É melhor ser perfeito ou excelente?

Smiling Businessman O perfeccionismo é um inimigo invisível, um obstáculo que leva muitas pessoas, especialmente no contexto profissional, a não agir e a bloquear uma ação por medo de não atingir aquilo que julgam “perfeito”. O profissional perfeccionista foca sempre nos seus defeitos e nas imprecisões do seu trabalho, elevando, assim, o estresse, a ansiedade e o sentimento de frustração. Se o desejo de melhorar é certamente positivo, se levado à exasperação e ao extremo, prejudica o profissional e se torna negativo. Precisamos evitar que pequenos e simples erros se tornem catástrofes emocionais por causa de um modelo de perfeição que destrói a autoestima e a autoconfiança, distanciando cada vez mais o indivíduo da concretização dos resultados, da realização e da satisfação pessoal. Quando repensamos continuamente e exaustivamente em cada detalhe de uma atividade com o anseio de que ela seja perfeita, o risco de perder de vista a maneira de atingir o objetivo é muito maior. O perfeccionista não dá o primeiro passo, mas se perde nos detalhes não enxergando mais o resultado. É mais produtivo ir em direção à excelência e à vontade de melhorar constantemente do que buscar um padrão ilusório de perfeccionismo, conceito absoluto, de parâmetros e regras fixas, um labirinto e um círculo vicioso onde não se encontra a saída. Se ir em direção à excelência significa querer expandir, aprender e estar aberto a novos estímulos, o perfeccionismo nos aprisiona em uma camisa de força onde o nosso agir é limitado e bloqueado. A excelência é muitas vezes confundida com o perfeccionismo, mas não são equivalentes, pois o perfeccionista vive na necessidade de ser invulnerável, buscando a imagem perfeita, a ação perfeita, a palavra perfeita, e cai, assim, na frustração e no fracasso, vivendo uma fachada de proteção que elimina a autenticidade da sua vida e coloca o medo de ser descoberto nas suas imperfeições, como dono das suas ações. A excelência é flexibilidade, pois não tem parâmetros fixos ou regras a seguir. Buscar a excelência naquilo que se faz significa se preparar e se colocar nas melhores condições para enfrentar cada situação naquele determinado momento. A excelência inclui o fracasso e os erros vividos não como uma derrota, mas como resultados sobre os quais trabalhar e focar mais. Ela se torna então uma arte aprimorada por meio do hábito e do exercício de usar as próprias qualidades e potencialidades, perseverando no tempo para conseguir os objetivos escolhidos e buscando melhorar a cada dia com a consciência de que não somos infalíveis, mas sim pessoas em contínua evolução. Fonte: Administradores.com

Reforma fiscal é decisiva e estratégica, diz ministro

chess-433071_1280 (2) O ministro do Planejamento, Valdir Simão, disse hoje (25) que a reforma fiscal proposta pelo governo é decisiva e estratégica para que o país retome o crescimento e a geração de empregos. “Apresentamos na semana retrasada uma agenda de reforma fiscal que é central para a retomada do crescimento e a geração do emprego e precisa ser encarada como decisiva e estratégica para o Brasil não só com a necessária reavaliação das políticas públicas de forma constante e, também, com a necessária limitação dos gastos, em especial os obrigatórios, em relação ao percentual do PIB [Produto Interno Bruto]”, afirmou Simão, após a reunião do Conselho Deliberativo do Programa Bem Mais Simples Brasil, no Palácio do Planalto. Perguntado sobre a avaliação do governo sobre o desemprego ter subido para 7,6% em janeiro, a maior taxa para os meses de janeiro desde os 8,2% de janeiro de 2009 e a arrecadação de impostos ter caído 6,71% em janeiro, o ministro disse que o Executivo está trabalhando para reverter esse quadro com a reforma fiscal e com a melhoria do ambiente de negócios “para que o Brasil retome sua trajetória de crescimento”. Reforma administrativa Segundo o ministro, o governo espera publicar nos próximos dias novos decretos de redução de cargos em ministérios no âmbito da reforma administrativa. Ele não especificou quantos cargos serão cortados. “Estamos discutindo com cada uma das pastas o desenho necessário para que funcionem, procurando poupar as áreas que têm uma atividade estratégica e finalística e concentrar os cortes em áreas que seriam, neste momento, não tão importantes”, afirmou o ministro, Segundo Simão, o governo está negociando com os ministérios para atingir a meta dos 3 mil cargos que devem ser reduzidos. Fonte: Agência Brasil

