4 lições que o mercado financeiro pode ensinar à carreira

bookkeeping-615384_1920 O brasileiro costuma ser personagem, e não autor, de sua própria história profissional: via de regra, ele não “escreve” a narrativa da sua carreira, mas apenas reage aos seus acontecimentos de forma passiva e automática. O diagnóstico é de Joseph Teperman, sócio-fundador da consultoria de recrutamento Innit. "Vejo muitos executivos construírem sua trajetória aleatoriamente, sem traçar metas nem avaliar riscos", diz ele. Muitas vezes, a decisão de mudar de área, cargo ou empresa é motivada por ganhos financeiros imediatos ou simplesmente pelo convite de um amigo, ex-colega ou ex-chefe, por exemplo. A falta de planejamento de carreira é mais nociva do que se imagina. Segundo Teperman, profissionais que não têm um olhar a curto, médio e longo prazo sobre sua trajetória perdem oportunidades valiosas e demoram mais para crescer. Uma saída interessante para o problema é empregar raciocínios típicos do mercado financeiro na condução da sua vida profissional. A vantagem de pensar como um investidor é adquirir visão sistêmica e priorizar a análise lógica dos riscos e oportunidades de cada movimento de carreira. “Se você enxergar o seu trabalho como o seu maior bem, ou ativo, pode tomar decisões mais conscientes, precisas e acertadas”, diz o especialista. Veja a seguir 4 lições sobre planejamento que o mundo financeiro pode ensinar a qualquer profissional: 1. Defina seus objetivos e estabeleça prazos de investimento Do mesmo modo como se faria com uma aplicação financeira, é fundamental definir metas para a sua carreira. Você pode traçar objetivos gerais e específicos, e para cada um deles estabelecer prazos anuais, com revisões trimestrais. Estabelecer alvos e datas para atingi-los ajudará você a tomar decisões melhores. Suponha que o seu objetivo seja se tornar CEO daqui a 20 anos. Munido de um planejamento estratégico e um cronograma, dificilmente você fará movimentos que o desviem do seu propósito de chegar à presidência. “Você sabe que precisa ter habilidades comerciais fortes para ser CEO, então não aceitará um cargo completamente fora dessa área só por causa de um salário mais alto, por exemplo”, explica Teperman. 2. Antes de tomar uma decisão, avalie o impacto para a sua “liquidez profissional” No mercado financeiro, "liquidez" significa a capacidade de transformar um ativo em dinheiro, isto é, a facilidade de vender um determinado recurso ou bem. Teperman propõe uma tradução do termo para o universo da carreira: a liquidez de um profissional seria sua empregabilidade - a facilidade de vender o seu trabalho para um determinado empregador. Se você vai aceitar uma vaga em outra cidade ou estado, por exemplo, é importante avaliar se a mudança não pode afastá-lo do seu networking e, com isso, reduzir as suas chances de conseguir uma recolocação no futuro. A mesma preocupação deve existir ao avaliar uma oportunidade numa área específica demais, que pode torná-lo um profissional “coringa” e dificultar novas contratações. 3. Diversifique os seus investimentos Quando se fala em dinheiro, quem nunca ouviu a recomendação “Não ponha todos os ovos numa cesta só”? O mesmo raciocínio pode ser aplicado à gestão da carreira. Buscar fontes de renda alternativas ao emprego tradicional pode ser uma tática interessante, sobretudo em meio à crise econômica. Para ampliar suas opções, diz Rafael Souto, presidente da consultoria Produtive, cada vez mais executivos têm optado pela pós-graduação stricto sensu. Além de render salários mais altos nas empresas, mestrados e doutorados abrem portas para uma segunda opção de carreira: a de professor universitário. Um leque amplo de possibilidades de trabalho também depende de um networking extenso e heterogêneo, diz Teperman. Quanto mais diversas forem as suas conexões, mais fácil será criar pontes entre profissionais e, assim, tornar-se uma referência para os seus pares. 4. Avalie a situação de mercado de potenciais empregadores Se você enxerga o seu trabalho como um recurso a ser aplicado, é preciso ter um “olhar de investidor” sobre as empresas em que você pretende atuar. A dica de Teperman é fazer uma análise crítica sobre a situação de mercado de todo potencial empregador. Como ele se posiciona frente a competidores internos e externos? Qual é o perfil dos líderes? O negócio está em expansão ou retração? Há espaço para galgar posições internamente? Essa avaliação - que, no caso das companhias abertas, pode ser complementada com dados disponíveis nas páginas online de relações com investidores ou nosite da CVM - permitirá calcular os riscos e oportunidades de apostar num empregador. “Só com essa análise você saberá de quais processos seletivos vale realmente participar”, conclui o especialista. Fonte: Exame.com

