roncati. “Faça menos promessas e mais projeções nesse final de ano.”

Fonte: Exame