A Contabilidade como Conhecimento

 banner1 A Contabilidade como Ciência Social A Contabilidade possui objeto próprio – o Patrimônio das Entidades – e consiste em conhecimentos obtidos por metodologia racional, com as condições de generalidade, certeza e busca das causas, em nível qualitativo semelhante às demais ciências sociais. A Resolução alicerça-se na premissa de que a Contabilidade é uma ciência social com plena fundamentação epistemológica. Por conseqüência, todas as demais classificações – método, conjunto de procedimentos, técnica, sistema, arte, para citarmos as mais correntes – referem-se a simples facetas ou aspectos da Contabilidade, usualmente concernentes à sua aplicação prática, na solução de questões concretas. O Patrimônio, objeto da Contabilidade  O objeto delimita o campo de abrangência de uma ciência, tanto nas ciências formais quanto nas factuais, das quais fazem parte as ciências sociais. Na Contabilidade, o objeto é sempre o PATRIMÔNIO de uma Entidade, definido como um conjunto de bens, direitos e de obrigações para com terceiros, pertencente a uma pessoa física, a um conjunto de pessoas, como ocorre nas sociedades informais, ou a uma sociedade ou instituição de qualquer natureza, independentemente da sua finalidade, que pode, ou não, incluir o lucro. O essencial é que o patrimônio disponha de autonomia em relação aos demais patrimônios existentes, o que significa que a Entidade dele pode dispor livremente, claro que nos limites estabelecidos pela ordem jurídica e, sob certo aspecto, da racionalidade econômica e administrativa. O Patrimônio também é objeto de outras ciências sociais – por exemplo, da Economia, da Administração e do Direito – que, entretanto, o estudam sob ângulos diversos daquele da Contabilidade, que o estuda nos seus aspectos quantitativos e qualitativos. A Contabilidade busca, primordialmente, apreender, no sentido mais amplo possível, e entender as mutações sofridas pelo Patrimônio, tendo em mira, muitas vezes, uma visão prospectiva de possíveis variações. As mutações tanto podem decorrer de ação do homem, quanto, embora quase sempre secundariamente, dos efeitos da natureza sobre o Patrimônio. Por aspecto qualitativo do patrimônio entende-se a natureza dos elementos que o compõem, como dinheiro, valores a receber ou a pagar expressos em moeda, máquinas, estoques de materiais ou de mercadorias, etc. A delimitação qualitativa desce, em verdade, até o grau de particularização que permita a perfeita compreensão do componente patrimonial. Assim, quando falamos em "máquinas" ainda estamos a empregar um substantivo coletivo, cuja expressão poderá ser de muita utilidade em determinadas análises. Mas a Contabilidade, quando aplicada a um patrimônio particular, não se limitará às "máquinas" como categoria, mas se ocupará de cada máquina em particular, na sua condição do componente patrimonial, de forma que não possa ser confundida com qualquer outra máquina, mesmo de tipo idêntico. O atributo quantitativo refere-se à expressão dos componentes patrimoniais em valores, o que demanda que a Contabilidade assuma posição sobre o que seja "Valor", porquanto os conceitos sobre a matéria são extremamente variados. Do Patrimônio deriva o conceito de Patrimônio Líquido, mediante a equação considerada como básica na contabilidade: (Bens+Direitos) – (Obrigações) = Patrimônio Líquido  Quando o resultado da equação é negativo, convenciona-se denominá-lo de "Passivo a Descoberto". O Patrimônio Líquido não é uma dívida da Entidade para com seus sócios ou acionistas, pois estes não emprestam recursos para que possa ter vida própria, mas, sim, os entregam, para que com eles forme o Patrimônio da Entidade. O conhecimento que a Contabilidade tem do seu objeto está em constante desenvolvimento como, aliás, ocorre nas demais ciências em relação aos respectivos objetos. Por esta razão, deve-se aceitar como natural o fato da existência de possíveis componentes do patrimônio cuja apreensão ou avaliação se apresenta difícil ou inviável em determinado momento. Fonte: Portal de Contabilidade

