Dica: Os 10 Livros que todo contabilista deveria ler!

Busy businessman

Os 10 livros que todo contabilista deveria ler! Trata-se de livros de contabilidade de “cair o queixo” no quesito qualidade. Lá vai:

10° – Contabilidade Introdutória – Autor (a): Alkindar de Toledo Ramos, Edilson Castilho, Eduardo Weber Filho, Eliseu Martins, Luiz Benatti, Ramom Domingues JR, Sérgio de Iudícibus e Stephen Charles Kanitz

Escrito pela equipe de professores da FEA/USP, é um livro básico para quem está começando os cursos de Administração, Ciências Contábeis e Economia. Os livros que integram o conjunto Contabilidade Introdutória (Livro-texto, Livro de Exercícios e Manual do Professor) inovam o ensino da Contabilidade no Brasil. Permanentemente revistos e atualizados, têm em vista não só sua adaptação aos modernos padrões de ensino da Contabilidade, como ainda as frequentes modificações introduzidas na legislação fiscal e societária do País. Tem uma linguagem mais clara e sem tantos termos técnicos, material básico para preparação de candidatos a concursos públicos. Eu indico para quem está nos primeiros períodos do curso, pois ele traz as noções básicas na Contabilidade, como: Campo de atuação da contabilidade, o espírito acadêmico, procedimentos contábeis básicos segundo o método das partidas dobradas, as variações do Patrimônio Líquido, Balanço Patrimonial e Demonstração de Resultado, problemas contábeis diversos e etc.