Depreciação Acelerada Contábil vs Depreciação Acelerada Incentivada

banner1 De acordo com o art. 312 do RIR/99, a Depreciação Acelerada Contábil, proveniente do art. 69 da Lei n° 3.470/58, os contribuintes poderão adotar, em relação aos bens móveis, em função do número de horas diárias de operação, coeficientes de depreciação acelerada da seguinte maneira: um turno de oito horas - 1,0; dois turnos de oito horas - 1,5; e três turnos de oito horas - 2,0. Por exemplo, uma empresa que utiliza uma máquina no seu processo industrial durante três turnos, poderá depreciá-la com coeficiente de 2,0. Isso vai gerar uma despesa a ser registrada equivalente ao dobro da habitual. No caso, as empresas tributadas pelo Lucro Real terão o benefício de redução da sua base tributável, reduzindo os tributos a recolher. Também, temos a Depreciação Acelerada Incentivada, prevista no art. 313 do RIR/99, proveniente do art. 57, §5°, da Lei n° 4.506/64. Diferente da contábil, essa visa incentivar a implantação, renovação e/ou modernização de instalações e equipamentos de certas atividades, mediante a exclusão de valores na base de cálculo do IRPJ e CSLL e são controladas na Parte B do livro Lalur – atual ECF. Salienta-se que, após a depreciação incentivada total do valor do bem, tal exclusão deverá ser adicionada na base de cálculo do IRPJ/CSLL, gerando um fluxo financeiro atual positivo para as empresas com o diferimento da necessidade de pagamento das parcelas tributárias. Contudo, é estabelecido pelo art. 314 do RIR/99, reeditado da MP 1749-37/99 art. 5°, que para as empresas de atividade rural, os bens adquiridos para o ativo fixo poderão ser depreciados totalmente no próprio ano de aquisição, beneficiando os contribuintes que se enquadram na atividade. Ainda, existem situações de empresas que se enquadram em programas como CDI, BEFIEX, PDTI, PDTA, assim como consta entre o art. 315 e o art. 323 do RIR/99 ou ainda empresas situadas em regiões incentivadas como exemplo da SUDAM ou SUDENE que também podem fazer uso desse tipo de incentivo. Tais programas permitem uma depreciação fiscal incentivada, a qual beneficia a carga de tributos sobre o lucro do contribuinte, gerando redução de despesas e possibilitando as empresas a utilizar os montantes economizados para novos investimentos. O embasamento supracitado busca demonstrar aos contribuintes optantes pelo Lucro Real, a importância em se utilizar as ferramentas tributárias disponíveis, uma vez que, quando são bem utilizadas, acarretam em uma economia significativa que poderá aquecer o fluxo de caixa das empresas. Contudo, observado o momento de instabilidade econômica, toda e qualquer ferramenta que possa auxiliar as disponibilidades de melhorias financeiras são importantes para manter a empresa ativa no mercado. Fonte: Administradores.com

Empresários ganham mais tempo para adequar a NF-e

 Foi prorrogado para o dia 1º de outubro o prazo para que as empresas adaptem seus programas geradores de documentos fiscais ao Código Especificador da Substituição Tributária (Cest).

