Qual é a diferença entre endereço fiscal e comercial?

 

Quando uma empresa é criada, uma das exigências é ter um endereço para registro. E essa questão acaba gerando dúvidas aos novos empreendedores, principalmente porque o endereço de registro, muitas vezes, não é o mesmo do de funcionamento da empresa.

Quando se fala em endereço para registro de uma empresa, ele pode ser o fiscal ou comercial. Quer saber a diferença entre os dois? Então, acompanhe nossa matéria.

Endereço fiscal

Vamos começar por aquele que é o mais importante no momento do registro de uma empresa: o endereço fiscal.

Empreendedores que querem montar sua empresa e obter um CNPJ necessitam de um endereço em um local físico, seguro e adequado à sua atividade para ser a referência em todas as instâncias federais, estaduais e municipais, seja por meio de correspondência ou presenciais, ou correrá o risco de não ser considerado apto para exercer suas atividades.

A pergunta que muitos empreendedores se fazem é como obter esse endereço, principalmente nos casos em que ele não corresponde ao local em que o negócio efetivamente funciona.

Um endereço fiscal pode ser obtido de duas formas: adotando um endereço com autorização do proprietário para registro da empresa, ou então, contratando uma empresa especializada.

Se você mora de aluguel, por exemplo, dificilmente conseguirá colocar o seu endereço residencial como endereço fiscal, por isso, procurar ajuda especializada para fazer tudo da melhor forma possível é sempre a melhor solução, além de agilizar o processo e evitar transtornos.

Endereço comercial

O endereço comercial, ao contrário do endereço fiscal, nem sempre consta no registro da empresa. Ele é o endereço que aparece nas suas páginas de divulgação do negócio, que é colocado nos cartões de visita, e-mails, etc. Em outras palavras, o endereço comercial é onde a empresa efetivamente funciona fisicamente.

Em geral, em termos de status da sua empresa, ele é o endereço mais importante.

Qual é a diferença entre o endereço fiscal e o comercial?

O serviço de endereço comercial é indicado para quem já possui a empresa registrada, mas deseja um endereço de prestígio para ter liberdade para expandir o seu negócio.

Já o endereço fiscal é para empreendedores iniciantes que necessitam de um endereço para registrar sua empresa.

Vantagens do endereço fiscal

Um endereço fiscal traz diversos benefícios, principalmente em um período em que está em alta a possibilidade de um escritório de coworking.

O endereço fiscal garante, primeiramente, a regularização do negócio, já que sem ele é impossível tirar o CNPJ da sua empresa e fazer o cadastro na junta comercial, o que impossibilita a regularização da companhia.

Além disso, o endereço fiscal reduz burocracias relacionadas ao aluguel de ponto comercial, etc., já que, nos casos de escritórios virtuais, só é preciso pagar a taxa mensal do endereço, e não há nenhum outro encargo financeiro.

Cabe ressaltar que o endereço fiscal é uma opção interessante para quem quer abrir o seu negócio de prestação de serviços com segurança, sem muita burocracia e com baixo custo.

Para que isso ocorra da melhor forma possível e sem dores de cabeça desnecessárias, procure ajuda especializada de um escritório de contabilidade, já que um erro no processo pode impedir que seu sonho empreendedor se torne realidade. 

Fonte: Jornal Contábil

EIRELI: como abrir uma empresa individual de responsabilidade limitada?

Abrir uma empresa é o sonho de diversas pessoas. E uma dúvida que perdura o empreendedor na hora da abertura é “Qual modalidade escolher?”. Existem diversos enquadramentos de empresas e, antes de saber qual é a melhor opção para o teu negócio, é necessário conhecer um pouco de cada um.

Pensando nisso, fizemos uma série de posts para te ajudar a entender cada formato. O primeiro deles é o EIRELI – Empresa Individual de Responsabilidade Limitada. Vamos aos principais pontos que você precisa saber sobre esse enquadramento.

O que é uma EIRELI

Com certeza você já ouviu esse nome mais de uma vez, mas você sabe o que é Eireli? Essa sigla corresponde ao termo Empresa Individual de Responsabilidade Limitada.Vamos destrinchar esse conceito para você compreender melhor o significado.

