Concorrência de mercado: como destacar meu escritório contábil?

size_810_16_9_homem-pensativo Sabe aquela máxima “quem espera sempre alcança”? No mundo dos negócios, quem a adota acaba ficando para trás, à espera de que o mercado dê preferência ao empreendedor e seu negócio pelo simples fato de ter muito tempo de estrada. A máxima que deve ser assimilada pela empresa que quer superar a concorrência de mercado é “quem se diferencia sempre alcança”.

Mas por que insistir na diferenciação como fator de sucesso no mercado? Porque existe uma grande quantidade de empresas em todos os ramos e o consumidor provavelmente optará por aquela que trouxer alguma facilidade ou benefício. E isso é o diferencial que o cliente procura, tanto no momento de ser atraído por uma empresa quanto para se manter fiel a ela.

Quer saber como se diferenciar e ver seu negócio prosperando? Então confira nossas dicas!

Encantar o cliente é o melhor caminho para vencer a concorrência de mercado

Essa tal diferenciação pode se materializar de várias formas e ser fator determinante para o encantamento do cliente. As empresas podem realizar ações promocionais, com distribuição de brindes que sejam relacionados ao serviço ou produto oferecido para reforçar a sensação de pertencimento.

Por exemplo, se o negócio é um escritório contábil, os clientes têm familiaridade e é provável que utilizem na sua rotina itens como agendas, blocos de anotação, canetas e prendedores de recados.

Outra forma interessante de ser lembrado pelo cliente e até gerar um certo sentimento de afeição é fazer algo que marque as datas comemorativas — especialmente as pessoais, como o aniversário do cliente, pessoa física ou representante da jurídica.

Pensando em ações de baixo custo, pode ser desenvolvido um padrão de mensagem, que pode ser estático ou animado, para envio pelo celular por meio do WhatsApp, que vem sendo cada vez mais utilizado para o relacionamento entre clientes e empresas.

Um serviço de qualidade faz toda diferença

Não há nada mais marcante para um cliente do que ter suas necessidades atendidas e até suas expectativas superadas. Isso se dá quando o serviço ou produto oferecido é de qualidade, e esse conceito é mais complexo do que parece.

Assim, fique de olho na agilidade, presteza no atendimento, conformidade com as normas que envolvem o assunto, forma de apresentação e até facilidade no pagamento do serviço prestado.

O cliente se fideliza quando tem sua necessidade antecipada

Imagine que uma empresa contrata uma segunda e demanda um relatório gerencial, com uma lista dos principais problemas de um processo. Na entrega, a empresa contratada encaminha não só a lista, mas gráficos, comparativos em séries históricas e ainda tendências de mercado e caminhos possíveis para uma otimização.

Com certeza, as próximas contratações de relatório já terão destino certo: a empresa que superou suas expectativas será a que manterá o atendimento. Notou que, nesse exemplo, a empresa que se preocupou em antecipar a necessidade do cliente acabou fidelizando-oe garantiu seu lugar ao sol diante da concorrência de mercado?

Ter visibilidade é fundamental nos dias atuais

Com a nova cultura cibernética que envolve a todos, estar presente em espaços virtuais é fundamental para que uma marca seja lembrada. Algumas das principais e mais baratas formas de alcançar esse reconhecimento e obter distinção mediante a concorrência de mercado é estar presente nas redes sociais e em espaços colaborativos na web.

Assim, é importante ter perfis empresariais no Facebook, Instagram, Google+, Twitter,LinkedIn — a lista cresce a cada dia. Outra maneira de ganhar visibilidade é destacar-se como autoridade em assuntos relacionados ao negócio em blogs corporativos, que possam contribuir para que os clientes (atuais e potenciais) tirem dúvidas e se aproximem mais do assunto e da marca.

Investir em atendimento e relacionamento, boas entregas e um bom posicionamento da marca são estratégias para que as empresas saiam na frente diante da concorrência de mercado. Aliado a isso, também é preciso inovar, incorporar tecnologias que simplifiquem fluxos e demonstrem organização e capacidade de evolução do escritório contábil. O importante é não estagnar e estar sempre em busca das melhores práticas e oportunidades para que a empresa se diferencie no mercado.

