Um contador convicto

Engana-se quem pensa que apenas aqueles que perderam oportunidades e fazem parte da estatística do alto desemprego no país se encontram agoniados. A insatisfação com o trabalho é um problema que a cada dia afeta mais os profissionais. Segundo pesquisa da International Stress Management Association, 72% das pessoas estão insatisfeitas com o trabalho. Falta de concentração, foco, produção reduzida e distração são algumas das características dos insatisfeitos. No entanto, é possível reverter esse quadro, promovendo mudanças e buscando o verdadeiro propósito que o fez escolher a profissão.

Outra pesquisa global, do site Emolument, apontou que o contador ocupa a quinta posição na lista de profissões mais entediantes, a partir da avaliação dos próprios profissionais da área. Divulgado em fevereiro deste ano, o estudo ouviu cerca de 1.300 pessoas em 10 países diferentes para construção do ranking.

Diante desses dados, podemos refletir sobre o que leva 67% dos contadores a terem uma carreira infeliz. Segundo o levantamento, os motivos para o profissional permanecer na mesma empresa são a remuneração e a incerteza sobre o futuro. Se considerarmos a realidade econômica que vivemos, as razões são até compreensíveis, entretanto, essas não devem ser as únicas justificativas.

Mas, por que não virar o jogo e buscar o real sentido do trabalho? Afinal, o profissional deve encontrar em si o verdadeiro propósito para a carreira. É importante ter foco no que se dispõe a fazer, com determinação para alcançar o que deseja. Quem sabe o quer, vai longe e ganha pela persistência de se reinventar a cada dia.

O mercado é concorrido em qualquer área e na contabilidade não seria diferente. Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), vinculado ao Ministério da Educação e divulgado recentemente, afirma que Ciências Contábeis está entre os cinco cursos mais procurados por estudantes brasileiros. Por isso, ter um diferencial é tão importante para não ser mais um entre tantos.

A má notícia é que não há previsão de que a situação se torne mais fácil no futuro breve. Pelo contrário, as circunstâncias atuais obrigam o contador a ter um perfil solucionador, atento as novidades e com capacidade de inovação. E não é somente pela duradoura recessão que estamos vivendo. Com as transformações tecnológicas, os processos dependem do auxílio de sistemas que simplificam a rotina e essa exigência é em alcance global. Por isso, a atualização profissional deve ser contínua, com a obrigação de estudar e aperfeiçoar as habilidades no mundo digital, além de acompanhar constantemente as mudanças nas leis e regulamentações.

Enfim, o autoconhecimento é o principal aliado para evolução pessoal e profissional. Ao ter ciência dos próprios valores, visão e metas, é possível alcançar os objetivos com mais clareza e encontrar estímulos no exercício da profissão. É fundamental refletir o porquê, para que e como se age no dia a dia, principalmente em um momento em que a inteligência emocional e a resiliência são essenciais para lidar com os desafios que se apresentam. Desse modo, você estará junto com os 33% de profissionais satisfeitos e que diariamente reafirmam o real propósito da carreira.

*Alexandre Andrade - Diretor do Painel Financeiro e Conselheiro do CRC-RJ

Fonte: Portal Contábeis

6 conselhos inusitados que podem mudar a sua carreira para sempre

Diante de um mercado de trabalho cada vez mais incerto, muitas pessoas sentem falta de orientação profissional. Acontece que, embora exista um oceano de conselhos sobre o assunto na internet, são raras as dicas de carreira que fogem do óbvio.

“As pessoas são diferentes e cada situação é uma”, diz Adriana Gattermayr, coach e consultora da Gattermayr Consulting. “Qualquer palpite que vale para todo mundo é mero senso comum”.

Para a especialista, há muita simplificação e generalização nos discursos que prometem uma receita para o sucesso. Embora haja ótimos livros de autoajuda, diz ela, nenhum deles trará todas as respostas — muito menos aqueles que se vendem como a “fórmula definitiva” para conquistar a felicidade no trabalho.

Em vez de enxergar qualquer conselho de carreira como uma bússola salvadora, é melhor encará-lo como uma provocação ou um convite à reflexão sobre os seus próprios desafios e potenciais, afirma Gattermayr.

A gestão da vida profissional é muito mais complexa do que um punhado de dicas, e os especialistas no assunto sabem disso.