Empresa é toda atividade econômica organizada para uma finalidade lucrativa; individual, pois, nesse caso, é composta por um único empresário; e de Responsabilidade Limitada, pois o patrimônio do sócio não se confunde com o patrimônio da pessoa. Isso merece especial atenção!

Patrimônio do Empresário X Patrimônio da pessoa física

O principal benefício que faz muitos empreendedores migrarem do EI (Empreendedor Individual) para a EIRELI, é justamente a diferenciação do patrimônio.

Diferentemente da MEI, a EIRELI é uma pessoa jurídica com patrimônio à parte. Ou seja, digamos que Joaquim crie uma empresa chamada AB. Se esta empresa (AB) tiver uma dívida, a dívida deverá ser cobrada da pessoa Jurídica, será cobrada da AB. Se a empresa não possui patrimônio diverso (como acontece com o MEI), a dívida será cobrada do titular da empresa.

Nome Empresarial

Outro ponto importante a ser analisado é o nome empresarial. As empresas costumam possuir ao menos dois nomes, o nome fantasia e o nome empresarial.

O nome fantasia pode ser escolhido livremente (dentro dos limites legais), enquanto o nome empresarial, no caso da EIRELI, deve constar, obrigatoriamente, o nome EIRELI.

De acordo com o Código Civil, art.980-A, §1°, o nome “deverá ser formado pela inclusão da expressão “EIRELI”, após a firma ou a denominação social da empresa individual de responsabilidade limitada”.

Ou seja, no caso da empresa do Sr. Joaquim, a empresa terá o nome empresarial de AB EIRELI. Embora seu nome fantasia possa ser somente AB.

A diferença está no fato de que o nome empresarial é o nome presente em contratos, enquanto o nome fantasia é o nome aparente ao público, geralmente escolhido por questões de marketing e publicidade.

Obrigações Comuns à Sociedade

a) deve arquivar seus atos constitutivos na Junta Comercial;

b) pode requerer e ter decretada a falência;

c) é possível solicitar pedido de recuperação judicial;

d) pode ter a exploração do ponto empresarial em imóvel alugado, assegurada pela renovação compulsória do contrato de locação;

e) o estabelecimento empresarial pode ser negociado.

Como abrir uma EIRELI

Para abrir uma EIRELI, o procedimento é um pouco mais complicado que a abertura da MEI, no entanto, ainda é um processo relativamente fácil.

Requisitos

Assim com as outras formações empresariais (Empreendedor Individual e Sociedade), a EIRELI tem uma série de requisitos.

  • Uma empresa por pessoa

No Código Civil, Art. 940-A, §2° “a pessoa natural que constituir empresa individual de responsabilidade limitada poderá figurar em uma única empresa dessa modalidade”. Assim, fica claro que cada pessoa natural (pessoa física) pode constituir somente uma EIRELI.

  • Faturamento Mínimo Necessário

Para criar um empreendimento como EIRELI, é preciso ter um capital social de 100 vezes o valor do salário-mínimo no momento do registro da empresa.

Como benefício, ao contrário da MEI que tem a limitação de até R$ 60.000,00 por ano, a EIRELI não encontra essa limitação.

  • Contador

O contador se faz necessário, pois será responsável pela escrituração contábil de sua empresa, registro de livro, entrega de obrigações fiscais, emissão do Decore (Declaração de Comprovação de Rendimentos) e etc.

  • Advogados

Ao constituir a empresa, no geral, faz-se obrigatória a assinatura de advogado, com indicação do nome completo e número da inscrição na OAB.

Em alguns casos, a presença do advogado é desnecessária, como nos casos em que a empresa é enquadrada como Microempreendedor (ME) ou Empresa de Pequeno Porte (EPP).

Qualquer empresa pode emitir notas fiscais – essa atividade só depende de que a organização possua o Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ). Portanto, EIRELI também pode emitir notas fiscais.

Tributos Incidentes

Quanto aos impostos incidentes, a EIRELI pode optar pelas diversas formas tributação, de acordo com o porte da empresa e o ramo de atividade.

A forma mais benéfica, quando possível, costuma ser a opção pelo simples nacional, que, aliás, pode ser aderida pela EIRELI.