Fonte: Portal Contábeis

À espera por aprovação, novidades do Simples só devem entrar em vigor em 2018

Simples_Nacional Após ser aprovado no Senado, o  Projeto de Lei 125/2015 que altera regras do Simples Nacional aguarda para ser apreciado novamente na Câmara dos Deputados. Entretanto, segundo o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, as novas faixas tributárias para pequenas empresas e a criação das Empresas Simples de Crédito (ESCs) – duas das novidades mais aguardadas – “só podem entrar em vigor em 2018, infelizmente”. As ESCs serão uma ferramenta em que os microempreendedores poderão receber uma verba emprestada por pessoas de sua cidade. Essa proposta é defendida por Domingos, que refutou as acusações de que a medida seria uma forma de agiotagem. “Não é regulamentar a agiotagem, como já nos acusaram, mas sim concorrer com a oficial, feita pelos bancos com cheque especial e cartão de crédito”, argumenta. Por outro lado, a renegociação de débitos das empresas integrantes do regime poderá ser feita logo após o tema ser sancionado pela presidência da República. Para isso, haverá um prazo de 90 dias a partir da aprovação do presidente, em que as pequenas empresas poderão renegociar suas dívidas. Entenda a proposta Caso seja aprovado, o texto do PL estabelece uma ampliação de 60 para 120 meses no prazo de parcelamento de débitos do Simples, com redução de multas e juros. Em 2015, 150 mil empresas foram excluídas do sistema Supersimples por conta de dívidas tributárias. Além disso, há a criação de uma faixa de transição de até R$ 4,8 milhões para as empresas que ultrapassarem o limite de R$ 3,6 milhões de faturamento ao ano; e aumento do limite de faturamento anual do microempreendedor individual dos atuais R$ 60 mil para R$ 72 mil. As tabelas do Simples também passarão por mudanças. Hoje em dia, o regime conta com seis tabelas e 20 faixas de faturamento (até os R$ 3,6 milhões), cada uma com sua alíquota específica. Caso o novo Simples seja aprovado, serão cinco tabelas e seis faixas, com suas respectivas alíquotas, contemplando até os R$ 4,8 milhões. Nesse caso, ainda haveria um fator redutor para cada uma delas, para tornar a transição entre faixas mais suave. Dessa forma, segundo aqueles que defendem o PL, as empresas integrantes do Simples poderiam crescer e aumentar seus faturamentos sem contar com um aumento de tributação tão acentuado e traumático. O Sebrae, inclusive, aponta em estudos que, ao migrar de um regime para outro, o aumento de tributação pode chegar a até 54% para empresas do comércio, 40% para indústrias e 35% para empresas de serviços. Investimento Anjo A proposta que altera o Simples ainda trará mudanças para o investimento anjo no país. Caso aprovado, as novas empresas não poderão ser excluídas do regime ao receberem esse tipo de aporte financeiro. Com isso, espera-se que os negócios recém-inaugurados possam ter mais tempo de desenvolvimento antes de deixarem o regime mais simples de tributação. Enquanto espera-se pela definição do tema na Câmara, entretanto, o investimento anjo caiu no país. Simples Internacional O Sebrae também está trabalhando para a criação do Simples Internacional. Ele tem como objetivo incentivar as exportações para empresas de pequeno porte. E, para isso, as tarifas, procedimentos burocráticos, logísticos e os meios de pagamento ficariam mais simples   Fonte: Portal Contábeis