Segundo Eva Hirsch Pontes, coach e professora convidada na Fundação Dom Cabral, o próprio conceito de “carreira” é algo simplificado e até obsoleto.

A palavra, que vem do latim, descrevia originalmente um “caminho para carros”, isto é, um trilho ou estrada em linha reta. Segundo a especialista, não existe mais uma carreira com o sentido de “estrada”, isto é, como uma sequência linear de cargos e empregos.

“Hoje você acumula múltiplas formas de atuação e monta um portfólio de habilidades, que aplicará de formas variadas ao longo do tempo, como se fossem peças de Lego”, explica ela.

Diante da complexidade do mercado de trabalho atual, os conselhos ou “provocações” mais eficazes são justamente os mais inusitados. Veja a seguir 6 deles:

1. Você não precisa escolher uma profissão
Já começa na época do vestibular: a sociedade sempre nos forçar a escolher uma carreira e incorporá-la como uma parte fundamental de quem somos. No fim das contas, não funciona. “Não é preciso escolher entre duas ou três coisas que você ama”, diz Gattermayr. “Você pode trabalhar durante a semana numa área e no fim de semana em outra, sair do trabalho e ir fazer consultoria ou dar aulas e mais uma infinidade de possibilidades”.

Quem acha que precisa escolher uma única área acaba entediado e desmotivado, o que muitas vezes produz a troca frequente de empregos. Porém, é preciso ter cuidado para não perder o foco. “Para cada atividade paralela, é preciso se dedicar e traçar metas”, explica ela. “Para onde você quer ir com cada uma delas?”. Se não houver conexão com os seus objetivos de vida, abrir o seu leque de atuação só deixará você esgotado.

2. Não procure um trabalho que você ama. Procure amar o seu trabalho
Ninguém em sã consciência deseja fazer aquilo de que não gosta. No entanto, perseguir o ideal de um emprego “divertido” costuma resultar em frustração. Para Gattermayr, o conceito está invertido. “Procure amar o seu trabalho, seja ele qual for, experimentando novas atividades e competências escondidas em você mesmo”, diz ela. “Às vezes aterrissamos em empregos em que jamais nos imaginamos e eles acabam trazendo muita felicidade”.

Quem procura trabalhar só com o que ama pode confundir hobby com trabalhoou se decepcionar ao finalmente conseguir o seu emprego dos sonhos. Segundo a coach, não há nada de errado em buscar oportunidades numa área com a qual você tem afinidade. Só é importante não se prender exclusivamente a isso na hora de fazer as suas escolhas.

3. Ter um único mentor não funciona
Contar com uma pessoa mais experiente que você para ajudar nas suas decisões profissionais é essencial. Porém, dificilmente esse único indivíduo terá todas as respostas de que você precisa. É muito mais eficaz formar um time de mentores de carreira.

“Escolha 5 áreas da sua vida em que você quer melhorar, e pense em profissionais que são modelos para você nesses assuntos”, orienta Pontes. “Pergunte se vocês podem agendar sessões de mentoria de dois em dois meses”. A maioria das pessoas se sente lisonjeada com o convite e tem grandes chances de aceitá-lo, completa ela.

4. Dinheiro não é objetivo, é meio
“Se a meta da sua carreira é ganhar dinheiro, pense melhor”, aconselha Gattermayr. “Seu objetivo deve sempre ser algo maior, alinhado com seu propósito de vida e com o legado que você quer deixar”. Quando um profissional coloca a recompensa financeira como alvo principal, suas decisões se tornam imediatistas, simplórias e confusas. Entender a remuneração como objetivo também pode inibir inovações e investimentos mais ousados no futuro.

De acordo com a especialista, o dinheiro deve ser entendido como meio estratégico para ter sucesso. Ele não pode ser ignorado, já que você precisará de grandes “colchões” para realizar grandes saltos. “Se você constrói uma reserva generosa aos poucos, garante que, toda vez que estiver infeliz e quiser mudar de vida, terá como fazê-lo”, resume Gattermayr.

5. Participar dos “jogos políticos” do escritório é bom
A constante exposição a escândalos de corrupção contribui para que muitos brasileiros criem uma certa ojeriza à ideia de fazer política no trabalho– como se qualquer movimento estratégico para alcançar um objetivo fosse necessariamente antiético. Porém, buscar o isolamento político como forma de evitar problemas não é uma atitude inteligente.