Fique atento aos nossos posts, em breve falaremos dos demais enquadramentos para você conhecê-los e saber um pouco mais sobre cada um antes de optar pelo modelo em que vai abrir sua empresa. 

Fonte: Jornal Contábil

5 dicas de administração do maior imperador chinês

Seja para administrar um governo, uma empresa ou mesmo uma equipe, um líder exerce um poder enorme sobre as pessoas, e suas decisões influenciam diretamente o andamento dos negócios. Para ser um administrador de sucesso, é preciso criar uma estrutura forte, dentro da qual os funcionários possam se desenvolver, crescer e alcançar resultados.

E, para seguir no caminho certo, por que não revisitar a história e aprender com as lições dos grandes mestres? Responsável por transformar a China em um dos maiores e mais poderosos países do mundo no século 7, o imperador Tang Taizong se tornou uma referência de administração, liderança e recursos humanos na Ásia, sendo estudado até hoje por governantes e empresários. Entre os segredos de sua longa e próspera dinastia, estão as habilidades de avaliar pessoas, reconhecer talentos e trabalhar em equipe. 

As conversas milenares entre o imperador e seus ministros foram registradas e, pela primeira vez, esses ensinamentos são disponibilizados para o público ocidental. Confira, abaixo, alguns dos principais segredos da administração de Taizong: 

1. Eficiência e eficácia. De acordo com o imperador, eficiência é a capacidade de fazer as coisas da melhor maneira, enquanto a eficácia significa fazer as coisas certas. Você pode aumentar a eficiência tendo uma equipe com menos pessoas, porém mais talentosas, em vez de ter muita gente medíocre. Já para ter eficácia, você deve encorajar as pessoas a externarem suas opiniões, a fim de tomar decisões corretas; 

2. Delegar tarefas. Você deve delegar responsabilidades a subordinados capazes de lidar com elas. Isso não apenas reduzirá sua carga de trabalho, como evitará erros custosos. Se um governante ou líder tiver de lidar sozinho com todos os desafios, certamente cometerá erros;

3. Honestidade. Você deve desencorajar a obediência cega e comportamentos que preservem o prestígio à custa da honestidade. O imperador destacava que um soberano precisa ser tolerante, modesto e humilde, exercer sua autoridade com prudência, não tentar esconder os próprios erros e saber ouvir quando necessário;

4. Reconhecer talentos. Você deve se empenhar mais em encontrar as qualidades dos outros e elogiá-las do que em encontrar suas falhas e criticá-las. Um líder deve saber identificar os pontos fortes e fracos de cada funcionário e, acima de tudo, fazer o melhor uso deles para que o potencial máximo seja alcançado.

5. Confiança mútua. Você deve fazer com que as pessoas sintam que têm a sua confiança. Assim, elas trabalharão melhor para você. Para Taizong, era muito importante prestar atenção e conversar com os trabalhadores mais simples, já que o modo como trabalham tem impacto direto sobre o futuro do governo, empresa ou organização. 

 

* Chinghua Tang fez graduação na London School of Economics e foi o primeiro chinês a conseguir um MBA em Harvard. É autor do livro “O guia do líder”, lançado em 2017 pelo selo Planeta Estratégia, da Editora Planeta.

 

Fonte: Administradores.com

5 ingredientes que colaboram para o sucesso

Escuto quase todos os dias as pessoas dizendo: o ano está voando. A verdade é que já passamos da metade do ano e vale a pena fazer uma pausa para refletir sobre atitudes, escolhas e caminhos em busca de nossas realizações.

Destaco abaixo 5 pontos que impactam diretamente nos resultados pessoais e profissionais:

1) Metas claras

Certa vez o filósofo Sêneca disse: "Nenhum vento sopra a favor de quem não sabe para onde ir". Ter uma meta clara e traçar um bom plano são essenciais para atingir um objetivo, afinal, uma meta sem um plano é apenas mera intenção. Coloque suas metas por escrito, compartilhe com as pessoas que você gosta e insira uma data para elas ocorrerem, pois isso também contribui e aumenta a chance de serem efetivadas.

2) Alianças

Procurar parceiros, mentores e pessoas para compartilhar sonhos costuma nos ajudar e dar forças para irmos além dos próprios limites. Pode ser com um colega de trabalho, amigo, esposa ou marido. A parceria que costuma dar certo é aquela que ocorre a relação ganha-ganha, uma ajuda mútua em prol do crescimento de ambos.