Receita entende que cessão de direitos por cotas sociais incide IRRF

Digital-light-1024x819 A Receita Federal estabeleceu o entendimento de que acionista residente no exterior deve pagar Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) e Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) ao integralizar capital de empresa no Brasil com a cessão de direito. São 15% de IRRF e 10% de Cide. Ao integralizar capital, uma pessoa ou empresa passa a ter ou aumenta a participação societária em outra companhia. Segundo o Ato Declaratório Interpretativo (ADI) nº 7, publicado no Diário Oficial da União (DOU) de ontem, a integralização sujeita-se à Cide se o direito cedido consiste em aquisição de conhecimentos tecnológicos ou na transferência de tecnologia, como “know how”. No passado, a Receita já entendeu que, na troca de bens intangíveis por participação societária, não incidia IRRF ou Cide. Em 2015, porém, a Solução de Divergência nº 6 indicou a cobrança. “Agora, o ADI vincula e solidifica o posicionamento do Fisco sobre a questão”, afirma o advogado Fabio Calcini, do Brasil Salomão & Matthes Advocacia. A incidência, contanto, é passível de discussão no Judiciário, segundo Calcini. “Isso porque, nesse caso, não se está pagando nada, não há acréscimo patrimonial, nem há remessa ao exterior, para incidir IRRF. Quanto à Cide, além de não haver remessa ao exterior, é possível alegar que a cessão de direitos não é transferência de tecnologia”, diz. A interpretação da Lei nº 9.430, de 1996, pelo Fisco foi equivocada, segundo o advogado Sérgio André Rocha, sócio do Andrade Advogados Associados. “Aumentar o capital de uma empresa, com dinheiro ou direitos, não é rendimento auferido pelo não residente”, diz. O artigo 72 da Lei 9.430 fala em “aquisição” ou “remuneração” para a incidência do IRRF. O advogado Fábio Alexandre Lunardini, do Peixoto & Cury Advogados, concorda. “O efeito até pode ser o mesmo, mas a integralização de capital é uma figura distinta das descritas pela lei”, diz. O tributarista ainda lembra que o Código Tributário Nacional (CTN) proíbe o emprego da analogia para a exigência de tributo não previsto em lei. Já para o advogado Abel Amaro, do Veirano Advogados, não é possível contestar a cobrança do IRRF e da Cide na Justiça. Isso porque a empresa estrangeira que ceder o direito em troca de participação societária na companhia brasileira transformará, na sua contabilidade,contas a receber em um ativo. “Não vejo margem para discussão judicial porque existe contraprestação, só que em cotas em vez de dinheiro em espécie”, afirma. Para Amaro, a Receita dá atenção especial para essa situação por algum motivo importante. “Se há planejamentos tributários sendo aplicados só para evitar os 15% de IRRF, devem estar na mira da Receita há algum tempo”, diz. Fonte: Valor Econômico 

ICMS em operações interestaduais de transferência de mercadorias entre filiais

ICMS 2 Velho assunto amplamente discutido na área tributaria, ICMS sobre transferência de mercadorias entre filiais começa sinalizar para uma resolução, ou talvez o princípio de vários outros questionamentos. Este artigo visa demonstrar os principais pensamentos sobre a incidência e não incidência do ICMS sobre tais operações e suas possíveis consequências, caso a sua cobrança seja em definitivo julgada inconstitucional. A incidência do ICMS tem sua doutrina prevista no art. 155, inc. II: "Art. 155. Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir impostos sobre: (.) II - operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação, ainda que as operações e as prestações se iniciem no exterior;” De acordo com o texto da carta magna mencionado acima, podemos verificar a regra matriz da incidência do imposto, e seus respectivos elementos para caracterizarmos o fato gerador do ICMS, que são:
  • Mercadoria: é um objeto tangível ou não, com finalidade de mercancia;
  • Operação: é um negocio jurídico de compra e venda;
  • Circulação: é a transferência da propriedade da mercadoria (circulação jurídica).
De acordo com as regras para o surgimento da obrigação tributária, verificasse a não incidência do imposto, tendo em vista que a operação de transferência não se classifica como uma circulação jurídica, ou seja, não há transferência de propriedade do bem. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que a transferência de mercadorias de um estabelecimento para outro de mesma titularidade não enseja a incidência de ICMS. Dessa forma criasse uma nova possibilidade de um novo cenário tributário. Caso seja decretada sua inconstitucionalidade, a cobrança de ICMS sobre transferência poderá mudar de forma significativa o recolhimento do imposto pelos estados. De acordo com os interesses de casa UF, respeitando o princípio federativo, poderemos ter mudanças positivas e negativas para o contribuinte. Como positiva, podemos verificar uma nova possibilidade de criação para estrutura logística das empresas. A operacionalização estratégica poderá ser otimizada, pois as empresas poderiam manter seus parques fabris em determinada UF e efetuar suas transferências para centros de distribuição localizados em outros estados, sem serem onerados por isso, devendo o referido imposto somente no momento da venda efetiva do bem. De forma negativa os estados poderão solicitar o estorno do crédito em relação à entrada na mercadoria, com previsão no art. 155, paragrafo 2°, inc. II, alínea B. Veja o texto constitucional: § 2º O imposto previsto no inciso II atenderá ao seguinte: (...) II - a isenção ou não incidência, salvo determinação em contrário da legislação: (...) b) acarretará a anulação do crédito relativo às operações anteriores; Mesmo podendo efetuar a exigência do estorno, existe a possibilidade de algumas unidades federativas acenarem para direção oposta, tendo em vista que isso poderia ser considerado uma espécie de beneficio fiscal, e uma forma bem interessante para motivar as empresas a se instalarem no seu território, o que poderá findar em uma fomentação da guerra fiscal entre os estados. Conclui-se que diante da possibilidade de entrar com recurso exigindo a não incidência do imposto para a operação de transferência, a empresa interessada deverá efetuar um estudo da legislação vigente, para verificar a tributação em cada unidade federativa para prever como reagiriam, e assim estimar com clareza os ganhos a serem obtidos. Fonte: Administradores.com