9º – Teoria da Contabilidade – Autor (a) Sérgio de Iudícibus Teve sua primeira publicação em 1979, sendo que sua última edição foi em 2010, no qual foi inserido um texto especial sobre as novas abordagens à teoria da contabilidade. Além disso, há inúmeras inserções e atualizações na maior parte dos capítulos, principalmente para ilustrar novas tendências que têm surgido na Teoria da Contabilidade, bem como atualizações, tendo em vista a convergência, que está ocorrendo no Brasil, aos padrões internacionais do IASB e referências à nova Estrutura Conceitual do CPC/CVM/CFC, bem como à Lei no 11.638/2007. É um livro básico para os cursos de graduação e pós-graduação em Teoria da Contabilidade e pode ser usado também como leitura complementar para a disciplina Contabilidade Avançada. 8° – Monografia para os Cursos de Administração, Contabilidade e Economia – Autor (a) José Carlos Marion, Maria Cristina Traldi, Reinaldo Dias e Márcia Maria Costa Marion. Este livro constitui-se num guia prático para a elaboração de monografias na área de negócios – administração, ciências contábeis e economia. Aborda as regras convencionadas pela comunidade científica internacional e normatizadas no Brasil pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) para apresentação de trabalhos monográficos. É indicado para aqueles acadêmicos que estão um pouco “perdidos” em relação a monografia pois tem um capítulo com temas sugeridos para pesquisa ou até mesmo para aqueles que querem tirar dúvidas sobre projeto de pesquisa, elementos que compõem a monografia, aspectos gerais da apresentação. 7° – Contabilidade Geral para Concurso Público – Autor (a) Jose Carlos Marion e Walter Nobuyuki Yamada. livros contabilidade 4Este livro de contabilidade é direcionado para candidatos que desejam ingressar na carreira pública. O objetivo é atingir não só o interessado que é graduado na área contábil, como também o leigo (não afeito à contabilidade) que não dispõe de muito tempo para leitura e tenha dificuldade para a compreensão da matéria. Manual destinado a candidatos a concursos públicos, principalmente Bacen, Esaf (auditor fiscal e técnico do Tesouro Nacional), INSS, Tribunal de Contas, contador (Estados e Municípios) e outras carreiras públicas. Indicado também para a disciplina Introdução à Contabilidade dos cursos de graduação em Ciências Contábeis, Administração e Economia. O livro aborda temas como Patrimônio, Equações patrimoniais, Apuração do resultado e regimes de contabilidade, Escrituração, Princípios contábeis, Balanço patrimonial, Demonstração do resultado do exercício, Demonstrações complementares, Resolução CFC 750/93. Aborda os assuntos de forma mais objetiva, com textos curtos, além dos testes no final de cada capítulo. 6° – Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Público (MCASP) livros contabilidade 5Visa colaborar com o processo de elaboração e execução do orçamento, além de contribuir para resgatar o objeto da contabilidade como ciência, que é o patrimônio. Com isso, a contabilidade poderá atender a demanda de informações requeridas por seus usuários, possibilitando a análise de demonstrações contábeis adequadas aos padrões internacionais, sob os enfoques orçamentário e patrimonial, com base em um Plano de Contas Nacional. A cada ano o Tesouro Nacional lança uma nova edição do MCASP válido para cada exercício, o Manual não é vendido e pode ser encontrado no site do Tesouro Nacional ou pode-se conseguir a versão impressa mandando um e-mail ao Tesouro Nacional solicitando que o Manual seja entregue na residência. 5° – Contabilidade de Custos – Autor (a) Eliseu Martins É um livro técnico e completo em relação a custos. O enfoque é dado principalmente à utilização da Contabilidade de Custos para as funções de planejamento e controle além de uma avaliação crítica da implantação de sistemas de custos. A novidade da última edição é a adaptação de seu texto às disposições dos Pronunciamentos Técnicos CPC, especialmente do CPC 16, que trata da valoração de estoques, e das Leis nºs 11.638 e 11.941. 4° – Demonstrações Contábeis: Estrutura e Análise – Autor (a) Arnaldo Reis Apresenta os principais fundamentos para a análise e estrutura de balanços e demonstrativos contábeis/financeiros. Dentro de uma sequência lógica e racional, procurando explicar e justificar os principais conceitos técnicos e as determinações legais fundamentais. É um livro de fácil compreensão, sem tantos termos técnicos, linguagem simples e objetiva, apresenta a matéria de forma clara e concisa, acessível até mesmo aos leigos em contabilidade. Na sua terceira edição (2009) os textos, testes e exercícios foram reformulados e estão adaptados aos dispositivos da Lei n° 11.638/2007. 3° – Análise Avançada das Demonstrações Contábeis: Uma Abordagem Crítica – Autor (a) – Elizeu Martins, Josedilton Alves Diniz e Gilberto José Miranda Entre as características deste livro de contabilidade destaca-se a abordagem diferenciada do conteúdo utilizado. O objetivo é mostrar a real potencialidade de cada indicador de desempenho econômico e financeiro e de evidenciar suas limitações à luz de diversos fatores. É um livro voltado para a disciplina de Análise de Demonstrações Contábeis dos cursos de pós-graduação (doutorado, mestrado e especializações e MBA’s) em Contabilidade, indicado também para profissionais especialistas da área de análise de balanços avançada. Diferentemente de outras obras, em vez de exercícios fechados para serem elaborados, são sugeridas atividades baseadas nas Pedagogias Ativas, as quais centralizam o leitor no processo de ensino e aprendizagem. 2° – Contabilidade Empresarial – Autor (a) José Carlos Marion Este livro é diferente dos manuais mais convencionais pelo fato de dar maior importância à compreensão dos relatórios contábeis do que à mecânica da escrituração e da elaboração das demonstrações financeiras. É divido em quatro partes: Análise das demonstrações contábeis, o processo contábil, o balanço patrimonial e outras demonstrações financeiras. Pelo fato de dar mais ênfase à compreensão dos dados e demonstrativos contábeis do que às técnicas de escrituração, ele é destinado também a profissionais não contadores e estudantes de outras áreas. É um livro completo, cobrado em praticamente todas as faculdades e uma ótima fonte de pesquisa. 1° – Manual de Contabilidade Societária: Aplicável a todas as Sociedades de Acordo com as Normas Internacionais e do CPC – Coordenador (a): FIPECAFI – Autor (a): Sérgio de Iudícibus, Eliseu Martins, Ernesto Rubens Gelbcke e Ariovaldo dos Santos. Com a edição das Leis nº 11.638/07 e 11.941/09 (esta transformando em lei a MP nº 449/08) e com a criação do CPC – Comitê de Pronunciamentos Contábeis – em 2005, produziu-se, durante 2008 e 2009, enorme conjunto de novas normas, aprovadas pela CVM e pelo CFC, além da convergência completa às normas internacionais de contabilidade (IASB). Diante disso a FIPECAFI deliberou por cessar a edição do antigo Manual de Contabilidade das Sociedades por Ações, que foi lançado em 1977, logo após a promulgação da Lei 6.404/76. Esse novo Manual traz os Pronunciamentos, as Interpretações e as Orientações do CPC, como também, as normas internacionais de contabilidade emitidas pelo IASB. É o “queridinho” de 10 entre 10 professores, sendo considerado a Bíblia da Contabilidade, realmente, é um livro que todo profissional contábil tem que ter.   Fonte: Jornal Contábil  