3) Sorte

 É preciso contar com a sorte e ela é atraída quando empregamos a seguinte equação: Preparação + Disciplina + Oportunidade = Sorte.

 

4) Social e espiritual

Não deixe de ajudar os indivíduos que mais carecem e se aproxime das pessoas que torcem verdadeiramente por você. Aliás, eu acredito que o grande amigo e parceiro não é aquele que chora com você na perda, mas sim, que sorri e se alegra com suas conquistas sem invejar.

Gosto muito de uma definição do Spencer Johnson: "É feliz quem valoriza o que tem. É infeliz que valoriza o que falta". É pertinente praticar o pensamento do cardeal Shellman: "Reze como se tudo dependesse de Deus e trabalhe como se tudo dependesse de você".

5) Foco

“Quem tem um ‘porquê’, enfrenta qualquer ‘como’." (Viktor E. Frankl)

Já reparou como diversas pessoas começam buscando uma coisa e, de repente, já estão mirando outra e, em seguida, aparecem correndo atrás de outra ideia ou sonho? Onde está o foco?

Por finalizar esta reflexão, analise como as pessoas atrelam sucesso apenas a dinheiro, poder, realização profissional. Eu acredito que o verdadeiro sucesso mesmo é ser feliz e fazer os outros felizes. Pare para pensar: de que adianta conquistar fama, dinheiro e não ter com quem compartilhar? Claro que isso é importante e deve ser almejado, mas o equilíbrio entre as áreas da vida é fundamental. Não há sucesso profissional que compense o fracasso pessoal. Aristóteles já disse: "A virtude está no meio".

Eu acredito que o verdadeiro sucesso é ser feliz e fazer os outros felizes.

Fonte: Erick Penna - Administradores.com

 

EIRELI: o que é e quem pode adotar?

Na hora de abrir o próprio negócio, a prática mais comum é ser um Microempreendedor Individual, que garante benefício e é ideal para quem não possui um faturamento alto ou não precisa de um grande número de funcionários. Mas o que fazer quando a sua empresa têm um crescimento rápido, precisa de uma equipe completa e mais capital? A melhor saída é optar por uma EIRELI.

O que é?

A Empresa Individual de Responsabilidade Limitada (EIRELI) é uma categoria empresarial em que o empreendimento é formado por um único sócio-proprietário. Ela exige capital social equivalente a, no mínimo, 100 vezes o salário mínimo atual. Hoje, por exemplo, o valor está perto de R$ 88 mil.

Por que ela surgiu?

Desde que foi criada, em 2011, a Eireli ajuda a separar os patrimônios profissionais e particulares do empreendedor. Ela faz com que a empresa seja a única fonte para quitar possíveis dívidas. Isso garante segurança para os bens pessoais e renda do empresário, além de acabar com a prática de sócio “fictício” – feita por pessoas que não se enquadravam como MEI e não queriam ter um parceiro na administração do negócio, mas, ainda assim, pretendiam montar sua empresa.

Quem pode adotar?

O formato é válido para diferentes ramos de atividade econômica, seja na área de serviços, indústria ou comércio. São profissionais liberais e modelos de negócio que faturam entre menos de R$ 360 mil por ano (no caso das microempresas). Elas podem ter mais de um funcionário fixo ou empresas de pequeno porte com receita bruta anual entre R$ 360 mil e R$ 3,6 milhões. Quem já tem uma empresa em Sociedade Limitada também pode transformá-la em Eireli sem precisar fechar o contrato. Isso, desde que apenas um dos sócios fique responsável e as regras sejam adequadas (incluindo o valor do capital social, alteração do nome e modificação dos documentos para o formato de ato constitutivo).

O que a Eireli permite?

Permite ao empreendedor aderir ao Simples Nacional e adotar um regime tributário simplificado. Além disso, pode prestar serviços a órgãos públicos, participar de licitações, abrir filiais, ter uma escritura. Também pode ingressar na Lei de Falências e contratar uma equipe fixa. Você vai poder oferecer serviços como qualquer outra empresa – inclusive, vai poder acompanhar pagamentos e histórico de clientes com as opções oferecidas pelo Boleto Bancário.