Segundo Pontes, até quem pensa que não faz política no trabalho está fazendo — só que muito mal. “Você sempre será um ponto na rede do poder”, explica. “Você precisa entender a sua influência e usá-la de forma ética, para atingir resultados bons tanto para você quanto para o coletivo”. Participar desses jogos de forma responsável, mas consciente, é fundamental para ganhar cada vez mais projeção e se manter influente.

6. Trabalho é só…trabalho
Num mundo que glamouriza a sobrecarga de trabalho, muita gente age como se a carreira fosse sua razão de existir. De acordo com Gattermayr, é preciso repensar essa postura mental.“Trabalho é só trabalho, e encará-lo como tal ajuda a diminuir o estresse e a tomar decisões melhores”, diz ela. Isso não significa isentar-se das responsabilidades, mas buscar um distanciamento mínimo para preservar a sua saúde e continuar apto a fazer boas entregas.

Pense no trabalho de um médico que salva vidas num pronto-socorro. Ele precisa impedir que a compaixão pelo paciente se transforme em pena e dor, ou não conseguirá trabalhar. Em qualquer área, o comprometimento com a carreira não pode se converter em servidão. “Você é muito mais do que os seus resultados”, resume a especialista.

Fonte: Exame.com

A mulher contabilista atrai novo modelo de gestão nos escritórios

Mulher-usando-notebook4 É fato: ter mulheres em cargos de liderança gera mais lucro às empresas e quem afirma isso é a recente pesquisa do Peterson Institute for International Economics (instituto voltado ao estudo de políticas econômicas internacionais) que ouviu mais de 22 mil empresas em 91 países. No mesmo estudo, é curioso notar que as empresas que aumentaram a presença feminina em até 30% nos cargos da alta gestão tiveram, em média, 15% de crescimento em sua rentabilidade. Mais curiosa ainda é a constatação de que as companhias de países que tinham maior número de meninas com altas notas em matemática eram mais propensas a ter mulheres nos cargos de gestão. Se antes era difícil encontrar mulheres no mercado de trabalho, esse cenário vem mudando rapidamente e, no âmbito contábil, a gestão feminina vem ganhando força ano após ano. A nova realidade dos escritórios, exige a revisão do modelo tradicional de trabalho, adotando novas tecnologias para ser cada vez mais produtivo e assim, competir em um mercado global e atender clientes exigentes e conectados. Se gerenciar uma empresa contábil em “águas calmas” já não é tarefa simples, fazer isso com o mar revolto é ainda mais desafiador. E esse é o momento atual, no qual o perfil de gestão feminina tem impacto direto em aspectos como: Alto desempenho dos colaboradores “A reunião de pessoas inteligentes não necessariamente forma uma equipe inteligente”, é o que afirma o pesquisador do MIT (Massachusetts Institute of Technology), Sloan Thomas Malone. Então, apenas contratar “mentes brilhantes” não significa que seu time será o melhor e mais competitivo do mercado. Em estudo sobre inteligência coletiva ficou provado que a inteligência individual é importante, mas ganha real valor quando associada a mais três fatores: maior número de pessoas participando das conversas (evitando discussões dominadas por poucos); à pessoas com maior percepção social e à presença de mulheres o grupo. Isso porque, a mulher no mercado de trabalho tem a capacidade de identificar as emoções das outras pessoas de maneira correta e usar essa informação a favor do time, extraindo melhor desempenho da equipe como um todo. Gestão das atividades Indissociável da gestão das pessoas está a gestão das atividades que elas têm para realizar, afinal, a mulher contabilista conhece bem o estresse que os profissionais enfrentam por conta de mudanças, prazos e riscos. O volume de tarefas que são realizadas simultaneamente em um escritório contábil é imenso, além dos clientes ligam a todo momento em busca das mais diversas orientações. A gestão feminina tem especial capacidade para coordenar esforços e organizar as demandas, bem como reduzir os riscos por sua capacidade de observar o todo e as pessoas envolvidas em cada demanda. Ainda de acordo com o estudo do MIT, “o modo de reunir pessoas em torno de tarefas e as técnicas de motivação usadas, também afetam a inteligência da empresa. Formas não hierárquicas, mais colaborativas têm maior potencial”, e é justamente o que as mulheres fazem de melhor. Adição de valor ao trabalho do escritório Ampliar a percepção de valor que os clientes têm sobre o trabalho do escritório contábil é um desafio constante. Diz o ditado que “quem vem por preço, por preço vai embora. Quem vem por valor, fica” e é aqui que a mulher contabilista oferece imensa contribuição. A elaboração de uma proposta de honorário contábil justa e rentável precisa ser seguida de uma conversa “olho no olho” e a negociação é fundamental. As duas ações demandam preparação prévia e de longo prazo e, de acordo com J.Augusto Wanderley, autor e palestrante especializado em negociação, as mulheres levam vantagem na execução de tarefas detalhadas e pré-planejadas. Além disso, a mulher trabalha melhor com a empatia, incentiva o outro a expor seus argumentos e ouve atentamente, inclusive analisando o tom de voz e a postura corporal. Esse conjunto de competências viabiliza melhor negociação e resultados positivos para o escritório. A mulher contabilista também demonstra uma melhor aceitação das tecnologias que fazem seu tempo render no escritório, afinal, suas atividades são múltiplas e não acabam quando ela sai da empresa. Esse “problema” beneficia a todos que podem contar com uma rotina mais eficiente e assertiva. Por todos esses motivos, a evolução da gestão feminina no mercado contábil é um caminho sem volta que trará vantagens para escritórios e clientes em termos de rentabilidade e competitividade da operação. Fonte: Portal Contábeis