Negócios contábeis 2.0: Como transformar problemas em oportunidades

Business partner work together

É muito comum os problemas serem vistos pelos empreendedores e suas equipes como empecilhos ou entraves para o crescimento da empresa. No entanto, as dificuldades devem ser percebidas como oportunidades de fazer diferente e, até, mesmo se reinventar periodicamente. Na área contábil não haveria de ser diferente.

Vivemos em um mundo onde a conectividade impera e na era 2.0 todas as profissões estão se transformando, o que equivale a dizer que o conhecimento técnico é fundamental, mas apenas ele não basta. É preciso saber gerir a carreira e o negócio tão bem quanto uma grande organização. E esse movimento, em especial na área contábil, está ocorrendo de forma muito acelerada, primeiro porque temos uma diversificação de atividades comum a toda profissão. Tem havido ainda uma especialização crescente, seja em virtude dos diferentes ramos de atuação dos clientes, seja pela própria abrangência da matéria, requerendo uma visão contábil com vieses fiscal, de auditoria e consultoria, entre outros.

O conhecimento técnico, portanto, está se diversificando e a busca por profissionais mais qualificados em todas as características cresceu a reboque disto. Ao contratar hoje um contador, a empresa procura um profissional que já tenha conhecimento em sua área específica. O supermercado, por exemplo, prefere aquele contador mais experiente no setor varejista; uma indústria, por sua vez, tende a escolher alguém com expertise neste campo, e assim por diante. Afinal, a especialização confere autoridade e referência ao prestador de serviços, possibilitando maior geração de valor para si e para seus clientes. Do ponto de vista das empresas e escritórios contábeis, é preciso manter-se atualizado, olhar atentamente para a eficácia e a produtividade do seu negócio, assim como ter sempre em mira a própria concorrência. A análise de SWOT é uma excelente oportunidade para avaliar os pontos fortes, fraquezas, oportunidades e ameaças existentes em torno desse ecossistema. Tal análise é muito importante para todos os tipos de organização, independentemente do seu porte ou natureza. Além disso, deve ser realizada com frequência para que se possa fazer um diagnóstico certeiro com o objetivo de encontrar alternativas estratégicas que tragam resultados viáveis. A partir dessa avaliação, é preciso remodelar o negócio, porque ao observar forças e fraquezas, estamos, invariavelmente, direcionando nossa atenção para dentro de casa. Com isso, descobrimos o que é preciso mudar, tarefa das mais difíceis, por exigir experiência e feeling empreendedor, ou seja, a capacidade de transformar problemas em soluções. Como se ensina isso? Não há uma fórmula pronta, nem segredos, só a experiência do dia a dia pode fazê-lo. Uma sugestão é incentivar todos os colaboradores a trazerem para o escritório novas ideias e oportunidades . Tome essa prática como exercício para a sua vida, e verá os benefícios. Contudo, a jornada empreendedora torna-se menos árdua ao se adotar metodologias e práticas globais de gestão, como por exemplo, o Business Model Generation (Canvas), ferramenta que auxilia o processo de inovação em modelos de negócios. Este é um procedimento que deve ser copiado por todos os empreendedores da área contábil. Além disto, procure anotar diariamente suas ideias sobre novos negócios, mercados ou processos. Cultive o hábito de olhar o problema e buscar maneiras inovadoras de solucioná-lo. Este é o primeiro passo para a diferenciação e valorização dos seus serviços. Fonte: Jornal Contábil