Regime especial e o caos tributário no ICMS

ICMS 2 Diante da confusão existente no sistema tributário do ICMS, gerado pelas inúmeras alterações legais; ora ocasionado pela expansão na forma de cobrança do imposto por substituição tributária, com o deslocamento do momento da ocorrência do  fato gerador e a antecipação da cobrança do imposto na fonte produtora; ora ainda pela interminável guerra fiscal entre os estados da Federação e ora também, em razão do tratamento tributário diferenciado para as empresas optantes do SIMPLES Nacional fez surgir um impasse de difícil solução para se encontrar um caminho tranquilo adequado a todos. Como se diz por aí, na luta entre o mar e o rochedo, quem sofre é o marisco. O marisco - no caso - é o contribuinte que já não sabe o que fazer com tantas obrigações fiscais a serem cumpridas, sujeitando sua empresa a implicações de natureza fiscal e comercial. Fato ora agravado pelo  angustiante momento da nossa economia. A insensibilidade das autoridades fiscais agora também atinge frontalmente o setor do comércio atacadista em particular. Acontece que diante dos aspectos tributários elencados no início, algumas empresas atacadistas só conseguiam sobreviver graças a um mecanismo legal criado pelo fisco paulista. Trata-se do regime especial: tratamento fiscal concedido a empresas do comércio atacadista de comprovada credibilidade no cumprimento de suas obrigações fiscais. As empresas que dispunham desse especial tratamento tributário só conseguirão manter-se ativas no mercado graças à tributação na forma pelo regime especial, desonerando da tributação antecipada, na fonte pelo fabricante, em suas operações não destinadas ao varejo. Aliás, nesse caso as operações feitas com  regime especial, que perfaziam no mínimo oitenta por cento de seu faturamento total dessas empresas, evitavam prejuízo dessas empresas ao deixarem de recolher tributo antecipado, onde a lei não contempla o recolhimento doICMS nesse momento, evitando a penalização no caixa das empresas. Dessa maneira as empresas contempladas com regime especial tornam-se competitivas no mercado por elas disputados, onde outras empresas concorrentes não estavam obrigadas a recolher antecipadamente o ICMS devido pelo  mesmo tipo de operação, só o fazendo no momento da saída da mercadoria de seu estabelecimento comercial, de acordo com as regras fiscais prevista na legislação de regência. Ocorre, todavia, que de uma hora para outra, o fisco paulista, sob vários argumentos, cassou o regime especial anteriormente concedido à essas empresas do comércio atacadista e, com isso, praticamente eliminado-as do mercado por absoluta falta de competitividade. Diante desta lamentável medida fiscal que poderá acarretar no fechamento de mais empresas, prejuízos para os empreendedores e, por via de consequência, gerar mais desemprego no Estado, em um momento difícil para o Brasil. Só resta, portanto, às empresas do setor do comércio atacadista unirem-se por intermédio das entidades representativas para exigir do Fisco Paulista o retorno imediato do sistema de regime especial para as empresas que estejam regulares. Fonte: Portal Contábeis

Erros que um escritório de contabilidade NÃO pode cometer

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Você que está começando, acabou de abrir seu escritório e quer descobrir quais erros não deve cometer, preste atenção neste post. Vamos listar 5 erros que podem ser terríveis para a reputação do seu escritório de contabilidade. Se você já tem experiência, de qualquer forma é sempre bom ver que estamos no caminho certo e notar que podemos algo aqui ou ali!

1. Ser conivente com atraso de pagamento Não cobrar os seus clientes, além de um erro gravíssimo, é um dos mais comuns. Muitas empresas, novas ou com vários anos de mercado, acabam postergando essa etapa, prejudicando o fluxo de caixa e o crescimento do escritório. Pense que, da mesma forma que o seu cliente cobra quando algum serviço atrasa (com razão), você deve fazer o mesmo. Alguns clientes podem adiar o pagamento dos seus contadores por meses, o que pode gerar um prejuízo considerável. Uma boa dica é colocar cláusulas específicas sobre atraso de pagamento no contrato de serviço.

2 — Não negar nenhum tipo de serviço ou cliente Demonstrar iniciativa é (quase) sempre bom. Quando estamos no começo, tudo o que queremos é conquistar novos clientes, porém, aceitar qualquer trabalho, sem um critério de refinamento, ou fazendo todos os serviços da área contábil, pode ser prejudicial. O problema de aceitar esse tipo de trabalho, que foge da sua especialidade, é que demandam esforço redobrado, uma vez que você vai precisar estudar e demandar mais tempo para fazer o pedido. Lembre-se: oferecer um diferencial é uma boa saída para conquistar novos mercados e novos clientes.

3 — Oferecer benefícios de graça Um erro comum dos escritórios de contabilidade recém-abertos é acabar oferecendo um benefício de graça para o cliente. Com isso, você perde um importante instrumento de negociação. Faça isso apenas quando quiser uma contrapartida por parte do contratante, por exemplo: se ele deseja um pacote reduzido de serviços, coloque um deles de graça caso contrate um pacote maior. Lembre-se que nada sai realmente de graça: é gasto tempo, dinheiro, esforço e mão de obra para que um serviço seja realizado, portanto, não deve ser facilmente desvalorizado.