7 conselhos de carreira que ninguém dá (mas que valem ouro)

vitoria O mundo do trabalho anda imprevisível. Cortes, reestruturações e demissões constantes deixam o mercado cada vez mais hostil e competitivo. Tudo sem previsão de melhora. Nesse contexto de crise, é natural sentir muitas dúvidas quanto ao próprio futuro profissional. Como se diferenciar de outros candidatos a um emprego? Quais critérios levar em conta para aceitar ou não uma proposta? Como ser feliz em ambientes de trabalho a cada dia mais tensos? É claro que receitas mágicas não existem, mas certos conselhos de carreira podem fazer toda a diferença para a sua trajetória. O detalhe é que alguns deles — talvez os mais valiosos — desafiam o senso comum e não costumam ser dados com frequência. Com a ajuda de três especialistas no assunto, EXAME.com complilou algumas dicas que fogem do habitual e podem ser surpreendentemente úteis para driblar as adversidades do mundo do trabalho. É o que você vê a seguir: 1. Não ignore o seu lado “irracional” O universo corporativo cultua o raciocínio lógico, mas o instinto também tem um papel essencial para o sucesso, diz a coach Marie-Josette Brauer, presidente do Innovation Coaching Center. Segundo ela, seguir pressentimentos sobre uma situação ou pessoa pode levar a decisões estratégicas. “A intuição pode ser ouvida nos momentos mais inesperados, e possivelmente quando for mais necessária”, diz. “É nas horas mais difíceis que ela será mais confiável e útil”. 2. Estude muito, mas não se esqueça de viver Brauer é uma entusiasta dos livros, e até indica títulos clássicos sobre carreira que podem mudar a sua vida. Ainda assim, ela ressalta que o conhecimento adquirido em obras escritas ou cursos não é mais relevante do que aquele trazido pela experiência prática. Aulas e leituras são fundamentais para a carreira, mas não substituem a vida real: nem o profissional mais estudioso chegará muito longe se não explorar o mundo, trocar ideias com outras pessoas e encarar desafios com a própria pele. 3. Saiba desistir Muitos livros de autoajuda descrevam a persistência como o grande diferencial dos vencedores. Não é bem assim. Para o escritor e palestrante Roberto Shinyashiki, presidente da Editora Gente, a melhor resposta a certos impasses pode ser simplesmente “jogar a toalha”. Está área que claramente não tem nada a ver com você? Mudou de profissão e não vai usar mais nada do que aprendeu na faculdade? O conselho do especialista é direto: abandone o que não funciona mais. Às vezes é preciso se libertar de escolhas que antes pareciam incontestáveis — ou você nunca se entregará totalmente a projetos novos e mais promissores. 4. Não se desvie do seu caminho por pequenas recompensas Poucas pessoas se dão conta de que a ambição às vezes pode prejudicar o sucesso. De acordo com Shinyashiki, muitos profissionais perdem o foco das suas carreiras atraídos por projetos menores que oferecem algum dinheiro extra. “Não vale a pena sair de um emprego interessante ou se distanciar de uma área promissora só para ganhar um ‘dinheirinho’ a mais”, diz o escritor. Daí a importância de cuidar das suas finanças pessoais e jamais permitir que a gestão da sua carreira se torne refém da necessidade de pagar as contas. De certa forma, é nadar contra a corrente: uma recente pesquisa da consultoria McKinsey revelou que metade dos brasileiros diz viver "de salário em salário", sem nenhuma margem de segurança financeira. 5. Mantenha certas pessoas a uma “distância segura” Por melhor que seja o clima na sua empresa, é provável que haja pelo menos uma pessoa que contamina as demais com a sua negatividade. Segundo Brauer, é importante reconhecer o mais rápido possível essas personalidades, e dar um jeito de gerenciá-las. “A figura tóxica do seu ambiente de trabalho pode ser um superior, um cliente, um colega”, explica a coach. “O importante é identificar essa pessoa e não deixá-la estragar o seu dia, ou mesmo atrasar o seu percurso até um objetivo profissional”. 6. Não espere que o seu empregador faça você feliz Como o engajamento se tornou um ingrediente obrigatório para o sucesso de um negócio, o bem-estar dos funcionários está virando uma preocupação crescente no mundo corporativo. Não é por acaso que empresas como o Google têm apostado em escritórios cada vez mais repletos de "mimos" e benefícios. Mas será que o empregador é o único que deve lutar pela sua satisfação? Na verdade, diz Brauer, essa é uma batalha pessoal e intransferível. “Enxergue seu ambiente de trabalho como um espaço em que cada um deve criar a sua felicidade”, afirma. Para aliviar o cotidiano, é melhor tirar o peso das dificuldades e cuidar do seu próprio bem-estar. 7. Não seja modesto demais Fazer marketing pessoal não é fácil, sobretudo porque a prática é muitas vezes confundida com arrogância. “Em países latinos como o Brasil, existe uma certa vergonha em dizer que você é bom em alguma coisa”, afirma Fabrício Barbirato, diretor do IDCE (Instituto de Desenvolvimento de Conteúdo para Executivos). Esconder as suas próprias qualidades, na tentativa de preservar a modéstia, pode ser um grande erro na visão do especialista. Criar uma “marca pessoal” é essencial para ser lembrado. “Nunca desperdice a oportunidade de falar sobre algo que você fez bem”, diz Barbirato. Se souber usar o tom adequado e mencionar acontecimentos concretos, a fala dificilmente será vista como pedante. Fonte: Exame.com