Crédito PIS e Cofins sobre EPI

  pis-cofins O CARF decidiu que uma Indústria de calçados, admitisse o crédito com base nos gastos com o tratamento de resíduos industriais e com equipamento de proteção individual. Conforme Acórdão nº 3301­002.153 de 12 de Maio de 2014. O sistema não cumulativo de apuração da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social ­- Cofins admite que seja descontado do valor devido o crédito apurado com base nos gastos expressamente previstos em Lei, entre os quais se incluem os gastos incorridos na compra de bens e serviços utilizados como insumo na fabricação dos bens. É entendimento majoritário na jurisprudência que vem se formando em segunda instância administrativa de julgamento, que o conceito de insumo, no sistema de apuração não cumulativo das Contribuições, situa-­se em posição intermediária, nem tão restrito quanto a determinada pelo Fisco, nem tão amplo quanto defendem os contribuintes. Tem sido admitido o lançamento credor calculado com base nos gastos incorridos pela empresa, sob a condição de que tratem­-se de bens ou serviços aplicados na produção ou a ela diretamente vinculados, mesmo que, ao contrário de como pretendem limitar os Atos Normativos supra citados, não sofram alterações em função da ação diretamente exercida sobre o produto em fabricação. Noutro vértice, não têm sido aceitas as despesas associadas à manutenção da atividade empresarial como um todo, sem qualquer vínculo especial com o processo produtivo propriamente dito. A legislação que introduziu a cobrança não cumulativa das Contribuições define sua base de cálculo como sendo o faturamento mensal, assim entendido o total das receitas auferidas pela pessoa jurídica, independentemente de sua denominação ou classificação contábil, compreendendo a receita bruta da venda de bens e serviços nas operações em conta própria ou alheia e todas as demais receitas auferidas pela pessoa jurídica. Feitas as exclusões expressamente relacionadas nas Leis, tudo o mais deve ser incluído na base imponível. Levando-­se em conta que o sistema de não-cumulatividade tributária traz em si a ideia inescapável de que a incidência não ocorra ao longo das diversas etapas de um determinado processo sem que o contribuinte possa reduzir de seu encargo aquilo do que foi onerado no momento anterior, ainda que considerássemos todas as particularidades e atipicidades do sistema de cobrança das contribuições, terminaríamos por concluir que, a um débito tributário calculado sobre o total das receitas haveria de fazer frente um crédito calculado sobre o total das despesas. Tal como consta do texto legal, o direito de crédito, em definição genérica, admite apenas que se considerem as despesas com bens e serviços, utilizados como insumo na prestação de serviços e na produção ou fabricação de bens ou produtos destinados à venda, nunca a integralidade dos gastos da pessoa jurídica. Prova disso é que os gastos que não se incluem nesse conceito e dão direito ao crédito são listados um a um nos itens seguintes, de forma exaustiva Imprescindível salientar que também não se pode entender como insumo tão somente os gastos com bens ligados à “essencialidade ao processo produtivo” ante o seu inegável subjetivismo. Assim, creio que o critério que mais confere segurança jurídica para a Administração Fazendária e seus administrados é o da aplicação direta do bem no processo produtivo, todavia, não basta que o bem seja aplicado diretamente no processo do produção do produto industrializado, mas que a subtração deste obste a atividade da empresa ou implique em substancial perda da qualidade do produto ou serviço daí resultante, além de que tal bem não integre o ativo imobilizado da empresa, o que impossibilitaria o creditamento. O mesmo, também encontra-se reproduzido no REsp 1.246.317/MG, de relatoria do Min. Mauro Campbell. Disso tudo se conclui que, para efeito da definição de “insumos” do art. 3º, II, da Lei n. 10.637/2002 (PIS) e mesmo artigo da Lei n. 10.833/2003 (COFINS) : a) Não é preciso que ocorra o consumo do bem ou que a prestação do serviço esteja em contato direto com o produto, logo é possível admitir apenas o emprego indireto no processo produtivo; b) O bem ou serviço tenha sido adquirido para ser utilizado na prestação do serviço ou na produção, ou para viabilizá­-los, conseqüentemente aqui se mostra importante a pertinência ao processo produtivo; c) Que a produção ou prestação do serviço dependa daquela aquisição e aqui chama à atenção a essencialidade ao processo produtivo. A essencialidade do bem ou serviço é fundamental para que estes sejam considerados insumo. É importante que o processo produtivo dependa da aquisição do bem ou serviço e do seu emprego direito e inclusive o emprego indireto também. Destarte, decide o CARF que: (…) para admitir o crédito com base nos gastos com ao tratamento de resíduos industriais e com equipamento de proteção individual. Elaborado pela equipe do Valor Tributário em 05 de Maio de 2014, com base no Acórdão nº 3301­002.153do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. Fonte: Portal Contábeis