Ausência do CEST ameaça bloquear emissão de documento fiscal

F A exigência do Código Especificador da Substituição Tributária - CEST está prevista para 1º de outubro de 2016, e a regra vale para todos contribuintes do ICMS, optantes ou não do Simples Nacional Se a ausência do CEST nos arquivos dos documentos eletrônicos do ICMS bloquear a emissão da NF-e, os impactos negativos serão maiores do que aquele vivenciado pelos contribuintes em janeiro de 2016, período em que entrou em vigor o DIFAL instituído pela Emenda Constitucional 87/2015.   Muitos contribuintes ainda não alteraram o cadastro de mercadorias para incluir o CEST – Código Especificador da Substituição Tributária, instituído pelo Convênio ICMS 92/2015.   Mas o atraso não é só dos contribuintes, alguns Estados não adequaram a legislação interna às disposições do Convênio ICMS 92/2015.   A situação se agravou em julho deste ano com a publicação do Convênio ICMS 53/2016 (DOU 14/07/2016), que alterou a lista do CEST instituída pelo Convênio ICMS 92/2015.   Para identificar o CEST o contribuinte deve analisar a NCM, descrição da mercadoria e o segmento. Neste sentido é necessário ficar atento às normas estaduais, isto porque o Convênio ICMS 92/2015 autorizou os Estados e o Distrito Federal a cobrar ICMS através do regime de Substituição Tributária apenas dos produtos relacionados nos anexos. Porém, o CONFAZ autorizou os Estados e o Distrito Federal a cobrar ICMS-ST de todos os produtos do segmento de autopeças, independentemente da NCM, o mesmo se aplica ao sistema porta a porta. Para isto foi criado um CEST genérico, outros (999), conforme consta dos Anexos II, III e XXIX do Convênio ICMS 92/2015.   ANEXO II AUTOPEÇAS
ITEM CEST  - Descrição
999.0 01.999.00  - Outras peças, partes e acessórios para veículos automotores não relacionados nos demais itens deste anexo
    ANEXO III BEBIDAS ALCOÓLICAS, EXCETO CERVEJA E CHOPE
ITEM CEST NCM Descrição
 999.0 02.999.00 2205 2206 2207 2208 Outras bebidas alcoólicas não especificadas nos itens anteriores
  Anexo XXIX VENDA DE MERCADORIAS PELO SISTEMA PORTA A PORTA
ITEM CEST NCM Descrição
999.0 28.999.00 - Outros produtos comercializados pelo sistema de marketing direto porta-a-porta a consumidor final não relacionados em outros itens deste anexo
  Para evitar erros na emissão do documento eletrônico é necessário correr contra o tempo para alterar o cadastro de mercadorias para incluir o CEST nos parâmetros das operações fiscais até 30 de setembro de 2016. Confira alguns exemplos de CEST, conforme anexos ao Convênio ICMS 92/2015:   ANEXO II  AUTOPEÇAS
ITEM 4.0 CEST 01.004.00 NCM 3923.30.00 DESCRIÇÃO Reservatórios de óleo
  ANEXO XXI PRODUTOS DE PERFUMARIA E DE HIGIENE PESSOAL E COSMÉTICOS
ITEM 9.0 CEST 20.009.00 NCM 3304.10.00 DESCRIÇÃO Produtos de maquiagem para os lábios
63.0 20.063.00 3923.30.00 3924.90.00 3924.10.00 4014.90.90 7010.20.00   Mamadeiras
  ANEXO XXIX VENDA DE MERCADORIAS PELO SISTEMA PORTA A PORTA
ITEM 33.0 CEST 28.033.00 NCM 3923.30.00 DESCRIÇÃO Mamadeiras