4 — Não se atualizar Não é porque você possui uma carreira consolidada, com um nome respeitado no mercado que deve deixar de procurar novos conhecimentos. Todos os funcionários do escritório de contabilidade devem se atualizar constantemente. Novos conhecimentos, metodologias e ferramentas surgem todos os anos e operar com sistemas antigos pode tornar o trabalho mais árduo e demorado. Então, mantenha-se atualizado.

5 — Não se adaptar ao seu público-alvo Não adianta querer empurrar algo que não se adequa ao perfil daquela empresa que o contratou, muito menos deixar de atender uma necessidade que ela tenha. Por isso, faça um estudo do cliente que te procura para saber exatamente o que ele precisa e o que não precisa e ofereça opções dentro desse rol.

Fonte: Jornal Contábil

Proibição de doações a campanhas gera dúvidas na entrega da declaração do IR

soniaideias-dinheiro-no-brasil O prazo para entrega das declarações de Imposto de Renda começa no dia 1º de março. Deve-se desde já dar máxima atenção à consolidada jurisprudência dos nossos tribunais eleitorais no tocante aos limites de doações de pessoas físicas, especialmente porque teremos em 2016 o primeiro pleito após a recente alteração legislativa que retirou a possibilidade de pessoas jurídicas doarem aos partidos políticos. No tocante às pessoas físicas podem fazer doações em dinheiro ou estimáveis em dinheiro para campanhas eleitorais, sempre no limite de 10% de seus rendimentos brutos referentes ao ano anterior às eleições. Não respeitado este limite, a sanção é de multa pecuniária e com o efeito de inelegibilidade do doador pelo prazo de oito anos, não cabendo o argumento de desconhecimento da legislação por parte do doador para a afastar a aplicação da sanção. Por mais claro que pareça, ainda assim, diante das situações fáticas surgem inúmeros questionamentos que tentaremos elucidar: 1. Declaração como dependente Doações à campanha eleitoral efetuadas em excesso por pessoa declarada como dependente em Imposto de Renda. A sentença julgou improcedente a representação fundada no artigo 23 da Lei 9504/97 por entender que o excesso de doação teria ultrapassado R$ 312,00 e que o valor era irrelevante e não influenciaria o pleito. A 2ª instancia alterou os fundamentos da sentença, todavia, por considerar que a prova documental evidencia que a doação teria sido efetuada por dependente do representado, para fins de declaração de Imposto de Renda, e então, os rendimentos brutos auferidos pelo dependente é que deveriam servir de base de cálculo para a apuração do ilícito, sob pena de se estender indevidamente a responsabilidade pela doação ao representado. Em sendo assim, na parte de declaração do Imposto de Renda referente aos rendimentos de dependente, deverá constar o ganho deste para que seja possível sua doação. 2. Montante tributável e não tributável A percentagem de 10% deve ser calculada sobre o valor total dos rendimentos brutos da pessoa física, não somente sobre o montante tributável, lembrando que o valor limite para a declaração referente aos ganhos de 2015 é de R$ 28.123,91. 3. Casamento regido pela comunhão universal de bens O Tribunal Superior Eleitoral tem entendido que deve-se calcular o limite legal estabelecido para doações feitas por pessoas físicas levando-se em conta o rendimento bruto comum dos cônjuges regidos sob a comunhão universal de bens. 4. Casamento regido pela comunhão parcial de bens Cada um dos consortes deve doar, em nome próprio, valores compatíveis com seus rendimentos pessoais. 5. Ausência de faturamento ou rendimento Doador sem faturamento ou rendimento no ano anterior às eleições está vedado de realizar doações para campanhas eleitorais. Todavia, há controvérsia na jurisprudência, pois há decisões que equiparam declarações sem rendimento ao caso de isentos, em que se aplicou sobre o teto de isenção referente ao ano calendário da doação a percentagem de 10% para calcular o limite e o excesso da doação. 6. Retificadora da declaração A jurisprudência entende que a retificação de rendimentos feita após a citação, sem estar acompanhada de documento a assegurar a tese de erro contábil, não é documento hábil e verossímil para afastar a sanção. Os tribunais entendem que é inadmissível a retificação de declaração à receita federal procedida com escopo único de ajustamento do faturamento bruto ao limite previsto e diligenciada somente após a citação, mormente quando desacompanhada de documentos hígidos que amparem essa retificação. Fonte: Portal Contábeis