Quatro dicas para contadores driblarem a crise

  Business-woman-using-computer-looking-tired-1367992 O Brasil passa por um momento delicado do ponto de vista econômico. Não são raras as notícias apontando que diversos setores da economia estão revendo para baixo as estimativas de desempenho para 2015. Com os escritórios de contabilidade não é diferente. Como prestadores de serviços para empresas de vários segmentos e tamanhos, é esperado que as atividades realizadas pelo profissional contábil sejam afetadas pela diminuição do ritmo de seus clientes. Veja a seguir, dicas essenciais para driblar a crise que assola o Brasil: Invista no relacionamento com os clientes  Em momentos de crise, a manutenção da base de clientes é um ponto muito importante. Para isso, é recomendável melhorar a integração e o relacionamento entre o escritório e as empresas que ele atende. Em uma cidade como São Paulo, em que a distância e o trânsito dificultam a locomoção e, consequentemente, o contato presencial, programas que permitam a troca de documentos e informações e contato por meios virtuais podem ser uma boa solução para manter-se próximo aos clientes. Melhore o planejamento financeiro Acompanhar bem de perto a situação financeira da empresa deve sempre fazer parte da rotina do empresário. Em momentos em que a economia vai mal, isso se torna ainda mais necessário. Ou seja, controlar o fluxo de caixa, provisionar despesas e se preparar para aumentos sazonais de gastos devem receber muita atenção. Controle as tarefas do dia a dia Identificar oportunidades para otimização de custos é outra medida importante para quem quer evitar sofrer os efeitos da crise. Monitorar as atividades que cada colaborador do escritório está realizando é uma forma fácil de alcançar esse objetivo. Por meio desse mapeamento torna-se possível distribuir melhor as tarefas pendentes, evitar que alguns colaboradores fiquem sobrecarregados, garantir que os prazos sejam cumpridos e ter a certeza que a equipe está trabalhando com o máximo de eficiência. Mapeie a rentabilidade de cada cliente Saber quanto tempo dedicar a cada cliente e calcular os honorários de acordo com a exigência real de cada empresa é outra dica valiosa. É importante que os valores pagos sejam condizentes com os esforços empreendidos para atender as necessidades de cada conta. Nesse caso, vale um raciocínio simples: quem demanda mais, paga mais.

 Fonte: Jornal Contábil

Alguns Erros e Acertos ao Delegar

Cheerful Corporate Businessman Working with His Paperworks and L

Delegar significa: Incumbir; fazer uma transmissão de responsabilidade; conceder poderes ou obrigações a uma  outra pessoa. Atribuir poder a alguém para que esta pessoa o(a) represente;Enviar um representante

Benefícios

  • Força a criação de equipes multi-disciplinares e possibilita a divisão das responsabilidades com os membros da equipe
  • Possibilita a descoberta de novos talentos e fortalecerá a equipe
  • Delegar provê o tempo necessários aos gestores para pensarem e planejarem estrategicamente
  • Delegar aumenta o moral da equipe

Cuidados ao Delegar

Delegar à pessoa certa

Priorizar não só as competências técnicas, mas, também a inteligência emocional, resiliência e sociabilidade serão fatores importantes no processo da identificação do profissional que será selecionado.

Delegar responsabilidade e autoridade

Frustante, conflitante e improdutiva é a situação em que, estando responsável por alcançar um resultado, o profissional simplesmente não têm autoridade e respeito dos envolvidos. Suas orientações não são seguidas e suas solicitações não são atendidas. Neste caso, a falha não esta no profissional que esta liderando, pois não foi-lhe outorgada autoridade suficiente.  É um forte candidato a desmotivação, pois não está vendo seu trabalho evoluir.

Proporcionar informações,  recursos técnicos e tecnológicos adequados

O outorgante não é preciso ao definir os requisitos e pontos fundamentais para que a ação seja executada com sucesso. Pré-suposições, informações imprecisas, dúbias e falta de prazos e métricas poderão levar a ação ao insucesso.

Feedback Negativo

É sempre um momento delicado e deverá  ter  caráter construtivo, destacando o fato que, a eliminação de uma determinada deficiência, seja técnica ou comportamental, beneficiará tanto o profissional como o resultado final da ação.