  Neste exemplo observamos que a NCM 3923.30.00 pode ser enquadrada no Anexo II de Autopeças, Anexo XXI Produtos de perfumaria, higiene pessoal e cosméticos e no Anexo XXIX Sistema de venda de mercadorias porta a porta. Portanto, é necessário que o contribuinte analise com critério através da NCM, descrição da mercadoria e operação para identificar em qual segmento se enquadra. Se for mamadeira poderá se enquadrar no segmento de produtos de perfumaria, higiene pessoal e cosméticos, assim utilizará o CEST 20.063.00, desde que não seja venda de mercadorias pelo sistema porta a porta. Se for venda pelo sistema porta a porta deverá utilizar o CEST28.033.00.   O CEST - Código Especificador da Substituição Tributária será exigido a partir 1º de outubro de 2016 e o contribuinte que não atualizar o cadastro de mercadorias até 30 de setembro de 2016 para incluir esta informação, poderá ser surpreendido com a rejeição dos arquivos dos documentos fiscais eletrônicos (NF-e, NFC-e, e-SAT).   Se a ausência do CEST bloquear a emissão da NF-e, os contribuintes terão suas operações paralisadas.   Desta vez, o impacto na economia com impossibilidade de emitir documento fiscal será maior do que aquele vivenciado em janeiro de 2016, período em que entrou em vigor o Diferencial de Alíquotas sobre as operações interestaduais destinadas a pessoa não contribuinte do ICMS (EC 87/2015).   No que diz respeito aos impactos da exigência do CEST, ao contrário do que ocorreu com o DIFAL, as medidas de proteção ao contribuinte devem ocorrer antes do final de setembro de 2016.   O DIFAL instituído pela Emenda Constitucional 87/2015 entrou em vigor em 1º de janeiro de 2016, mas a suspensão da cobrança para as empresas do Simples Nacional ocorreu somente com a publicação de Medida Cautelar do STF em 17 de fevereiro de 2016. “Até esta data o efeito da norma já tinha causado muito estrago”, de tal forma que várias micro e pequenas empresas fecharam as portas. As regras de cálculo e partilha do DIFAL da EC 87/2015 são tão complexas, que muitas lojas virtuais encerraram as atividades.   “O ato de criar regras e exigências fiscais é muito fácil, mas infelizmente não temos esta mesma facilidade na operacionalização”.   A uniformização da lista de mercadorias sujeitas às regras de substituição tributária do ICMS é muito bem vinda, mas o que se discute é o tempo que o contribuinte não teve para fazer as devidas adaptações nos cadastros para incluir o CEST. Com a uniformização da lista de mercadorias sujeitas ao ICMS substituição tributária, desde 1º de janeiro de 2016 os Estados e o Distrito Federal não podem cobrar ICMS-ST se a mercadoria não constar da lista anexa ao Convênio ICMS 92/2015.   Surgimento do CEST - Código Especificador da Substituição Tributária: A figura tributária do CEST surgiu com a publicação do Convênio ICMS 92/2015, em 28 de agosto de 2015.   Mas a lista completa do CEST somente veio com a publicação do Convênio ICMS 146/2015, em 15 de dezembro de 2015, que alterou o Convênio ICMS 92/2015.   Em 14 de julho 2016, com o advento da publicação do Convênio ICMS 53/2016, a lista do CEST sofreu alteração significativa.   Os Estados e o Distrito Federal demoraram muito para adequar a legislação interna às regras do Convênio ICMS 92/2015. São Paulo, por exemplo, publicou o Decreto nº 61.683/2016 apenas em 25 de maio de 2016, mas ainda não adaptou o regulamento do ICMS às alterações promovidas pelo Convênio ICMS 53/2016., que alterou o Convênio ICMS 92/2015.   Linha do tempo da prorrogação de exigência do CEST Convênio ICMS 139/2015, publicado em 07 de dezembro de 2015 prorrogou a exigência do CEST de 1º de janeiro de 2016 para 1º de abril de 2016; vale lembrar que nesta data o CONFAZ ainda não havia divulgado todas as informações do CEST, que somente ocorreu com a publicação do Convênio ICMS 146, em 15 de dezembro de 2016; Convênio ICMS 16/2016, publicado em 28 de março de 2016, prorrogou a exigência do CEST de 1º de abril de 2016 para 1º de outubro de 2016.  