Eireli ou MEI?

A principal diferença está na separação do patrimônio. Enquanto o MEI só pode faturar até R$60.000,00 anuais, o empresário em regime de Eireli pode ter um valor maior de faturamento e, ainda assim, garantir seus benefícios. A Eireli ainda oferece responsabilidade limitada e sua única desvantagem em relação ao MEI é a necessidade de um valor mínimo no capital social.

Qual é o processo para abrir uma Eireli?

Você vai precisar elaborar um documento de constituição para a Junta Comercial. Assim como, inscrições em outros órgãos, como a Secretaria de Fazenda do Estado e a Prefeitura Municipal. O cadastro deve ser feito com o CNPJ em mãos e o nome da empresa. O mesmo deve ter, obrigatoriamente, a expressão “EIRELI” depois da firma ou denominação social.

Fonte: Jornal Contábil

10 erros que (quase) todo empreendedor comete no primeiro negócio

É impossível fazer tudo certo no mundo dos negócios – especialmente se você está pensando no seu primeiro empreendimento.

Mesmo assim, isso não quer dizer que você precise cometer os erros mais básicos: um pouco de capacitação antes de empreender pode evitar muita dor de cabeça.

Por isso, EXAME.com conversou com empreendedores e elencou as principais falhas de quem está entrando nessa carreira. Elas vão desde deixar de elaborar um plano de negócios até desistir no primeiro obstáculo enfrentado.

Quer abrir um negócio próprio? Confira, então, se você comete algum dos erros a seguir:

1 — Achar que empreender trará dinheiro rápido

Inspirados por histórias de sucesso, muitos aspirantes a empreendedores acham que ter um negócio próprio é a solução para ganhar dinheiro de forma rápida. Pelo contrário: seu empreendimento pode demorar meses, e até anos, até dar algum lucro.

“Um negócio é sempre pensado em longo prazo. É preciso ter em mente que o caminho é longo, e os desafios serão muitos”, afirma Aleksandar Mandic, sócio-fundador do aplicativo Wi-Fi Magic.

2 — Superestimar o crescimento do seu negócio

Outro erro comum é subestimar a concorrência e considerar que sua nova empresa conseguirá uma alta participação de mercado nos primeiros meses de operação, diz Eduardo Peres, CEO da consultoria de finanças corporativas GlobalTrevo.

“Na maioria dos casos, você não conseguirá esse market share: cada ponto percentual será conquistado duramente. É preciso levar em consideração que essa demora poderá afetar o capital de giro da empresa e a necessidade de caixa.”

3 — Não saber qual é o seu diferencial

Para não superestimar e subestimar seu empreendimento, é essencial compreender o que seu negócio tem a oferecer de diferente. A partir desse entendimento, será mais fácil abordar consumidores, fornecedores e investidores.

“Muitas empresas erram na hora da abordagem comercial, o que diminui possibilidades. É preciso abordar ressaltando seus diferenciais competitivos”, diz Daniel Mourão, CEO da agência de comunicação BBro.

“Se você não sabe qual seu diferencial, coloque-se no lugar de seu possível consumidor e responda a pergunta ‘Por que eu fecharia com essa empresa e não com outras?’.”

4 — Empreender em uma área totalmente desconhecida

Ninguém está pedindo que você seja um mestre no mercado em que você irá atuar logo de cara. Porém, não dá para abrir um empreendimento sem ao menos ter pesquisado mais sobre seu futuro setor.

“Para ser empreendedor, você precisa dominar seu campo de atuação. Saiba o que você irá fazer, como irá fazer, qual seu posicionamento e o que os concorrentes fazem, por exemplo”, aconselha Mandic, do Wi-Fi Magic.

Isso passa pela elaboração de um plano de negócios completo. “Invista tempo em análises de mercado, de concorrência, de precificação e de diferenciais. Com isso, suas chances de erro são reduzidas e seus desafios a enfrentar ficarão mais claros”, complementa Peres, da GlobalTrevo.

5 — Esperar que os clientes venham até você

Outro erro diário de muitas empresas iniciantes é não investir em “follow up”, segundo Mourão, da BBro. Ou seja: não fazer um esforço para ter mais uma conversa com o cliente e, assim, fechar negócio.