Avaliar e recompensar o desempenho

A necessidade de ser reconhecido e  ver o resultado do seu trabalho impactando na sua qualidade de vida. Isto  faz parte da natureza humana.  A nossa auto-estima precisa disto. A falta de reconhecimento levará ao desestimula e apatia do profissional.

Em síntese,

Deve-se delegar autoridade, dividindo assim as responsabilidades, e com isto proporcionar um sentido de equipe. Deverá ser estimulado o comprometimento, o entusiasmo e busca pelo sucesso do projeto, todos com o objetivo comum de buscar superar a expectativa do(s) solicitante(s).

O cenário contrário ao definido acima, poderá levar o projeto ao insucesso, desde sua concepção.

Fonte: João Caboclo da Silva Filho

A urgente necessidade de profissionalização das organizações contábeis

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Embora o mercado contábil seja conhecido pela complexidade das constantes alterações legislativas e pela dinâmica própria da atividade, parcela considerável das empresas deste setor ainda está longe de operar com o mínimo de profissionalização de seus colaboradores e processos. Este cenário geral, no contexto do empreendedorismo brasileiro, reflete-se nas 48.793 organizações contábeis registradas no Conselho Federal de Contabilidade (CFC).

Recente levantamento on-line que realizei com empreendedores da área mostrou que perto de 70% dos empresários apontam como seus principais diferenciais o cumprimento rigoroso das obrigações acessórias e o cálculo correto de tributos. Apenas 19% estabelecem plano de ações estratégicas e realizam seu monitoramento periódico.

Ora, então como esses quase três quartos do mercado contábil poderiam estabelecer um patamar de competição diferente da disputa pelo menor valor? A lógica diz que se há oferta de serviços similares, a demanda pressiona, naturalmente, por menores preços. Intervenções artificiais, por meio de normas reguladoras, apenas agravariam o problema, fragilizando ainda mais a competitividade do setor. A solução para situações como esta passa, imprescindivelmente, pela introdução de inovações em processos e serviços.

Pesquisa da Federação Nacional das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas (Fenacon) indica que 54% dos escritórios contábeis sequer têm sites “próprios”. Como inovar no atendimento a clientes e obter receitas mais consistentes, em plena era digital, sem fazer uso das tecnologias da informação e comunicação?

Neste sentido, torna-se evidente que quase 80% das empresas contábeis nem ao menos medem sua capacidade de inovação. E como diz Peter Drucker, o homem que inventou a administração, segundo a revista Business Week, “não se gerencia o que não se pode medir”. Portanto, a maior parte dessas organizações precisa alinhar-se, com urgência, aos padrões globais de gestão. Sem isso, não há como esperar a valorização dos serviços contábeis.

A inovação em serviços, produtos e processos reverte-se, necessariamente, em fortalecimento da competitividade, libertando as empresas da competição por preço, que geralmente atinge patamares canibalizadores. Para isso, o primeiro passo é a capacitação dos empreendedores do setor.

Hoje, o mundo caminha para o uso do conceito de ominchannel, em que o atendimento aos clientes passa por todos os canais, físicos ou eletrônicos. Usar somente telefone, reuniões presenciais e motoboy, além de elevar os custos e riscos dos escritórios, limita significativamente o processo de excelência no atendimento aos clientes.

Para mensurar a efetividade do relacionamento dos escritórios contábeis com seus clientes, tenho utilizado a metodologia Net Promoter Score (NPS). As notas obtidas até o momento têm sido muito baixas ou mesmo negativas. Isto indica que os clientes atuam mais como detratores do que promotores. Se esta tendência foi constatada, significa que, ao contrário do desejável, há mais empresários denegrindo que indicando seus contadores.

A urgente necessidade de profissionalização das organizações contábeis é a passagem mais promissora para transformar o escritório em empresa na prática. Afinal, não se constrói este caminho sem muito trabalho e estudo.

O empreendedor é um insatisfeito que transforma seu inconformismo em descobertas, os problemas em oportunidades, segundo Fernando Dolabella, referência nacional no assunto. O insatisfeito que só reclama dos honorários e espera que o mundo o valorize, não é empreendedor. A atitude empreendedora eleva consideravelmente as chances de transformar eminente fracasso em sucesso retumbante. Criar inovações para atender os clientes com excelência é a melhor forma de diferenciar-se dos concorrentes – só assim será possível agregar valor às competências profissionais e não somente elevar o preço da fatura mensal.

Fonte: Portal Contábeis