Receita fiscaliza contribuintes que deixaram o país para não pagar imposto

aviao-dinheiroReceita Federal em São Paulo anunciou que intensificou a fiscalização de contribuintes que saíram do Brasil apenas como forma de sonegar tributos. Dentre os contribuintes que deixaram o País entre 2015 e 2016, já foram abertas 91 fiscalizações, que resultaram em autuações superiores a R$ 112 milhões, informou. Apenas nos sete primeiros meses de 2016, mais de 6 mil pessoas apresentaram, no estado de São Paulo, declaração de saída definitiva do país. Esse quantitativo vem aumentando de forma crescente, já que, durante todo o ano de 2015, foram 4.594 declarações, pelos dados da Receita. Em 2014, 3.569 contribuintes paulistas apresentaram a declaração de saída definitiva. Em 2013, foram 3.141 e, em 2012, 2.759. De acordo com o órgão, a maioria dessas pessoas é formada por empregados de empresas do setor privado, seguida por dirigentes, presidentes ou diretores de empresas industriais, comerciais ou de prestação de serviços e por proprietários de empresas ou firmas individuais. Os números mostram ainda que 25% dos declarantes sequer informaram a ocupação principal. Ainda que grande parte dos pedidos refira-se, efetivamente, a pessoas que decidiram deixar o país, a Receita Federal verificou que existe, neste universo, um pequeno número de contribuintes que usam essa declaração apenas como forma de sonegar tributo, pois não deixam de fato o Brasil. Para a Receita, a apresentação da declaração definitiva é apenas uma estratégia desses contribuintes para sair do foco da fiscalização. Em outros casos, a pessoa residiu durante algum tempo no exterior, mas passou a maior parte do tempo no Brasil, tendo sua principal residência, família e interesses no Brasil. A Receita diz também que em alguns casos de fraudes o contribuinte informa durante anos que não tem rendas ou bens no Brasil. De repente, muda para o exterior e lá consegue, em um curto período de tempo, ganhar milhões de reais. Passados cinco anos, retorna ao País com os bens “que acumulou fora”. Fraudes como essas estão no foco do Fisco e a troca de informações cada vez mais intensa entre os países é uma importante ferramenta para combater fraudes. Os técnicos lembram que, quando são verificadas omissões de recolhimento de tributos, os valores devidos são cobrados com acréscimo dejuros (calculados de acordo com a taxa básica de juros - Selic) e multa (que pode chegar a 225% dos valores sonegados). Além disso, os bens dos contribuintes podem ser objeto de arrolamento ou cautelares fiscais, ficando eles sujeitos, ainda, a responder, no âmbito criminal, pelos crimes de sonegação fiscal, falsidade ideológica, evasão de divisas e lavagem de dinheiro - crime este cuja prescrição é de 16 anos. Fonte: Agência Brasil