4 lições que o mercado financeiro pode ensinar à carreira

bookkeeping-615384_1920 O brasileiro costuma ser personagem, e não autor, de sua própria história profissional: via de regra, ele não “escreve” a narrativa da sua carreira, mas apenas reage aos seus acontecimentos de forma passiva e automática. O diagnóstico é de Joseph Teperman, sócio-fundador da consultoria de recrutamento Innit. "Vejo muitos executivos construírem sua trajetória aleatoriamente, sem traçar metas nem avaliar riscos", diz ele. Muitas vezes, a decisão de mudar de área, cargo ou empresa é motivada por ganhos financeiros imediatos ou simplesmente pelo convite de um amigo, ex-colega ou ex-chefe, por exemplo. A falta de planejamento de carreira é mais nociva do que se imagina. Segundo Teperman, profissionais que não têm um olhar a curto, médio e longo prazo sobre sua trajetória perdem oportunidades valiosas e demoram mais para crescer. Uma saída interessante para o problema é empregar raciocínios típicos do mercado financeiro na condução da sua vida profissional. A vantagem de pensar como um investidor é adquirir visão sistêmica e priorizar a análise lógica dos riscos e oportunidades de cada movimento de carreira. “Se você enxergar o seu trabalho como o seu maior bem, ou ativo, pode tomar decisões mais conscientes, precisas e acertadas”, diz o especialista. Veja a seguir 4 lições sobre planejamento que o mundo financeiro pode ensinar a qualquer profissional: 1. Defina seus objetivos e estabeleça prazos de investimento Do mesmo modo como se faria com uma aplicação financeira, é fundamental definir metas para a sua carreira. Você pode traçar objetivos gerais e específicos, e para cada um deles estabelecer prazos anuais, com revisões trimestrais. Estabelecer alvos e datas para atingi-los ajudará você a tomar decisões melhores. Suponha que o seu objetivo seja se tornar CEO daqui a 20 anos. Munido de um planejamento estratégico e um cronograma, dificilmente você fará movimentos que o desviem do seu propósito de chegar à presidência. “Você sabe que precisa ter habilidades comerciais fortes para ser CEO, então não aceitará um cargo completamente fora dessa área só por causa de um salário mais alto, por exemplo”, explica Teperman. 2. Antes de tomar uma decisão, avalie o impacto para a sua “liquidez profissional” No mercado financeiro, "liquidez" significa a capacidade de transformar um ativo em dinheiro, isto é, a facilidade de vender um determinado recurso ou bem. Teperman propõe uma tradução do termo para o universo da carreira: a liquidez de um profissional seria sua empregabilidade - a facilidade de vender o seu trabalho para um determinado empregador. Se você vai aceitar uma vaga em outra cidade ou estado, por exemplo, é importante avaliar se a mudança não pode afastá-lo do seu networking e, com isso, reduzir as suas chances de conseguir uma recolocação no futuro. A mesma preocupação deve existir ao avaliar uma oportunidade numa área específica demais, que pode torná-lo um profissional “coringa” e dificultar novas contratações. 