“As pessoas são bombardeadas por milhares de informações dia a dia. Elas não têm tempo para gerir a quantidade de decisões que precisam tomar”, diz o CEO.

“Por isso, crie estratégias relevantes e inteligentes para esquentar o relacionamento com aqueles que demonstraram interesse em comprar seus produtos ou serviços, mas que ainda não concretizaram a venda. Seus clientes inativos já experimentaram seus produtos e serviços e talvez possam vir a consumir novamente.”

6 — Investir rios de dinheiro em qualquer tipo de marketing

Mais uma falha é não investir nada em comunicação, e não conseguir consumidor para comprar seu ótimo produto ou serviço.

Ou, pior ainda: investir muito em uma abordagem de marketing errada, e, assim, comprometer a sobrevivência da sua empresa. Colocar muito dinheiro em qualquer veículo de mídia para qualquer tipo de público não é só uma má estratégia de marketing: também afeta seriamente o caixa do seu negócio.

“Vemos que investimentos elevados em marketing quando a empresa não está preparada para entregar grande quantidade de seus produtos ou serviços costumam drenar recursos financeiros, além de manchar a marca da empresa”, avalia Peres, da GlobalTrevo.

Para não errar, invista em uma estratégia que envolva resultados mensuráveis. “É preciso aferir e calcular os retornos sob seus investimentos em comunicação. Sempre responda esta pergunta: ‘Quais os canais que trazem os volumes de clientes pra você?’”, diz Mourão, da BBro.

7 — Ignorar o poder dos buscadores e das redes sociais

Ainda falando sobre marketing, um outro erro é desprezar o poder que buscadores e redes sociais podem ter para impulsionar as vendas do seu negócio, por meio de pouco investimento.

“No momento que você lê essa dica, alguém está em algum mecanismo de busca procurando por um produto ou serviço que você pode oferecer. Esse consumidor tem alta propensão em adquirir o seu produto ou da concorrência”, diz Mourão, da BBro.

“Você possui estratégias de comunicação que acionam os consumidores que estão no estágio de aquisição do seu produto e serviço em mecanismos de busca? Se a resposta for negativa, desenvolva-as agora!”

8 — Desconsiderar o capital de giro no seu orçamento

Indo para a parte financeira, o maior erro cometido por empreendedores de primeiro é esquecer do capital de giro: aquele dinheiro reservado para a sobrevivência do negócio enquanto o dinheiro não chega.

“Os empreendedores se preocupam muito com investimentos de longo prazo, como retorno do capital inicial investido. Porém, poucos analisam o capital de giro que será necessário para a nova operação: por exemplo, estoque, impostos, pagamento de salários e prazos de recebimento de clientes e de pagamentos para fornecedores”, elenca Peres, da GlobalTrevo.

9 — Deixar de lado o caixa da empresa

Além do capital de giro, é preciso estar atento ao fluxo de caixa diário da empresa: ou seja, seu fluxo de receitas e despesas. No começo do negócio, em que as receitas ainda não são recorrentes, essa é uma tarefa ainda mais importante.

“O controle de caixa, com prazos de pagamentos sempre alongados e manutenção de estrutura enxuta e necessária, é importante para não expor a empresa a dívidas ou até mesmo a interrupção de suas atividades. Já vimos projetos incríveis de startups serem abortados por falta de caixa após meses do início da operação”, diz Peres, da GlobalTrevo.

Mandic, do Wi-Fi Magic, dá uma metáfora para gerenciar uma empresa sem olhar o caixa: é como dirigir sem verificar o tanque de combustível. “Se você é um bom piloto, tem que saber se o carro está abastecido para chegar até o local que você deseja.”

10 — Desistir na primeira dificuldade

Por fim, a última falha dos empreendedores iniciantes é desistir do negócio diante do primeiro obstáculo. Quando estiver deprimido, pare e pense: será que esse não é um problema básico, e você está abandonando o projeto apenas por falta de vontade?

“Para empreender, é preciso ter não apenas foco. Entram no conjunto determinação e persistência”, afirma Mandic, do Wi-Fi Magic.

Fonte: Exame.com