A exigência passaria a valer em 1º de abril, mas o Diário Oficial da União desta segunda-feira (28/03) trouxe a publicação do Convênio ICMS 16/2016, do Confaz, adiando o início da vigência dessa nova obrigação. Todos aqueles que emitem Nota Fiscal eletrônica (NF-e) ou Nota Fiscal ao Consumidor eletrônica (NFC-e) terão de criar campos em seus programas para receber o novo código. A exigência é trazida pelo Convênio ICMS 146/2015 do Confaz, que busca uniformizar a identificação das mercadorias sujeitas à sistemática da substituição tributária. Quem não se adequar ao convênio até a data corre o risco de ser impedido de emitir as notas fiscais para o fisco. As mudanças necessárias no layout da NF-e e NFC-e trazem custos extras para os empresários, mas são consideradas necessárias pelas fazendas estaduais para padronizar a classificação das mercadorias submetidas à substituição tributária.

Até então, essas mercadorias eram classificadas pela Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM), que é mais genérica, muitas vezes apontando produtos distintos com um mesmo código. O Cest atribui um código numérico de sete dígitos aos produtos. A tabela com os códigos pode ser encontrada no site do Confaz. Pelo texto do Convênio ICMS 146, algumas mercadorias, mesmo que não estejam sujeitas ao regime de substituição tributária, também terão de ser identificadas na NF-e e NFC-e por meio do Cest. Estes produtos estão listados do anexo 2 ao 29 do convênio.

Fonte: Portal Contábeis

Tudo que você precisa saber sobre Reforma Previdenciária

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Diante da atual situação política do país, é possível que ocorra substituição na Presidência da República. Devido a isso, um assunto bastante discutido é a questão da Previdência Social, motivada pelo consequente aumento da dívida pública. Mas no que isso pode afetar a população brasileira?

Segundo o advogado Tiago Kidricki, da Kidricki e Souza Advogados Associados da capital gaúcha, “a Previdência surge nas declarações dos governantes, como uma das causas desse déficit. Porém, a verdade é que ela tem servido como fonte de arrecadação, ao contrário do que é declarado”. As informações a respeito da Reforma Previdenciária estão publicamente no sítio da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (ANFIP). Anualmente, as receitas da Seguridade Social têm superado as despesas. A Seguridade Social é um sistema complexo que zela pela contribuição do segurado, mas também sobre a folha de pagamento das empresas e contribuições sobre o lucro. Diante disso, de acordo com o profissional, “o Governo vem utilizando receitas da Seguridade Social para outros fins, misturando o Orçamento da Seguridade com seus outros Orçamentos (definição dos orçamentos e sua subdivisão presente no artigo 165 da Constituição Federal)”. Isto é, o sistema já foi pensado para compensar o fato de ser um sistema social.

Partindo desse princípio, devido as dívidas conquistadas pelo Governo, uma das alternativas, segundo Tiago, “é auferir mais recursos do sistema da Seguridade Social, ao invés de atacar os reais motivos do superendividamento do Estado Brasileiro”. Sendo assim, a Previdência Social tem a possibilidade de mulher e ser aperfeiçoada. “Contudo, deve ser sob uma ótica inteligente e sistêmica, que não vise apenas "tapar o buraco" feito por outros motivos, como excessos de gastos do serviço público, emissão exagerada de títulos, juros altos, desperdício, entre outros”, diz. Levando em consideração as afirmativas, não se pode culpar o trabalhador que contribuiu para o Regime Geral da Previdência recebendo seus salários normalmente. “Devemos pensar, se hoje não há déficit, com o envelhecimento gradativo da população e redução da população jovem é possível que entremos em um déficit verdadeiro. Mas temos que partir, nessa discussão que se iniciará, também de dados verdadeiros. E encarar o real problema que é o desrespeito à separação dos orçamentos da União”. Em casos de crise econômica extrema e na ansiedade por acertar, podemos aceitar modificações injustas e não equilibradas, sem levar em consideração as necessidades do destinatário último do sistema, o cidadão.