3. Diversifique os seus investimentos Quando se fala em dinheiro, quem nunca ouviu a recomendação “Não ponha todos os ovos numa cesta só”? O mesmo raciocínio pode ser aplicado à gestão da carreira. Buscar fontes de renda alternativas ao emprego tradicional pode ser uma tática interessante, sobretudo em meio à crise econômica. Para ampliar suas opções, diz Rafael Souto, presidente da consultoria Produtive, cada vez mais executivos têm optado pela pós-graduação stricto sensu. Além de render salários mais altos nas empresas, mestrados e doutorados abrem portas para uma segunda opção de carreira: a de professor universitário. Um leque amplo de possibilidades de trabalho também depende de um networking extenso e heterogêneo, diz Teperman. Quanto mais diversas forem as suas conexões, mais fácil será criar pontes entre profissionais e, assim, tornar-se uma referência para os seus pares. 4. Avalie a situação de mercado de potenciais empregadores Se você enxerga o seu trabalho como um recurso a ser aplicado, é preciso ter um “olhar de investidor” sobre as empresas em que você pretende atuar. A dica de Teperman é fazer uma análise crítica sobre a situação de mercado de todo potencial empregador. Como ele se posiciona frente a competidores internos e externos? Qual é o perfil dos líderes? O negócio está em expansão ou retração? Há espaço para galgar posições internamente? Essa avaliação - que, no caso das companhias abertas, pode ser complementada com dados disponíveis nas páginas online de relações com investidores ou nosite da CVM - permitirá calcular os riscos e oportunidades de apostar num empregador. “Só com essa análise você saberá de quais processos seletivos vale realmente participar”, conclui o especialista. Fonte: Exame.com

Participação das mulheres avança na contabilidade

Mulher-usando-notebook4 A participação das mulheres na contabilidade tem observado um crescimento contínuo nos últimos anos, especialmente nos últimos 12 anos. Em 2004 elas representavam menos de 35% dos profissionais e hoje são quase metade dos profissionais, 42,5%. Segundo a conselheira do Conselho Federal de Contabilidade (CFC), integrante de grupos técnicos do CFC e professora da UFPI, Gardênia Maria de Carvalho,  o crescimento é resultado da mudança social vivida pelo País. “Hoje a mulher vem ocupando mais espaços em diversas áreas e não é diferente com a contabilidade”. Outro fator importante para o aumento de mulheres é a valorização da carreira contábil. “A contabilidade desempenha um papel cada vez mais estratégico nas organizações, além de ser apontada pelas empresas de recursos humanos como a carreira mais promissora nos dois últimos anos. Isto leva a uma procura maior pela profissão e as mulheres acabam atraídas”, afirma Gardênia. A perspectiva é que, em breve, as mulheres sejam a maioria na carreira, visto que 69% das vagas nas faculdades de Ciências Contábeis são de mulheres. Este ano, durante o 20º Congresso Brasileiro de Contabilidade (CBC), ocorrerá o 4º Fórum Nacional da Mulher Contabilista. O evento discutirá os estereótipos do profissional contábil. O CBC será realizado em Fortaleza-CE, entre os dias 11 e 14 de setembro. A programação completa pode ser conferida no site www.cbc.cfc.org.br Fonte: Contábeis