 

Fonte: Administradores.com

Situação econômica X expectativas de mercado

F A situação econômica infelizmente segue castigando empresas de todos os segmentos e portes no Brasil, com expectativas limitadas de melhoria no médio prazo. Devido a esta situação, executivos estão sendo demandados de forma nunca vista antes, para que atinjam níveis de performance incrivelmente altos. Quando olhamos, portanto, pela ótica do executivo, ao invés de ele estar preocupado em atingir e superar metas e objetivos agressivos, a grande preocupação do momento é em salvar a própria pele. Esta dicotomia complexa é preocupante, pois ao focar seus esforços em se defender, o executivo dificilmente vai conseguir alcançar ou superar objetivos e vai acabar sendo preterido. Empresários e acionistas são muito pouco pacientes em situações de crise e, na grande maioria das vezes, acabam culpando pessoas ao invés de processos quando as coisas não vão bem. Da mesma forma, executivos medíocres que se escondem atrás de mercados pujantes são facilmente desmascarados quando a conjuntura demanda criatividade e execução. Este é o momento da atitude e do foco, de pensar no curto prazo e nas ações que geram resultados imediatos. Este é o momento de tomar decisões corajosas e de engajar a equipe para a execução. Este é o momento de liderar de forma servil, suportando seu time com recursos necessários para que as tarefas sejam cumpridas. Por fim, este é o momento de bater no peito e chamar a responsabilidade para si, pois se esconder para tentar se proteger só vai adiantar o seu provável processo de demissão. Fonte: Administradores.com

O que é PTS na folha de pagamento?

desoneramento_folha_de_pagamento1 (1) Dá-se o nome de salário à contraprestação devida ao empregado pela prestação de serviços, por consequência do contrato de trabalho. Enquanto remuneração, por sua vez, pode ser definida como a somatória do salário estipulado com outras vantagens auferidas durante o período contratual, tais como adicionais, comissões,gratificações, gorjetas, entre outros. Nesse contexto, encontra-se também o Prêmio por Tempo de Serviço (PTS), isto é, uma gratificação paga pelas empresas aos empregados, considerando alguns requisitos, tais como tempo de serviço, habitualidade, cumprimento de meta ou produtividade. Ressalta-se que não há, especificamente, uma lei que regulamenta o pagamento dessa verba. Nesse sentido, em regra, o regulamento interno empresarial pode determinar pagá-la ou há previsão em convenção coletiva de trabalho do sindicato da categoria. Denominação, intuito e direito a obter A nomenclatura pode variar, isto é, tanto pode ser mencionada como PTS quanto gratificação, anuênio, biênio, triênio, quadriênio ou quinquênio. No entanto, a finalidade é a mesma, qual seja reconhecer o esforço do colaborador e estimular sua produção. Assim, estabelecida pela organização, tem direito a receber a verba, a qual tem natureza salarial e integra o salário para todos os fins conforme a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), todos que atenderem aos requisitos. Confira abaixo o trecho da CLT que versa a respeito do assunto: Art. 457 – Compreendem-se na remuneração do empregado, para todos os efeitos legais, além do salário devido e pago diretamente pelo empregador, como contraprestação do serviço, as gorjetas que receber. § 1º – Integram o salário não só a importância fixa estipulada, como também as comissões, percentagens, gratificações ajustadas, diárias para viagens e abonos pagos pelo empregador. § 2º – Não se incluem nos salários as ajudas de custo, assim como as diárias para viagem que não excedam de 50% (cinquenta por cento) do salário percebido pelo empregado. § 3º – Considera-se gorjeta não só a importância espontaneamente dada pelo cliente ao empregado, como também aquela que for cobrada pela empresa ao cliente, como adicional nas contas, a qualquer título, e destinada à distribuição aos empregados. Fonte: Portal Contábeis